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DEICIDE
Clash Club - São Paulo/SP
12 de agosto de 2017
Por Valtemir Amler / Fotos: Fernando Yokota

Muito tem se falado sobre o excelente ano que o death metal e seus fãs estão vivendo em 2017. E os motivos não são poucos. Se você der uma olhada nas listas de lançamentos, estandes de lojas e até em algumas listas ainda temporárias de melhores do ano, verá nomes como Immolation, Incantation, Dying Fetus, Decapitated, Suffocation e muitos outros, numa lista que só aumenta dia após dia. A boa impressão e o orgulho também nos atingem com força quando vemos a lista de bandas do gênero que ou já se apresentaram, ou já estão com datas confirmadas em nosso país: Belphegor, Vital Remains, Suffocation, Nile... Na verdade, rolou tanta coisa nacional e internacional que é até impossível destacar tudo. Em um cenário como esse, como poderíamos ficar sem um show do Deicide? Pense bem, você pode gostar ou não das atitudes de Glen Benton, pode se esconder embaixo da cama por conta da cicatriz em sua testa ou blasfemar o fato de que ele não se suicidou, você pode até amar os antigos discos da fase Hoffman e desprezar tudo o que veio depois, mas, ainda assim, restam muitos clássicos, muita potência e muita lenha para queimar nesses genuínos bastiões do death metal dos Estados Unidos, um dos precursores da famigerada cena de Tampa, e um dos mais polêmicos nomes de toda a cena heavy metal no mundo. Sim, o quarteto que já mereceu a alcunha de ‘banda mais blasfema do planeta’ estava de volta a São Paulo, para celebrar aquele que vem sendo o melhor ano para o death metal desde os longínquos anos 1990.



Trazendo para a capital paulista a turnê de seu mais recente disco, In the Minds of Evil (2013), o Deicide ainda tinha mais a ser celebrado. Contando-se os anos em que a banda atendeu pelo nome “Amon”, já se vão trinta anos de parceria, regados de muitas glórias, e claro, de muitos percalços, que não raramente envolveram ameaças, brigas, lavação de roupa suja, e acredite, até atentados a bomba. Pois é, esta banda e nós, seus fãs, realmente temos muito a comemorar, certo?



Mantendo a postura sisuda que sempre teve, o todo poderoso baixista e vocalista Glen Benton deu início aos trabalhos da noite sem papo e sem sorrisos, detonando logo de cara a pesada e repleta de ‘groove’ Scars of the Crucifix, faixa título daquele disco que se tornou icônico por ser o último fruto da parceria do Deicide com os irmãos guitarristas Eric e Brian Hoffman. E, quando você tem trinta anos de uma carreira recheada de clássicos da música extrema, não há motivo para ficar enrolando no palco, certo? Sem demora, When Satan Rules His World (“Once Upon the Cross”, 1995), um dos mais conhecidos hinos do Deicide e do death metal fez o Clash Club estremecer, em um redemoinho de fúria e blasfêmia digno doa altos círculos do inferno.



Como o último disco foi lançado há bons quatro anos, In the Minds of Evil foi recebida como a velha conhecida que é, e They Are the Children of the Underworld reacendeu a guerra nos olhos dos velhos guerreiros presentes no recinto lotado. Death to Jesus colocou “The Stench of Redemption” na jogada, enquanto a sequência de dois clássicos presentes nos primeiros discos, Oblivious to Evil e Trifixion (de “Deicide” e “Legion”, respectivamente) levou muitos a se aproximarem da loucura, em um êxtase metálico que será lembrado em intensas dores de torcicolo.



Serpents of the Light, Blame it on God e Once Upon the Cross formaram uma trinca arrasadora, onde o sempre cirúrgico Steve Asheim mostrou o motivo de ser considerado um dos melhores bateristas do gênero, enquanto Kevin Quirion detonava na guitarra com tanta desenvoltura que um desavisado poderia pensar que ele é o guitarrista original do Deicide. Quanto ao guitarrista “novato” Mark English, existe alguma dúvida de que o cara que gravou os dois últimos trampos do Monstrosity daria conta do recado? Acho que não. Com a fúria costumeira, o show foi ganhando seus contornos finais, encerrando definitivamente com Dead by Dawn.



Benton é hoje uma pessoa muito mais calma e centrada do que foi no passado, mas não mudou muito do seu jeito casmurro, e se despediu da plateia paulistana da mesma forma direta, curta e educada de sempre, sem grandes arrombos de felicidade. Realmente, ele não mudou muito. Mas, muito mais do que isso, pudemos constatar: os anos passam, as formações mudam, mas o Deicide também não mudou muito. Ainda é aquele trem descarrilhado que sabe fazer um show de death metal como poucos.


 

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