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ATRÆ BILIS: APEXAPIEN [8,0/10]

Decididamente, nos últimos anos (ou nas últimas décadas, em última instância) algo tem acontecido no Canadá que parece fazer com que todas as bandas lá surgidas consigam se destacar, por uma ou outra qualidade. Se isso é verdade no rock em geral, é ainda mais verdadeiro quando se trata do technical death metal: se KATAKLYSM, CRYPTOPSY, QUO VADIS e GORGUTS fizeram bonito já nos anos 90, a qualidade se manteve em alta com BEYOND CREATION, NEURAXIS, AUGURY e ARCHSPIRE, esses últimos, inclusive, alcançando posições altíssimas nas paradas musicais internacionais com o seu novo álbum, Bleed The Future.

Cria mais nova dessa inacabável safra de bandas incríveis, o Atræ Bilis surgiu em Vancouver em 2018, e conta neste álbum com o baixista Brendan Campbell (HERMIT CULT, DAEMOGOG, KERALA), o baterista sérvio Luka Govednik (MAY RESULT, Kozeljnik, ex-THE STONE), o vocalista Jordan Berglund e o guitarrista David Stepanavicius (ex-THE MUNG), além de um contrato com um dos selos mais proeminentes no cenário extremo atual, o estadunidense 20 Buck Spin.

Nascido em 2018, o Atræ Bilis estreou no ano passado com o EP Divinihility, um petardo de seis músicas e pouco mais de vinte minutos de duração, lançado via Transcending Obscurity, e que rendeu ótimas resenhas no mundo todo – e chegam agora, com este Apexapien ao seu primeiro registro completo. Para começar, são cerca de dez minutos a mais de música, pouco mais de meia hora (tempo perfeito para um álbum do estilo), e oito canções absolutamente brutais, focadas na obliteração dos tímpanos dos ouvintes mais desavisados.

Uma coisa interessante para observar é que, embora a influência do progressivo seja inevitável em bandas com abordagem mais técnica, o Atræ Bilis parece trazer mais influências do death metal tradicional e do brutal death metal do que do estilo ao qual é comumente associado, o que acaba por gerar uma sonoridade diferente para este grupo de Vancouver. Sendo assim, não será em poucos momentos que você identificará certas nuances que remeterão ao som do KRISIUN, além de outras que remeterão ao que CANNIBAL CORPSE, HATE ETERNAL, ABYSMAL DAWN e SUFFOCATION fizeram e fazem até os dias de hoje.

Isso posto, pode até ser difícil destacar alguma canção no meio de tamanho holocausto brutal, mas após várias audições a ótima Bacterium Abloom acaba saltando aos ouvidos, especialmente por conta de suas ‘incursões involuntárias’ pelo reino do black metal, e To Entomb the Aetherworld, que encerra o álbum com ares de brilhantismo. Pois é, mais uma banda canadense, e mais uma que exige a nossa atenção.

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