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Live Evil

AJNA E CONSTANTINE

Centro Cultural São Paulo - São Paulo/SP, 13 de março de 2016

O dia 13 de março ficou marcado por diversas manifestações políticas pelo país. Outra, em menor escala e com menos ar de ‘micareta’ ficou por conta da eterna luta do Rock autoral brasileiro se reestabelecer. Sim, reestabelecer é a palavra, pois embora hoje as bandas possam produzir e lançar seus trabalhos de forma similar as estrangeiras, ainda são motivo de descaso por boa parte dos ditos headbangers.

E nesse domingão de temperatura agradável e com aspecto nostálgico, o Centro Cultural São Paulo recebeu as bandas Ajna e Constantine. Sim, nostálgico por reunir num mesmo evento bandas com propostas musicais diferentes, como nos primórdios da cena pesada nacional.

Dentro do horário determinado, às 18h, as meninas da Constantine iniciaram seu set. As belas e talentosas Cintia (vocal), Mariana (guitarra), Emily (guitarra), Monalisa (baixo) e Lari (bateria) praticam um Pop/Rock bem elaborado com riffs pesados (dentro do estilo) e ganchudos e com bastante coesão. O típico caso de banda que está na mesma vibração, sem vaidades e egos e o resultado pudemos ver e ouvir nas canções “Nas Suas Costas”, “Olhares e Desejos” e “Imune a Você”.  O espetáculo contou com a participação da vocalista Yasmin Ribeiro (Black Ferry), na com cara de hit, “Como é Bom Saber”.

“Constante Evolução”, faixa de seu mais recente trabalho deu ponto final a participação do grupo que deixou a galera satisfeita. Vale lembrar que essa foi a primeiro show que o grupo focou apenas em seu material autoral.

Pouco tempo depois, às 18h50, Tibet (vocal), David Fulci (guitarra), Ivan Valle (baixo) e Ivo Rocha (bateria) mostraram sua mistura de Heavy, Thrash e algo psicodélico, tudo aliado a uma pegada mais moderna, o que combinou com as músicas de “Mirror”, debut do Ajna lançado 1998, como nas grooveadas “Mind Revolution”, a pesada “Suicide Day” e os riffs cortantes da faixa que nomeia o álbum.

A apresentação contou com algumas participações especiais. A primeira convidada foi a guitarrista Aya Maki (Harppia), que tocou “Fatal Bright”. Em seguida, unem-se a Aya, seus companheiros de Harppia, Nando Simões (baixo) e Tibério (bateria), que mandaram um dos maiores clássicos do grupo: “Na Calada da Noite”.

Mas havia tempo pra mais. A psicodélica e pesada “Hermanos”, música composta por Tibet e Nelson Brito (Golpe de Estado), “Never Surrender” e “Homeless”, que encerrou o evento, fez a alegria dos presentes.

O único pecado do dia ficou por conta do pouco público (sempre as mesmas pessoas comparecendo nos eventos). Apesar de ter sido um dia voltado às manifestações e ocorrer eventos simultâneos, como Picture e Tygers Of Pan Tang no Carioca Club, não existe uma desculpa para que os eventos fiquem vazios. Algo precisa ser feito para conscientizar as pessoas que são elas que fazem a cena. Que ela não é composta apenas por bandas e imprensa. Vamos correr atrás para que isso não se transforme em algo cada vez mais restrito aos aparelhos de DVD ou ensaios em estúdio.

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