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DARK DIMENSIONS FOLK FESTIVAL
ENSIFERUM, ELVENKING, KALEVALA e ARMORED DAWN
Carioca Club - São Paulo/SP
19 de novembro de 2017
Por João Messias Jr. / Fotos: Edu Lawless
 

Quando você chega ao local do evento que vai cobrir e olha uma fila quilométrica de fãs ansiosos para conferir suas bandas favoritas (ou o show da vida, como preferir), temos a certeza de uma coisa: um sonho realizado daqueles que infelizmente não colheram os frutos de uma forma merecida. Se hoje temos bandas que mesclam o folk e metal reverenciadas mundo afora, parte disso se deve ao Skyclad. Banda liderada por Martin Walkyer, que abriu caminho para a explosão do estilo graças a trabalhos que caíram na mente e coração de muitos camisas pretas, como o debut The Wayward Sons of Mother Earth e o genial The Answer Machine?



Voltando a falar do evento, que gerou boas expectativas em relação ao público, contou com um cast que chamou a atenção pela variedade musical e cultural. Tendo como headliner os finlandeses do Ensiferum, além das bandas Elvenking (Itália), Kalevala (Rússia) e os brasileiros da Armored Dawn (antiga Mad Old Lady) que as 15h50 deu inicio aos shows da tarde/noite, visto que antes ou entre os shows, o grupo medieval Ordo Draconis Belli tratou de entreter a galera, com simulações de lutas com guerreiros vestidos como nos tempos das batalhas.


 
De volta a banda brasileira,  o vocalista Eduardo Parras pode ser considerado um afortunado, por ter em sua banda um  verdadeiro ‘dream team’ de músicos do metal nacional. Ter numa banda músicos como Timo Kaarkoski (guitarra, ex-União e Ravenland), Tiago de Moura (guitarra), Fernando Giovannetti (baixo, ex-Aquaria, Karma, Glory Opera), Rafael Agostino (teclado/guitarra, ex-Eterna) e Rodrigo Oliveira (bateria, Korzus). E toda essa pompa confirmaram as expectativas, pois o grupo executa um heavy/power metal vigoroso, que prima pelo peso e virtuosismo, além das vocalizações épicas, fugindo dos gritos afetados que estiveram tão em voga tempos atrás. Dessa forma, tivemos um set de 40  minutos que teve como pontos altos Chance to Live Again, cujos coros lembram Savatage e Queen, a bela balada Sail Away e Beware of the Dragon, que encerrou a bela apresentação do grupo, que foi conferida por muitas pessoas.


 
Uma longa espera de 50 minutos foi o tempo que tivemos de aguardar para assistir a apresentação dos russos da Kalevala. Simpáticos, não esconderam em nenhum instante a sensação de estar tocando para um grande público e a forma de retribuição não poderia ter sido melhor: música de qualidade. O folk/rock dançante e cantado em seu idioma natal agradou a todos que estavam no Carioca Club. Parte disso se deve a simpatia da vocalista Kseniya e o baixista Michael Kron, que estava substituindo o músico original Alex Mitrofanov.



Apesar de estar nessa há uns 25 anos, ainda me emociono com algumas situações, como a de ver os presentes cantando (ou tentando) cantar as músicas com o grupo. Alguns exemplos ficam por conta de Kalevala (tente não dançar ouvindo essa canção)  e a envolvente Nagrianuly. A emoção foi tanta que me senti na obrigação de cumprimentar e tirar fotos com eles (muito simpáticos) após o set.


 
Se terminasse aqui já teria valido a vinda a capital. Porém, a noite nos reservou mais surpresas, uma delas respondendo pelo nome Elvenking. O sexteto formado por Damna (vocal), Aydan (guitarra), Rafahel (guitarra), Jakob (baixo), Lethien (violino), Symohn (bateria) usa maquiagem a lá Dimmu Borgir e Behemoth, mas musicalmente foge do que as bandas de Silenoz e Nergal praticam. Soando mais próximos do power/metal melódico, a rapaziada mostrou competência e um cantor versátil, mesmo enfrentando problemas no som em alguns momentos.



Músicas como The Winter Wake (com um jeitão Lordi) são daquelas que chamam a atenção. Seja pelo jogo de vozes ou pelas melodias bem sacadas, é daquelas que merece ser chamada de perfeita. E olha que os caras vieram com um arsenal de músicas legais. Ficarei em Divided Heart, com soa como um hard sinfônico e Neverending Nights, essa um arrasa quarteirão com um violino bem encaixado.


 
Apresentações de alto nível que fez vir uma leve sensação de dúvida: a que se o Ensiferum teria condições de manter as coisas no mesmo nível. Dúvida que assolou a cuca até as 20h15, quando Petri Lindroos (vocal e guitarra), Markus Toivonen (guitarra e vocal), Sami Hinkka (baixo e vocal), Netta Skog - Digital (acordeon e backing vocals) e Janne Parviainen – Drums, que apesar do som receber alguns trechos pré gravados mostra o porque dos finlandeses serem um dos maiores nomes do estilo hoje em dia. Alguns motivos ficam por conta da qualidade dos materiais lançados e a simpatia do grupo em cima do palco, agradecendo o tempo todo e respondendo com canções mortíferas como a épica e pesada For Those About to Fight for Metal, que também chama a atenção pelos backings executados por Markus, Sami e a belíssima Netta.


 
O set de pouco mais de uma hora fez uma viagem de passado e presente, mostrando a evolução musical do quinteto, que com o passar dos anos deixou sua música mais melódica épica, sem deixar a agressividade de lado. Impressão deixada ao ver/ouvir sons como Tracherous Gods, de 2009 e King of Storms, do mais recente trabalho, Two Paths, de 2017, que também foi representado por Way of the Warrior.
 
Ainda havia tempo dos guerreiros finlandeses cravarem (mais algumas) lanças em nossos corações. Golpes executados por meio de From Afar e a longa Lai Lai Hei, que foi antecedida por momentos descontraídos da banda, em especial de Sami e Markus.


 
Astral que encerrou o Dark Dimensions Folk Festival, que acertou no cast, em apostar em sonoridades variadas, que foram retribuídas com um ótimo público - para muitos, esse deve ter sido o show da vida. Pois é, vendo isso, Marin Walkyer deve se sentir com o dever quase cumprido. Quase, pois o cara que quebrou pedras e muros, embora tenha se apresentado no Brasil algumas vezes, merecia estar num evento desse porte!

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