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ANDREAS KISSER relembra com detalhes seu teste para o METALLICA em 1992

Em 1992, Metallica e Guns N’ Roses dominavam o mundo e arrastavam multidões excursionando com a “Guns N’ Roses/Metallica Stadium Tour”. Os já veteranos do thrash metal desfrutavam do sucesso comercial obtido com seu homônimo álbum (popularmente chamado de “Black Album”), enquanto que Axl Rose, Slash e Cia. atingiam o auge de sua popularidade com Use Your Illusion. Ambas as bandas dividiam o status de ‘headline’ na turnê que rodou a América do Norte entre 17 de julho até 6 de outubro daquele ano. Tudo ia bem, até que no dia 8 de agosto, em show realizado no Stade Olympique da cidade canadense de Montreal, aconteceu um lamentável episódio no show do Metallica, durante a introdução da música Fade to Black. A pirotecnia usada pela banda estourou em cima de James Hetfield, que sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus. O vocalista/guitarrista foi atingido no rosto, braços, mãos, pernas e nas costas. Foi algo tão grave, que, segundo seus parceiros de banda, Hetfield poderia ter morrido. Imediatamente, Hetfield foi levado à um hospital. Enquanto isso, o baterista Lars Ulrich foi ao microfone e anunciou o fim do show, deixando o palco livre para os ‘gunners’.

James Hetfield e a consequência do acidente com o sistema de pirotecnia do Metallica

Para o restante da turnê, Hetfield se incumbiu de apenas cantar, enquanto que sua guitarra foi repassada novamente para John Marshall, ex-roadie da banda e integrante do Metal Church. Em 1986, Marshall já havia quebrado um galho para a banda em alguns shows da turnê de Master of Puppets, quando Hetfield fraturou o braço andando de skate. No entanto, a vaga quase foi ocupada por Andreas Kisser, um reconhecimento e tanto para um músico que ia ganhando projeção mundial com o positivo estardalhaço que o Sepultura também estava causando pelo mundo. Em entrevista recente para o também guitarrista Ted Aguilar, dos ícones do thrash metal da Bay Area Death Angel, Kisser falou com satisfação de sua audição para o Metallica.

Andreas Kisser, que também já sofreu lesão no braço, ao vivo com o Sepultura

Phil Rind (baixista e vocalista do Sacred Reich) sabia que eu podia tocar muito do Metallica, mas tocar com o Metallica é outra coisa”, relembrou Kisser aos risos. “Foi, tipo, “a” pressão… E, claro, é tão diferente. Você vai com seus amigos em uma sala de ensaio e toca Seek & Destroy – ok, legal. Então você vai lá e vê Lars (dizer): ‘Certo. Seek & Destroy não. Vamos tocar The Shortest Straw’ (risos). Então tocamos. Quero dizer, The Shortest Straw, One, Nothing Else Matters, Enter Sandman… Oh, cara, só de lembrar isso me dá arrepios. E fui tão bem recebido lá. Jason Newsted, claro, me ligou: ‘Ei, estamos em Denver, Colorado. Temos o equipamento aqui na arena e estamos testando todo mundo’. (Guitarristas de) bandas covers do Metallica, amigos e tal… O que achei fantástico. Metallica é enorme porque é enorme em todos os aspectos – sua atitude. Eles realmente procuraram observar todo tipo de possibilidade. Até eu mesmo, um guitarrista do Brasil!”, explicou.

“Pequei o avião sozinho, com minha guitarra Charvel. Fui até o Colorado. Havia uma limusine, com meu nome, esperando por mim, então fui direto para a arena, para a sala de ensaio. O primeiro que vi foi Kirk Hammett: ‘Ei, você veio do Brasil. Você está bem, cara?’ (risos). Então eu estava ouvindo alguns caras tocando, e eu era o próximo. Entrei e toquei tão calmo. Foi tão estranho. Porque eles realmente fizeram eu me sentir em casa. Toquei Enter Sandman, acho que foi a primeira. E foi perfeito. Até mesmo o pessoal da equipe disse: ‘Uau! Estávamos ouvindo de fora. Sentimos que a banda estava fazendo a lição de casa’. Depois fiquei para a final, para dia seguinte. Era o John Marshall e eu”, relembrou. “O que eu senti foi uma grande vitória para mim, embora eu não tenha conseguido o trampo. Mas as músicas do “Black Album” ainda eram muito novas para mim. Unforgiven, um monte de detalhes que eu não sabia fazer e tal. E John Marshall estava pronto. Americano, e eles são todos amigos e coisas assim. Mas eles realmente tiveram uma reunião após os ensaios. Então passou muito perto”, afirmou. “Foi uma das melhores experiências da minha vida. E ainda hoje somos amigos. É fantástico”, finalizou.

Assista a entrevista completa de Andreas Kisser para Ted Aguilar e veja abaixo o fatídico acidente sofrido por James Hetfield em 1992.

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