KILLING IN A BAD MOON: O SOM ALTERNATIVO QUE VEM ROMPENDO AS BARREIRAS DO SUL DO BRASIL

Por Alex Viana

O embrião da banda Killing In A Bad Moon começou a se formar em 2016, quando Nilo Ferreira e André Massad se reencontraram no 92 Graus, um pub que é referência no underground de Curitiba. A partir daí, o grupo se consolidou como um dos principais nomes da cena alternativa no sul do país, especialmente após o lançamento de seu álbum homônimo em 2022. Na entrevista a seguir, o guitarrista e líder Nilo Ferreira traz ao leitor as principais novidades sobre a carreira do Killing In A Bad Moon.

Nilo, muito obrigado por nos atender. Faz um tempo desde a nossa última conversa. Pode nos atualizar sobre as atividades da Killing In A Bad Moon?
Nilo Ferreira: Olá, amigos! Seguimos produzindo novidades. Estamos finalizando um novo vídeo ao vivo, com três músicas gravadas no estúdio da Geração Pedreira, que fica na Pedreira Paulo Leminski. E, claro, esperamos fechar mais shows para 2025!

O álbum Killing in a Bad Moon já tem um tempo de lançado e tenho acompanhado sua evolução junto aos colegas de imprensa. Mas quais são as suas impressões sobre esse trabalho até aqui?
Nilo: Tem sido uma experiência muito interessante. Estamos aprendendo bastante, e o álbum tem nos levado a explorar novas direções, muitas vezes inesperadas. Isso tem sido fundamental para nossas novas composições e produções, trazendo novas influências e intenções. Sim, o disco tem nos tirado da zona de conforto, e isso é algo muito positivo para a banda.

Foto: Theo Marques

Qual é o atual line-up atual da banda?
Nilo: Atualmente, temos Ton Zanoni no baixo, eu (Nilo Ferreira) na guitarra, Cassio Linhares no vocal e Renê Bernúncia na bateria.

Como tem sido a repercussão do single Bruteness? Particularmente, achei que ele tem uma linguagem mais madura em comparação ao debut. Como os fãs têm recebido essa música?
Nilo: Bruteness representa bem nosso jeito de compor músicas pesadas. Como mencionei antes, nosso debut nos impulsionou a evoluir e buscar novos caminhos. O público tem se surpreendido com essa faixa, e acredito que conseguimos colocar mais da nossa identidade nela. Eu, particularmente, gosto muito!

Agora uma pergunta um tanto inusitada: existe a possibilidade de a banda regravar alguma faixa de Killing in a Bad Moon com uma nova roupagem e arranjos? Particularmente, gostaria muito de ouvir versões modernizadas de Everlasting Earth e Permanent Holiday
Nilo: Quem sabe…? Eu e o Cassio gostamos muito de versões acústicas, e já viajamos nessa ideia antes. Roots of Our Souls é um exemplo disso. Com o Renê, talvez façamos algo ao vivo com versões diferentes, pois ele é extremamente criativo na bateria e sempre nos impulsiona. O que posso dizer é que gostamos de experimentar e produzir coisas novas.

Cold Deep Water é outra faixa incrível. Gostei muito da maneira como os arranjos vocais foram trabalhados. Você concorda comigo?
Nilo: Com certeza! Ela representa bem como soamos ao vivo. Queríamos transmitir essa energia espontânea e emocional sem adicionar elementos que pudessem desviar dessa essência. Esperamos ter conseguido! (risos)

Já em Riverside, a banda pesou a mão. Acredito que essa faixa tem tudo para ser uma das preferidas do público com mais de 35 anos. Concorda?
Nilo: Boa pergunta (risos)! Riverside é uma música densa, tanto musicalmente quanto liricamente. A letra fala sobre mudanças difíceis e complexas, funcionando como uma metáfora para nossas batalhas mentais, psicológicas e até carnais. Queremos que o ouvinte se conecte com essa ideia… e acho que as pessoas “jovens há mais tempo” (risos) podem captar isso melhor!

Recebemos o material digital de vocês através da sua gravadora e ficamos impressionados com a qualidade. Existe a possibilidade de uma edição física em breve?
Nilo: Se depender da nossa vontade… Sim! Precisamos materializar isso!

Killing in a Bad Moon traz composições muito interessantes. Como vocês definiram o tracklist do álbum? Sobrou alguma faixa do processo de composição?
Nilo: A gente compõe sem muita regra. Alguém dá o pontapé inicial com uma gravação, e o resto vai surgindo e se moldando naturalmente. Produzir à distância não é fácil – o Renê mora em Mariscal (SC), o Cassio em Antonina (PR), e eu e o Ton estamos em Curitiba (PR). Mas a tecnologia ajuda bastante. O que gostamos mesmo é de tocar juntos, na mesma sala, no meio da barulheira e da troca intensa de ideias. Temos material novo, e este ano lançaremos mais novidades!

Quem foi o responsável pela arte da capa e qual o significado dela para vocês?
Nilo: A arte do debut foi feita pelo Jaime Silveira (jaimesilveira.com), um artista incrível de Curitiba que atua no Brasil e no mundo. Ele captou muito bem a essência do nosso som. Para nós, a capa carrega essa força monumental e misteriosa do sol e do calor.

A proposta imersiva de Killing in a Bad Moon, mesclando riffs pesados com uma estética mais acessível, tem funcionado? Os fãs têm entendido essa abordagem?
Nilo: Quando estamos compondo, não pensamos em aceitação ou em encaixar em um determinado estilo. Apenas seguimos criando. A banda tem sua própria personalidade, uma entidade que amadurece e aprende com o tempo. Para alguns, isso pode parecer estranho, mas é assim que enxergamos. Sobre a questão dos “riffs pesados dentro de uma estética comercial”, acho que os fãs não pensam muito nisso – e, para ser sincero, nós também não! Mas, se pudermos viver da nossa música e torná-la sustentável, teremos alcançado o sonho de qualquer artista, principalmente no Brasil.

Imagino que um novo álbum já esteja nos planos. O que pode nos adiantar sobre isso?
Nilo: Sim, está nos planos para este ano (2025). Aguardem, pois estamos trabalhando nisso!

Para 2025, a banda pretende levar o show de Killing in a Bad Moon para outros estados? Como tem sido a estratégia de vocês com relação ao booking?
Nilo: Nossa prioridade é reproduzir ao vivo os timbres e sonoridades que criamos em estúdio, da forma mais fiel possível. No entanto, nem sempre encontramos o ambiente ideal para isso. Muitas casas de show não têm estrutura nativa para suportar uma produção de áudio e vídeo como a nossa, o que exige um trabalho enorme de pré-produção. Nosso objetivo é sempre proporcionar uma experiência imersiva para o público. Estamos nos especializando em encontrar os locais certos e produzir o show da melhor forma. O resultado tem sido gratificante: as pessoas saem impressionadas, e acreditamos que esse deve ser o impacto de um bom show. Agora, estamos buscando levar essa experiência para outras cidades, tocando com bandas que compartilham desse comprometimento. Queremos aproveitar todas as oportunidades, sempre mantendo a qualidade.

Nilo, mais uma vez, obrigado pela simpatia e cordialidade. Deixe uma última mensagem para os leitores da ROADIE CREW.
Nilo: Primeiramente, muito obrigado pela oportunidade de falar sobre nosso trabalho! O universo da música é vasto, com inúmeros estilos e formas de expressão. Para nós, a música é um meio de transmitir ideias e sentimentos – e tem sido incrível ver essa conexão acontecendo com o público. Acreditamos que a Killing in a Bad Moon tem um lugar único nesse cenário, com uma identidade própria. Nosso som é uma fusão de Heavy Progressive Alternative Metal, sem amarras ou rótulos rígidos. Esperamos que vocês curtam o que temos a oferecer! Queremos encontrar cada um de vocês nos nossos shows e garantir uma experiência inesquecível. Grande abraço e até breve!

 

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Foto: Theo Marques
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