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Live Evil

ARKONA

Clash Club - São Paulo/SP, 28 de abril de 2012

Considerado um dos principais subgêneros da atual cena metálica mundial, o Folk Metal tem se destacado como um celeiro extremamente fértil, originando nomes cada vez mais conhecidos mundo afora, reforçando a velha máxima de que a música, enquanto expressão artística, não tem fronteiras. O Brasil tem recebido, nos últimos anos, um número cada vez maior de representantes do estilo, além de possuir um crescente número de bandas inspiradas na cultura, mitologia e outras influências europeias. Um grupo em franca ascensão é o Arkona. Formado em 2002, os moscovitas abordam uma temática influenciada pelo folclore russo e a mitologia eslava. Suas músicas são cantadas no idioma pátrio e o próprio nome Arkona é uma referência à última cidade-castelo eslava, destruída em 1168.

Os músicos tornaram-se mais conhecidos mundialmente após o lançamento do quarto álbum: Ot Serdtsa K Nebu, de 2007, considerado um de seus melhores trabalhos. A expectativa para essa apresentação em São Paulo era grande, tendo em vista a decepção dos fãs após o cancelamento ocorrido ano passado. Uma pequena fila podia ser avistada na entrada da Clash Club, um pouco aquém do que se esperava. Logo ao entrar, me deparei com um pequeno público amontoado em frente ao palco e outras tantas pessoas circulando pelo local.

O evento começou com a apresentação do grupo de dança russa da Associação Cultural Grupo Volga de Folclore Russo, fundado em 1981 com o objetivo de manter as tradições e a história dos imigrantes russos que vieram para cá. Essas trocas culturais são sempre muito interessantes. Contribui para o enriquecimento pessoal travar contato com diferentes formas de cultura, tanto regionais quanto fora de nossas fronteiras. Em seguida foi a vez do grupo de luta medieval, Ordo Draconis Belli, que vem expondo seu trabalho em vários shows e eventos e empolgou o crescente público.

A primeira banda da noite foi a Skaldic Soul que apresentou um set bastante coeso. Quem acompanha a cena, certamente já conhece o grupo que vem se destacando, tocando nos principais eventos relativos ao estilo, assim como, em aberturas de bandas internacionais representativas. O som não estava ruim, foi possível ter uma boa noção das composições apresentadas com destaque para Until The Red Sun Rise e o cover de Iron, do Ensiferum, que obteve ótima receptividade da galera. Mais uma apresentação de dança típica russa, seguida de outra simulação de batalha medieval e pronto, era chegada a hora da atração principal. Infelizmente, o lugar não estava lotado. Havia um bom público, mas ficou a sensação de que poderia ter sido melhor.

Arkona subiu ao palco ao som da intro Az, seguida de Arkaim, ambas do último trabalho Slovo, seguidas de dois clássicos: Ot Serdtsa K Nebu e Goi, Rode, Goi!. A reação da platéia foi imediata e a receptividade não podia ter sido melhor. Bastava dar uma simples olhada ao redor, para ver pessoas cantando as músicas, em um idioma que não tem nenhum paralelo com o nosso. Os músicos também não deixaram por menos e agitaram sem parar, com especial destaque para a vocalista Masha “Scream” Arhipova que parecia realmente possuída. O set seguiu com: Leshiy, Slovo, Pamyat, Slavsia Rus e Zaklyatye.

Mesmo com uma notável dificuldade em se comunicar em inglês, a vocalista fez questão de saudar os paulistas ali presentes. Musicalmente, os músicos me surpreenderam pela qualidade técnica do repertório apresentado. Todos os temas foram muito bem executados. Muito melhor que muita banda do mesmo segmento e com fama internacional maior. A qualidade do som também contribuiu muito para um resultado final satisfatório.

Katitsya Kolo deu continuidade ao show, assim como: Kolomiyka, Marena, Po Syroi Zemle, Kupalets, Stenka Na Stenku, Solntsevorot, Maslenitsa, Yarilo, uma das mais aguardadas e Kupala I Kostroma que encerrou definitivamente a apresentação. A julgar pela satisfação dos fãs, foi um show memorável!

 

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