Uma mensagem em vídeo de Marty Friedman em homenagem a Nick Menza, gravada para a cerimônia de 2018 do Hall of Heavy Metal History, foi divulgada pela primeira vez. O depoimento do ex-guitarrista do Megadeth não chegou a ser exibido durante o evento e traz recordações dos anos em que os dois tocaram juntos, além de uma passagem especial envolvendo o pai do baterista, o saxofonista de jazz Don Menza.
Na ocasião, Nick Menza foi um dos homenageados pelo Hall of Heavy Metal History. A distinção foi recebida em seu nome por familiares e pelo ex-baixista do Megadeth, David Ellefson.
No vídeo, Friedman demonstra satisfação pelo reconhecimento ao antigo companheiro e lamenta não poder estar presente. Ele também destaca a participação de Nick e Don Menza em seu álbum solo Introduction, no qual pai e filho tocaram juntos na faixa Bittersweet.
“Fico muito feliz que Nick Menza esteja sendo homenageado dessa maneira. Gostaria muito de estar aí com sua família e com todos vocês”, diz Friedman.
Sobre a gravação que reuniu pai e filho, o guitarrista acrescenta: “Uma coisa que me deixa especialmente contente é saber que foi em um dos meus discos que Nick e Don Menza, seu pai, tocaram juntos. Talvez tenha sido a única vez em que eles gravaram algo juntos”.
Friedman também recorda com carinho o período em que tocou com Menza no Megadeth: “Tenho muito orgulho de ter os dois tocando juntos naquela música e, naturalmente, também tenho orgulho de ter tocado com Nick durante todos aqueles anos no Megadeth. Fizemos muitas coisas legais e gostei de cada minuto”.
Ao encerrar a mensagem, o guitarrista reafirma seu carinho pelo baterista e agradece a todos que participaram da homenagem: “Eu o amo e gosto muito de todos vocês que estão prestando essa homenagem a ele hoje. Gostaria de estar aí. Desejo tudo de bom a vocês. Obrigado”.
Veja o vídeo:
Menza começou a trabalhar com o Megadeth como técnico de bateria de Chuck Behler, antes de assumir oficialmente o posto em 1989. Sua estreia em disco aconteceu em Rust in Peace (1990), seguida por Countdown to Extinction (1992), Youthanasia (1994) e Cryptic Writings (1997). Sua atuação ajudou a definir a sonoridade de uma das formações mais celebradas da banda.
No fim de 2014, a possibilidade de reunir a formação clássica de Rust in Peace, com Friedman e Menza ao lado de Dave Mustaine e David Ellefson, gerou grande expectativa entre os fãs. Em 2015, Menza revelou que havia participado de sessões com Mustaine e Ellefson na casa-estúdio do vocalista, em San Diego. Na ocasião, declarou:
“Eu estava totalmente pronto e empolgado para voltar ao Megadeth. Fui à casa/estúdio de Dave em San Diego em dezembro passado. David Ellefson, eu e Dave Mustaine tocamos juntos durante o fim de semana e foi muito legal. Voltamos imediatamente à nossa sintonia musical. Temos uma química excelente. É algo mágico!”
A reunião, porém, não aconteceu. Durante aquela tentativa, Mustaine enviou demos de três músicas para que Menza gravasse partes de bateria: I’m an S.O.B., Babylonian Ships e I Told U So. As composições foram posteriormente reformuladas e receberam os títulos The Emperor, Death from Within e Last Dying Wish, respectivamente. Esta última foi incluída como faixa bônus em Dystopia, décimo quinto álbum de estúdio do Megadeth, lançado em 22 de janeiro de 2016. O disco contou com Chris Adler, então baterista do Lamb of God.
Menza também considerava sua participação com o Megadeth no Rock in Rio, diante de mais de 100 mil pessoas, um dos momentos mais marcantes de sua carreira.
O baterista morreu em 21 de maio de 2016, aos 51 anos, após sofrer um colapso enquanto se apresentava com a banda OHM: no The Baked Potato, em Studio City, na Califórnia. O grupo também contava com o ex-guitarrista do Megadeth, Chris Poland, e o baixista Robertino “Pag” Pagliari. Menza foi levado ao hospital, mas chegou sem vida. A perícia do condado de Los Angeles apontou doença cardiovascular hipertensiva e aterosclerótica como causa da morte.
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