Kiko Loureiro passou quase uma década no Megadeth. Nesse tempo, a banda lançou dois álbuns de inéditas e o guitarrista pôde ver de perto como Dave Mustaine compõe. Agora que o músico deixou o lendário grupo de thrash, ele aplicou algumas lições em seu novo álbum solo, Theory of Mind.
Em entrevista à Guitar World, Loureiro discutiu sua passagem pela banda americana e as mudanças na sua vida durante esse período. Quando questionado sobre o impacto de trabalhar com Mustaine, o brasileiro reconheceu a influência no seu novo trabalho.
Ele disse:
“Tentei ser influenciado pelo Megadeth durante meu processo de composição. Estou tentando compor riffs mais diretos, é aí que vejo a influência. Eu tenho a tendência de ser mais improvisador. É sempre como você se sente – minhas visões e imagens que surgem vão levar a uma coisa ou outra. Se eu fico preso, eu volto na semana seguinte pra ver se imagino algo novo.”
Sobre as referências ao método de trabalho no Megadeth, Kiko afirmou que o grupo funcionava de um jeito bem diferente. A prioridade para Mustaine é o riff.
“Com o Megadeth, é claro, você pensa no riff e é isso. Você não tenta desenvolver uma segunda ideia a partir daquele riff. Você grava o riff e é isso. Dave tem aqueles riffs e ele os conecta. Uma vez que você acredita que todos os riffs são incríveis, não importa como você os liga, porque tudo é ótimo. Todas as bandas de metal daquele período seguem essa regra, creio.”
Diferença na criação do Megadeth e Kiko Loureiro solo
Kiko Loureiro revelou que suas tentativas de explorar a música além da ideia inicial não combinavam com a abordagem estilo linha de montagem do Megadeth. Apesar disso, ele reconheceu a utilidade dessa mentalidade na hora de criar canções — especialmente com seu espírito de improvisação servindo de complemento.
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