Edição #188

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Redeemer Of Souls é o primeiro disco de inéditas do Judas Priest desde 2008, quando saiu Nostradamus. Foram longos seis anos para esses ingleses de Birmingham e muita coisa mudou durante esse tempo. Voltando a 2011, tivemos a aposentadoria do…

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Descrição

JUDAS PRIEST

Por Steven Rosen Redeemer Of Souls é o primeiro disco de inéditas do Judas Priest desde 2008, quando saiu Nostradamus. Foram longos seis anos para esses ingleses de Birmingham e muita coisa mudou durante esse tempo. Voltando a 2011, tivemos a aposentadoria do guitarrista original K.K. Downing e o anúncio por parte da banda que estaria fazendo sua última turnê naquela que foi chamada de “Epitaph World Tour”. Mas tudo mudou novamente quando o Judas anunciou que o guitarrista Richie Faulkner, que substituiria K.K. durante a tour, passaria a ser um novo membro efetivo da banda. Assim, Rob Halford (vocal), Glenn Tipton (guitarra), Ian Hill (baixo) e Scott Travis (bateria) se sentiram revigorados com o entusiasmo e a dedicação de Faulkner e resolveram seguir em frente. E o novo ciclo se completou com Redeemer Of Souls, primeiro disco com o novo guitarrista e primeiro na história do Judas Priest sem K.K. Downing. “A entrada dele foi surpreendente”, fala Halford sobre o novo companheiro de banda. “Todas as músicas de Redeemer Of Souls tiveram participação fundamental dele”. Faulkner e Tipton assinam todas as músicas do novo disco, como a faixa título e Dragonaut, que trazem os riffs característicos da banda e os inconfundíveis vocais de Rob Halford acima de tudo. Foi numa sexta-feira que recebi a ligação de Halford. Ele falava de Phoenix, Arizona (EUA), onde vive atualmente. E, ao contrário de tantos ‘rockstars’ que parecem viver permanentemente sob os holofotes, Rob é uma das pessoas mais agradáveis, realistas e engraçadas que você pode encontrar, seja no mundo da música ou fora dele. Começou a conversa dizendo que “estou me preparando para o fim de semana, como todo mundo faz. E passei uma semana excelente falando com amigos da imprensa de todo o país sobre o que anda acontecendo com o Judas Priest”. E foi sobre isso que conversamos nessa entrevista.

CHASTAIN

Por Guilherme Spiazzi No início da década de 90 o Chastain deu adeus à vocalista Leather Leone, com quem havia lançado cinco discos, mas continuou seu caminho soltando mais três trabalhos de estúdio até que quase dez anos atrás sumiu completamente da cena. Após o lançamento de The Reign Of Leather (2010), disco com os melhores registros de Leather, parece que os ânimos começaram a reaquecer e, para surpresa dos fãs, o líder do grupo, David T. Chastain, e Leather resolveram voltar a trabalhar juntos. Ao lado de Mike Skimmerhorn (baixo) e Stian Kristoffersen (bateria, Pagan’s Mind), lançaram recentemente Surrender To No One. Quem conta mais detalhes sobre essa jornada é a carismática Leather Leone.

MASTODON

Por Guilherme Spiazzi Foi-se o tempo em que a maioria das bandas primava, acima de tudo, pela autenticidade e espontaneidade de sua música. Dentro do universo dos grupos que ainda se arriscam e conseguem se manter no mercado está o Mastodon. Com doze anos de carreira e uma sólida base de fãs, Troy Sanders (baixo e vocal), Brent Hinds (guitarra e vocal), Bill Kelliher (guitarra e vocal) e Brann Dailor (bateria e vocal) têm uma visão muito clara da sua arte e reafirmam o compromisso com Once More ‘Round The Sun, seu sexto disco de estúdio. Em entrevistas à ROADIE CREW, Troy e Bill explicam a lógica por trás da música do grupo, o sucesso e a paixão pela arte.

WINGER

Por Steven Rosen Assim como aconteceu com tantas outras bandas dos anos 80, o Winger foi simplesmente engolido pelo Grunge. Liderado pelo vocalista e baixista Kip Winger, o grupo já começou frequentando a Billboard – seu disco de estreia, Winger (1988), estreou atingindo o 21o posto da parada – e os shows sempre lotavam as casas em que se apresentava. Porém, de repente tudo mudou. “Nós estávamos completamente fora do mercado”, lembra o baixista. “Era exatamente como aparecia no ‘Beavis & Butthead’” (Stewart, o vizinho nerd da dupla do desenho animado, usava uma camiseta do Winger). “Um ano antes tocávamos em arenas e quando nos demos conta estávamos em botecos nos apresentando para vinte pessoas. E foi uma coisa repentina, não houve aquela coisa de percebermos aos poucos que não estávamos num momento legal e nos concentrarmos em criar um novo hit”, lembra ele. “Foi algo como: ‘Porra, não veio ninguém nos ver tocar! Como vamos pagar o aluguel de oito mil dólares por semana do tour bus?” Depois disso, Winger começou uma carreira solo e, no fim de tudo, acabou reunindo sua banda original novamente, que acaba de lançar mais um álbum, Better Days Comin’. Além de Kip, estão na banda os membros originais Reb Beach (guitarra) e Rod Morgenstein (bateria), além de John Roth (teclado e guitarra). Nesse novo trabalho, a banda incluiu elementos de Prog, estilo que Kip sempre adorou, em temas como Tin Solder, ao passo que Storm In Me é provavelmente o tema mais pesado que o Winger já gravou. Nessa entrevista, o vocalista, baixista e compositor fala sobre o novo disco e dá uma repassada em sua carreira…

ESPECIAL: 1984 – 50 MÚSICAS (INTRO)

Por Ricardo Batalha

ÉPOCA DE DESCOBERTAS E MUDANÇAS

Ricardo Batalha

Era um dia frio e luminoso de setembro, e os relógios davam 13h. Quando fui até a sala, meu pai estava lendo o jornal e aguardando a hora do almoço. A notícia do falecimento da escritora, jornalista e crítica de televisão Helena Silveira estampava o caderno Ilustrada do jornal “Folha de S. Paulo”, mas ele estava mais interessado em ler sobre a eleição presidencial indireta. A disputa seria entre a Aliança Democrática de Tancredo Neves e o Partido Democrático Social de Maluf.

Como pouco entendia de política e só ouvia os falatórios sobre o movimento Diretas Já, reivindicando eleições presidenciais diretas, puxei papo sobre futebol. “E o São Paulo? Nós vamos ao Morumbi amanhã ver o jogo contra o Santos?”, perguntei. “Sim, meu filho. Amanhã vamos ver Oscar, Dario Pereira, Careca,Casagrande, Pita, Sidney & Cia.!”, respondeu. “Eu não gosto de ver o Serginho e o Zé Sérgio no Santos, mas quero ir”, acrescentei.

A televisão estava ligada, mas ninguém estava prestando a atenção ao programa do Bolinha na TV Bandeirantes. Então, veio o chamado para o almoço. Meu pai logo se levantou e eu peguei rapidamente o jornal para ver o que iria passar no programa Som Pop na Cultura, que não ia perder de jeito nenhum. Ficar na frente da TV aos sábados para ver A Fábrica do Som e Som Pop era religioso para mim e para meu irmão. Claro, antes disso tinha o Realce da TV Gazeta, que passava no mesmo horário que o Cassino do Chacrinha da Globo…

ESPECIAL: 1984 – 50 MÚSICAS

Por Redação

Primeira parte:

Scorpions

Van Halen

Whitesnake

Twisted Sister

Deep Purple

Iron Maiden

Judas Priest

Metallica

Ratt

W.A.S.P.

Kiss

Queen

Saxon

Autograph

Dio

Bon Jovi

Green Reaper

Slayer

Yngwie J. Malmsteen

Mercyfull Fate

Dokken

Queensrÿche


Grave Digger

ESPECIAL: 1984 – 50 MÚSICAS -CONTINUAÇÃO

1984 – 50 MÚSICAS (continuação)

Running Wild

Anthrax

Destruction

Celtic Frost

Manowar

Metal Church

Rush

Triumph

Hanoi Rocks

Helix

Exciter

Motörhead

Armored Saint

Lita Ford

Loudness

Warlock

Pretty Maids

Tank

TNT

Tokyo Blade

Trouble

Savatage

Sammy Hagar

Molly Hatchet

Marillion

Y&T


Voivod

OVERKILL

Por Claudio Vicentin Quando os fãs de Thrash Metal falam sobre suas bandas preferidas, nomes habituais despontam, como Anthrax, Metallica, Megadeth e Slayer. Mas os fãs mais ardorosos do estilo lembram também de Testament, Exodus e Overkill – isso sem falar das bandas europeias do estilo. Mas a verdade é que o Overkill pode não ter obtido o grande sucesso de outras bandas, mas está longe de ser por falta de trabalho e comprometimento com o estilo e suas composições. São quase trinta anos de atividade desde o lançamento do primeiro trabalho de estúdio e muitos dos seus álbuns tiveram qualidade acima da média. O grupo chega ao seu 17º álbum, White Devil Armory, com Bobby Ellsworth e D.D. Verni inspirados. Vale lembrar que os dois formam uma dupla e tanto e estão presentes em todos os discos da banda até o momento. White Devil Armory é um dos melhores trabalhos dos últimos anos e já pode ser considerado um dos melhores álbuns de 2014. Entrevistamos o vocalista Bobby “Blitz” e falar com ele é divertido, pois seu bom humor sempre está presente.

OPETH

Por Steven Rosen É através do guitarrista, vocalista e compositor Mikael Akerfeldt que o grupo sueco Opeth tem se aproximado do rótulo de “banda de Rock Progressivo”. Afinal é ele quem traz elementos de Death Metal, Rock Melódico e Classic Rock, além de referências importadas diretamente de bandas como King Crimson e Genesis. Além disso, basta prestar atenção para encontrar também harmonias vocais que lembram David Crosby. Em Pale Communion, seu recém-lançado décimo primeiro álbum, Akerfeldt lançou mão de Mellotron, violões, cordas e passagens orquestradas para criar um disco definitivamente Prog em sua essência, mas que inclui algum intimismo e até aquilo que Mikael define como “emocionalismo”. O ‘frontman’ falou com a ROADIE CREW sobre o novo trabalho.

GRAVE DIGGER

Por Guilherme Spiazzi Em quase trinta e cinco anos de carreira, os alemães do Grave Digger colecionaram discos bem sucedidos e formaram uma base sólida de fãs. Com o passar dos anos, foram deixando seu som cada vez mais elaborado, distanciando-se de elementos-chave de sua sonoridade. Somado a isso, o grupo soltou uma sequência de discos conceituais e, de certa forma, pareceu ter entrado numa zona de conforto. Felizmente, Chris Boltendahl (vocal), Axel Ritt (guitarra), Jens Becker (baixo), Stefan Arnold (bateria) e Hans Peter “H.P.” Katzenburg (teclado) não dormiram no ponto e decidiram resgatar aquela sonoridade que consagrou a banda em Return Of The Reaper, seu décimo sétimo disco de estúdio. Nesta entrevista para a ROADIE CREW, Chris Boltendahl fala de como foi voltar às raízes e, ainda assim, continuar olhando para frente.

EDITORIAL

Por Airton Diniz

Duas décadas de Metal

Parece que o início de tudo aconteceu apenas alguns meses atrás, mas no momento em que li o quadro “Memória” (página 15), onde o Ricardo Batalha lembrou que em setembro de 1994 saiu a edição #01 do fanzine ROADIE CREW, me dei conta de que já se passaram mais de 20 anos desde que esse nome ficou vinculado à cena do Rock e do Heavy Metal, como resultado de uma brincadeira com participação do trio Anselmo Teles, Claudio Vicentin e eu. Chega a ser assustadora a constatação de que o tempo passa rápido demais. As crianças da época já se tornaram adultos e os adultos se tornaram idosos. A grande vantagem para quem sempre esteve envolvido com a música da melhor qualidade, especialmente do nosso segmento musical, é que a idade cronológica é apenas um detalhe sem a menor importância.

Ficamos acostumados a considerar a existência da revista a partir dela se tornar um veículo de comunicação oficial na edição #09, de maio de 1998, a primeira com distribuição profissional e circulação no país inteiro. Entretanto, efetivamente, a impressão do primeiro número do fanzine, o experimental #0 (foto), ocorreu em julho de 1994, e a estreia foi logo com um ícone do Thrash Metal na capa, o Slayer, que estaria no cast da primeira edição realizada no Brasil do festival “Monsters Of Rock”, em 27 de agosto de 1994. Vivenciamos experiências maravilhosas nessas duas décadas já a partir deste evento, e principalmente depois da profissionalização da revista, quando passamos a tomar parte no circuito mundial do Metal. Tornou-se uma tradição fazermos com equipe própria as coberturas dos principais festivais no Brasil e no exterior. Podem ser citados como exemplos os inesquecíveis trabalhos realizados pelos nossos repórteres no “Dynamo Open Air” em 1999 e 2000, na Holanda, e depois disso, de 2001 em diante, a cobertura anual do “Wacken Open Air”, na Alemanha.

A referência ao fanzine de setembro de 1994 fez com que eu recordasse com grande satisfação muito do que tem acontecido durante esses anos na atividade que desenvolvemos aqui. As entrevistas são normalmente focadas no aspecto artístico do profissional da música, e muitas delas foram marcantes, mas fiquei com vontade de ler novamente a matéria do Thiago Sarkis, publicada na edição #49, onde a entrevistada foi a senhora Jane Schuldiner, mãe de Chuck, que falou sobre a vida e a música de seu filho, o saudoso criador do Death.

Nesses anos todos procuramos cumprir a missão de publicar informações com responsabilidade e respeito para com o trabalho dos profissionais do cenário do Rock/ Heavy Metal. E essa tarefa é feita com um prazer enorme, pois a música é uma verdadeira paixão para todos que participam da nossa equipe. Esse talvez seja o principal motivo da longevidade da revista.

Nesta edição, além da matéria de capa com Judas Priest e destaques como Opeth e Mastodon, apresentamos uma lista com 50 músicas lançadas no ano de 1984 indicadas como imprescindíveis para o leitor carregar no seu player de música digital.

Airton Diniz

CENÁRIO

Por Redação

CAVALERA CONSPIRACY: PRIMEIRO O BRASIL, DEPOIS O MUNDO

 Invertendo a lógica de lançar um novo disco e depois promovê-lo, o Cavalera Conspiracy desembarca este mês no Brasil para promover Pandemonium – o terceiro álbum do grupo agendado para ser lançado em outubro deste ano. A banda liderada pelos irmãos Max e Iggor mantém toda a energia e essência dos Cavalera e estará nos palcos do Brasil de forma inédita, garante Iggor nesta entrevista exclusiva para a ROADIE CREW.

 

 EXCITER: O IMPROVÁVEL ACONTECEU

 Os fãs do grupo canadense Exciter passaram décadas na esperança de ver Dan Beehler (vocal e bateria), John Ricci (guitarra) e Allan Johnson (baixo) juntos novamente. Era difícil, mas o improvável aconteceu recentemente. Responsável por três clássicos do Metal da década de 80 – Heavy Metal Maniac (1983), Violence & Force (1984) e Long Live The Loud (1985) –, o trio está junto novamente e, segundo Beehler, pronto para dar aos fãs o que eles desejam.

 

VIVALMA: FOCADO NO PROGRESSIVO

 Os paulistanos do Vivalma vêm conquistando fãs com sua sonoridade única e influenciada pelos grandes nomes do Progressivo mundial. Após gravar o álbum duplo de estreia, Human Effect, no Norcal Studios (SP), a banda conseguiu sucesso em uma campanha de financiamento coletivo para o lançamento do trabalho em formato físico. Com essa conquista alcançada, os músicos agora buscam parceiros para seguirem em turnê e divulgar cada vez mais o Progressivo pelo Brasil.

 

MAKINÁRIA ROCK: HOMENAGEANDO SÃO PAULO

 Após lançar seu ‘debut’ em 2010, o Makinária Rock resolveu homenagear a cidade de São Paulo, três anos mais tarde, através do novo álbum Cidade Rock. Fazendo um som simples e honesto, o grupo segue na divulgação desse material, com uma formação diferente da que o gravou. O vocalista Carlos Digger nos contou os detalhes sobre essa reestruturação, além de falar sobre a nova mixagem e divulgação do álbum.

DEADLINESS: A FORÇA DO METAL EM FAMÍLIA

 O que acontece quando uma banda é formada por um pai já conhecido na cena e seus filhos? O resultado logicamente tende a ser um som fiel às raízes paternas e de qualidade. Temos visto casos que têm dado muito certo, como a norte-americana Hatriot de Steve “Zetro” Souza (ex-Exodus), e no Brasil temos a mineira Deadliness. Comandada pelo guitarrista e vocalista Roberto Antunes (ex-Calvary Death), a banda é completada por seus filhos Igor (guitarra) e Ícaro (baixo), além de Moises Corradi (bateria), e agora divulga seu mais recente trabalho, Guerreiros do Metal, um vigoroso e crítico Thrash Metal cantado em português. Roberto é quem esclarece os pormenores por trás de sua luta para divulgar sua música.

ROADIE MAIL - TOP 3 - MEMÓRIA

Por Redação

PIOR EDIÇÃO DA HISTÓRIA

Vou ser curto e grosso! A edição 185 foi a pior da história dessa grande revista! Detesto futebol e sou contra a Copa, mas mesmo se esse ópio do povo me interessasse e eu quisesse saber sobre isso eu assinaria a Placar ou assistiria a qualquer um desses programas inúteis de mesa redonda! Eu assino a ROADIE CREW pra me manter informado sobre o melhor estilo musical do universo, o Rock, nas suas mais variadas formas! Quero ver os meus ídolos e demais músicos falando sobre o seu trabalho ou até mesmo abordando outros temas, mas que de alguma forma influencie na sua música e letras, e não ver metade da revista com a opinião deles sobre um assunto tão irrelevante pra não dizer coisa bem pior! Pelo menos a outra metade da revista se salva, então não foi perda total! Desculpem-me se fui ofensivo, mas o espaço que a nossa amada música pesada tem já é tão pequeno na mídia em geral que ver páginas tão valiosas sendo desperdiçadas dessa forma me embrulha o estômago!

Gilberto Minholi

Salve, Gilberto. Bem, opinião é algo pessoal e intransferível. Alguns podem concordar com você, mas a maioria dos leitores que entrou em contato com a gente elogiou bastante a edição. Na verdade, as edições em parte especiais (como esta que você tem em mãos, que traz um especial sobre o mágico ano de 1984) caíram no gosto dos leitores, o que tem nos levado a repeti-las com mais frequência. Mas se você gosta de ver o que os músicos têm a dizer sobre algum tema “que de alguma forma influencie na sua música e letras”, deve ter curtido as entrevistas com Andreas Kisser e Ivan Busic. Ou não? Escreva sempre! (Antonio Carlos Monteiro).

BLIND EAR – EDSON GRASEFFI (PANZER)

Por Ricardo Batalha Fotos Ana Carla

 “(N.R.: Em poucos segundos). Black Sabbath, do Vol. 4. (N.R.: Edson emula o riff inicial da música e segue cantando). Cara, estou cantando e não lembro o nome da música. Wheels Of Confusion? (R.C.: É a Super…). Ah, Supernaut! Adoro a versão do Ministry para ela, também! Acho fantástica. Isso é demais, cara. Nem tem o que falar desse disco. É difícil falar, mas entre as influências do Panzer estão este disco, Master Of RealitySabbath Bloody Sabbath Sabotage. Talvez seja desses quatro que a gente puxou mais coisa. E vamos continuar puxando! (risos)”

Black Sabbath – Supernaut

Vol. 4

HIDDEN TRACKS - PROPHETIC AGE

Por André Gaius A cena Black Metal paulista revelou inúmeros representantes autênticos que tiveram vida curta ou poucos lançamentos. Alguns não saíram das demos, como Salmos Luciferi e Angel Of Light, e outros tantos não passaram de dois álbuns. Dentre esses, um dos mais instigantes casos é o do Prophetic Age, que acabou repentinamente em plena ascensão. A história da banda teve início em uma audição numa escola de música em Santo André (SP), quando o guitarrista Paulo Reis conheceu o baixista Kleber Gregório em 1996. Pouco depois, estavam ambos na casa de Paulo, em Mauá, ensaiando sem mal saber tocar. No mesmo ano, conheceram Marcelo Morcegão (guitarra) e Sandro Machado (bateria), que faziam parte de uma banda de Thrash Metal chamada Akeria e que encerrou as atividades precocentemente, motivando Marcelo e Sandro a convidarem Paulo e Kleber para formarem uma banda. Como o ano 2000 estava próximo, Kleber teve a ideia de batizar a banda como Prophetic Age.

ETERNAL IDOLS – JOHNNY WINTER

Por Antonio Carlos Monteiro

“Eu adoro assistir TV, amo ‘The Simpsons’, é meu programa favorito! É hilário, há episódios que eu já vi quatro ou cinco vezes e que dou risada do mesmo jeito quando vejo de novo. Além disso, sou casado e nós temos dois gatos. É com eles que passo meu tempo fora da música.” Era dessa forma totalmente simples que John Dawson Winter III, que o mundo teve o prazer de conhecer como Johnny Winter, definia seu dia a dia fora da música numa das últimas entrevistas que concedeu, para o correspondente da ROADIE CREW Ken Sharp.

Nascido em Beaumont, no Texas, em 23 de fevereiro de 1944, Johnny logo cedo, encorajado pelos pais e acompanhado pelo irmão mais novo, Edgar, estava em cima de um palco: “Nós aparecemos num programa de TV chamado ‘Don Mahoney’s Kiddie Troupers’ tocando ukeleles. Eu tinha 9 anos e nós tocamos basicamente músicas dos Everly Brothers”, recordava-se ele.

Johnny e Edgar nasceram com albinismo, que é um distúrbio que se caracteriza pela falta de pigmento na pele, no cabelo e nos olhos. Porém, isso não afetou em nada sua trajetória artística.

RELEASES - CDS/DVDS/BLU-RAY

Por Redação

Nesta edição:

Ace Frehley

Bards & Corsairs

Blues Pills

Condition Critical

Corruption

Crisix

Desecresy

Detonator

Dream Wild

Eterna

Gasoline Special

Godhound

Hardballz

Hate Embrace

Ill Niño

Illdisposed

Kix

Kyhary

Loudness

Mekong Delta

Obituary

Opeth

Pandemmy

Parallax

Paura

Powerwolf

Rexor

Rodrigo Flausino

Steve Hackett

Tesla

Traumer

Unearthly

Unisonic

Uriah Heep

Vile Regression

Voyager

Yes


Zaltana

GARAGE DEMOS

Por Redação Garage DemosEnvie o seu link do Facebook ou MySpace acompanhado de uma foto em alta resolução (em arquivo JPEG e 300 dpi – legendada e com crédito do fotógrafo), a capa da Demo (alta resolução) e press release/biografia (em arquivo de texto), para o endereço de e-mail: garagedemos@roadiecrew.com

Nesta edição:

Night Ligths

Holy Beer

Paradoxo

Warburst Command


Endless Brutality

CLASSICOVER – AMERICAN WOMAN

Por Leonardo M. Brauna Quando pensamos no surgimento do universo musical contemporâneo, o Rock é lembrado pelas fortes raízes que se desenvolveram na década de 50 e que até hoje não param de se ramificar. A partir da década de 60, grupos de alguns países da Europa e América passaram a formar um eixo cultural que por anos sofreu com preconceito da sociedade conservadora, mas que sempre levantou legiões de jovens dispostos a perpetuar sua mensagem e comportamento. Inglaterra e Estados Unidos foram os principais mercados receptores da “nova” arte, mas em países como o Canadá, as coisas caminhavam com igual fidelidade mesmo com um cenário bem menor. Um de seus maiores nomes até hoje, o Rush, surgido em 1968, conquistou lugar de respeito nessa história. Já o Bachman-Turner Overdrive, formado em 1973, também goza de grande status, assim como sua banda precursora, The Guess Who, criada por Chad Allan (vocalista) e Randy Bachman (guitarrista) em 1962. Um dos primeiros a trilhar sucesso fora de seu país, o Guess Who emplacou músicas em primeiro lugar nas paradas norte-americanas, como American Woman. A gravação dela data de 13 de agosto de 1969 e veio em seu sétimo álbum de estúdio, homônimo, lançado em janeiro de 1970. Cinco meses depois já estava encabeçando a lista do Hot 100 da Billboard devido ao single lançado em março. A versão original que está no ‘full length’ traz um pequeno trecho Blues como introdução, que foi cortado no compacto. Por ser um produto promocional, não se fez necessária a sua inclusão.

CLASSICREW – UFO / TANK / SAVATAGE

Por Redação

1974

UFO

Phenomenon

Sim, estamos falando de algo que aconteceu há 40 anos, mas antes disso o UFO já tinha uma carreira estabelecida, tendo lançado três discos – dois de estúdio e um ao vivo, uma produção normal para a época, visto que a banda londrina tinha iniciado atividades no longínquo 1969. Acontece que esses discos, apesar de bem aceitos em parte da Europa e no Japão, não emplacaram nem nos EUA, nem em sua Inglaterra natal – tanto que o ao vivo Live foi lançado apenas no Japão. Isso se devia ao fato de a banda se dedicar ao Space Rock, com músicas longas e que atingiam um público muito limitado, a despeito da qualidade delas.

Assim, a decisão foi radical. Aproveitando que o guitarrista Mick Bolton deixou o UFO em 1972, a banda mudou seu estilo, passando a fazer algo que se mostrava muito popular na época, o Hard Rock. Após testarem alguns guitarristas, os remanescentes Phil Mogg (vocal), Pete Way (baixo) e Andy Parker (bateria) acabaram convidando um guitarrista que, apesar de contar com apenas 18 anos, já era um músico experiente: Michael Schenker (veja na entrevista da ed. #183 os detalhes de sua contratação pelo UFO). Ainda em 1973, já contratado pela Chrysalis, o UFO gravou um single com as músicas Give Her The Gun Sweet Little Thing

1984

TANK

Honour & Blood

Os dois primeiros álbuns do Tank – Filth Hounds Of Hades Power Of The Hunter –, lançados em 1982, foram essenciais para o movimento New Wave Of British Heavy Metal, que ainda hoje conta com alguns representantes originais. Apesar da bela fase musical que a banda vinha desfrutando até o terceiro álbum, This Means War (1983), a entrada de Mick Tucker como segundo guitarrista fez com que a sonoridade se afastasse daquela crueza e agressividade para algo mais rebuscado.

O grupo não conseguiu manter seus membros fundadores e os irmãos Peter Brabbs (guitarrista) e Mark Brabbs (baterista) saíram. Porém, o baixista e vocalista Algy Ward, desejando seguir em frente, chamou outro guitarrista, Cliff Evans, e o já falecido baterista Graeme Crallan (ex-White Spirit). O resultado foi Honour & Blood, que trazia a mesma fórmula utilizada em This Means War. Músicas com o sangue da NWOBHM mantendo melodia e assegurando o tema lírico – que fala de conflitos – foram preservadas pelo quarteto, a começar por The War Drags Ever On. Acelerada ao melhor ritmo “motörhediano”, ela fala sobre o perigo do fanatismo religioso…

1994

SAVATAGE

Handful Of Rain

Como se recuperar de uma tragédia? Seguindo em frente. Na volta para casa, em Tampa, na Flórida, após assistir a um festival, Criss Oliva teve o seu carro atingido por um caminhão e morreu no local do acidente, aos 30 anos. O Savatage perdia em 17 de outubro de 1993 o seu pilar e o mundo dava adeus a um dos guitarristas mais talentosos dos anos 80. Seis meses antes a banda havia superado a saída de Jon Oliva com um álbum, Edge Of Thorns, aclamado por crítica e fãs. O horizonte estava se abrindo com a ótima recepção à faixa título nas rádios americanas e a boa veiculação do clipe. Veio o golpe, mas o Savatage seguiu em frente. Jon Oliva arregaçou as mangas e, junto com o produtor e letrista Paul O’Neill, escreveu uma obra-prima. Junto com Zak Stevens (vocal) e Alex Skolnick (guitarra), gravou um tributo à altura do irmão mais novo…

BACKSPAGE

Por Vitão Bonesso

MISTÉRIO: POR ONDE ANDARÁ ROD EVANS? (parte final)

Dando sequência ao que houve com o vocalista Rod Evans, é importante frisar que em 1980 o Deep Purple já estava ausente dos palcos e sem atividades há quatro anos, com todos os ex-integrantes trabalhando em seus próprios projetos. Sendo assim, o momento era propício para o empresário Steve Green, proprietário da Advent Talent Associates, entrar em ação. Acostumado a promover o encontro de integrantes de bandas famosas desativadas, criou o “New” Deep Purple recrutando músicos desconhecidos ou desempregados que estavam prontos para topar qualquer parada. Tony Flynn (guitarra) e Dick Jurgens (bateria), ambos participantes do “New” Steppenwolf, foram escalados para se juntar ao baixista Tom De Rivera, ao tecladista Geoff Emery e, claro, a Rod Evans.

Mesmo com a marca Deep Purple sendo registrada internacionalmente, os advogados de Steve Green conseguiram, numa manobra inexplicável, registrá-la no estado da Califórnia. Animada com o êxito do registro, a banda deu início aos ensaios no Amarillo Civic Center no Texas, enquanto Green agendava uma turnê por Estados Unidos e México…

LIVE EVIL – BLACK LABEL SOCIETY

Por Claudio Vicentin

Via Marquês – São Paulo/SP

09 de agosto de 2014

Por Claudio Vicentin • Fotos: Ricardo Ferreira

Muitos fãs em São Paulo foram ver o Black Label Society na turnê do novo álbum, Catacombs Of The Black Vatican, o que não podia ser diferente, já que Zakk Wylde tem uma enorme legião de seguidores no Brasil desde seus tempos de Ozzy Osbourne. O local não foi o mais adequado, pois ficou a impressão de que caberia mais gente e de forma mais confortável em outra casa de eventos. Talvez a agenda não tenha permitido outro local.

Mas a organização estava ótima e em termos de qualidade de som e palco estava tudo OK. Outro ponto importante é a oportunidade que a Liberation dá para bandas de abertura. A noite começou com uma ótima apresentação da banda carioca Statik Majik que foi recebida com aplausos e fez seu papel de aquecer o público! Tiveram tempo para a execução de seis músicas, entre elas a pesada Between 4 Walls. Agora eles seguem com sua “Wrath Of Tour” com shows que acontecerão no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia.

Muitos amplificadores decoravam o palco, que tinha também um ‘backdrop’ bem legal, além de ótima iluminação. Zakk Wylde e o Black Label Society despejaram uma massa sonora de impacto e o timbre das guitarras era avassalador, com os riffs seguindo o mesmo caminho. Dessa vez o companheiro de guitarra foi Dario Lorina (ex- Lizzy Borden), que parecia, até pela nova experiência, estar encantado com a plateia agitando e cantando todas as músicas. Dario Lorina se mostrou um ótimo parceiro, o cara toca e agita muito bem, mas acaba perdendo em atenção, afinal todos estavam lá para ver Zakk. O restante da banda, John DeServio (baixo) e Chad Szeliga (bateria), agia normalmente, sem muito alarde, mas com muito profissionalismo. E o visual da banda é pertinente com o que ela transmite em termos de som e muito bem elaborado…

PLAY LIST – DAVE LOMBARDO

Por Ricardo Batalha

Black Magic: “Eu tinha apenas 18 anos de idade e ainda estava fazendo o ensino médio. Lembro que tinha que gravar de noite porque antes estava na escola. Mas ela se tornou um hino da banda.”

Álbum: Show No Mercy (Slayer, 1983)

COLLECTION - DANZIG

Por Anselmo Teles Glenn Danzig (nascido Glenn Allen Anzalone) sempre foi o centro e o líder criativo nas bandas pelas quais passou. O início foi com o Misfits, prosseguiu com o Samhain buscando aprimorar a qualidade musical e atingiu o ápice com o Danzig. O nome foi uma sacada do produtor Rick Rubin quando contratou a banda pelo selo Def Jam American. Dessa maneira, poderiam mudar os integrantes, sempre mantendo Glenn como o centro de criação e marketing. Em 1987, a ideia de Rubin era criar um supergrupo, mas Danzig não aceitou abandonar seus colegas de estrada assim tão facilmente, então o primeiro ‘line-up’ foi formado pelo amigo de longa data Eerie Von (baixo), John Christ (guitarra) e Chuck Biscuits (bateria). A linha musical da banda tem como base o Heavy Metal Tradicional, mas em algumas canções usam arranjos que remetem ao Blues Rock – referências diretas a Doors, Black Sabbath e Elvis Presley. O peso das composições está nas letras, inspiradas em temas como horror, ocultismo, gore e religião, e livros de autores como Charles Baudelaire e Edgar Allan Poe. Além do mais, não é para qualquer músico de som pesado ter suas canções gravadas por Roy Orbison (Life Fades Away) e Johnny Cash (Thirteen), e essa diversidade poderá ser percebida no decorrer de sua discografia.

STAY HEAVY REPORT

Por Cintia Diniz e Vinicius Neves

Bonecos colecionáveis

Nos últimos trinta anos, muita coisa mudou não só na indústria fonográfica, mas no mundo como um todo. A todo instante surge um novo produto no mercado que você se pergunta como pôde viver sem ele durante tanto tempo! A forma como se consome música transformou-se e no decorrer dos anos os itens de consumo ligados à música evoluíram muito.

Para os fãs de Rock/Heavy Metal abriu-se uma gama de novos segmentos de itens colecionáveis. Além de CDs, vinis, DVDs, Blu-rays e edições limitadas de um mesmo álbum, o merchandise tradicional, que oferecia apenas camiseta e bottons, passou a ter também camisa, moletom, boné, munhequeiras, tênis, etc. Seria impossível listar aqui a relação de produtos que o Metallica vende em sua loja virtual, por exemplo. E mais recentemente as bandas passaram a investir em produtos ainda mais personalizados, como cervejas e vinhos. Duvido que você simplesmente bebeu sua cerveja do Iron Maiden. Ou você guardou uma garrafa intacta na prateleira ou no mínimo bebeu e guardou a garrafa vazia com a tampinha. Não tem jeito, fã é fã, e coleciona o que encontrar da sua banda favorita…

PROFILE – FABIO SCHNEIDER (DREADNOX)

Por Thiago Rahal Mauro

Primeiro disco que comprou:

“Iron Maiden – Powerslave. Em vinil, claro.”

POSTER - IRON MAIDEN

Por Redação Iron Maiden – Aces High

Informação adicional

Peso 0.250 kg
Dimensões 28 × 21 × 1 cm
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