DRUMS OF WAR – BARCELONA (ESPANHA)

27 a 29 de agosto de 2026 – Sala Atlantic Sound

Fotos e texto: Écio Souza Diniz

O Drums of War veio já com o objetivo de iniciar sua primeira edição se consolidando como o principal festival de metal extremo de Barcelona. E essa missão foi cumprida de forma bem sucedida, visto que esta primeira edição teve ingressos esgotados. A razão principal desse sucesso foi line-up composto por bandas de renome e shows de qualidade. Entre os nomes de maior destaque que tocaram no festival estavam Destruction, 1349, Impaled Nazarene, Nargaroth, Onslaught, Pestilence, Tormentor e Unleashed. Mas outros grupos de peso, como Aeternus, Grave, Impiety, Kampfar, Messiah e Vinterland, também estiveram presentes. A ROADIE CREW acompanhou os três dias do festival e traz aqui para você os melhores momentos.

27 de agosto, quinta-feira

Nesse dia quente me dirigi à sala da Atlantic Sound, uma discoteca e espaço de shows localizada na Zona Franca de Barcelona, uma imensa área industrial e logística colada à Fira Gran Via, região que mescla grandes pavilhões de eventos corporativos com polos de entretenimento noturno.

Cheguei quase às 18h e consegui acompanhar ainda boa parte do show dos gregos do Zemial. Fundado em Atenas em 1989 por Archon Vorskaath, o Zemial é um pilar histórico do metal extremo helênico que revolucionou o gênero ao fundir o black metal tradicional com elementos épicos e progressivos, mantendo-se hoje como uma entidade cultuada e ativa no circuito underground mundial. O repertório do show abrangeu músicas dos três álbuns da banda, For the Glory of UR (1996), In Monumentum (2006) e Nykta (2013), além do mais recente trabalho, o EP To Slay with Silent Dagger (2022).

Com uma pausa de cerca de meia hora até o próximo show, aproveitei para explorar melhor o local e visitar os merchandisings de bandas e selos locais, onde aproveitei para comprar CDs, LPs e cassetes. Esse também foi um bom momento para tomar aquela cerveja geladinha bem-vinda.

Findada essa breve pausa, me posicionei para ver ao Impiety, banda pioneira do metal extremo de Singapura, mundialmente conhecida por seu estilo agressivo e veloz que mistura black e death metal. Destacando a figura e presença proeminente do vocalista e baixista Shyaithan, líder e único membro original, a banda despejou uma tonelada de agressividade baseada em músicas de álbuns de diferentes fases, de Skullfucking Armageddon (1999) a Terroreign (Apocalyptic Armageddon Command) (2009). O ponto alto do show que arrebatou o público foi com Bestial Genocide Goatvomit (de Kaos Kommand 696, 2002).

Impiety

Em seguida, a brutalidade deu lugar ao clima atmosférico do avant-garde progressivo dos noruegueses do In The Woods…, reconhecidos por sua capacidade de criar atmosferas complexas e melancólicas que rompem diversos moldes do metal extremo tradicional. O repertório foi mais focado em promover o mais recente álbum, Otra (2025), do qual tocaram The Crimson Crown, Empty Streets, The Things You Shouldn’t Know, Come Ye Sinners e Let Me Sing. Mas o momento mais introspectivo e contemplativo que ganhou o público foi com The Coward’s Way (de Diversum, 2002).

Ainda assimilando a vibração reflexiva do In the Woods… era novamente o momento de retornar a uma sonoridade mais agressiva. Essa missão ficou a cargo dos veteranos suíços do Messiah com a sua mescla de death e thrash metal cru, sendo uma das bandas mais cultuadas do cenário extremo europeu desde sua fundação em 1984 na cidade de Baar. Este show integrou a turnê em que a banda celebra os 35 anos do clássico Choir of Horrors (1991), um divisor de águas que contribuiu significativamente para a evolução do death/thrash europeu primitivo dos anos 80 para a era mais técnica dos anos 90. Para apreciadores deste álbum, como eu, as poderosas execuções de faixas como Akasha Chronicle, Lycantropus Erectus e Cautio Criminalis elevaram bastante a adrenalina. Além disso, eles também tocaram sons preciosos de outros álbuns, como Living with a Confidence (de Rotten Perish, 1992), Messiah e Space Invaders (de Hymn to Abramelin, 1986). A ótima Centipede Bite, do mais recente álbum, Christus Hypercubus (2024), também teve seu holofote. A forte presença de palco do guitarrista R.B. Broggi e do vocalista Marcus Seebach também é digna de mencionar.

Messiah

Nessa onda de agressividade, entrava no palco um dos grupos mais aguardados daquela noite. Os alemães do Nargaroth chegaram impondo seu conhecido black frio e ríspido. Essa é uma das bandas mais influentes do black metal germânico e o álbum  Black Metal Ist Krieg (2001) é amplamente considerado pelos apreciadores do gênero como uma reverência à essência tradicional do gênero. O show apresentado no Drums of War acabou sendo um dos pontos altos desse primeiro dia, visto a performance de alto nível e a aura envolta na mescla de agressividade, melancolia e misantropia que tomou o local. O setlist abrangeu diferentes momentos da discografia do grupo, destacando os momentos mais intensos com Steel Apocalypse, The Day Burzum Killed Mayhem, Metalheart, I Burn for You, Possessed by Black Fucking Metal e Seven Tears Are Flowing to the River. De quebra, ainda tocaram um cover para Dead Embryonic Cells do Sepultura, cantada em alto volume pelo público presente.

Depois do Nargaroth ainda haveria mais duas bandas madrugada adentro, mas o cansaço e a necessidade de estar pronto para os dois dias seguintes, que seriam mais intensos, me incentivaram a encerrar a jornada e ir para casa ter o merecido sono.

Nargaroth

28 de agosto, sexta-feira

Chegando mais cedo neste segundo dia, comecei a jornada aproveitando melhor a oportunidade para conversar com músicos, público, donos de selo e colegas de mídias europeias. Isso me deu um tempo de preparo adequado para a primeira banda que iria ver esse dia, da qual por sinal gosto bastante. Assim, fui assistir aos holandeses do Pestilence, um importante nome do death metal. Fundado em 1986 na cidade de Enschede, o Pestilence cravou seu nome na história do metal extremo através da influência exercida pela sonoridade brutal do álbum Consuming Impulse (1989) e chegando na vanguarda do death metal técnico no revolucionário Spheres (1993), tornando-se uma das pioneiras mundiais ao fundir guitarras sintetizadas e fusion. O líder da banda e único membro original, o guitarrista Patrick Mameli, continua afiadíssimo tanto nos riffs como no vocal, sendo assim uma presença marcante nos shows da banda. Isso não foi diferente nesta apresentação no Drums of War, embora, a performance do guitarrista Max Blok, na banda desde 2025, também mereça ser destacada. Neste show, o setlist foi concentrado basicamente em músicas dos excelentes Mallevs Maleficarvm (1988), Consuming Impulse e principalmente do excelente Testimony of the Ancients (1991). Inclusive, este último álbum rendeu alguns dos pontos altos de participação do público durante as músicas Lost Souls e The Secrecies of Horror.

Pestilence

A brutalidade do death metal cedeu lugar para a atmosfera gélida das frias florestas escandinavas com o pagan black metal praticado pelos noruegueses do Kampfar. Além de terem um bom público na Espanha, este show foi um dos melhores deste segundo dia do festival. As mudanças de ritmo no instrumental e a dinâmica interpretativa do líder e vocalista Dolk construíram a atmosfera que ganhou a atenção do público durante todo o show. Executaram músicas que percorreram diferentes fases do grupo, abrangendo desde o debut Mellom Skogkledde Aaser (1997) até álbuns como Ofidians Manifest (2019). Mas foi durante Skogens Dyp (de Heimgang, 2008) que o público terminou de se render a esse clima melancólico e intimista, amparado pelos efeitos estratégicos de luzes azuis e fumaça no palco.

Kampfar

Dando continuidade a essa frieza nórdica, os suecos do Vinterland vieram em seguida e também forneceram excelentes momentos, sendo um dos shows que mais apreciei nesse dia. Além disso, essa foi uma ótima oportunidade para o público local assistir à banda ao vivo, já que foi seu primeiro show na Espanha.  O setlist celebrava os 30 anos do lendário álbum Welcome To My Last Chapter (1996), um dos pilares do melodic black metal. A dinâmica de fusão de velocidade e melodia das músicas desse álbum soam ainda mais fortes ao vivo, criando momentos de uma beleza obscura que geram atenção contemplativa. Foi gratificante ver ao vivo a agressividade melancólica de faixas como Vinterskogen, A Vinter Breeze e I’m Another in the Night.

Vinterland

Ainda seguindo as pegadas do black metal, em seguida veio uma vertente mais old school e crua do estilo, apresentada com maestria pela lenda húngara Tormentor. Fundada em Budapeste em 1985, essa banda foi uma das pioneiras mais importantes e influentes da primeira onda do black metal mundial, sobretudo com sua seminal demo Anno Domini (1989). Embora essa demo não tenha sido lançada oficialmente na época devido à forte censura do regime político na Hungria, a fita cassete circulou intensamente no underground, chegando à Escandinávia e influenciando bandas como Mayhem, Darkthrone, Emperor e Dissection. Inclusive, o vocalista Attila Csihar depois iria ficar mundialmente conhecido ao assumir os vocais do renomado De Mysteriis Dom Sathanas (1994), do Mayhem. História devidamente relembrada, esse era um dos shows com maior expectativa nessa primeira edição do Drums of War. E não decepcionou. Csihar acompanhado pelos velhos companheiros Attila Szigeti (guitarra), György Farkas (baixo) e Machat St. Zsoltar (bateria) mostraram que não vivem só de história, mas que a honram com tanta força e agressividade como no passado. Além disso, o show também nos mostrou o estilo de apresentação no qual a banda fez seu nome, usando o formato teatral de apresentação opressiva, interpretada por Csihar incluindo suas trocas de vestimentas. Na parte sonora, foi memorável ver a atuação excepcional do grupo em tesouros atemporais como Elisabeth Bathory, In Gate of Hell e Transylvania de Anno Domini e Mephisto da demo The 7th Day of the Doom (1987).

Tormentor

Após as doses cavalares de excelente black metal, o death metal que havia começado a jornada desse dia tomaria o lugar novamente. Dessa vez com o Grave, que juntamente com Dismember, Entombed e Unleashed integram o “Big Four” do death metal Sueco. O Grave foi uma das peças fundamentais para moldar a sonoridade do metal extremo europeu nos anos 90 ao misturar a afinação extremamente baixa e a agressividade crua do estilo com uma dinâmica única de groove. Apesar de um pouco de atraso por alguns problemas técnicos, a espera valeu a pena com um repertório focado em temas antigos, em especial do debut Into the Grave, do qual atiraram as pedradas sonoras da faixa título, Deformed e Day of Mourning. Outros destaques ficaram a cargo de Eroded (do EP Tremendous Pain, 1991), a faixa título de You’ll Never See… (1992) e a faixa-título do EP … And Here I Die… Satisfied (1993).

Grave

Fechando o dia em alta velocidade, os ingleses do Onslaught assumiram o controle com seu thrash/speed metal. Com um repertório focado nos clássicos Power from Hell (1985) e The Force (1986), eles fizeram o público não se abater de cansaço quase à 1h da madrugada, levantando o mais caído e despertando o mais sonolento. À época, esses álbuns definiram parâmetros para o speed e o thrash metal britânico, chegando inclusive a influenciar o nascimento do death metal, e seguem influenciando músicos mundo afora até hoje. A presença do guitarrista e líder Nige Rockett e do veterano vocalista Sy Keeler (a voz em The Force) contribuíram significativamente para a intensidade do show, principalmente em hinos como Onslaught (Power from Hell), Angels of Death, Metal Forces e Death Metal. Outros momentos intensos rolaram com Thermonuclear Devastation, Let There Be Death, Demoniac e Fight with the Beast. Encerrando já às 2h da madrugada, o Onslaught proporcionou o final esperado da jornada por qualquer headbanger: doses generosas de riffs marcantes e forte presença de palco.

Onslaught

29 de agosto, sábado

O último dia da jornada consistiu em chegar ao local do evento mais cedo do que nos anteriores, por volta das 15h, para assistir ao excelente show que os suecos do Hellbutcher proporcionaram. Formada em 2022 das cinzas do Nifelheim pelo vocalista Hellbutcher (Per Ola Arne Gustafsson), a banda nasceu com uma missão clara e objetiva: manter vivo o espírito furioso e sem concessões do black/speed metal. Para alcançar isso, o vocalista se juntou a veteranos conhecidos do cenário extremo: Necrophiliac (Dan G Andersson, guitarra; Mordant), Iron Beast (Fredrik Folkare, guitarra; Unleashed), Eld (Frode Kilvik, baixo; Aeternus, ex-Gaahls Wyrd) e Devastator (Martin Axenrot, bateria; Bloodbath, ex-Nifelheim, ex-Opeth, ex-Witchery). A maior parte do repertório do show focou nas músicas do excelente primeiro e ainda único álbum, Hellbutcher (2024). E como soam ainda mais poderosos ao vivo sons como Violent Destruction, Death’s Rider, a furiosa Possessed by the Devil’s Flames e Satan’s Power! Como bônus, ainda tocaram ótimos covers para Losfer Words (Big ‘Orra) do Iron Maiden, Die in Fire do Bathory e Black Metal do Venom. Como é gratificante assistir a um show desse nível e com a bandeira fincada no território do metal extremo feito com aço e fogo.

Hellbutcher

O tempo de pouco mais de meia hora de intervalo mal foi suficiente para terminar de assimilar o Hellbutcher e já começou a porrada sonora dos finlandeses do Impaled Nazerene. Formada em 90 na cidade de Oulu, o grupo dispensa maiores apresentações, pois consolidou um legado ao rejeitar os padrões tradicionais do black metal norueguês em voga à época, influenciando gerações com a criação de sua própria vertente agressiva do estilo composta por uma fusão veloz, satírica e iconoclasta combinada às forças agressivas do hardcore e do grindcore. A conhecida presença de palco forte e provocante do vocalista Mika Luttinen (Sluti666) combinada à bateria dinâmica e ensandecida de seu veterano companheiro Repe Misanthrope (Reima Kellokoski) figuram entre os destaques nos shows, e neste não foi diferente. Inclusive, Luttinen depois esteve bastante tempo na área onde ficavam os merchandisings conversando com os fãs e tirando fotos. O repertório abrangeu diferentes fases da banda, indo desde clássicos como Kali-Yuga e Sadhu Satana de Ugra-Karma (1993) até Goat of Mendes do mais recente Eight Headed Serpent (2021). As ondas ensurdecedoras de 1999: Karmageddon Warriors (Latex Cult, 1996), Steelvagina (Suomi Finland Perkele, 1994) e Armageddon Death Squad (All that You Fear, 2003) com as luzes vermelhas se projetando no local formaram a tempestade perfeita para o mosh.

Impaled Nazarene

A velocidade do Impaled Nazarene deu lugar para o retorno do gélido e ríspido black metal norueguês com a entrada do 1349 no palco, uma das bandas mais aguardadas do dia. Formado em 1997 na capital norueguesa Oslo, o grupo ficou amplamente conhecido por seu som ultraveloz, caótico e purista, que resgata a essência mais extrema, sombria e implacável da velha escola escandinava. Esse foi um dos shows com mais agressividade quase ininterrupta no festival, o que, juntamente com a atmosfera criada por camadas massivas de efeito de fumaça que faziam uma “neblina” espessa cobrir o ambiente, criou estrategicamente o ambiente de isolamento que torna a experiencia mais imersiva. O gradiente de agressividade do show transitou de temas mais crus e velozes como Riders of the Apocalypse e Blood Is the Mortar (de Beyond the Apocalypse, 2004) até sons tecnicamente mais produzidos, como Through Eyes of Stone, Striding the Chasm e Dødskamp (de The Infernal Pathway, 2019). Pouco mais de 30% do repertório focou em sons do mais recente álbum The Wolf & the King (2024): Ash of Ages, Shadow Point, Inferior Pathways e The God Devourer.

1349

Com uma pausa de 45 minutos, o tempo foi bem aproveitado para tomar um ar, conversar com as pessoas e tomar uma geladinha, enquanto me preparava para o próximo show. A bola da vez ficou a cargo de outra instituição do “Big Four” do death sueco: o Unleashed. Pioneiros na cena da capital Estocolmo, o Unleashed agregou novos rumos ao death metal ao fundirem a agressividade do gênero com temática viking, um legado solidificado pelo debut Where No Life Dwells (1991), que se tornou um pilar fundamental ao introduzir riffs implacáveis e uma atmosfera sombria que ajudou a moldar o som extremo sueco. O show que assistimos no Drums of War celebrava exatamente os 35 anos desse trabalho, que, juntamente com músicas de outros álbuns, nos conduziu numa viagem a esse universo de guerra, mitologia nórdica e morte criado e sustentado pelo vocalista e baixista Johnny Hedlund. Desde a entrada com os riffs cortantes de To Asgaard We Fly (de Across the Open Sea, 1993) até o fechamento com Before the Creation of Time do mencionado debut, a participação do público era quase devota. Merecido, já que a performance foi impecável. Também se destacou a força ao vivo de Hold Your Hammers High!, do mais recente álbum, Fire Upon Your Lands (2025).

Unleashed

Novamente, a pausa estratégica serviu como preparo para a principal atração do dia. Agora era hora de um medalhão do “Big Four” do thrash alemão tomar o local de assalto: Destruction. E que show! Schmier (vocal e baixo) e seus comparsas deram uma aula de thrash metal agressivo e cortante no melhor estilo pelo qual ficaram consagrados. Não por acaso, o espaço na área do palco ficou lotado já que a vasta maioria dos presentes no festival estavam ali para assisti-los. Além disso, para mim também sempre é uma satisfação ver esses caras ao vivo, já que o Destruction juntamente com o Tankard são meus grupos favoritos do “Big Four” germânico. Para coroar a experiencia, o repertório foi finamente voltado mais ao material clássico da banda, dos quais tocaram músicas como Total Desaster (Sentence of Death, 1984); Deathrap, Bestial Invasion e Thrash Attack (Infernal Overkill, 1985), Curse the Gods (Eternal Devastation, 1986); e a faixa-título de Mad Butcher (1987). Pancadas como Nailed to the Cross e The Butcher Strikes Back (de The Antichrist, 2001) também foram certeiras. Os três carros-chefe (Scumbag Human Race, No Kings – No Masters e Destruction) do mais recente Birth of Malice (2025) também impuseram sua presença ao vivo. Esse show foi um dos exemplos da ótima fase vivida pela banda, que se mostra com bastante energia. Apesar de tantos ótimos shows ocorridos no festival, em minha humilde opinião o Destruction foi o ponto mais alto.

Mesmo com o cansaço que já me assombrava, assim como à maioria dos presentes, um público grande ainda permanecia para ver os noruegueses do Aeternus. Formada na cidade de Bergen em 1993, a banda se destacou na cena extrema ao cunhar o termo dark metal a partir do seu debut Beyond the Wandering Moon (1997), misturando de forma particular a atmosfera sombria do black metal com o peso e a técnica do death metal. Para satisfação dos presentes, o repertório do show consistiu exatamente em executar na íntegra esse álbum. A performance de alto nível de Ares (Ronny Hovland, vocal e guitarra) & Cia. em sons como Sworn Revenge, Sentinels of Darkness, Winter Tale e To Enter the Realm of Legend espantaram o cansaço e fizeram valer muito a pena permanecer até o final.

Em conclusão, essa primeira edição do Drums of War em termos gerais foi bem sucedida e indicou o potencial de se firmar como o principal evento de metal extremo na Espanha. Inclusive, a edição de 2027 já está agendada e tem confirmados até o momento bandas como Artillery, Asphyx, Hipocrisy, Nile, Samael, Sinister e Varathron.

 

? Clique aqui e siga o CANAL “Roadie Crew” no WhatsApp

? Clique aqui e faça parte do GRUPO da ROADIE CREW no WhatsApp

 

Drums of War

Compartilhe:
Follow by Email
Facebook
Twitter
Youtube
Youtube
Instagram
Whatsapp
LinkedIn
Telegram

MATÉRIAS RELACIONADAS

DESTAQUES

ROADIE CREW #293
Julho/Agosto

SIGA-NOS

61,6k

59k

16,9k

1k

24,6k

Escute todos os PodCats no

PODCAST