Em uma declaração recente à jornalista Angela Croudace, da revista australiana Heavy, Dani Filth, vocalista do Cradle Of Filth, expressou seu total desinteresse pela religião e questionou a noção de blasfêmia associada à sua música. Para o cantor, essa visão depende da perspectiva de cada um: “Se você não segue uma religião, essa questão simplesmente não faz parte da sua realidade. Blasfêmia só existe para aqueles que acreditam nela. E se uma crítica a um dogma é vista como ofensiva, então todas as religiões deveriam reagir da mesma forma, o que claramente não acontece.”
O vocalista também destacou que, apesar de admirar a iconografia religiosa, considera a religião uma instituição ultrapassada: “Há boas mensagens, sem dúvida, mas o tempo desgastou seu significado. O legado da religião está repleto de sangue e sofrimento, e a ideia de que ela ainda seja relevante nos dias de hoje é absurda. Com tudo o que a ciência nos provou, não faz sentido manter crenças que não correspondem à realidade.” Embora respeite a fé das pessoas, Filth não poupa críticas ao sistema religioso em si: “A crença individual é importante e merece respeito, mas todo o resto é pura besteira.”
O Cradle Of Filth construiu uma carreira desafiando convenções, incluindo a icônica e controversa camiseta “Jesus Is A C**t”, lançada em 1993. A peça gerou polêmicas, prisões e até mesmo uma proibição oficial na Nova Zelândia em 2008.
Atualmente, a banda se prepara para lançar seu 14º álbum de estúdio, The Screaming Of The Valkyries, que chegará ao público no dia 21 de março pela Napalm Records.
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