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Baixista original RIK FOX gostaria que BLACKIE LAWLESS lhe atribuísse o crédito pelo nome do W.A.S.P.

Rik Fox, baixista da formação original do W.A.S.P., concedeu uma entrevista à TKC Metal Reviews antes da pandemia do COVID-19, porém só recentemente ela foi publicada. Fox integrou o W.A.S.P. por alguns meses durante o ano de 1982, e além dele o líder Blackie Lawless (vocal e guitarra) tinha também ao seu lado na época o guitarrista Randy Piper e o baterista Tony Richards.

Na mencionada entrevista, Fox, que mais tarde integraria o Steeler do vocalista americano Ron Keel e do guitarrista sueco Yngwie Malmsteen, trouxe à tona fatos que vivenciou durante sua carreira, os quais considera como uma verdadeira “história de terror”. Confira a seguir.

Rik Fox | Foto: Divulgação

“Bem, logo de cara, na verdade, ‘estar’ neste negócio (de música) é, por si só, uma história de terror, dependendo do seu ponto de vista. Acho que toda banda teve sua história de terror ‘Spinal Tal’ (banda inglesa fictícia, criada para o filme This is Spinal Tap, de 1984) de uma forma ou de outra. Acho que a principal ‘história de terror’ que vem à mente é realmente nunca ter sido aceito ou respeitado por muitos outros músicos no show business. Principalmente em Los Angeles”, revelou.

Dando continuidade em seu relato, Fox mencionou sua decepção em relação a Blackie Lawless. “Seria bom se Blackie Lawless finalmente confessasse a verdade sobre eu ser um dos co-fundadores originais do W.A.S.P. e admitisse que criei o nome da banda. Mas, como todos sabemos, há toneladas de músicos inseguros e invejosos por aí e, por algum motivo, as pessoas simplesmente não conseguiam superar minha imagem e realmente ouvir o que eu estava tocando, apesar de fazer um trabalho esplêndido fora do palco. Pessoalmente, descobri que muitos caras realmente não gostam que você tenha uma aparência legal ou se vista bem, então eles falam merda sobre você pelas suas costas. Hoje em dia, grande parte da imagem dos anos 80 se foi e tudo se resume à música”, esbravejou.

Foto: Divulgação

Rix Fox completou, dizendo: “Em 2018, gravei algumas músicas em um álbum chamado London Fog, de um cara de nome Jim Crean, de Buffalo, Nova Iorque, e ele tem uma longa lista dos melhores talentos da classe A em seus álbuns, como eu, todos tocando como convidados. Ele me pediu, então gravei o single do álbum Broken com o baterista do Dio/Black Sabbath, Vinny Appice, o guitarrista do Jack Russell’s Great White, Robby Lochner, e o guitarrista do Paul Di’Anno, Steph Honde, além de outra faixa de um cover do Angel com Frank DiMino. Embora o álbum seja muito bom, honestamente, de minha parte, no final do dia, ninguém deu a mínima, especialmente na moderna Los Angeles. Muitos caras são celebrados quando você toca com pesos pesados da indústria. Mas eu não. Ninguém se importou. Mas, acho, se você ouvir com atenção, ouvirá algumas linhas de baixo muito legais que coloquei lá. Hoje em dia, estou começando a receber uma pequena porcentagem desse reconhecimento de caras que eu realmente respeito, como o mestre Billy Sheehan e o baixista do Badlands, Greg Chaisson, e eles realmente dedicaram um tempo para ouvir como eu toco e me elogiaram, e estou honrado e agradecido por isso”.

Embora mostre ter ressentimentos quando o assunto é W.A.S.P., Fox surpreendeu ao falar de sua convivência com o impaciente Yngwie Malmsteen no Steeler. “Algumas pessoas pensam que meu período no Steeler tocando com Malmsteen foi uma história de terror. Mas vou dizer uma coisa, sou o primeiro baixista em solo americano a ficar cara a cara com Malmsteen e não me preocupei com aquele garoto um minuto sequer. Sobrevivi (risos).”

Foto: J. Vincenti

Em 2019, Rik Fox foi entrevistado pelo site Sleaze Roxx, e ao ser questionado sobre como se sente quando se lembra que esteve perto de alcançar o sucesso com o W.A.S.P., respondeu: “Bem, é meio inútil ficar amargo em relação a isso. Isso não vai servir para nenhum propósito. Com o tempo você consegue ver as coisas mais retrospectivamente. Você meio que procura ficar zen com isso. Se você puder, olhe para o lado positivo na escuridão. Veja o histórico da primeira formação do W.A.S.P., não demorou muito após o lançamento do (homônimo) primeiro álbum e todos começaram a ser substituídos. Tony (Richards) foi substituído depois de mim; Randy (Piper) foi dispensado. Chris Holmes entrou. Parece que se tornou esta porta giratória. Você sabe que há um padrão ali, um histórico de quem está no comando. O problema não são os outros membros da banda, mas os caras puxando todas as cordas e dirigindo o veículo. Isso responde”.

Foto: Michael Richard

Na ocasião, Fox finalizou, dizendo: “Sei que as pessoas ouviram minhas faixas de baixo nessas demos do W.A.S.P. e disseram, ‘Uau! Isso é diferente. É muito mais melódico do que o que ouvimos no primeiro álbum, W.A.S.P.’. Digo: ‘Sim, porque sou um baixista melódico’. Fui convidado por Blackie para tocar de forma simples. ‘Toque de forma mais simples. Toque de forma mais simples’. Quero dizer, o quão simples posso tocar? Anos depois, você encontra pessoas que dizem, ‘Bem, você não pode tocar, simplesmente porque não tocou’. Elas não estavam lá. Não estavam na sala quando isso estava acontecendo. Elas não sabem o que me foi pedido. Então, a menos que você esteja no meu lugar, cale a boca! O W.A.S.P. tem seu próprio histórico. As provas estão aí. As pessoas sabem onde encontrar. Eu realmente não tenho que provar isso. Quando fui contatado por Darren Upton, que é o autor do livro W.A.S.P.: Sting in the Tale, ele me ligou do Reino Unido e ficamos três horas no telefone. O que ele me disse foi: “Rik, você representa uma peça muito importante e integrante do quebra-cabeça na minha opinião, porque preenche a peça que faltava e o tornou um pouco melhor. É apenas uma questão de tempo antes que a verdade seja revelada. Demora uma eternidade nas redes sociais. Eu ainda tenho pessoas que odeiam isso e dizem, ‘Não. Ele foi demitido’. Bla bla bla bla bla. Ok, tanto faz”.

Rik Fox | Foto: Divulgação

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