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CASA DAS MÁQUINAS

Gillan’s Inn - São Paulo/SP, 16 de abril de 2016

É realmente incrível o poder da música. Só de se pensar que a combinação de alguns instrumentos e melodias vocais pode unir e cativar as pessoas é algo surreal. Talvez, o mais importante disso tudo é saber que elas não possuem prazo de validade, resistindo aos mais variados momentos e situações que o país passa, como as do hoje quinteto Casa das Máquinas.

Fundado na primeira metade dos anos 70, musicalmente passeou pela Psicodelia, Hard Rock, Progressivo e MPB, cuja mistura gerou álbuns de estúdio memoráveis como “Casa das Máquinas” (1974), “Lar de Maravilhas” (1975) e “Casa de Rock” (1976) e que encerrou as atividades em 1978.

Após um longo hiato e algumas apresentações isoladas, em 2010, o grupo retornou as atividades e agora conta com os veteranos Marinho Tomaz (bateria) e Mário Testoni (teclados) e os “novatos” Fábio Cesar (baixo, King Bird), Marcelo Schevano (guitarra, Golpe de Estado, Carro Bomba) e João Luiz (vocal, ex-King Bird).

E esse retorno já passou por vários estados brasileiros e regiões como Nordeste, Sul e Sudeste e que nessa noite digna de verão, o palco escolhido foi o do Gillan’s Inn, em São Paulo, que já contava com um excelente público. Que logo se desgrudou das mesas e cadeiras e foram à frente do palco assim que começaram os primeiros acordes de “Essa é a Vida”, de “Casa de Rock”.

Pique que se manteve com as seguintes, “Londres” e “A Natureza”. O incrível disso tudo é que como disse nas primeiras linhas, são canções que já possuem mais de quatro décadas de vida e ainda soam atuais. Graças á estrutura instrumental e ao talento de todos os envolvidos. Principalmente a interpretação de João Luiz, cujo timbre mescla ícones do estilo como Ian Gillan (Deep Purple), Glenn Hughes e o saudoso Ronnie James Dio e que casou com perfeição ao estilo do grupo.  Porém, o cantor mostrou que sua voz também casa num formato mais intimista, como em “Lar de Maravilhas” e “Certo Sim, Seu Errado”, onde era possível ver casais dançando a dois, agarradinhos.

Porém, Marinho espancando as peles de sua bateria e os teclados marcantes de Mário Testoni, nos fez voltar ao Rock na contagiante “Epidemia de Rock”. Já “Pra cabeça” mantém o pique, além de contar com mais uma bela interpretação fantástica do vocalista.

A apoteótica “Casa de Rock” seria a saideira perfeita para todos irem para suas casas de alma lavada. Seria, pois ainda com os ânimos extasiados, mandaram a festiva “Trem da Verdade”, que encerrou essa bela noite de Rock. Que mais uma vez mostrou o poder da música, que transcende épocas, modas, fronteiras e o que mais vier pela frente.

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