Quatro décadas após a morte de Cliff Burton, Jason Newsted relembrou a influência e o talento do antigo baixista do Metallica, que morreu em 27 de setembro de 1986, aos 24 anos, em um acidente com o ônibus da banda na Suécia.
Em entrevista ao Heavy Consequence, Newsted, que assumiu o baixo do Metallica após a morte de Burton, falou com admiração sobre a capacidade musical do antecessor.
“Cliff podia acordar e fazer aquilo. James [Hetfield] podia acordar depois de quantas cervejas fossem e fazer aquilo. Bastava sair da cama dez minutos antes e tocar tão bem quanto eu conseguiria depois de trabalhar por cinco horas para chegar naquele ponto.”
Newsted destacou ainda que Burton já demonstrava um nível excepcional de habilidade ainda na adolescência, comparando-o a Les Claypool, do Primus.
“Quando ele tinha 16, 17 anos, já era muito, muito bom. O mesmo que Les. Eles tinham a mesma idade e eram da mesma região, vivendo trajetórias parecidas. Quando tinham 17 anos, eles já estavam lá.”
O baixista também lembrou a decisão de James Hetfield e Lars Ulrich de se mudarem de Los Angeles para San Francisco com o objetivo de contar com Burton no Metallica.
“James e Lars, que também são pessoas excepcionalmente talentosas, reconheceram isso tão fortemente que mudaram suas vidas para estar em uma banda com aquele cara antes mesmo de gravarem um disco. Ele era bom pra caralho.”
Newsted contou ainda que viu Burton tocar em 1985, pouco mais de um ano antes de sua morte, experiência que considerou intimidante, mas também motivadora.
“Como baixista, fã e músico, eu o vi tocar em 1985, um ano e pouco antes de ele morrer. Foi como: ‘por que você sequer se dá ao trabalho? Aqui está a lenha. Deixe que eu pegue isso para você’. Talvez, se eu me esforçasse muito, pudesse ser um décimo do que ele era. Acho que, no fim das contas, isso me inspirou e me fez querer tentar mais, mas foi intimidante pra caralho o tempo todo.”
O ex-baixista do Metallica também ressaltou o respeito que Cliff Burton continua recebendo dos fãs de metal quatro décadas depois de sua morte.
“O que mais gosto, ou o que realmente aprecio, é como todos continuam demonstrando tanto respeito pelos esforços dele, porque foram tão fantásticos durante seu breve período.”
Enquanto isso, o Metallica segue em atividade com Robert Trujillo no baixo. A banda inicia em 1º de outubro a residência Life Burns Faster, no Sphere, em Las Vegas, e prepara uma nova etapa norte-americana da turnê M72 World Tour para 2027.
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