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DIRTY GLORY: Momento de Afirmação

Com liberdade, Reichhardt, Jimmi DG, Vikki Sparkz e Sas exploram todas as nuances do hard rock

 

O ano de 2021 tem sido especial para o Dirty Glory. Mais do que celebrar dez anos de atividades, o grupo paulistano, formado por Jimmi DG (vocal), Reichhardt (guitarra), Vikki Sparkz (baixo) e Sas (bateria), está lançando o seu impressionante segundo álbum. E se a banda já havia chamado a atenção pelo nível musical apresentado no debut Mind the Gap, agora mostra com Miss Behave que está pronta para cravar definitivamente seu nome como um dos principais na história do hard rock nacional. Na entrevista a seguir, você saberá detalhes de Miss Behave e também o que a banda pensa sobre trabalhar seu nome no mercado exterior.

Creio que não há melhor maneira de comemorar dez anos de carreira do que com um novo álbum de estúdio. Estava mesmo nos planos celebrar assim ou o lançamento de Miss Behave apenas coincidiu com os dez anos completados em 2021?

Reichhardt: Na verdade, queríamos lançar o disco em 2020. Estávamos prestes a entrar em fase de mixagem quando a pandemia chegou. Sem sabermos quanto tempo duraria, seguramos e deixamos o Baboom (Henrique Canalle, produtor) cuidar da mix sozinho e nos enviar para avaliar. Porém, quem já mixou um disco sabe a importância de a banda estar presente. Quando vimos que a pandemia estava amena, nos reunimos para pensar em como lançar, então veio a ideia de aproveitar os dez anos de banda. Não queríamos lançar no meio da quarentena, sem show, mas ao mesmo tempo estávamos com o disco pronto.

O debut Mind the Gap já impressionava, mas como disse na resenha publicada na ed. #262 da ROADIE CREW, Miss Behave tem potencial para se tornar um clássico do hard nacional. Vocês sentiram pressão para o novo álbum, mesmo com a boa receptividade de Mind the Gap?

Reichhardt: Nenhuma! Desde a concepção de Mind the Gap a banda mudou muito. Os integrantes, nossas cabeças e ouvidos mudaram. Sejamos honestos: nunca estivemos com as ações da banda em jogo por conta de um disco ruim. Não somos o AC/DC! Isso ajuda muito, pois não temos compromisso, meta de vendas ou prazo com gravadora, e isso dá tempo suficiente para trabalhar de maneira calma e preciosa em cima das músicas. Muitas ideias boas não entraram porque não eram a cara da banda. Respeitamos muito o tempo. Tem que ter paz, vontade e estar na vibe de fazer. Sem esses ingredientes, nem começamos, é melhor ir fazer outra coisa…

Falando especificamente de 60 Seconds to Sunrise, música de pegada new wave/synthpop. Essa onda vintage dos sintetizadores está em voga na Europa com bandas como The Night Flight Orchestra, Palace, Midnight Danger (projeto sueco do brasileiro Chris Young) e outras, e aqui no Brasil com vocês e o Trovão. Penso que seria legal um clipe para essa música, que é contagiante.

Reichhardt: A gente também acha que um clipe para ela seria massa (risos). É das minhas prediletas também. Quando pensamos em compor um disco, pensamos nele por inteiro. Todas as vibes, nuances e curvas emocionais que um disco tem que ter para não encher o saco de quem está ouvindo – quantas bandas grandes ouvimos e nem reparamos quando trocou de música? O Jimmi e o Vikki Sparkz curtem passar o dia ouvindo synthwave como trilha sonora para o resto das atividades deles – e tem a questão do videogame também, que é como se fosse uma bolsa de oxigênio para o Vikki. Ambos disseram que queriam fazer um synthwave e o Sas e eu abraçamos a ideia. Numa tarde, nos reunimos e começamos a escrevê-la. O instrumental já estava animal quando o Jimmi trouxe a melodia. E aí foi aquela gargalhada coletiva de ‘é isso!’ Abraço ao Chris Young, que cansou de tocar Mr. Jack (música de Mind the Gap) no programa de rádio que ele tinha aqui no Brasil. Sucesso, irmão!

Na época de Mind the Gap, vocês já diziam que não faziam parte da ‘geração perdida’ do hard rock, mas da ‘geração que acordou’. Em Miss Behave mostram ainda mais amadurecimento em termos líricos, com músicas que relatam reflexões de cunho pessoal. Nesse sentido, podemos considerar que Miss Behave é um álbum catártico para vocês?

Jimmi DG: Acho que podemos dizer isso sim. Enquanto Mind the Gap foi uma tentativa de sair da ‘caixa hard rock’ liricamente, Miss Behave vem sem caixa alguma. Novamente, não nos preocupamos em compor um disco de hard rock (apesar de ter saído ainda mais hard do que o primeiro), mas em colocar sinceridade em tudo que fizemos ali. Em Mind the Gap temos mensagens construtivas, mas também bem ressentidas e julgadoras. Em Miss Behave acho que chegamos com uma postura um pouco mais indagadora e observativa do que necessariamente agressiva. Não somos agressivos e acho que isso transparece, apesar do peso do disco.

Jimmi, você é o artista criador da capa de Miss Behave. Explique o conceito da arte.

Jimmi: A capa e o nome do disco representam, sarcasticamente, aquela pressão muitas vezes autoimposta de sermos perfeitos, felizes, bonitos e equilibrados, quando na verdade por dentro está tudo despedaçado, fora do lugar.

Por que optaram por seguir com uma guitarra após a saída de Dee Machado?

Reichhardt: Vivemos o inferno como banda após o lançamento de Mind The Gap. Quase a banda acabou. Nosso som sempre foi composto para duas guitarras, mas como colocaríamos mais uma pessoa na ‘nossa merda’? Não era justo com ninguém. Então, fizemos os shows e compromissos que tínhamos em quatro e ficou foda. Criamos um laço forte entre nós e nos sentimos bem para seguir como quarteto.

Sendo Mind the Gap e Miss Behave dois álbuns de alto nível, vocês pretendem trabalhar o nome do Dirty Glory no mercado internacional, tendo em vista que o hard rock nacional tem vivido um bom momento com algumas bandas despertando a atenção de estrangeiros, inclusive gravadoras e selos?

Reichhardt: Cara, queremos muito tocar fora, contratar assessoria na Europa, fazer esse disco explodir de ser ouvido como ele merece no mundo todo. Mas, verdade seja dita, não temos grana e tudo isso custa caro. Fazemos o melhor que podemos com o que temos. Na hora em que o disco chegar aos ouvidos de alguém que queira fazer uma parceria conosco para crescermos juntos, estaremos abertos para conversar. Até lá, viajaremos o Brasil e tocaremos para o nosso público e amigos, para tomarmos umas com a galera e nos divertir. É chato quando absolutamente tudo é trabalho também, né? E não somos mais do que uma banda de punks que gostam de fazer melodia. Tocar na Europa e nos Estados Unidos deve ser muito legal, mas nosso país é do caralho também! Os gringos que venham para cá conhecer o hard e o metal brasileiro.

Foto: Carmen Fernandes

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