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JEFF SCOTT SOTO – QUEEN CONCERT – 13 de julho de 2019, São Paulo/SP

Quando esteve em São Paulo no início de maio com sua banda S.O.T.O., pouco antes de lançar o álbum Origami, Jeff Scott Soto anunciou que em julho estaria de volta para, assim como fez em 2014, homenagear o Queen, uma de suas bandas do coração. No último dia 13, data em que no Brasil se comemora o Dia do Rock, o incansável vocalista americano cumpriu o que disse e foi recebido por um Manifesto Bar lotado. Falando em Queen, não há no mundo hoje banda tão em voga. Depois que “Bohemian Rhapsody” estreou mundialmente no final de 2018 o ‘boom’ foi tamanho, que as vendas das músicas do grupo britânico dispararam e a trilha sonora do filme foi o título de rock mais vendido no primeiro semestre de 2019. Aproveitando o sucesso, o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor novamente se reuniram com o cantor Adam Lambert e agora estão na estrada com o Queen, excursionando pela “The Rhapsody Tour”. No Brasil, o impacto do ressurgimento do nome Queen está sendo tão grande, que vários eventos têm celebrado a obra da banda, bem como a memória de Freddie Mercury. Em São Paulo, o show do Queen Extravaganza (tributo inglês que tem as bênçãos de May e Taylor, e como frontman o brasileiro Alírio Netto) e o espetáculo “Bohemian Rhapsody”, em que a Orquestra Petrobrás Sinfônica executou as músicas da trilha do longa metragem, antecederam a recente visita de Jeff Scott Soto. Ele que, aliás, lançou em 2004 o DVD “The Jeff Scott Soto Queen Concert – Live at the Queen Convention 2003”, e que no ano de 2000 teve a oportunidade de tocar com May no “Annual OIQFC Freddie Mercury Birthday Party” (ING) e em 2002 no “Hollywood Walk of Fame”, novamente com o guitarrista e também com Taylor.

No dia do show em São Paulo, durante a tarde Jeff Scott Soto foi prestigiar a “Semana do Rock”, onde assistiu o show “Angra & Friends”, em que músicos do Angra, Shaman e Viper realizaram um encontro histórico e emocionante no Palco República para homenagear Andre Matos, ex-vocalista das três bandas, falecido no dia 08 de junho. Já no Manifesto Bar, o show estava marcado para começar às 22h, porém só teve início à uma da manhã (!). Bastante ovacionado, Jeff Scott Soto desceu as escadas laterais do palco, acompanhado de seus parceiros, os brasileiros BJ (guitarra e teclado), Léo Mancini (guitarra e violão), Henrique Baboom (baixo) e Edu Cominato (bateria). Jeff e Cia. abriram a noite com a eletrizante Tie Your Mother Down, do álbum A Day at the Races, de 1976. Na sequência, enquanto Cominato mandava o ritmo inicial, Soto, como um verdadeiro maestro, regeu o coro do público, até que Baboom iniciasse a conhecida linha de baixo, que culminou na pulsante Another One Bites the Dust, de The Game (1980).

Todo vestido de branco, Soto fazia lembrar do visual que Freddie Mercury costumava aderir em suas performances. Mesmo tendo vindo de uma longa viagem da Rússia, onde três dias antes tocaram na cidade de São Petersburgo, ele e seus “parças” não demonstravam cansaço. E a energia foi aos píncaros com o público cantando I Want to Break Free, de The Works (1984). Impressionado com a participação dos fãs, ao final dessa o vocalista soltou um ‘do caralho!’, em bom português. Risos gerais. Depois dele declarar seu amor ao Queen e à nossa “caipiroska”, rolou a primeira surpresa da noite, a nem sempre lembrada Spread Your Wings, linda balada do ótimo News of the World (1977), que foi encerrada com o vocalista ao teclado. Com Mancini ao violão, Crazy Little Thing Called Love, outra de The Game, criou um clima nostálgico com seu ar de ‘bailinho antigo’. Para satisfação particular deste repórter, a próxima foi a que considero minha música favorita do Queen: Fat Bottomed Girls. E que sensacional estava a sincronia vocal entre Soto, BJ, Mancini e Cominato no refrão dessa música do álbum Jazz (1978), principalmente no que é feito a cappella em sua introdução. Outra em que eles se saíram muito bem nesse quesito foi Hammer to Fall (outra de The Works), a qual Mancini detonou no solo e Soto também a encerrou no teclado.

Antes de dar continuidade, o cantor apresentou a banda, brincando com cada integrante que anunciava. Prosseguindo, Jeff puxou o nosso tradicional “vira, vira, vira, virou” (algo que aconteceria diversas outras vezes) e entornou mais um copo de “caipiroska” antes de apartar uma discussão que acontecia entre algumas pessoas na pista. Com o clima de paz reestabelecido, foi a vez de o público cantar I Want it All com a banda e agitar na energética Stone Cold Crazy, que encerrou a primeira parte do show.

A segunda entrada aconteceu após um longo intervalo de 40 minutos. Retornaram apenas Soto – agora todo vestido de preto – e Mancini. Quando ambos se acomodaram nos bancos dispostos no palco, ficou óbvio que tocariam Love of My Life. Presente no clássico álbum do Queen, A Night at the Opera (1975), essa imortal balada foi dedicada por Soto à memória de Andre Matos e do ex-integrante de sua banda solo, o baixista David Z, falecido nos Estados Unidos no dia 14 de julho de 2017, num acidente envolvendo o trailer onde viajava o Adrenaline Mob, sua última banda. Tomado pela emoção, Jeff foi às lágrimas no decorrer da música e recebeu o carinho dos fãs com aplausos.

Com o restante da banda de volta, veio o hino Somebody to Love, de At Day at the Races, seguido da belíssima These Are the Days of Our Lives. Foi outra grata surpresa ouvir essa música de Innuendo (1991), que foi o ultimo álbum lançado pelo Queen com Freddie Mercury em vida. A propósito, o clipe dessa música acabou sendo o último trabalho de Mercury na frente das câmeras. Obviamente, Under Pressure não ficou de fora e fez a alegria dos fãs do Queen e de David Bowie, que curtem esse duo feito entre a banda e o também saudoso cantor, gravado no álbum Hot Space (1982) e usado na trilha sonora do filme de comédia musical animado “Sing – Quem Espanta os Males Canta”, de 2016. Uma que garantiu um dos melhores momentos da noite foi a contagiante Radio Ga Ga. Foi de arrepiar ver a tradicional coreografia do público acompanhando o famoso refrão com os braços estendidos marcando o ritmo nas palmas. Nessa, Soto, BJ, Mancini e Cominato novamente foram impecáveis cantando.

Dois outros hinos do rock mundial concebidos pelo Queen, ambos de News of the World, deram continuidade ao set. O primeiro deles foi We Will Rock You, numa versão mais agitada, que lembrou um pouco a que o Viper gravou em seu álbum Evolution (1992), e depois foi a vez da bonita We Are the Champions. Ao final dessa, Soto novamente apresentou a banda. Ao anunciar-se, brincou, dizendo: “…e meu nome é Paul Rogders!” – vocalista das bandas Free, Bad Company, The Firm e The Law, que esteve a frente do Queen entre os anos de 2004 a 2009, tendo lançado com a banda o álbum The Cosmos Rocks (2008) e os ao vivo Return of the Champions (2005), Super Live in Japan (2006) e Live in Ukraine (2009). Soto e banda se divertiram tocando trecho de Rosanna, do Toto, antes de darem início à uma das músicas mais comemoradas pelo público: Bohemian Rhapsody. E não havia uma alma ali presente no local que não cantasse em alto e bom som essa obra prima do rock. Como é de praxe até mesmo com o Queen, a parte em que Bohemian… se transforma em música clássica foi disparada por sampler.

Pra finalizar a homenagem ao Queen, Jeff escolheu The Show Must Go On. E se o título dessa música diz que “o show deve continuar”, o quinteto decidiu quebrar o protocolo e brindar o público tocando a cativante I’ll Be Waiting, do homônimo álbum de estreia do Talisman (ex-banda de Soto), lançado em 1990. No decorrer dessa, aconteceu um fato engraçado, Léo Mancini aproveitou o break no meio da música e correu para o banheiro. Enquanto isso, Soto, Cominato, BJ e Baboom agitaram o público cantando o refrão de We’re Not Gonna Take It, do Twisted Sister. Encerrando a noite de maneira definitiva, Soto e seus músicos tocaram a aclamada Stand Up and Shout, gravada pelo vocalista para a trilha sonora do filme “Rock Star” (2001). Apesar de ter acabado bem tarde, foi um show memorável. Vê-lo de perto cantando as músicas do Queen, me deixou ainda mais convicto sobre o que sempre comentei com amigos: ‘os fãs do também talentoso Adam Lambert que me desculpem, mas, se tem alguém que merecia estar acompanhando Brian May e Roger Taylor no Queen, ocupando o microfone que um dia pertenceu ao inigualável Freddie Mercury, esse alguém é Jeff Scott Soto!”.

Ao final do show, Soto atendeu os fãs para selfies e autógrafos e depois bateu um papo rápido com a ROADIE CREW. Ele comentou sobre a sensação de ser recebido com casa cheia, o que não aconteceu em seu show recente no Carioca Club, que teve um público apenas razoável: “Todos no Brasil conhecem minha carreira e sabem de mim e do quão fã eu sou do Queen. Então, estou tocando as músicas do Queen que eles (os fãs) esperam por algo que venha do meu coração. E quando estou cantando essas músicas, eles sentem que faço com a mesma emoção que as originais da banda possuem. Ver tanta gente assim foi maravilhoso pra mim, emocionante, claro, não só pela coincidência com o “Live Aid” (festival que aconteceu na Inglaterra em 1985, exatamente em um 13 de julho), mas também pelo ocorrido com Andre Matos. E eu queria fazer uma homenagem a essa pessoa tão importante. Esse foi um show que jamais esquecerei. Tocar pra muita gente hoje ou pra poucas, como foi no Carioca Club, tenho o mesmo sentimento, pois os brasileiros têm uma paixão diferente para a música, uma energia distinta à das pessoas de outros lugares do mundo. Amo o Brasil e tocarei aqui ainda muitas vezes”. E os elogios do sempre simpático Jeff ao Brasil não pararam por aí: “Estou tentando fazer daqui a minha segunda casa!”, brincou. “Amo vir pra cá. Tocar para as pessoas daqui é um “mundo diferente”. Em todas as entrevistas quando me perguntam qual é o melhor lugar do mundo, sempre digo que é o Brasil!”, revelou.

No dia seguinte, Jeff Scott Soto aproveitou um pouco mais da “Semana do Rock” em São Paulo, e compareceu a outro evento ao ar livre, o “Kiss Rock Funfest”, que aconteceu na Praça da Luz, promovido pela Rádio Kiss FM. Dessa vez, não apenas como espectador, mas sim para participar do show do Malta. Soto começou cantando 21st Century, música de seu álbum solo Beautiful Mess (2008), depois prestou mais homenagens ao Queen. O vocalista pôs a multidão para cantar com ele I Want to Break Free, Crazy Little Thing Called Love e a indispensável Love of My Life, tendo ao seu lado o guitarrista Marcio Sanches (Queen Tribute) no violão. Jeff Scott Soto ainda retornou ao palco e fez um duo muito bacana com o Alirio Netto (Queen Extravaganza) em Under Pressure, com a qual se despediu do público paulistano.

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