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Live Evil

DESTRUCTION

Prince Bandroom - Melbourne/Austrália, 04 de novembro de 2011

O Destruction estava ausente das terras Australianas há nove anos, daí a grande expectativa por trás dessa minitour de quatro datas, uma delas em Melbourne. Embora seja a segunda maior cidade da Austrália, disputando cabeça a cabeça o título com a turística Sydney, Melbourne tem o maior público underground de Rock e Metal por essas terras, devido a sua raiz fortemente europeia e temperaturas mais baixas.

Andando pelo centro da cidade e frequentando casas de Rock e Metal encontra-se representantes de todos os subgêneros do estilo: headbangers, ‘old-school/True Metal’, góticos, etc. Duas curiosidades importantes: impressionante a força do renascimento dos anos 80 (de Glam a Thrash) –  garotos adolescentes andam vestidos como se estivéssemos em 1987 e bandas dos anos 80 são adoradas como ícones – e o fato de haver mais homogeneidade (menos extremismos) nos shows. Espetáculos como esse atraem os fãs radicais do estilo, vestidos a caráter, mas também fãs de vários outros estilos de Metal, Rock, ou mesmo de música, sem que isso cause qualquer conflito.

O local do show, Prince Bandroom (foto acima), é bastante curioso: um salão que abriga eventos como festas e bailes, com o palco localizado em um canto, e dois bares no outro, com alguns sofás (isso mesmo, sofás) nas laterais. Não mais do que mil pessoas testemunharam a competente abertura – por volta das nove da noite – dos Australianos do 4ARM, com seu Thrash direto marcado por fortes influências oitentistas.

O aquecimento dos ávidos headbangers continuou por volta das dez e meia da noite e ficou por conta dos veteranos do Mortal Sin. Banda australiana de considerável renome internacional – o Sepultura deles, guardadas as devidas proporções – foi ovacionado pelo público, que cantou a maioria das músicas, bangueou e abriu diversas rodas.

O repertório foi variado, apresentou faixas de toda a carreira, mas obviamente destacou o álbum mais recente Psychology Of Death(2011), e os clássicos Face Of Despair e Mayhemic Destruction. Quando tocaram a faixa homônima deste último, dedicaram-na à banda principal da noite – por motivos óbvios!

Os únicos integrantes originais do Mortal Sin são o vocalista Mat Mauer e o baixista Andy Effichiou – que tocam e agitam como se estivéssemos em 1985. O restante da banda – Ryan Huthnance e Nathan Shea (guitarras) e Luke Cook (bateria) – mostrou muito entrosamento, técnica e não deixou a peteca cair em nenhum momento: riffs metralhadora, peso, mudanças de andamento alucinantes, toda a receita necessária para entortar qualquer pescoço calejado.

Finalmente, às 23h30 – algo incomum para os padrões australianos, onde shows principais geralmente acabam antes da meia noite – apagaram-se as luzes e começou a pancadaria do Destruction com as clássicas Curse The Gods e Mad Butcher, levando o público à loucura.

Na primeira interação, o veterano líder, baixista e vocalista Schmier saudou o público, pediu desculpas pela longa ausência e notou que uma das colunas do salão (que, pasmem, ficava em frente ao meio do palco, tampando a visão) tinha uma decoração em estilo de palmeira (!). Pediu ao público que abrisse um ‘mosh pit’ em volta da mesma e foi atendido de imediato – ao chamar os acordes de Armagedonnizer, seguida de Hate Is My Fuel, ambas do novo e competente álbum Day Of Reckoning. Em seguida pediu que alguém filmasse o ‘mosh pit’ circular (que lembrou o do clipe de Thorn In My Side, do Exodus) e colocasse no YouTube…

Continuou a noite apresentando o veterano e competente guitarrista Mike Sifringer – que metralha riffs com precisão como se fosse fácil – e o “novo bastardo” baterista Vaaver (Wawrzyniec Dramowicz), que puxou um rápido solo e emendou Eternal Ban. Foi a vez de então voltar aos anos 2000 com D.E.V.O.L.U.T.I.O.N. – apresentada sob criticas aos governos e taxas que pagamos – Thrash ‘Til Death e Nailed To The Cross, esta última tendo seu refrão urrado pelos presentes. Ainda nos anos 2000, veio Metal Discharge, dedicada aos fies fãs do gênero, que o mantiveram vivo sobrevivendo a modismos e tendências.

Schmier então criticou a organização da casa, pois o evento era restrito a maiores de dezoito anos (N.R.: na Austrália a venda de bebidas alcoólicas a menores de dezoito anos é proibida e muito controlada; muitos shows têm áreas distintas para os menores, ou identificação adequada, o que não ocorreu aqui). Isto limita em muito o público, já que os adolescentes têm que ficar de fora. Após mandar a clássica Bestial Invasion, voltou ao assunto dizendo que pessoas da idade dele (ele tem 44) iniciaram o Metal nos anos 80 e, com certeza, havia pessoas dessa época lá, mas seria bom que as regras fossem mais flexíveis pois é importante formar novas gerações, o que concordo plenamente.

Veio então o bis com a trinca Total DesasterInvincible Force e The Butcher Strikes Back, que geraram novas rodas, bate cabeça, ‘crowd-surfing’ e ‘stage diving’ do pequeno palco, com seguranças tentando aplacar os ânimos e a dupla de frente da banda tentando se esquivar da confusão e continuar tocando – ao mesmo tempo que apreciando muito a excitante resposta do público Australiano a esse ícone do Metal mundial.

Set List:
Curse The Gods
Mad Butcher
Armagedonnizer
Hate Is My Fuel
Eternal Ban
D.E.V.O.L.U.T.I.O.N.
Thrash ‘Til Death
Nailed To The Cross
Metal Discharge
Bestial Invasion
Total Desaster
Invincible Force
The Butcher Strikes Back

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