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14:46 Live Evil



EDU ARDANUY
Sesc Belenzinho - São Paulo (SP)
05 de agosto de 2017
Por Leandro Nogueira Coppi / Fotos: Leandro Almeida
 
Os inúmeros fãs do virtuoso Edu Ardanuy, que se sentiam órfãos com o fim do Dr. Sin, não têm mais com o que se preocupar quanto ao prosseguimento da carreira do guitarrista, afinal, ele prometeu lançar um novo álbum solo ainda em 2017. Para tal empreitada, Ardanuy montou um time de primeira linha, com músicos tarimbados, que, inclusive, estão lhe acompanhando ao vivo. O baixista Glecio Nascimento (Glecio Nascimento Quarteto, Igor Willcox, Bocato, Faiska) e o baterista Manny Monteiro (Jaco Pastorius, Naná Vasconcelos, Arthur Maia, Hermeto Pascoal, Mozart Mello, Bocato) formam com Edu um power trio de responsa, que deixou de boca aberta aqueles que compareceram ao Sesc Belenzinho no último dia 05 de agosto.


 
E um bom público driblou a noite fria de São Paulo, ávido para conferir de perto o que Edu Ardanuy & Cia. teriam a mostrar. Assim que surgiu no palco, o guitarrista fez as honras da casa, apresentou seus companheiros e avisou que iriam tocar músicas inéditas de sua carreira e outras de longa data. A abertura foi com a eletrizante “Wild”, que fará parte do novo álbum que, segundo o guitarrista, deverá ter o mesmo nome. Desde o início, a qualidade de som estava perfeita, muito bem regulada, e o som que se ouvia era cristalino. Apesar de alguns covers, Ardanuy incluiu em seu repertório várias músicas instrumentais suas, algumas delas com a tradicional pegada hard rock, e outras com referências que iam do fusion ao blues, dois gêneros que sempre o influenciaram e que, ao que tudo indica, serão bastante explorados nessa sua nova etapa.
 
Dando sequência ao show, foi a vez de “Tritone”, música que dá nome ao projeto que o músico montou há muitos anos com os também guitarristas Sérgio Buss e Frank Solari e que faz parte do álbum “Just for Fun (And Maybe Some More Money)”, que lançaram em 1998 - o Tritone funcionava no mesmo esquema do G3, projeto formado pelo influente Joe Satriani, que também tinha dois guitarristas (os nomes dos músicos sempre variava) tocando ao seu lado.


 
Quando Manny Monteiro comentou sobre a próxima música, logo foi alertado por Edu que não era a vez dela. O público riu da situação. A princípio, Ardanuy topou inverter a ordem do set list, mas como já havia trocado de guitarra, devido à afinação, tiveram que manter a sequência. Então veio “House of the Bullets”, de Satriani – que tocou no dia seguinte no Parque do Ibirapuera, pelo “Samsung Best of Blues”, com abertura do brasileiro Artur Menezes. Nessa, Glecio Nascimento detonou, mandando ver no groove. Após o cover de Satch – como é conhecido o músico americano -, foi a vez de o trio tocar a música que Manny havia queimado a largada ao anunciá-la: “Little Wing”. E o baterista, que a cada tema tocado mostrava uma precisão absurda nos tambores, mandou muito bem também nos vocais, neste clássico do saudoso Jimi Hendrix.


 
Era hora de voltar às músicas de Edu Ardanuy, então vieram “Cruz”, também gravada no álbum do Tritone, e “Catch Us If You Can”, que foi composta para um vídeo promocional da Zoom (marca de pedais multi-efeitos), e que também saiu em um EP/Split de sua patrocinadora, que foi dividido com Kiko Loureiro, à época guitarrista do Angra. Ao final dessa, Edu tirou onda de seus colegas: “Esses caras entraram numa roubada. Eu não me lembro das minhas músicas, imaginem eles!”. A próxima, cover de Jeff Beck, Edu anunciou dizendo que é a música que ele mais gosta de tocar na vida: “Brush With the Blues”. Depois vieram outras duas que integrarão seu próximo álbum: a pacata “Space Cowboy” e a cadenciada “Relax and Enjoy”. Na parada entre essas duas músicas, foi cômico quando Edu avistou sua mãe na pista e a cumprimentou do palco. Nesse momento alguém lhe gritou pra que ele fizesse pose pra ela bater uma foto. Edu respondeu sacaneando: “Eu fazia pose quando tinha vinte (anos). Aos cinquenta tento no máximo tocar”. Mais uma vez o público caiu na gargalhada. O mesmo acontecia toda vez que um de seus fãs, de uma maneira muito engraçada, gritava seu nome nas pausas entre uma música e outra.


 
No blues “Red House”, outro tema composto por Hendrix, Monteiro novamente assumiu os vocais enquanto segurava a bronca em seu kit de batera. Como saideira, Edu revisitou seu primeiro álbum solo, “Electric Nightmare”, de 1998, com a empolgante “Mad Dog”. Pena que não deu tempo de tocar “Lenny” e “Scuttle Buttin’”, ambas de Stevie Ray Vaughan, que estavam programadas no set. Mas pelo menos Edu atendeu aos pedidos dos fãs e não saiu sem tocar mais uma. Com muita improvisação e uma perfomance impecável de Nascimento, a saideira com “Stratus”, de Billy Cobham, com quase doze minutos de duração, deu números finais a apresentação de Edu Ardanuy, que saiu ovacionado do palco, antes de descer e atender os fãs para fotos e autógrafos. Apesar de a maior parte do repertório de Edu Ardanuy ter sido baseado em músicas instrumentais, o show não foi entediante, já que não foi direcionado única e exclusivamente para guitarristas. Mais do que isso, foi uma apresentação divertida, voltada, principalmente, aos amantes da boa música. Para Edu, essa foi uma noite especial, pois, além dos fãs e dos amigos, seus familiares, como esposa, filha, mãe e irmã, também comparecem para prestigiá-lo.


 
Ao final do evento, Edu Ardanuy atendeu a ROADIE CREW e deu alguns detalhes sobre seu novo álbum: “É um novo disco, uma nova fase, bem diferente do meu primeiro trabalho solo. “Electric Nightmare” ainda vinha muito pesado, cheio de ‘overdrive’, meio prog... Eu aprendi a tocar pelo amor ao blues e ao blues estou voltando”, revelou. “Só que, é obvio que o blues do Ardanuy nunca vai ser igual o do B.B. King. Será uma coisa meio jazz, meio rock, mas a essência é o blues”, detalhou. Sobre seu equipamento, Edu contou que também passou por algumas mudanças na configuração: “Agora estou tocando com guitarras com três Single Coils (captadores) e menos ‘overdrive’. Tenho certeza que quem me segue não irá se decepcionar. É um novo momento e as coisas têm que mudar, ninguém aguenta mais do mesmo. Estou migrando pra uma fase com esse pessoal que você viu tocar comigo hoje. Enfim, será um disco diferente do primeiro, mas tenho certeza que será bem interessante”, concluiu. O baterista Manny Monteiro será o produtor do novo álbum de Edu Ardanuy, que espera lançar o material entre outubro e novembro.
 
EDU ARDANUY – Set list:
Wild                                                              
Tritone                                                         
House of the Bullets (cover de Joe Satriani)   
Little Wing (cover de Jimi Hendrix)        
Cruz                                                             
Catch Us If You Can                                
Brush with the Blues (cover de Jeff Beck)                   
Space Cowboy
Relax and Enjoy
Red House (cover de Jimi Hendrix)       
Mad Dog                                                     
Stratus (cover de Billy Cobham)

             

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