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LACUNA COIL
Teatro Odisseia - Rio de Janeiro/RJ
10 de março de 2017
Por Daniel Dutra / Fotos: Luciana Pires

“Bem-vindos ao nosso sanatório!”, bradou Cristina Scabbia na primeira vez das muitas vezes em que se dirigiu aos fãs que lotaram o Teatro Odisseia para prestigiar a terceira passagem do Lacuna Coil pelo Rio de Janeiro. Superlotaram, eu diria. Se jogassem um pouco de eucalipto, o sanatório teria virado uma sauna. Se jogassem um pouco de enxofre, teríamos a certeza de que estávamos no inferno – o local, acanhado e que mostra o problema da cidade para shows de tal porte, foi a alternativa depois que a noite de sexta-feira no Circo Voador foi ocupada por Jake Bugg (quem? Exatamente...). Mas e daí? Cristina e seu parceiro de microfone, Andrea Ferro, mostraram ao lado de Diego Cavallotti (guitarra), Marco Coti Zelati (baixo) e Ryan Blake Folden (bateria) que nada daquilo atrapalharia uma belíssima apresentação do quinteto italiano. De fato, não atrapalhou.

Dez minutos antes do horário programado, a introdução que antecedeu “Ultima Ratio”, a primeira das sete músicas extraídas do trabalho mais recentes, o excelente “Delirium” (2016), fez com que os fãs esquecessem o desconforto. “Spellbound” terminou de fazer o serviço, colocando a casa para cantar o refrão grudento junto com Cristina – e abafar a voz da vocalista, o que seria uma constante durante a noite. “I love you so much, Rio! Loudest crowd EVER”, escreveria ela mais tarde em suas redes sociais. Ok, diz isso para todos, mas a declaração não fugiu da verdade.



O jogo já estava ganho em “Kill the Light”, o que facilitou a vida do grupo ao apresentar mais material novo. “Blood, Tears, Dust” e “Ghost in the Mist” foram bem recebidas, enquanto “My Demons” mostrou potencial para se tornar um clássico ao fazer render bem ao vivo um refrão muito palatável, um belo e econômico solo de guitarra e, principalmente, os momentos pula-pula. Curiosamente, segundo Cristina, “My Demons” foi uma das mais requisitadas pelos fãs nas redes sociais, onde a simpática vocalista é quase onipresente.



Com “Trip the Darkness” começou a ficar difícil respirar, mas porque o show havia atingido em sua metade níveis de êxtase, o que virou catarse quando foi perguntado se os fãs queriam algo mais old school. Se todos já esperavam por “Swamped”, sempre um grande momento, o que veio antes foi um verdadeiro deleite, porque “Senzafine” causou um misto de incredulidade e alegria no rosto dos presentes, que enrolaram a língua para acompanhar a letra em italiano. Foi lindo, de verdade, assim como “Downfall”, uma das mais bonitas canções da discografia do Lacuna Coil. E palmas para Cavallotti, que respeitou nota por nota o solo cheio de feeling da versão em estúdio – gravado por Myles Kennedy, diga-se de passagem.



“Vamos fazer algo ao estilo carioca”, disse Ferro ao puxar o coro “Olê, olê, olê! Lacuna Coil!”, prontamente acompanhado em uníssono pela plateia. A falta de rima passa como licença poética, porque a banda conseguiu uma proeza: fazer do terço final do show um único clímax. “Our Truth” colocou a casa abaixo e ratificou a impressão inicial de que Cristina está cantando como nunca, atingindo as notas altas com muita facilidade – vale ressaltar que o som estava impecável, o que obviamente tem a ver com o técnico responsável, mas justiça seja feita com o Odisseia: a iluminação não estava aquela coisa monocromática de sempre. Além do vermelho, tinha um pouco de azul e de verde...



 “Enjoy the Silence”, o cover do Depeche Mode muito bem apropriado pelos italianos, manteve a altíssima temperatura, e o coro de “we fear nothing”, puxado pela vocalista foi a deixa para “Nothing Stands in Our Way” chamar o bis em grande estilo. De volta ao palco com as pinturas nos rostos vencidas pelo suor – mas o visual da banda é mesmo muito legal –, os cinco espremeram o hit “Heaven’s a Lie” (desnecessário dizer a reação dos fãs) entre duas das melhores músicas de “Delirium”: a faixa-título, com seu refrão simples e impecável, e “The House of Shame”, ainda mais pesada ao vivo e na qual os holofotes vão todos para Ferro e sua performance gutural de tirar o chapéu. Depois de uma hora e meia, nem mesmo a hora de deixar o local no esquema “pague para entrar, reze para sair” incomodava mais.



Set list:
1. Ultima Ratio
2. Spellbound
3. Die & Rise
4. Kill the Light
5. Blood, Tears, Dust
6. Victims
7. Ghost in the Mist
8. My Demons
9. Trip the Darkness
10. Senzafine
11. Swamped
12. Downfall
13. Our Truth
14. Enjoy the Silence
15. Nothing Stands in Our Way
Bis
16. Delirium
17. Heaven’s a Lie
18. The House of Shame

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