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SEPULTURA / CLAUSTROFOBIA
Audio Club - São Paulo (SP)
27 de maio de 2016
Por Leandro Nogueira Coppi / Fotos: Ricardo Ferreira
 
O pontapé inicial da turnê de “Machine Messiah”, novo álbum do Sepultura, que desde que foi lançado em 13 de janeiro vem sendo bastante elogiado, começou em grande estilo. Na primeira perna a banda excursionou entre fevereiro e março pela Europa ao lado de Kreator, Soilwork e Aborted. Já na seguinte, foi a vez de viajar durante um mês e meio pela América do Norte com Testament e Prong. É claro que o Brasil não iria ficar de fora e o primeiro show no país aconteceu em Campinas, na sexta-feira, 26 de maio. No dia seguinte, a banda se apresentou em São Paulo. O local escolhido foi a Audio Club, onde poucos dias após lançar “Machine Messiah” o grupo apresentou algumas músicas de seu novo álbum, em um ensaio aberto, exclusivo para a imprensa. No mesmo palco, o Sepultura realizou um show histórico em 2015, quando da comemoração de seus 30 anos de carreira. Na ocasião, a banda aproveitou para captar diversas imagens, que estão presentes no filme “Sepultura Endurance”, que tem pré-estreia marcada para 14 de junho, nos cinemas de várias cidades do Brasil.


 
Para a abertura desse mais recente show, o Sepultura convidou o Claustrofobia, que divulga o sexto álbum de sua carreira, “Download Hatred”, que foi lançado no segundo semestre de 2016. O show serviu como um ótimo aquecimento para a sua “Claustruth Legions Tour 2017”, que iniciaria quatro dias depois. Essa foi a nona vez que o Claustrofobia tocou com o Sepultura, porém, há alguns anos as duas bandas não dividiam o mesmo palco em São Paulo. Através da assessoria do Claustrofobia, o vocalista/guitarrista Marcus D’Angelo comentou o convite: “Uma honra! O Sepultura mudou a nossa vida, influenciou muito em nossa carreira e o direcionamento musical que tomamos. Sem contar a luta desses músicos nesses anos todos. Após vários altos e baixos eles continuam lutando e mantendo a paixão pela música, tanto que lançaram um disco foda e inspirado, mesmo após mais de 30 anos de banda.” E relembrou: “Isso me trás uma sensação nostálgica. De imediato, me lembro do “Sepulfest”, em que fomos convidados para abrir o festival ao lado das bandas Massacration, Nação Zumbi, Ratos de Porão e Sepultura. Sem dúvidas, esse festival de 2004 foi um grande divisor de águas em nossa carreira”.


 
Já com a casa cheia, os irmãos Marcus (vocal e guitarra) e Caio D’Angelo (bateria), o baixista Daniel Bonfogo e o guitarrista Douglas Prado entraram em cena após breve introdução. Com “Generalized World Infection”, do novo álbum, o grupo foi responsável por um verdadeiro caos que se formou na pista. Antes de “Bastardos do Brasil”, Marcus ficou irritado devido ao vazamento de som que saia de seu retorno. O mesmo aconteceu antes de “Pinu da Granada”. Infelizmente, o som que ecoava dos P.A.s também não era dos melhores, já que, além de extremamente alto, esteve embolado durante todo o tempo, o que prejudicou ouvir os solos de Prado. Mas essas falhas técnicas deixaram os músicos com mais sangue nos olhos e eles acabaram fazendo um show raivoso e contagiante. Isso refletiu na plateia, que participou efetivamente, já que o moshpit rolou solto durante toda a apresentação do quarteto, o que mostra o respeito que o Claustrofobia conquistou ao longo de seus 23 anos de carreira. No repertório, o “Claustro” priorizou não só o álbum “Download Hatred”, como também o anterior, “Peste” (2011), já que foi deles a maioria das músicas tocadas.


 
Bastante comunicativo, em dado momento Marcus sentou o reio na política do Brasil, mas também elogiou a cena nacional da música pesada: “O país está em decadência e esses políticos são todos uns filhos da puta, mas o metal brasileiro está em evidência! Vocês são a força maior dessa realidade”. Nesse clima, a banda mandou velhas tijoladas, como “Thrasher”, do álbum de mesmo nome, lançado em 2002, e “War Stomp”, de “I See Red” (2009). Mas além dessas, apresentou as novas: “Paulada”, “Curva” – que no álbum contou com a participação de Andreas Kisser – e a própria “Download Hatred”. O ponto alto veio com “Metal Maloka”, com direito a trecho da clássica “Children of the Grave”, do Black Sabbath. Apesar dos problemas técnicos, o Claustrofobia fez um show visceral e saiu ovacionado pela plateia, após a execução da instrumental “Saidera” e do sambão que rolou no som mecânico.


 
Após 35 minutos de espera, finalmente a introdução começou a rolar, pontualmente à meia-noite e meia, anunciando a chegada do Sepultura ao palco. A casa veio abaixo, ainda mais quando os quatro integrantes entraram e foram tomando as suas posições – engraçado sempre reparar que Andreas Kisser começa a bangear antes mesmo de a primeira música começar. E aí então, quatro no chimbal e pau na máquina! Duas seguidas de “Machine Messiah”: “I Am the Enemy” e “Phantom Self” - já bastante conhecida pelo fato de ter recebido o primeiro videoclipe do álbum, essa contou até com sua introdução ao som de maracatu. De cara, percebia-se que, ao contrário do que aconteceu na apresentação do Claustrofobia, o som estava muito bem equalizado.


 
Bacana e diferente ao do show que o Sepultura realizou na Audio em 2015, foi o cenário. Se naquela ocasião havia uma passarela em frente ao palco, que possibilitava com que Derrick Green, Kisser e Paulo Jr. caminhassem até quase o meio da pista – o que no início causou um verdadeiro furdúncio, pois muita gente invadiu o palco graças ao fácil acesso por essa passarela –, agora eles contavam com escadas, uma em cada lado do praticável da bateria de Eloy Casagrande. Em cada uma delas, havia microfones para que Green e Kisser cantassem lá de cima. Isso lembrou bastante os palcos que muitas bandas estrangeiras costumavam usar nos anos 80, como o Judas Priest, por exemplo.


 
Antes de a banda mandar “Kairos”, faixa homônima do álbum lançado em 2011, a plateia deu início ao mundialmente famoso e tradicional coro: “Se-pul-tu-ra; Se-pul-tu-ra”. Isso se repetiu antes e ao final da música seguinte, a primeira das velharias: “Desperate Cry”, de “Arise” (1991). Na primeira pausa, o sempre simpático Derrick Green falou em bom português: “Temos um CD novo: “Machine Messiah”. Vamos tocar bastante músicas dele”, e dedicou aos fãs a próxima, “Sworn Oath”, que vem sendo apontada como uma das melhores do novo disco. As ‘ghost notes’ que Casagrande insere em algumas partes dessa, são impressionantes. Aliás, tem se tornado redundante comentar sobre a performance, a técnica e a visceralidade desse baterista. O cara é simplesmente brutal! Não à toa, dessa nova geração, merecidamente ele tem sido considerado um dos melhores do mundo.


 
Na pausa seguinte, foi a vez de Kisser ir ao microfone e dar seu boa noite. O guitarrista agradeceu o público que lotou a casa, elogiou o Claustrofobia pelo show de abertura e foi aplaudido ao afirmar: “O metal está cada vez mais forte, graças à vocês!”. Mais uma de “Machine...”, foi a vez da instrumental “Iceberg Dances”, que teve a sua prèmiere mundial realizada na noite anterior, em Campinas. A mistura de ritmos, os climas e, principalmente, a parte em que Andreas deixa a guitarra um pouco de lado para fazer bonito com o violão, fez com que essa caísse muito bem ao vivo e tivesse um papel bem legal no show.


 
Era hora de voltar ao ano de 1989 e relembrar o clássico “Beneath the Remains”. Assim sendo, Andreas ordenou: “Vamos tocar umas coisas velhas, caralho!”. Então veio aquele que se tornou o primeiro grande hit do Sepultura: “Inner Self”. E aí, dá-lhe mosh, principalmente na parte da paradinha mortal. A música seguinte será sempre marcante na memória de Derrick Green, pois foi através dela que ele mostrou a Andreas, Paulo e ao ex-baterista, Iggor Cavalera, seus dotes como vocalista, que fizeram dele o sucessor de Max Cavalera: “Choke”, de seu álbum de estreia na banda, “Against” (1998). Na parte percussiva, Andreas e Green foram tocar nas escadas laterais, no caso do frontman, mandou umas baquetadas no enorme surdo da bateria de Caio D’Angelo, do Claustrofobia.


 
Daí pra frente o Sepultura mandou músicas de seus três últimos discos, ou seja, “Dialog”, de “Kairos”, “Alethea” e “Resistant Parasites”, ambas de “Machine Messiah” e “The Vatican”, a única a representar o álbum “The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart” (2013). Depois vieram três traulitadas de “Chaos A.D.” (1993), as avassaladoras “Biotech Is Godzilla” – com inserção de “Polícia” (Titãs) no meio -, “Territory” e “Refuse/Resist”. Depois dessa trinca poderosa, o Sepultura se retirou com a imbatível “Arise”. Na volta para o bis, Andreas Kisser lembrou a todos sobre a pré-estreia do filme “Sepultura Endurance”, no “Sepultura Day”, que acontecerá em 14 de junho próximo, nas salas de vários cinemas do Brasil.
 
O show se encaminhava para o fim e para terminar a banda mandou de uma só vez o single “Sepultura Under my Skin” e duas de “Roots” (1996), “Ratamahatta” e a mais explosiva da noite, “Roots Bloody Roots”. Após uma hora e meia de mais um show contagiante do Sepultura em São Paulo, Derrick, Andreas, Paulo e Eloy se despediram ao som de “Oh Ba La Di Ob La Da Da” dos Beatles, que rolava de fundo.



Ao final do show, o sempre atencioso Andreas Kisser atendeu a ROADIE CREW e, feliz, comentou sobre a sensação de voltar a tocar em São Paulo, especialmente na Audio Club, dessa vez para apresentar, ao vivo, o novo álbum: “Foi maravilhoso, voltar com o “Machine...” e tocar muita música nova. Dessa vez, palco e setlist foram diferentes”, contou o guitarrista. “Foi importante ter vindo aqui em 2015 celebrar 30 anos. Aquela apresentação é a que está no filme, a gente conta a história através da música do Sepultura e as performances foram feitas aqui”, relembrou. E Andreas finalizou comemorando: “Esse foi o terceiro show que a gente faz no Brasil do “Machine Messiah”. Pô, fantástico! É um sentimento lindo, maravilhoso, e só motiva a gente a continuar no caminho e a preparar o grande show do “Rock In Rio”. Sobre o setlist da nova turnê, Kisser explicou o porquê de ele ainda estar variando de show para show: “Nós estamos procurando o melhor, porque a turnê que fizemos com Testament e também com o Kreator foram shows mais curtos, de uma hora, cinquenta minutos... Agora, estamos tocando uma hora e meia. Enfim, é só botarmos na estrada e ver o que funciona ou não e ir adaptando e ajeitando.”, finalizou Andreas que, assim como seus companheiros, atravessa um ótimo momento com o Sepultura.


 
SEPULTURA – Set list:
Intro
I Am the Enemy
Phantom Self
Kairos
Desperate Cry
Sworn Oath
Iceberg Dances
Inner Self
Choke
Dialog
Alethea
Resistant Parasites
The Vatican
Biotech is Godzilla / Polícia (Titãs)
Territory
Refuse / Resist
Arise
Sepultura Under my Skin
Ratamahata
Roots Bloody Roots


 
CLAUSTROFOBIA – Set list:
Intro
Generalized World Infection
Bastardos do Brasil
Paulada
Caosfera
Pinu da Granada
Curva
Download Hatred
Thrasher
Vida de Mentira
War Stomp
Metal Maloka / Children of the Grave (Black Sabbath)
Peste
Saidera

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