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LARS ULRICH: “Eu nunca tive muito interesse em habilidade”

Em uma recente entrevista ao Polar Music Prize, Lars Ulrich, baterista fundador do METALLICA foi convidado a descrever sua “maneira totalmente única de tocar bateria”. Ele respondeu: “Para mim, é sempre sobre a música e a banda em primeiro lugar. E a bateria, ou as guitarras, ou qualquer outra coisa que esteja acontecendo, é apenas parte do quadro maior. Então, o que você sempre precisa fazer é deixar seu ego para trás e fazer o melhor para a canção, para a música, para o som como um todo”.

“O que sempre foi mais interessante para mim a respeito da bateria é como você se encaixa ela em tudo mais que mais está acontecendo”, ele continuou. “Como isso funciona [com] acentos e batidas especiais e essas coisas que a tornam mais rítmica ou mais dinâmica ou simplesmente adiciona uma espécie de fisicalidade a ele?

“Eu nunca fui muito interessado em habilidade. ‘Oh, uau! Esse cara é tão bom!’ Sim, ele é muito bom, mas isso não significa que ele possa fazer o balanço, ou isso não significa que ele possa fazê-lo funcionar dentro de um grupo”.

“Como eu cresci [ouvindo] pessoas como Ian Paice do DEEP PURPLE, que obviamente tem muita habilidade, eu também adoro pessoas como Phil Rudd [AC/DC] e Charlie Watts [THE ROLLING STONES], que [certamente] têm habilidade, mas, penso eu que para muitos puristas talvez não tanto, pois eles não são tão técnicos”, acrescentou Lars. “Mas eles têm um tipo diferente de habilidade que, para mim, é tão valioso, tão precioso e tão importante quanto, na medida em que dão balanço, movimento, essa fisicalidade que ele [o som] precisa”.

“Sempre vi apenas a bateria como um instrumento de grupo. Nunca fiquei muito interessado em tocar bateria sozinho – você sabe, sentando num porão, praticando solos de bateria por horas a fio, não é meu negócio. Então, estar em uma banda, escrever músicas, fazer discos, fazer parte de uma gangue, de uma banda, foi isso que sempre me fascinou”.

O METALLICA, que continua em turnê do seu décimo álbum de estúdio, “Hardwired … To Self-Destruct” (2016), receberá o Polar Music Prize, equivalente musical do Prêmio Nobel, no dia 14 de junho.

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