Edição #199

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O tempo é inexorável, dizem por aí. E é verdade. O Rock tem mostrado isso constantemente nos últimos tempos com a morte de vários de nossos ídolos…

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Descrição

RUSH

Por Paul Elliot

O tempo é inexorável, dizem por aí. E é verdade. O Rock tem mostrado isso constantemente nos últimos tempos com a morte de vários de nossos ídolos. Mais que isso, muito tem se falado sobre bandas que, anunciando ou não, mostram que estão perto do encerramento de atividades – afinal, a vida na estrada não é fácil e para pessoas com 60 ou 70 anos tudo fica mais difícil. O último grupo que se viu envolto nessa discussão foi o Rush. O trio canadense passou os meses de maio, junho e julho em turnê pelos EUA e muito se especula se essa seria a última chance de ver Geddy Lee (baixo e vocal), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria) ao vivo. Geddy e Alex, em entrevistas diferentes, apresentam aqui suas versões sobre essa possibilidade, além de relembrar passagens marcantes na trajetória da banda.

RAVEN

Por Daniel Dutra

Esqueça a quantidade, porque nem sempre vem acompanhada de qualidade. Um dos grandes nomes da New Wave Of British Heavy Metal, o Raven não ostenta o cartaz de alguns de seus pares. Não se discute a necessidade de o trio ter o gigantismo de um Iron Maiden, mas certamente merecia mais sorte e reconhecimento em seus 41 anos de estrada. Assim como algum de seus pares, também tropeçou em determinados momentos da carreira. Mas soube se reerguer para continuar a fazer música de altíssimo nível, exaltada não à toa por nomes como Metallica. Em sua recente passagem pelo Brasil para um único e avassalador show no Rio de Janeiro, em março, John Gallagher (baixo e vocal), Mark Gallagher (guitarra) e Joe Hasselvander (bateria) receberam a ROADIE CREW na cobertura do hotel em que estavam hospedados, em Copacabana, para falar de quase tudo um pouco num bate-papo sério e igualmente divertido. Mas para falar principalmente do novo trabalho, ExtermiNation, e de como os fãs foram fundamentais para o lançamento do 13º álbum de inéditas. E anote aí: de fato, fortíssimo candidato a figurar entre os melhores discos de Metal de 2015..

STEVEN WILSON

Por Steven Rosen

O guitarrista Steven Wilson define seu quarto disco solo, Hand.Cannot.Erase., como “um filme para os ouvidos”. Num primeiro momento, a impressão é que ele esteja soando um pouco exagerado ao fazer essa declaração, mas após ouvir as onze faixas que compõem o disco é impossível não concordar com ela. Baseado na história real de Joyce Carol Vincent – uma jovem que morava sozinha em Londres, morreu em seu apartamento e seus amigos e sua família só deram por sua falta mais de dois anos depois -, o músico criou uma fábula que retrata o mundo atual e uma música totalmente envolvida de modernidade para acompanhá-la. “Como a história que norteia o disco tem muito a ver com os dias de hoje, imaginei sons eletrônicos e industriais para acompanhá-la”, diz ele. “Essa é a história de alguém que tinha uma vida, um trabalho e sobre as mudanças que ela sofreu. Então, havia abertura para escrever canções Pop, temas eletrônicos, peças progressivas e até riffs de Heavy Metal. Está tudo ali, misturado, porque representa esse mundo louco em que vivemos.” E é sobre esse mundo louco que Steven conversou conosco, assim como sobre o novo disco e o futuro do Porcupine Tree….

FINSTERFORST

Por Luciano Krieger

Com uma década de carreira celebrada em 2014, os alemães do Finsterforst, acabam de lançar o mais recente trabalho, seu quarto álbum, Mach Dich Frei. Conversamos com o carismático vocalista Oliver Berlin sobre música, turnês, política e o verdadeiro significado por trás do título do álbum. Berlin também revelou que a banda gosta muito do nosso país…

UNLEASHED

Por Guilherme Spiazzi

Fruto do desmembramento do Nihilist, o surgimento do Unleashed se confunde com os primórdios do Death Metal sueco no final da década de 80. Com o lançamento do primeiro disco, Where No Life Dwells (1991), o grupo logo embarcou numa turnê europeia e norte-americana com o Morbid Angel, que na época também desbravava o mundo, e começou a deixar a sua marca. Para enriquecer sua sonoridade, a banda incorporou a cultura viking e nórdica em suas letras e acabou se diferenciando no meio. Mesmo sem adotar o visual viking com roupas e espadas características nas fotos e apresentações ao vivo, o Unleashed passou a ser referência dessa vertente do Metal e, indiscutivelmente, influenciou todo um movimento. Em seu décimo segundo disco de estúdio, Dawn Of The Nine, Johnny Hedlund (vocal e baixo), Fredrik Folkare (guitarra), Tomas Måsgard (guitarra) e Anders Schultz (bateria) dão continuidade ao conceitual Odalheim (2012) abordando uma história pós-apocalíptica da mitologia nórdica. Para Anders, que falou com a ROADIE CREW, a missão da banda sempre foi fazer esse som sem maiores pretensões. Nada além de simplesmente seguir aquilo que corre nas veias por pura vocação, mesmo sabendo que é oneroso para a família e para o bolso…

THE VINTAGE CARAVAN

Por Antonio Carlos Monteiro

A origem é improvável, a história beira o inacreditável. Na distante e gelada Islândia corria o ano de 2006 quando Óskar Logi Ágústsson (vocal e guitarra) e Guðjón Reynisson (bateria), na época com cerca de 12 anos, resolveram se juntar para tocar Rock misturando suas principais influências e, com isso, criando uma música que remete ao Rock feito muitos anos antes de eles nascerem – Led Zeppelin pode tranquilamente ser citado como a principal referência. Já batizado de Vintage Caravan, o grupo não foi levado muito a sério pelos músicos até 2009, quando resolveram entrar de cabeça no mercado musical. Em 2011, gravaram por conta própria o primeiro disco, que levava o nome da banda. No ano seguinte, entrou o baixista Alexander Örn Númason e em seguida assinaram com o selo local Sena. Ainda em 2012 gravaram e lançaram o primeiro disco pela nova gravadora, intitulado Voyage. O som pesado e viajante, com sonoridade totalmente setentista, acabou levando a banda a vários palcos, tanto na Islândia como em outros países europeus. Mas foi tocando num festival da sua terra natal que foram descobertos por uma grande gravadora, a Nuclear Blast. A partir daí, a trajetória lembra quase um conto de fadas (tem fada no Rock?). De imediato, seu segundo disco foi relançado (com alcance muito maior) pelo novo selo. Os shows aumentaram em quantidade e qualidade, incluindo duas participações no “Wacken Open Air” (ALE), em 2013 e no ano passado. E logo em seguida o trio estava de novo em estúdio para gravar seu terceiro disco. Arrival chegou mostrando uma banda mais pesada e mais amadurecida e com isso vem conquistando respeito e admiração no mundo todo. O simpático Óskar bateu um papo com a ROADIE CREW e falou sobre a trajetória da banda, o novo disco, sua experiência como ator e até sobre como é enfrentar o calor para quem vem de um país conhecido como “a terra do gelo”.

THE CROWN

Por Guilherme Spiazzi

Após ensaiar duas abreviações na carreira, os suecos do The Crown finalmente retornaram com o nono disco de estúdio, Death Is Not Dead, trazendo uma proposta mais madura e objetiva para seguir em frente. Para este trabalho, seu Death Metal característico, sujo, melódico e um tanto avesso à modernidade, foi mantido, mas Marko Tervonen (guitarra) e Magnus Olsfelt (baixo) comemoram o retorno do vocalista original, Johan Lindstrand, e a entrada de Robin Sörqvist (guitarra) e Henrik Axelsson (bateria). Nesta entrevista para a ROADIE CREW, Tervonen fala sobre os momentos de incerteza, a reinvenção da banda e o que eles esperam do futuro.

TUATHA DE DANANN

Por Écio Souza Diniz

O que faz uma banda ser reconhecida? Pilhas de álbuns ou algo feito com honestidade pura e genuína? Claro, o que sobrevive à prova do tempo é a segunda opção, exatamente a que os duendes mineiros do Tuatha de Danann carregam nos seus mais de vinte anos de estrada. Afinal, com apenas três álbuns oficiais, um EP e um DVD acústico, eles têm escrito um capítulo de autenticidade no Folk Metal brasileiro. Agora, mais de uma década após o cultuado Trova di Danú (2004), períodos de instabilidade e inatividade, eles chegam se reinventando com eficiência e bom gosto em Dawn Of A New Sun. Nesta entrevista exclusiva para a ROADIE CREW, o vocalista e multi-instrumentista Bruno Maia, com seu típico e ótimo bom humor, e o guitarrista Rodrigo Berne falam sobre esse renascimento do grupo.

IMPELLITTERI

Por Daniel Dutra

O repórter escuta sem parar o novo disco do artista a ser entrevistado. De todas as maneiras e em todos os lugares possíveis. Conhece os detalhes técnicos. Prepara a pauta torcendo para que não haja pergunta sem resposta, mas basicamente muda quase tudo em alguns minutos. Para o bem. Não houve espaço para formalidade no papo telefônico com Chris Impellitteri para discutir o novo álbum de sua banda, o ótimo Venom. Em determinado momento, o guitarrista chegou a pedir um minuto para atender o técnico que havia chegado para consertar o ar-condicionado. Desculpou-se, mas nem precisava. Ele não deixou pergunta em branco, como também antecipou respostas e criou novas situações. E se havia um motivo, pode-se dizer que era a empolgação ao falar da obra criada com Rob Rock (vocal), James Pulli (baixo) e Jon Dette (bateria), a décima de inéditas do Impellitteri. E também a empolgação ao falar da carreira, das influências, de música numa conversa que durou 45 minutos – quinze a mais que o combinado. Divirta-se com boas histórias.

POWERWOLF

Por Guilherme Spiazzi

Em uma década de estrada, o Powerwolf vem paulatinamente conquistando espaço ao redor do mundo com seu Power Metal energético e desafiador. A banda alemã, formada por Attila Dorn (vocal), Matthew Greywolf (guitarra), Charles Greywolf (guitarra e baixo), Roel van Helden (bateria) e Falk Maria Schlegel (teclado), traz desde o início a imagem do lobo como figura central, tira inspiração da Bíblia para suas letras e se preocupa em entregar mais que apenas a sua música. Nesta entrevista exclusiva para a ROADIE CREW, Matthew fala sobre a intensa agenda da banda, os elementos de sua música e o sexto disco de estúdio, Blessed & Possessed..

SIRENIA

Por Guilherme Spiazzi

A tradição de fazer Metal com elementos sinfônicos, mas sem se render aos vocais sopranos, continua presente na base que constitui o som do Sirenia. Com o intuito de evitar uma eterna repetição, o grupo norueguês liderado pelo guitarrista, vocalista e fundador Morten Veland (ex- Tristania) sempre buscou diversificar elementos do seu som a cada lançamento. Com isso, para o seu sétimo disco, The Seventh Life Path, o grupo resgatou características dos seus primeiros álbuns – At Sixes And Sevens (2002) e An Elixir For Existence (2004). Nesta entrevista para a ROADIE CREW, o músico fala sobre os desafios enfrentados por ele e a vocalista Ailyn durante as gravações, o direcionamento e os rumos pretendidos pela banda com este novo disco..

THE MADAM X

Por Leandro Nogueira Coppi

Algumas das coisas mais simbólicas sobre o Metal feito nos anos 80 eram a ingenuidade e os exageros que muitas bandas possuíam, tanto em sua sonoridade, quanto no aspecto visual. Muitas delas vingaram e fizeram sucesso, mas restou a algumas outras, no melhor dos mundos, o status de ‘cult’. O Madam X se enquadra no segundo caso. O quarteto de visual extravagante, formado por Bret Kaiser (vocal), Chris “Godzilla” Doliber (baixo) e as irmãs Maxine (guitarra) e Roxy Petrucci (bateria, Vixen), lançou em 1984 o divertido We Reserve The Right e ganhou fama mundial, principalmente através dos vídeos de High In High School e da faixa título. Pouco tempo depois, alguns integrantes saíram, tiveram até um tal de Sebastian Bach como ‘frontman’ – que só fez fama mais tarde com o Skid Row – e na sequência o Madam X encerrou as atividades. Após trinta anos, o grupo está de volta com a formação original e a ROADIE CREW conversou com todos eles, que se mostraram bastante animados e receptivos e já adiantaram que, finalmente, os fãs terão um novo álbum.

NOTURNALL

Por Guilherme Spiazzi

Música é sinônimo de arte que encanta pelos seus aspectos subjetivos, traduz sentimentos e simplesmente envolve aquele que se identifica com ela. Mas para que ela chegue até você existe uma sequência de engrenagens que precisam estar muito bem alinhadas para que o processo de criação e a entrega do produto sejam contínuos e efetivos. Nesse sentido, o Noturnall ousa não somente com seu som, mas também no modelo de negócio para conseguir trabalhar sua música de forma independente. Com Back To Fuck You Up!, seu segundo disco, o grupo dá continuidade à sua proposta sonora de não se limitar a gênero, tendências ou fórmulas e busca agregar outros valores para conseguir continuar crescendo. Nesta entrevista, o vocalista Thiago Bianchi e o baixista Fernando Quesada revelam como funciona a banda além das notas musicas, compartilham o sentimento de insatisfação diante do cenário nacional e explicam como isso influenciou o novo disco.

EDITORIAL

Por Airton Diniz

Aposentadoria no Rock: inadmissível

A música como forma de expressão artística está presente na evolução da humanidade desde a pré-história, mas foi durante o século XX que se estabeleceu uma consistente indústria de entretenimento baseada na criação musical. Esse mercado teve uma enorme expansão a partir da década de 1950, e passou a movimentar um volume de dinheiro tal que se conta aos milhões em diversas partes do mundo. Mas a ganância do ser humano não tem limites e profissionais desse novo grande negócio criaram situações que privilegiavam a potencialização dos lucros, relegando a qualidade a um plano secundário. Queriam que a arte fosse reduzida à condição de produto da moda, como qualquer peça de vestuário ou outras coisas banais, e muitos críticos e agentes culturais se envolveram nessa onda. O Rock foi etiquetado como o gênero musical que deveria exprimir a rebeldia da juventude, portanto, na opinião dos que ditavam as regras de mercado, seria ridículo alguém acima dos 30 anos de idade tocar ou ouvir Rock. Besteira pura. Nos anos 1980 Ritchie Blackmore, então com cerca de 40 anos, foi perguntado se não se sentia velho para tocar guitarra, e ele, consciente do respeito que a boa música merece, respondeu que o trabalho de um músico não se avalia pela sua idade, afinal um de seus maiores ídolos, Ludwig van Beethoven, havia nascido há mais de 200 anos e mesmo assim tinha sua admiração. A maioria das pessoas sempre viu com naturalidade que um músico de Jazz ou de Blues continuasse trabalhando mesmo com idade muito avançada, mas é que eles já estavam em atividade antes que se estabelecessem os “inventores” do produto musical descartável.

O Rock/Heavy Metal desconstruiu esse raciocínio idiota que está definitivamente enterrado com as provas vivas que temos hoje no cenário da música pesada. Basta lembrar que uma quantidade enorme de grandes músicos nasceu nas décadas de 1940 e 50, portanto já estão na faixa em torno dos 60 ou 70 anos de idade e em plena atividade. O que explica isso? A música que eles fazem é muito mais que um meio para sustentar materialmente sua vida: é arte feita com paixão. Um verdadeiro artista não se aposenta nunca, seu trabalho é como o oxigênio que o mantém vivo. Na entrevista da matéria de capa desta edição é impressionante sentir a disposição demonstrada por Alex Lifeson e Geddy Lee (foto) de continuar encantando plateias e conquistando fãs com o Rush, mesmo depois de 41 anos de carreira e apesar das dificuldades impostas pelas limitações físicas que o tempo provoca no corpo das pessoas.

O diferencial para quem se propõe a trabalhar seriamente com este segmento é priorizar o conceito de “viver para a música” ao invés de “viver de música” e isso tem um reflexo muito positivo na vida pessoal e profissional. O que é válido também para alguém como eu que não tenho talento para ser músico, mas tenho paixão pela música. Nunca vou me aposentar na ROADIE CREW, pois como diz o mestre Raul Seixas “eu é que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar”. E fim de papo.

Airton Diniz

CENÁRIO

Por Redação

KROW: METAL EXTREMO EM ALTA

Desde o EP Contempt For You (2006), o Krow vem amadurecendo seu som influenciado pelo Death Metal polonês e expandindo seu território. O grupo formado atualmente por Guilherme Miranda (vocal e guitarra), W. Johann (guitarra), Cauê De Marinis (baixo) e Jhoka Ribeiro (bateria) está relançando o seu primeiro disco, Before The Ashes, fazendo vários shows e preparando material para o terceiro trabalho de estúdio. Em meio a essa correria toda, Guilherme conversou conosco sobre o momento atual do Krow e a sua participação como guitarrista na turnê do Entombed A.D. pelos Estados Unidos.

KAMALA: RECOMEÇANDO POR CIMA

Era 2013 e o grupo campineiro Kamala finalmente conseguia partir para sua primeira tour europeia. Porém, assim que retornou ao Brasil a banda anunciou que sofreria uma reformulação total, permanecendo apenas o guitarrista e vocalista Raphael Olmos. E quando muitos davam o futuro do Kamala como incerto, eis que o grupo retornou, agora como power trio (com o baixista e vocalista Allan Malavasi e o baterista e vocalista Estevan Furlan), com o disco Mantra, que mostra uma nova faceta da banda.

EMPIRE OF SOULS: RETOMANDO A CARREIRA

No ano passado, a cena Black Metal brasileira recebeu de volta representantes da década de 90 que estavam adormecidos. Principalmente em São Paulo isso foi mais notado com o retorno de Arum, Profane Creation e Empire Of Souls. Com o repertório do segundo disco já pronto e uma impressionante sequência de shows, o Empire Of Souls está mais vivo do que nunca e nesta entrevista revela informações sobre o próximo trabalho e a carreira.

WARSHIPPER: MÚSICA DE DENTRO PARA FORA

A estreia do Warshipper não poderia ter sido mais fulminante. Worshippers Of Doom, EP que marca sua entrada no mercado fonográfico, apresenta uma banda coesa e com potencial para se destacar nesse meio tão concorrido. Praticando um Death Metal pesado, técnico e de músicas marcantes, Heverton Souza (vocal, Imperium Infernale, Eternal Malediction), Renan Roveran (guitarra, ex-Bywar) e Rafael Oliveira (guitarras), Rodolfo Nekathor (baixo, ex-Zoltar) e Roger Costa (bateria, Fire Diamond) trabalham com afinco na divulgação do trabalho e já planejam material novo.

ADAIR DAUFEMBACH: PRODUÇÃO E DESAFIOS

Apesar da tradição do Metal ser cantado em inglês, várias bandas de Metalcore e derivados no Brasil têm aparecido com letras em português, contrariando uma tendência e criando uma trajetória paralela no Metal nacional. Um dos responsáveis por isso foi o produtor musical Adair Daufembach por meio de trabalhos com bandas como Project 46 e John Wayne. Além disso, o produtor tem se preocupado em desbravar novos territórios e a conquista mais recente foi a assinatura da mixagem e masterização do novo álbum do virtuose da guitarra Tony MacAlpine. Confira o papo com o produtor para entender melhor o que tem acontecido em seu universo musical.

M-19: ETERNAMENTE THRASH

De volta à ativa, o M-19 está passando por uma ótima fase desde o lançamento de Mission: Destroy (2013). Fora do cenário há mais de dez anos, a banda gaúcha retorna revigorada e bem mais profissional. Acompanhe esta entrevista concedida pelo baixista e vocalista Will F., que conta detalhes sobre os períodos que a banda atravessou e suas mudanças.

PÚRPURA INK: ALTO NÍVEL PARA O HARD ROCK NACIONAL

O Hard Rock no Brasil sempre caminhou em marcha lenta. Felizmente, mesmo que aos poucos, a coisa tem melhorado, já que bandas de qualidade começam a despontar em alguns cantos do país, se aproximando da qualidade das bandas estrangeiras. Um exemplo é o Púrpura Ink, que vem do Maranhão e está estreando com o ótimo Breakin’ Chains. E.J. (vocal) e Márcio Glam (guitarra) contaram à ROADIE CREW sobre esse trabalho.

ANGELUS APATRIDA: ESPANHA THRASH

Em dezembro de 2009, o Angelus Apatrida assinou um contrato mundial com a Century Media, uma grande virada na carreira da banda espanhola. Clockwork, o primeiro disco pela nova gravadora, foi apenas o início de uma série de ótimas obras em cima do Thrash Metal que a banda executa. Nesse momento, a banda está divulgando o mais recente álbum, Hidden Evolution, mais uma bela apresentação de brutalidade e melodias marcantes. Conversamos com Guillermo Izquierdo,vocalista e guitarrista..

BACKSPAGE/BROTHERHOOD/STAY HEAVY REPORT

Por Redação

Backspage / Brotherhood / Stay Heavy Report

Backspage

Vitão Bonesso (*)

Yes sem Chris Square… O contrabaixo sem Chris Squire!

O primeiro susto veio em maio, quando uma triste notícia pegou todos de surpresa. Chris Squire, baixista, líder e fundador do Yes, fora diagnosticado com leucemia e estava deixando suas atividades profissionais para se cuidar de forma mais intensa. Frente a tantas notícias ruins envolvendo grandes nomes do Rock, como Bruce Dickinson, Tony Iommi, e tantos outros, nos restou torcer e orar pela saúde de Chris. Algum otimismo pairava no ar em relação à recuperação de Squire. Porém, o problema parecia ser mais sério do que se pensava, com o baixista não reagindo bem à primeira fase do tratamento e vindo a falecer no último dia 26 de junho, em sua casa em Phoenix (EUA)….

Brotherhood

Luiz Cesar Pimentel (*)

Payback’s a bitch, motherfucker

Este texto é meio que continuação do mês anterior. Mas para que você não precise caçar sua ROADIE CREW passada, antecipo que falava das lições que a Alemanha dos 7 a 1 nos deu, que não vêm sendo usadas no futebol, mas que são pertinentes à música.

Recorro agora a um estudo conduzido pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Humboldt, na Califórnia (calma, juro que não é citação acadêmica pedante como você pode pensar, mas algo interessante). Em tradução livre, o estudo chama “Três Décadas Depois: As Experiências de Vida e o Desenvolvimento dos Headbangers dos Anos 80”. Pesquisou 377 pessoas, metade delas headbangers nos anos 80, e constatou que o cenário apocalíptico que se pintava sobre os camisas pretas não se confirmou – resumidamente, percebeu que os então headbangers se converteram bem acima da média em adultos mais bem ajustados, felizes, com menos ressentimentos e até bem sucedidos.

Ponto para a causa…

Stay Heavy Report

Cintia Diniz e Vinicius Neves (*)

Homenagens ao “Dia do Rock”

O “Dia Mundial do Rock” é comemorado em nosso país desde meados dos anos 1990 – sim, é festejado apenas no Brasil. A data escolhida refere-se ao megaevento “Live Aid”, que ocorreu em 13 de julho de 1985 para angariar fundos em prol da Etiópia, quando Phil Collins expressou o desejo de que aquele fosse considerado o “Dia Mundial do Rock”. Porém, lá fora ninguém levou a sério a ideia do músico inglês. Aqui, duas rádios paulistanas com programação voltada ao Rock na época (89FM e 97FM) começaram a mencionar a data em sua programação na década de 90, o que foi amplamente aceito pelos ouvintes e, em poucos anos, a comemoração popularizou-se por todo o país. Nos EUA alguns celebram o 9 de julho porque o hit Rock Around The Clock (com Bill Halley) chegou ao 1o posto das paradas americanas nesse dia em 1955. Outros países não têm uma data específica para celebrar o Rock e ignoram completamente o 13 de julho…

BLIND EAR – HERMAN LI (DRAGONFORCE)

Por Claudio Vicentin

“OK, nunca escutei essa música. (R.C.: É uma música nova dessa banda). De onde? (R.C.: Da Alemanha). Ah, Scorpions! Quando entrou o refrão ficou bem claro que se tratava de Scorpions. Gosto da banda, mas nunca foi uma de minhas favoritas. Mas eu gosto das bandas de Rock dos anos 80. (R.C.: Quem você prefere como guitarrista: Michael Schenker, Rudolf Schenker ou Uli Jon Roth?). Não consigo lhe dizer isso claramente porque eles não fizeram parte de minha lista de guitarristas que eu escutava para aprender a tocar. Escutava muito Joe Satriani, Steve Vai etc. O último álbum que acompanhei de perto do Scorpions foi Face The Heat por causa da Alien Nation”.

Rock My Car

Scorpions – Return To Forever

ETERNAL IDOLS – CHRIS SQUIRE

Por Antonio Carlos Monteiro

Foram os discos das grandes cantoras de Jazz, como Ella Fitzgerald e Lena Horne, que despertaram no ainda menino Christopher Russell Edward Squire o gosto pela música. Nascido em Kingsbury, no subúrbio de Londres, em 4 de março de 1948, Chris, como era chamado, logo aos 6 anos começou a cantar no coral da igreja de St. Andrew que sua família frequentava. O regente do coral, Barry Rose, acabou se tornando a primeira referência de Chris na música: “Ele fez com que eu percebesse que poderia ser o melhor em alguma coisa.”

Porém, foi só com o surgimento dos Beatles, quando ele já tinha 16 anos, que Chris começou a pensar seriamente numa carreira musical. Deixou o cabelo crescer até que a escola o mandou de volta para casa, suspenso. Só deveria voltar quando tivesse cortado o cabelo. Jamais voltou. Melhor que isso: arrumou emprego numa loja de instrumentos musicais, economizou tudo o que pôde e adquiriu um baixo Rickenbacker 4001, que se tornaria sua marca registrada.

RELEASES CDS/DVDS/BLU-RAY

Por Redação

Nesta edição:

Airtrain

Asia

Atreyu

Barbatos

Bill Ward

Black Oil

Capadocia

Castifas

Certo Porcos!

Cherie Currie

Claustrofobia

Cold Cell

Deny Bonfante

Embrace Of Thorns

Espera XIII

Fear Factory

Hands Of Orlac

Immoral Hazard

Impurity

Inquisiçao

Jeff Beck

Losna

Maquinarios

Metalmorphose

Mike Albert Project

Nuestro ÓDio

Paranoise

Primator

Roadie Metal

Rush

Shining

Spartacus

Spectral Darkwave

Stormzone

Symphony X

Tony Macalpine

Tuatha de Dannan

Unleashed

Visigoth

Warsickness

Yes

GARAGE DEMOS

Por Redação

Envie o seu link do Facebook ou MySpace acompanhado de uma foto em alta resolução (em arquivo JPEG e 300 dpi – legendada e com crédito do fotógrafo), a capa da Demo (alta resolução) e press release/biografia (em arquivo de texto), para o endereço de e-mail: garagedemos@roadiecrew.com

Nesta edição:

Braves Face The Devil

Comumraio

Hexenbiest

Necromantic Worship

Urðun

HIDDEN TRACKS– LORDS OF THE NEW CHURCH

Por Antonio Carlos Monteiro

É impossível falar do Lords Of The New Church sem começar pelo vocalista Steven John Bator, mais conhecido como Stiv Bators. Nascido em Ohio (EUA), foi um dos expoentes da cena Punk americana com a banda The Dead Boys, criada em 1976. Encorajados por Joey Ramone, mudaram-se para Nova York, tornaram-se figurinhas fáceis no CBGB e conhecidos pela performance incendiária do cantor, com direito até a automutilação – entre outras coisas, costumava se espancar com o microfone… Muito do que depois se convencionou chamar de “atitude Punk” deve-se ao que o Dead Boys fazia em cena.

Com o fim da banda, em 1979, Bators gravou alguns singles (boa parte dos quais acabou não lançando), meteu-se numa briga homérica com sua gravadora, Bomp! Records, e soltou um disco solo, Disconnected, em 1980., contou.

CLASSICREW–SCORPIONS/KREATOR/FNM/OBITUA

Por Redação

1975

SCORPIONS

In Trance

O guitarrista Uli Jon Roth, que havia estreado em Fly To The Rainbow (1974), não só estava adaptado ao Scorpions como se tornara peça fundamental no terceiro lançamento do grupo alemão. A pegada Jimi Hendrix de Roth contrastava com as composições de Rudolf Schenker e Klaus Meine, mas o produtor Dieter Dierks soube moldá-las neste seu primeiro trabalho da parceria que durou até Savage Amusement (1988).

A ideia de um novo produtor veio de Rudolf, já que Uli tinha optado por Chas Chandler (The Animals), que só não topou a parada por estar ocupado em outros projetos. No final, a própria banda credita a Dierks a sabedoria em conseguir agrupar o lado psicodélico e melancólico de Life’s Like A River e Living And Dying, o Rock’n’Roll!”….

1985

KREATOR

Endless Pain

O trio alemão Kreator iniciou sua trajetória como Tyrant e Tormentor até que Mille Petrozza (guitarra e vocal), Rob Fioretti (baixo) e Jürgen “Ventor” Reil (bateria e vocal) apresentaram para o mundo um dos álbuns mais icônicos do Thrash Metal: Endless Pain. Apesar de o ‘debut’ não ser unanimidade como o melhor da banda, notadamente pela evolução que o próprio grupo atingiu no decorrer do tempo, não há quem discorde do papel importante que esse disco teve na manutenção e na descoberta de novos horizontes para o gênero.

O Thrash Metal ainda era um estilo em evolução e, em se tratando da Alemanha ainda geograficamente e politicamente dividida, o underground era muito mais fechado que nos Estados Unidos, com…

1995

FAITH NO MORE

King For A Day… Fool For A Lifetime

Dez anos após a estreia com We Care A Lot (1985), o Faith No More já tinha deixado longe e para trás o rótulo Funk’O’Metal que marcara o quinteto. De lá em diante, incontáveis estilos musicais foram sendo incorporados ao trabalho da banda, normalmente graças ao vocalista Mike Patton, que pode ser considerado o sujeito mais criativo do mercado musical da atualidade – meio demente, é verdade, mas de uma criatividade absurda. E o ápice veio em King For A Day… Fool For A Lifetime. Nem tente rotular o que acontece aqui. Punk, Metal, Hardcore, baladas, Gospel e até bossa nova (!) surgem nesse disco, com um resultado que só pode ser comparado a algumas coisas gravadas por Frank Zappa – outro maluco muito à frente de seu tempo.

O guitarrista Jim Martin, que estava no grupo desde 1993, não andava muito satisfeito com os rumos que o Faith No More estava tomando em termos musicais, e deixava isso claro nos ensaios e…

2005

OBITUARY

Frozen In Time

Conhecido como um dos principais nomes do Death Metal, o Obituary tem em sua discografia uma fila de clássicos, como Slowly We Rot (1989), Cause Of Death (1990) e The End Complete (1992). O que não poderia faltar nesta lista é um dos álbuns mais marcantes para a própria banda. Depois do lançamento de Back From The Dead (1997), o grupo cansou da rotina de shows e seus membros procuraram outras coisas para fazer. Assim, o Obituary ficou desativado por tempo indeterminado.

O guitarrista Allen West aproveitou o tempo fora dos palcos para se dedicar ao projeto Six Feet Under – que acabou se tornando banda oficial de Chris Barnes após sua saída do Cannibal Corpse – e ao Lowbrow, formado ao lado de ex-integrantes do Death e Nasty Savage. O outro guitarrista, Trevor Peres, acabou criando o Catastrophic em 1999, lançando o álbum The Cleansing em 2001. Mesmo com a volta do…

CLASSICOVER – THAT’S LIFE

Por Leonardo M. Brauna

ClassiCover – That’s Life
SIN-Atra, álbum-tributo que reuniu astros do Heavy Metal para celebrar a obra de Frank Sinatra, foi lançado em 2011. Bem antes disso, David Lee Roth incluiu sua versão para um clássico do cantor norte-americano em seu álbum de estreia, Eat ‘Em And Smile (1986). Muito do que Roth fazia nos palcos lembrava os grandes musicais do passado, com as big bands e a música de cabaré. Não por acaso, o vocalista chegou a gravar um ‘medley’ de Just A Gigolo e I Ain’t Got Nobody no EP de estreia de sua carreira pós-Van Halen, Crazy From The Heat (1985). Mas ele nunca escondeu sua predileção pela obra de Frank Sinatra.

O início da vida musical do jovem ator Sinatra se deu ao lado dos aclamados.

Lado B+

Ricardo Batalha

Night Teen & Non-Stop

Autograph

O grupo norte-americano Autograph será eternamente lembrado pelo hit Turn Up The Radio, que impulsionou as vendas de seu álbum de estreia, Sign In Please, lançado em outubro de 1984 e que conquistou a 29ª colocação nas paradas da Billboard. Curiosamente, a faixa foi a última a ser gravada no estúdio The Record Plant, em Los Angeles, nas sessões realizadas de fevereiro a junho daquele ano com o produtor Neil Kernon (Judas Priest, Kansas, Queensrÿche, Dokken, Britny Fox, Lynch Mob e outros). Escolhida para single e videoclipe, Turn Up The Radio obteve a 28ª posição no Top 100 da Billboard.

Steve Plunkett (vocal e guitarra), Steve…

LIVE EVIL – OPETH

Por Heverton Souza

OPETH

Carioca Club – São Paulo/SP

20 de julho de 2015

Por Heverton Souza • Fotos: Evandro Camellini

A terceira vinda do Opeth ao Brasil estava cercada de expectativas. Apesar de ainda promoverem seu mais recente álbum, Pale Communion (2014), os suecos prometiam um show passando por toda sua carreira, que completa 25 anos em 2015.

Horas antes do horário previsto, a noite de domingo começava a ganhar ares mais gelados no bairro de Pinheiros, mostrando um leve toque de um inverno quase inexpressivo em São Paulo. Do lado de fora da casa, dezenas de ambulantes vendendo modelos piratas de camisetas da banda tomavam as calçadas, mas por volta das 19h praticamente todo o público já havia adentrado para dominar a pista do Carioca Club.

E exatamente às 20h, Mikael Åkerfeldt (vocal e guitarra), Fredrik Åkesson (guitarra), Martin Mendez (baixo), Martin Axenrot (bateria) e Joakim Svalberg (teclados) deram as caras iniciando o show focado no chatinho e pretensioso Pale Communion com as novas Eternal Rains Will Come e Cusp Of Eternity, que, apesar de soarem com algum peso ao vivo, renderam um começo de show morno. Mas logo a indigestão da entrada deu lugar a um belo prato principal, com nada menos que The Leper Affinity, do maior clássico da banda, o álbum Blackwater Park (2001). Os riffs empolgaram o público, apesar da voz gutural de Mikael estar fraca e sofrida. E se Blackwater Park é um disco aclamado na carreira da banda, o antecessor Still Life (1999) pode ser lembrado como a ponte para tal e aqui eles nos brindaram com seu maior clássico, The Moor.

Enquanto as pessoas se espremiam na pista já lotada, tentando visualizar o palco ou ainda enfrentando fila para comprar camisetas oficiais, o quinteto emendava uma música atrás da outra, até que finalmente Mikael resolveu cumprimentar o público. Com sua já conhecida simpatia, o líder apresentou a banda, “caso ainda não conheçam”, falou do futebol de nosso país e da sua forte conexão com o Brasil por conta de Anders Nordin, baterista dos dois primeiros álbuns do Opeth, ser brasileiro.

PLAY LIST – ROB HALFORD (JUDAS PRIEST)

Por Ricardo Batalha

Rocka Rolla: “Fico muito contente em começar por ela e eu gosto muito de apresentá-la ao vivo! É uma música divertida e nada comum em termos de dinâmica, o jeito que ela começa. Ela mostra logo no começo que o Priest iria compor coisas únicas. Não conheço uma que seja parecida com essa. Ter esse tipo de objetivo e foco foi importante desde o começo. E, veja, nada do que vivemos seria possível sem essa primeira experiência. Não tínhamos nenhuma preocupação fora compor e tocar, ninguém estava nos pressionando. A música é simples e vem de um período bem puro. Rocka Rolla é legal, mas eu sempre quis tocar Dying To Meet You ao vivo. Queria poder fazer um show com um set list escolhido inteiramente por mim” (risos).

Rocka Rolla (1974)

BACKGROUND – A CHAVE DO SOL –PARTE FINAL

Por Antonio Carlos Monteiro

A entrada de Fran Alves na Chave do Sol seria perfeita para a aproximação que a banda estava fazendo com o Rock pesado. “Contudo, nossas características naturais nunca foram nesse sentido e mesmo imprimindo mais peso no novo material, jamais soaríamos como uma banda de Heavy Metal, pois não era a nossa praia”, lembra o baixista Luiz Domingues em seu blog. Mais direto, o baterista José Luiz Dinola define essa mudança sonora como “uma estratégia furada da banda.”

De todo modo, após alguns poucos shows os músicos já estavam outra vez em estúdio, novamente através da Baratos Afins, para registrar seu primeiro álbum, um EP que levaria o nome da banda.

A opção pelo formato EP, com apenas seis faixas e em 45rpm, teve mais de um motivo: tanto reduzir os custos de gravação, como obter mais qualidade sonora, já que nesse formato os sulcos mais espaçados do vinil representavam significativa melhora no som. Porém, o fato de ser em 45 rotações causou alguns embaraços, já que nem todo mundo se atentava ao fato e tocava o disco na rotação padrão (33rpm), ouvindo algo totalmente diferente do que foi gravado.

COLLECTION - SAINT VITUS

Por Écio Souza Diniz

Criar uma banda, surpreender, inovar e fazer sucesso é certamente o sonho de todo músico. O Saint Vitus, formado em 1978 sob o nome Tyrant, embora não seja dos mais populares, permitiu ao guitarrista Dave Chandler, primeiramente junto a Scott Reagers (vocal), Mark Adams (baixo) e Armando Acosta (bateria), cumprir alguns destes itens. Seu primeiro álbum é considerado um dos marcos do Doom Metal, colocado ao lado das estreias de Pentagram, Witchfinder General, Trouble e Candlemass. Também houve uma segunda era, marcada pela presença do vocalista Scott “Wino” Weinrich e que, para muitos fãs, é divisora na história do grupo de Los Angeles. Mas o que realmente importa é que a crueza, a rispidez e a eficiência em cada riff deixaram gerações de seguidores, sendo algumas delas no Sludge e no Stoner. A banda enfrentou problemas, como a morte de Acosta, e ficou ausente dos palcos por um tempo, mas, após dezessete anos sem um lançamento inédito, finalmente veio Lillie: F-65 (2012) para saciar a sede dos fãs. O que seria melhor que ouvir seus discos? Apenas vê-los ao vivo. Mas enquanto isso não acontece, vamos aos grandes feitos de um dos grandes nomes do Doom Metal..

PROFILE – RICARDO RAVACHE (CENTURIAS)

Por Leandro N. Coppi

Ricardo Ravache (Centurias)

Primeiro disco que comprou: “Foi em 1976… The Myths And Legends Of King Arthur And The Knights Of The Round Table do Rick Wakeman.”

POSTER – SOULFLY

Por Redação

Soulfly – Savage

Informação adicional

Peso 0.250 kg
Dimensões 28 × 21 × 1 cm
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