23 de Julho 2017
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Edição:
#210
Mês:
JUL
Ano:
2016
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Metallica – O Início
Por Dave Everley

Lars Ulrich está olhando para o disco que sedimentou não apenas a base da carreira de sua banda, mas criou uma nova sonoridade no Heavy Metal. Já se foram 33 anos desde que o Metallica, com seu disco de estreia, Kill ‘Em All, surgiu como um furacão a partir de São Francisco, arrastando tudo consigo. “Eu tenho uma mistura de lembranças”, fala o baterista sobre um dos discos de estreia mais influentes da história. “As mais remotas dizem respeito a juventude, inocência, ignorância e uma ausência de noção sobre o que o futuro nos reservava.”

Lars está no intervalo no que ele chama de “retoques finais” no ainda sem título décimo disco da banda, um projeto cercado de um mistério e um sigilo dignos dos segredos de estado. Não apenas Kill ‘Em All, mas também Ride The Lightning (1984) está sendo relançado em alto padrão, edições em box que trazem versões raras e inéditas de demos da banda. E logo Lars começa a confundir passado com presente. “É até um pouco estranho, mas uma coisa de que eu só me dei conta nos últimos meses é que havia muito de instintivo naquilo que fazíamos. Era isso que nos movia, na realidade. Éramos garotos de 19, 20 anos, nós nunca parávamos para pensar no que estávamos fazendo - a gente ia lá e fazia.”

Seja como for, a verdade é que Kill ‘Em All mudou toda uma cena. O então jovem Metallica - com Lars, James Hetfield, Cliff Burton e Kirk Hammett, que substituíra o guitarrista original e futuro líder do Megadeth Dave Mustaine - pegara a New Wave Of British Heavy Metal, da qual o baterista era fã declarado, e misturou-a com o Punk Rock americano. E se para muitos eles não foram os criadores do Thrash Metal - o Exodus, banda anterior de Kirk, é creditado como o pai do estilo -, o Metallica deve reconhecido como o grupo que o transformou em um fenômeno mundial que permanece até os dias de hoje. “Sim, tinha um quê de arrogância naquilo tudo, uma petulância juvenil”, afirma o guitarrista. “mas, ao mesmo tempo, nós não estávamos especialmente conscientes do que estava rolando, nem tínhamos muita bagagem musical. Estávamos nos metendo num território totalmente novo e aconteceu de fazermos aquilo melhor do que todos os outros.”
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