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ESSENTIALS: Combat Records #1

Um dos selos obrigatórios para qualquer fã de heavy metal, especialmente para aqueles que se deliciam com os clássicos da década de 80, a Combat Records tem um catálogo imenso, com ótimas e variadas opções. Mas é nos reinos do thrash e do speed metal que eles se especializaram, como você perceberá nessa nossa primeira visita ao catálogo deles. Além de todos os álbuns originalmente lançados pela Combat, eles também tiveram um papel importantíssimo ao licenciar títulos de outros selos lendários, como Under One Flag, Neat e Noise para o mercado norte-americano. Focaremos, porém, apenas nos álbuns originalmente lançados por eles, e já sabendo que precisaremos ao menos de uma segunda parte para fazer justiça…

10) AGENT STEEL – Skeptics Apocalypse (1985)

Nascido em 1984 em Los Angeles (EUA), o AGENT STEEL ainda era um novo nome quando lançou o seu álbum de estreia em 1985. Porém, o que ouvimos neste Skeptics Apocalypse está longe de parecer trabalho de novatos. Guitarras intensas, músicas rápidas, vocais poderosos… Juntos, John Cyriis (voz), George Robb (baixo), Chuck Profus (bateria) e a dupla de guitarristas Kurt Colfelt e Juan Garcia criaram um dos clássicos absolutos da era de ouro do speed/thrash metal. Confira o ótimo resultado em Agents Of Steel, Children Of The Sun, Taken By Force e Guilty As Charged.

09) SAVATAGE – The Dungeons Are Calling (EP, 1984)

Eles sempre foram um dos nomes fundamentais para a cena metálica de Tampa, na Flórida, e poucos hoje sabem o quanto eles ajudaram aquele bando de moleques que criaria a mais infame cena de death metal do planeta… Mas, o que importa aqui é o segundo registro oficial do SAVATAGE, que tinha estreado no ano anterior com o álbum Sirens, originalmente lançado via Par Records. O EP The Dungeons Are Calling chegou justamente para fazer a transição, de gravadora, de sonoridade, de tudo o que você pode imaginar. E esse ótimo EP acabou sendo o único da banda com a Combat, já que logo em seguida eles partiriam para a ‘major’ Atlantic Records.

08) MEGADETH – Killing Is My Business… And Business Is Good! (1985)

Todos sabem as circunstâncias que levaram Dave Mustaine a ser afastado do METALLICA, e quais foram os sentimentos que guiaram o nascimento do MEGADETH… Sendo assim, é fácil imaginar a sonoridade desse álbum de estreia da banda, certo? Embaladas por sentimentos de raiva e angústia, músicas como Rattlehead, Looking Down The Cross, Skull Beneath The Skin e Last Rites/Loved To Death mostravam uma banda diferente das suas contemporâneas, e diferente inclusive do que o próprio MEGADETH no futuro.

07) FORBIDDEN – Forbidden Evil (1988)

O problema talvez tenha sido o fato de eles terem chegado um pouco atrasados na festa das bandas thrash da Califórnia… Outros dizem que a ‘culpa’ seria dos vocais de Russ Anderson (!)… A verdade é que o FORBIDDEN tinha tudo para ser uma das maiores do cenário, mas isso nunca aconteceu, e é daí que nascem as prerrogativas toscas e pouco compreensíveis. Se você gosta de thrash, de speed ou de qualquer música rápida e violenta, Forbidden Evil é uma ótima pedida, um álbum fundamental na sua coleção. Também, o que você esperava de um disco que tem Glen Alvelais e Craig Locicero nas guitarras, além do figurão Paul Bostaph na bateria?

06) ABATTOIR – Vicious Attack (1985)

Com o cenário metálico californiano crescendo mais a cada dia, o ABATTOIR nasceu em 1982, lançou um par de demos em 1983, e finalmente conseguiu um contrato para lançar seu disco de estreia, com a Combat Records, em 1985. Musicalmente, a banda não diferia muito das demais praticantes do speed/power metal da época, e é justamente por isso que este Vicious Attack precisa estar em uma lista como essa: ele é um retrato de sua época! E que belíssimo retrato, diga-se. Mesclando o ataque rápido e certeiro do MOTÖRHEAD (tem até uma versão para Ace Of Spades aqui) com a atiture do EXCITER, o álbum destaca Screams From The Grave, The Enemy e a incrível Don’t Walk Alone.

05) EXODUS – Pleasures Of The Flesh (1987)

Sou suspeito para falar de qualquer álbum que tenha as guitarras de Gary Holt e Rick Hunolt, e o fato deste ser o álbum de estreia de Steve ‘Zetro’ Souza como vocalista do EXODUS também não me ajuda na hora de um julgamento imparcial. Porém, sendo completamente sincero, quando ouço o riff inicial de ‘Til Death Do Us Part, o que eu quero é que o ‘julgamento justo’ se dane, isso é insano! E esse disco ainda traz muito mais para você que ama riffs fantásticos, ouça a sequência com Parasite e Brain Dead, e sem vergonha nenhuma, mergulhe de cabeça em Seeds Of Hate e Choose Your Weapon.

04) NUCLEAR ASSAULT – Game Over (1986)

Depois de ser gentilmente convidado a se retirar do ANTHRAX, o baixista gigante Dan Lilker não deixou a timidez tomar conta, não se sentou no canto do quarto e chorou, ele simplesmente fundou o NUCLEAR ASSAULT! Com Glenn Evans na bateria, Anthony Bramante na guitarra, e com o vocalista/guitarrista John Connelly, a música pesada, rápida e violenta ganhava um novo capítulo, repleto de referências punk, hardcore, e claro, thrash metal. Extremamente rápido e liricamente inteligente, o NUCLEAR ASSAULT lançou este fenomenal debut em 1986, e ainda hoje o seu reflexo pode ser sentido em muitas de nossas bandas favoritas.

03) DARK ANGEL – Darkness Descends (1986)

Chegando ao topo da nossa lista, um retrato de como as coisas foram ficando cada vez mais extremas na música. Depois de estrear no ano anterior com We Have Arrived, o DARK ANGEL chegava a 1986 com o seminal Darkness Descends, um dos álbuns mais extremos da sua época, e um dos mais importantes para a evolução do que hoje denominamos música extrema. Muitos dos elogios se devem a performance única e absolutamente alucinada do incrível Gene Hoglan (bateria), que até poderia reclamar de plágio por conta do início da faixa-título deste álbum, que tem seu padrão de bumbo ‘homenageado’ pelo METALLICA em um trecho de One. Bom, digamos que ficou ‘elas por elas’, já que no mundo do thrash todo mundo um dia copiou do caderno do METALLICA.

02) DEATH – Scream Bloody Gore (1987)

Certo, chegamos ao território do sagrado. Fale o que quiser, concorde ou não que este álbum lançou as bases fundamentais e definitivas da sonoridade death metal, o fato é que Scream Bloody Gore é um dos álbuns mais icônicos de toda a história do metal, e também um dos mais influentes. Trabalhado com esmero por Chuck Schuldiner (guitarra/voz/baixo) e Chris Reifert (bateria, AUTOPSY), este álbum traz alguns dos principais clássicos da ‘podreira’, já que é daqui que vêm as versões definitivas de Zombie Ritual, Denial Of Life, Mutilation, Baptized In Blood e Evil Dead, por exemplo.

01) POSSESSED – Seven Churches (1985)

Alguém realmente acreditou que existia alguma chance de outro álbum ocupar este lugar? Convenhamos, Seven Churches é um daqueles discos que tem vida própria, que são superiores a qualquer categoria, e que desafiam os limites do tempo e espaço, uma entidade do tipo Black Metal (VENOM) ou To Mega Therion (CELTIC FROST). Embora muitos resquícios de thrash metal percorram todo o álbum, foi com o POSSESSED e com este Seven Churches que toda uma revolução se iniciou no mundo da música, e foi a partir do fogo aqui incitado que o death metal realmente tomou forma. Confira isso nos riffs inspiradíssimos de Pentagram, The Exorcist, Seven Churches, e claro, Death Metal.

OBS: Durante a pesquisa para este artigo, não foi possível verificar em tempo se a versão original do segundo álbum completo do VOIVOD, Rrröööaaarrr, foi lançado originalmente via Combat Records ou via Noise Records. Ambos os selos lançaram versões do álbum em 1986, e as fontes consultadas apresentam dados diferentes. Se você quiser dividir alguma informação que possa elucidar essa questão, ficarei grato!

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