Edição #203

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O Kiss Kruise, que num primeiro momento gerou dúvidas na banda, hoje se firmou como um dos grandes eventos relacionados ao Kiss – tanto que chega à sua quinta edição com ingressos esgotados com seis meses de antecedência…

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Descrição

KISS

Por Ken Sharp / Daniel Dutra

Kiss

Ken Sharp

O Kiss Kruise, que num primeiro momento gerou dúvidas na banda, hoje se firmou como um dos grandes eventos relacionados ao Kiss – tanto que chega à sua quinta edição com ingressos esgotados com seis meses de antecedência. Gene Simmons, conhecido pela visão de marketing que implantou na banda, hoje vê que o Kiss Kruise se transformou numa ideia bem sucedida e diz adorar esse contato mais próximo com os fãs que acontece em alto mar. Nesta conversa, ele falou sobre o cruzeiro como um todo e sobre seu assunto favorito: o Kiss…

Daniel Dutra

Dia 25 de maio de 1974. O Kiss se apresentava no Paramount Northwest Theater, em Seattle, ao lado de Manfred Mann e Savoy Brown. Dois dias depois, Patrick MacDonald jogou terra de gato sobre o quarteto em sua resenha no Seattle Daily Times. “Uma banda que tenta compensar de maneira teatral o que lhe falta musicalmente. Canções débeis com acordes simples que qualquer criança consegue tocar e letras que só estão lá porque rimam. Espero que os quatro integrantes, cujos nomes não importam, estejam guardando dinheiro para um futuro bem próximo, porque o Kiss não vai durar muito.”

Dia 30 de outubro de 2015. Quarenta e um anos depois daquelas ácidas palavras, o Kiss dava início ao Kiss Kruise V com 2.357 fãs a bordo do Norwegian Pearl. Menção importante: lotação esgotada seis meses antes do gigante e luxuoso navio partir do Porto de Miami, na Flórida, com direito a uma parada na Jamaica. MacDonald aposentou-se em 2008, mas mesmo seus 35 anos no jornalismo musical não o impediram de ficar marcado negativamente. Afinal, quem é ele? A maioria não faz ideia. Os fãs não querem saber. Para eles, é só mais um sujeito que (um dia) abriu a boca para falar besteira…

TRIXTER

Por Guilherme Spiazzi

Esqueça o glamour, a vida extravagante e o constante assédio da mídia e fãs, pois a realidade comercial do Hard Rock hoje está há anos luz de distância do que se viu na década de 80. No entanto, ainda há muitas bandas que insistem em seguir neste caminho. O Trixter viu sua estrela brilhar no início dos anos 90 com Trixter (1990) e Hear! (1992), mas logo entrou num período de quase duas décadas de hibernação. A volta aconteceu com o disco de inéditas New Audio Machine (2012) e atualmente o grupo comemora o seu quarto lançamento com Human Era. Nesta entrevista exclusiva para a ROADIE CREW, o baixista P.J. Farley conta o que ele, Pete Loran (vocal e guitarra), Steve Brown (guitarra) e Mark “Gus” Scott (bateria) estão fazendo para continuar vivendo o sonho…

AEROSMITH

Por Ken Sharp

Sua banda pode ter o ‘frontman’ mais carismático do mundo, dois guitarristas acima da média e um baixista extraordinário, mas se o baterista for medíocre ela não vai a lugar algum. É por isso que não dá pra imaginar o Aerosmith sem a fidelidade e a precisão de Joey Kramer. Criado no ritmo do Funk, do Rhythm’n’Blues e da Soul Music, a bateria de Joey é o combustível que move a máquina musical chamada Aerosmith. E essa máquina continua com todos os seus cilindros em plena atividade e funcionando com potência total há mais de quarenta anos, quando esses caras de Boston juntaram forças. E quem quiser conferir do que a banda ainda hoje é capaz de fazer, seu novo DVD, Aerosmith Rocks Donington 2014, gravado no “Download Festival”, mostra como essa lenda do Hard Rock consegue manter o imenso público de um festival sob total controle enquanto faz um resumo completo de sua carreira. A magia se dá através de temas como Walk This Way, Mama Kin, Dream On, Same Old Song And Dance, Eat The Rich, Toys In The Attic, I Don’t Wanna Miss A Thing, Sweet Emotion, Last Child, Love In An Elevator, Dude (Looks Like A Lady) e o cover dos Beatles Come Together. Joey falou com a ROADIE CREW sobre esse vídeo e muito mais…

HIBRIA

Por Guilherme Spiazzi

Cruzar o mundo levando sua música foi um dos objetivos concretizado pelo Hibria nestes praticamente vinte anos de carreira e uma década lançando álbuns. Apesar do ótimo respaldo dos fãs, Iuri Sanson (vocal), Abel Camargo e Renato Osorio (guitarras), Benhur Lima (baixo, Keep Them Blind) e Eduardo Baldo (bateria) seguem trabalhando incessantemente para expandir sua música e abrangência territorial. Com o lançamento de seu quinto disco de estúdio, o homônimo Hibria, a banda faz questão de mostrar que está mais preocupada em fortalecer sua identidade musical do que se prender à rótulos. Nesta franca entrevista, Iuri e Abel versam sobre a realidade e o atual momento de um grupo realmente apaixonado pelo que faz…

GHOST

Por Guilherme Spiazzi

O Ghost surgiu como um furacão em 2010 com o disco Opus Eponymous e, principalmente, com toda uma aura de mistério em torno de si. A fórmula era conhecida, mas ainda funcionava: seus músicos, mascarados, não revelavam a identidade. O vocalista, trajado como um “papa do mal”, à época atendia pelo nome de Papa Emeritus. Já os cinco instrumentistas chamam-se apenas Nameless Ghouls (algo como “espíritos sem nome”) e usam vestimentas idênticas – ou seja, sem os instrumentos você simplesmente não sabe quem é quem. Seja como for, o som do quinteto, calcado nos mais diversos subgêneros do Heavy Metal, caiu nas graças do público e o Ghost tornou-se um verdadeiro fenômeno de marketing numa época em que, mais do que nunca, a música (e as bandas) vem sendo tratada como objeto descartável. Três anos depois, a banda lançou seu segundo disco, Infestissuman, desta feita com um novo vocalista, Papa Emeritus II. Assim, o grupo fez dois mundos colidirem. Se a estreia já dividiu o público, o segundo álbum só fez aumentar o abismo que separava aqueles que amam daqueles que odeiam o Ghost. E, agora, com o terceiro vocalista – Papa Emeritus III – o quinteto soltou mais um álbum, Meliora, que mostra uma banda mais madura e ousando mais em termos musicais. Um dos Nameless Ghouls (aparentemente, foi um dos guitarristas e certamente não foi o baterista, mas é impossível garantir quem era ele) conversou com a gente sobre o novo disco e falou sobre o momento atual da banda, sua visão do mundo atual e os planos dos mascarados. Com vocês, o Metal e o mistério do Ghost…

BLAZING DOG

Por Paulo Pontes

O Blazing Dog, do Distrito Federal, lançou neste ano Age Of The Beast, material que inclui um DVD contendo clipes de músicas antigas e quatro novas faixas, além de um CD com o trabalho na íntegra. Tudo isso em um material gráfico bem profissional e com encarte repleto de imagens. A própria banda fala sobre as dificuldades, e garante que “somente com muita força de vontade e amor por esse estilo de música pode se levar adiante uma banda autoral de Heavy Metal no Brasil”. Batemos um papo com Renan Guimarães sobre a carreira e o álbum Age Of The Beast, entre outros assuntos….

W.A.S.P.

Por Guilherme Spiazzi

Com mais de três décadas de experiência, o W.A.S.P. continua vivo e firme em seu propósito. Ao encontrar estabilidade na formação, conseguiu equilibrar as coisas, permitindo inclusive que o vocalista, guitarrista e líder do grupo abrisse espaço para que seus colegas de banda participassem da criação das composições. A ROADIE CREW teve oportunidade de manter um papo franco com Blackie Lawless, que falou sobre o seu décimo disco de estúdio, Golgotha, o fato de hoje ter se convertido ao cristianismo e de como isso afetou sua criatividade musical…

TANK

Por Ricardo Batalha

Após passar por mais uma reformulação na formação, o novo trabalho do grupo inglês Tank veio cercado de desconfiança. No papel, a união dos guitarristas Mick Tucker e Cliff Evans – que participaram ativamente da primeira fase da banda nos anos 80 – com músicos vindo de bandas de estilos tão díspares como Sodom, Dragonforce e Blind Guardian parecia improvável. Porém, não foi o que se viu com o recém-lançado Valley Of Tears, em que ZP Theart (vocal, ex-Dragonforce), Barend Courbois (baixo, Blind Guardian – substituído por Arco Boomer) e Bobby Schottkowski (bateria, ex- Sodom) não só se entrosaram como acabaram deixando Tucker e Evans tão animados a ponto de já pensar no próximo trabalho. A seguir, Tucker fala dos problemas com o fundador, Algy Ward, e disseca o mais recente trabalho, além de revelar planos para um retorno ao Brasil…

NILE

Por Guilherme Spiazzi

Há quase duas décadas desafiando os limites do convencional, lançando discos com brutalidade, peso e técnica somados a letras e símbolos baseados na mitologia egípcia, o Nile chega ao seu oitavo álbum de estúdio, What Should Not Be Unearthed, lançado no final de agosto pela Nuclear Blast. Karl Sanders (vocal, guitarra, baixo, teclado), Dallas Toler-Wade (vocal, guitarra) e George Kollias (bateria) decidiram continuar trilhando o caminho construído ao longo desses anos com sua marca registrada. O que Karl passa nesta entrevista para a ROADIE CREW é sua real intenção no mundo da música, qual o propósito do novo disco e o que a banda aprendeu com os acertos e erros dos lançamentos anteriores…

KADAVAR

Por Guilherme Spiazzi

Com cinco anos de estrada, o Kadavar vem trabalhando para construir seu nome no meio musical tocando Rock influenciado pelos anos 70, o que é chamado por alguns como um estilo retrô ou Retro Rock, mas tende a não se limitar aos rótulos impostos pela mídia. Após o lançamento de Kadavar (2012), o grupo alemão chamou atenção da gravadora Nuclear Blast e isso abriu as portas para o segundo disco, Abra Kadavar (2013), e uma onda de turnês que passaram dos duzentos shows. Atualmente Christoph “Lupus” Lindemann (voz e guitarra), Simon “Dragon” Bouteloup (baixo) e Christoph “Tiger” Bartelt (bateria) comemoram o lançamento do seu terceiro álbum, Berlin, e se preparam para continuar explorando seu som sem muitas amarras. Nesta entrevista com o bem humorado Tiger, ele fala da experiência de conduzir a banda contando apenas com a vontade de fazer música sem muita frescura…

EDITORIAL

Por Airton Diniz

Fórmula que deu certo: Heavy Metal em cruzeiros

No início desta década apareceram os primeiros cruzeiros marítimos que estabeleceram a ligação entre o Rock e o Heavy Metal com uma modalidade de turismo que até então era considerado o tipo de lazer voltado para atender aos anseios de ostentação de uma burguesia que tinha tempo e dinheiro disponíveis para exercer o seu papel de “coxinha”. Um navio de cruzeiro sempre ofereceu ambientes luxuosos, cassinos, fartura de comida e bebida, navegação por regiões onde o clima é sempre bom e o sol brilha intensamente para manter o bronzeado dos passageiros em suas piscinas. No entanto, em termos de atração artística, a trilha sonora invariavelmente oferecia música de gosto extremamente duvidoso. Compatibilizar a realização de um festival de Heavy Metal com as delícias de um passeio pelos mares tinha tudo para dar certo, e deu. E o sucesso desse modelo de evento tem muito a ver com a possibilidade do fã de ter contato pessoal com vários dos seus ídolos em momentos de descontração fora dos palcos, quando os músicos estão também curtindo suas horas de folga como passageiros comuns. Então é possível tomar uma cerveja no bar da piscina batendo papo com o guitarrista da sua banda preferida, coisa que num outro tipo de evento só é possível quando se tem uma credencial com privilégios que permitam circular pelo ‘backstage’.

Atualmente a quantidade de eventos dessa natureza é enorme, e o maior deles é o ‘70000 Tons Of Metal’. Alguns são versões navegantes de festivais já tradicionais em terra, como o ‘Full Metal Cruise’ que é vinculado ao ‘Wacken Open Air’, e o ‘Monsters Of Rock Cruise’, “irmão” do tradicional festival britânico. Tem ainda aqueles segmentados por estilo como o ‘Barge To Hell’ dedicado ao Metal Extremo, mas que, infelizmente, até o momento só teve uma edição em 2012. Tem crescido recentemente a oferta de cruzeiros baseados num ‘headliner’ que dá nome ao evento, mas que mantém a característica de festival com várias bandas e convidados especiais. Alguns dos mais destacados nessa categoria são o ‘Motorhead’s Motorboat Cruise’ e o ‘Kiss Kruise’ (foto), cuja cobertura deste ano publicamos nesta edição. A matéria, produzida com exclusividade para a ROADIE CREW por Ken Sharp e Daniel Dutra, mostra em detalhes como é a vida nesses dias de sonho para os ‘headbangers’ que vieram de diversas partes do mundo para ter a chance de curtir e compartilhar a paixão pelo Heavy Metal, e estar próximos de seus ídolos com em nenhum outro lugar.

No fechamento desta edição fomos surpreendidos por uma notícia profundamente triste que dava conta do falecimento da Sra. Nilza Mohr Amler, mãe do nosso colaborador Valtemir Amler. Em homenagem e agradecimento dedicamos a ela a publicação desta edição de dezembro, onde consta o terceiro capítulo do ‘Background’ do Venom, que vem sendo escrito de forma extremamente competente pelo seu filho Valtemir. Soubemos que quem o orientou e influiu diretamente no gosto musical foi Nilza, uma leitora assídua da Roadie Crew desde que seu filho era ainda uma criança. Continue nos acompanhado, guerreira Nilza. Airton Diniz

CENÁRIO

Por Redação

“THORHAMMERFEST”: EXALTANDO O FOLK, PAGAN E VIKING METAL

A produção de shows é uma das atividades mais rentáveis, mas é também uma das mais arriscadas do mundo artístico. E no segmento underground o risco ainda é maior porque patrocínio é utopia, então produzir shows é coisa para quem é apaixonado pela arte e, acima de tudo, muito corajoso. Cecil Forlenza, da Berserker Produções, fala sobre seu “ThorHammerFest”, que se tornou obrigatório no calendário de festivais de Metal em São Paulo.

Qual é sua ligação com a temática central do ‘ThorHammerFest’?

Cecil: Eu tenho uma afinidade muito forte com o cenário do Folk, do Pagan e do Viking Metal, porque sempre gostei demais desse tipo de som e do assunto, especialmente pelo aspecto relacionado à história de povos antigos e também com a mitologia…

SKIN CULTURE: REDENÇÃO AGRESSIVA

Após um período complicado, em que inclusive chegou a anunciar o fim de suas atividades, o Skin Culture não apenas driblou essa fase ruim como continua registrando álbuns poderosos e feitos para bater cabeça, como Murdernation, lançado recentemente. Além de ser um dos trabalhos mais agressivos do quinteto, hoje formado por Shucky Miranda (vocal), Tueu Isaac e Leonardo Melgaço (guitarras), Uiu Gomes (baixo) e Douglas Hammer (bateria), vem acompanhado de letras que retratam a hipocrisia existente na religiosidade. Neste bate papo a banda fala dos dias ruins, da repercussão do novo álbum e do polêmico vídeo para Extreme Of Consciouness…

PAGAN THRONE: AMPLIANDO OS HORIZONTES

Desde 2003, quando decidiu abandonar o Death Metal para alicerçar sua sonoridade no Black Metal, ainda sob o nome Bloodythiirsty, estes cariocas vêm lapidando sua maneira de tocar o estilo e a cada lançamento buscam apresentar novas nuanças. Com o mais recente álbum, o Pagan Throne amplia o leque de influências, ao passo em que aperfeiçoa as características dos trabalhos anteriores e da banda de um modo geral. Quem fala mais sobre isso é o vocalista Rodrigo Garm e o guitarrista Raphael Casotto…

JOHN WAYNE: O PÓS-ROCK IN RIO

Uma das mais promissoras bandas do Metal nacional há muito vem ganhando destaque e chega ao segundo disco com ótimas críticas da mídia especializada e uma legião de fãs pelo Brasil. Depois de um show explosivo no “Rock in Rio 2015” e, literalmente, cair nos braços da plateia, conversamos com o guitarrista Rogério Torres para saber como está a divulgação do novo trabalho, Dois Lados – Parte I, e os frutos que a banda anda colhendo depois da catarse coletiva ocorrida em setembro…

FÚRIA LOUCA: AJUDANDO A LEVANTAR O HARD BRASILEIRO

Quando pensávamos que o Hard Rock no Brasil estava definitivamente jogado para escanteio, eis que algumas jovens bandas começaram a surgir em vários cantos do país. O estado do Maranhão, por exemplo, tem se tornado referência no assunto, já que tem sido responsável por nos proporcionar bandas de alto nível, como Púrpura Ink – que já figurou nesta seção – e também o Fúria Louca, que acaba de lançar seu segundo álbum, On The Croup Of The Sinner Part II. O que mais impressiona nessa nova geração de bandas é que grande parte delas possui a chama do Hard Rock norte-americano, que sempre foi a principal referência para quem é apreciador do estilo em sua forma mais despojada. O vocalista Henrique Sugmyama nos falou sobre o bom momento que o estado vive nesse sentido e também revelou curiosidades a respeito da banda e do novo álbum…

METALIZER: A BUSCA PARA FAZER ALGO AINDA MELHOR

O Metalizer atualmente promove seu segundo álbum de estúdio, Your Nightmare, que mostra uma latente evolução sonora e de composições, algo que é sempre muito bem-vindo. Muito disso se dá por conta de uma cobrança interna da própria banda, como salienta o baterista Thiago Cruz na entrevista a seguir. Para ele, “competir consigo mesmo” na busca por fazer sempre o melhor “é extremamente benéfico”. Bom para os fãs do Thrash Metal ‘old school’, que ganharam com Your Nightmare uma oportunidade de conferir a força de um bom álbum do estilo…

DIVISION HELL: DEATH METAL MÓRBIDO E BRUTAL

Formado em 2010 e com membros experientes da cena Metal paranaense, o Division Hell passou os anos seguintes desenvolvendo e aprimorando sua sonoridade. O resultado desse intenso trabalho foi Bleeding Hate (2015), lançado pelo selo Black Legion e com qualidade tal que pode levar a banda a um patamar elevadíssimo dentro do cenário Death Metal brasileiro. Conversamos com o guitarrista e vocalista Ubour sobre a formação do grupo e seus projetos após o lançamento de seu disco de estreia…

SOILWORK: UM FUTURO AINDA MAIS PROMISSOR

Fundada há vinte anos, a banda sueca Soilwork ganhou muitos fãs com

Natural Born Chaos (2002) e se manteve numa crescente com Figure Number Five (2003) e Stabbing The Drama (2005). Entretanto, passou por fases um tanto incertas depois de uma constante troca de integrantes. Nos últimos anos, o grupo vem trabalhando duro para elevar o nível e se manter na cena com dignidade. O lançamento do décimo trabalho de estúdio, The Ride Majestic, vem para comprovar que o todo o esforço está rendendo bons frutos. Quem nos coloca a par dessa ótima fase do grupo é o baterista Dirk Verbeuren…

ROADIE MAIL / TOP 3 / MEMÓRIA

Por Redação

CHRIS ADLER

Olá, amigos da ROADIE CREW que me deixam ansioso todos os meses na espera por mais uma edição da revista. Fiquei muito satisfeito com as matérias da edição de outubro, sobretudo a entrevista com o Lamb Of God, que tive o prazer de receber e atender no bar do hotel em que trabalho aqui no Rio de Janeiro. Estou mandando uma foto que consegui tirar com Chris Adler e ficaria muito feliz se vocês pudessem publicar. Continuem o excelente trabalho, pois continuarei ansioso por cada edição. Forte abraço.

Flávio Farias dos Santos

Rio de Janeiro/RJ

Que legal, Flávio! Tenho amigos que trabalham em hotéis, restaurantes e aeroportos, ou são pilotos de avião, ou comissários de bordo, e eles sempre comentam que quando encontram alguns ídolos do Metal ficam eufóricos. Pedem para ir ao banheiro e vão correndo falar e tirar uma foto com os músicos, se é que me entende (risos). Claro, todo mundo é profissional e faz seu trabalho direito, mas não é sempre que se vê seus ídolos tão de perto. Torço para que siga encontrando vários aí no hotel. Peça dois minutos ao seu superior e faça as honras de um verdadeiro fã. Abraço. (Ricardo Batalha)

BACKSPAGE/BROTHERHOOD/STAY HEAVY REPORT

Por Redação

Backspage

Vitão Bonesso (*)

Pior que surdo… Só mesmo sendo burro

Seria chover no molhado comentar aqui sobre a importância da internet e da invasão das redes sociais, que dão a qualquer ser do planeta Terra a oportunidade de postar o que bem entender. Para aqueles que, de certa forma, dependem de uma dessas ferramentas, como o Facebook, não é difícil se deparar com absurdos que chegam a causar tristeza. No que se trata do aspecto musical, cada um tem o direito de concordar ou discordar do gosto alheio. Porém, isso tem sido feito sem o mínimo de respeito e, pior, sem embasamento. Notei que de uns tempos pra cá a nova moda dos “haters musicais” (essa eu inventei agora) é odiar os Beatles. São postagens feitas por pessoas que, como qualquer um, têm todo o direito de não gostar das músicas deles. Até mesmo um grande fã da banda como eu tem lá certo “bode” de algumas músicas do quarteto de Liverpool. Geralmente são aquelas que as rádios sempre executam e, é claro, tudo que é demais enche “as paciências”…

Brotherhood

Luiz Cesar Pimentel (*)

Kiss

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças.” A frase é uma interpretação do clássico “Origem das Espécies”, de Charles Darwin. Resume toda a história da evolução animal na Terra. De quebra, é a lição de marketing e de carreira empresarial mais importante que se pode dar/ter. Na música, ninguém a aplicou melhor que o Kiss, donos da capa desta edição da RC e famosos como “reis do marketing”.

Chamá-los por esse apelido é idiotizar a trajetória brilhante profissional da banda (repare que não entrei no mérito musical – eu adoro a música do grupo, diga-se, mas entendo quem não gosta).

Pensa bem. Olha o que o Kiss atravessou nessas quatro décadas de carreira: vinil, cassete, inexistência da cultura de clipes, CD, música digital, “morte” do vinil e do cassete, internet, MP3, redes sociais… e a lista segue contando.

Pensa bem (2). Os caras conseguiram se manter relevantes durante as quatro décadas. Sem genialidade, pois eles não inventaram roda nenhuma. Simplesmente utilizaram elementos que estavam disponíveis e os adaptaram às circunstâncias de mercado e cena…

Stay Heavy Report

Cintia Diniz e Vinicius Neves (*)

O fim não justifica os meios

“A audiência está tão acostumada a ver coisas extremadas que nada mais é muito extremo. Você assiste a vários filmes violentos e de repente a violência já não choca mais. Acho que atingimos um ponto de saturação. O quão extremo algo tem que ser para que as pessoas achem aquilo uma loucura?” Karl Sanders (vocal, guitarra, baixo, teclado) do Nile em entrevista nesta edição da ROADIE CREW, fazendo um paralelo entre o Metal Extremo e o dia a dia das pessoas ao redor do planeta.

Infelizmente, situações extremas (e de violência extrema) têm ocorrido com mais frequência do que temos condições de digerir e pelas mais diversas “razões”. Recentemente, o mundo ficou chocado com os ataques terroristas que atingiram diretamente não só o modo de vida dos franceses, com alvos num estádio de futebol, restaurantes e uma casa de shows, mas que também afetaram valores universais da humanidade. Coincidência ou não, pelo alvo ter sido um show de Rock, diversos outros eventos do estilo na região foram cancelados (Motörhead, In Flames, Five Finger Death Punch). Porém, a atitude de cancelar shows (Lamb Of God, Deftones e Foo Fighters cancelaram o restante de suas turnês europeias) está sendo alvo de críticas. “É uma bela forma de deixar o medo derrotar a liberdade”, declarou Schmier (Destruction, The German Panzer)…

BLIND EAR – DEAD MONTANA (DREADNOX)

Por Ricardo Batalha

Fotos Richard Navarro

“Suicidal Tendencies! Essa é daquele disco de capa preta, o Suicidal For Life, que acho até injustiçado. Pessoal fala mais do Lights… Camera… Revolution!, mas o Suicidal tem outros discos espetaculares. Pega o How Will I Laugh Tomorrow When I Can’t Even Smile Today, por exemplo, puta som! (R.C.: Join The Army e até The Art Of Rebellion, que chamam de ‘comercial’). Porra, claro! O Suicidal For Life eu lembro de ter visto em 1994 na turnê tocando junto com Slayer, porra, animal! E é uma pena que hoje em dia o Suicidal não esteja sendo tão explorado como foi naquela época. Até voltaram mais para a fase inicial, se bem que 13 tem todos os estilos. Quando eu era moleque, queria ser igual ao Mike Muir (risos). Tem umas fotos em que estou parecendo com ele! (mais risos)”

Depression And Anguish

Suicidal Tendencies – Suicidal For Life

ETERNAL IDOLS – PHILTHY “ANIMAL TAYLOR”

Por Antonio Carlos Monteiro

Muitos requisitos separam os músicos de sucesso daqueles que, apesar de tanto esforço, não saem do ostracismo. Tocar bem é um deles, claro. Mas não o único – e, atrevo-me a dizer, nem o essencial. Muitos músicos medianos, que tiveram criatividade acima da média, ou estavam no lugar certo e na hora certa ou abraçaram um projeto que acabou dando surpreendentemente certo. Ou tudo isso junto. Assim, acabaram chegando aos píncaros da glória enquanto muitos feras batalham por um lugar ao sol sem sequer conseguir arrumar um mormaço.

Talvez seja o que tenha acontecido com Phil Taylor, filho de Colin e Margaret Taylor e nascido no dia 21 de setembro de 1954 em Chesterfield, Derbyshire (ING). Baterista sem maiores pretensões, acabou sendo chamado para integrar o Motörhead pelo motivo mais prosaico do mundo. Com a palavra, Lemmy Kilmister: “O baterista com que estávamos trabalhando (Lucas Fox) não estava dando muito certo…

RELEASES CDS/DVDS/BLU-RAY

Por Redação

Releases

Nesta edição:

Abhorrent Decimation

Aerosmith (DVD)

Ahab

Avatarium

Backyard Babies

Baryon

Bloody

Borealis

Broken Cross

Burning Point

Dark Slumber

Deathhammer

Deep Purple (DVD)

Def Leppard

Devin Townsend

Dirty Glory

Division Hell

Dolentia

Ether

Faviano Negri

Flagelador

For Today

Graveyard

Grönholm

Insane Devotion

Jailor

Joe Bonamassa

Justabeli

Keith Richards

Kult of Taurus

Lynyrd Skynyrd

Masterplan

Metacrose

Miss Pepper

Morgoth

My Dying Bride

Phantom

Pyogenesis

Remove Silence

Republique do Salem

Revolver Eleven

Rolling Stones (DVD)

Saxon

Semon

Skintrade

Stryper

Tarja

Vetor

Vulcano

War Age

Wild Child

GARAGE DEMOS

Por Redação

Garage Demos

Envie o seu link do Facebook ou MySpace acompanhado de uma foto em alta resolução (em arquivo JPEG e 300 dpi – legendada e com crédito do fotógrafo), a capa da Demo (alta resolução) e press release/biografia (em arquivo de texto), para o endereço de e-mail: garagedemos@roadiecrew.com

Nesta edição:

Blaze Hearts

Empire Of Souls

Folie À Duo

Implexi

Mensageiro do Prazer

HIDDEN TRACKS – DAMN YANKEES

Por Antonio Carlos Monteiro

Era o final dos anos 80 e o vocalista e guitarrista Ted Nugent estava no ponto mais baixo de sua carreira solo com o fracasso de If You Can’t Lick ‘Em… Lick ‘Em (1988). O guitarrista do Styx, Tommy Shaw, não estava em situação muito diferente. Também tinha se lançado como artista solo e seu terceiro disco, Ambition (1987), não chegou nem perto das paradas. E o baixista Jack Blades estava desempregado com o fim de sua banda Night Ranger.

Foi quando entrou em cena o lendário empresário John Kalodner, na época trabalhando para a Geffen, que resolveu unir os três num supergrupo. Entrou em contato com eles através de seus empresários. Tommy disse que aquilo parecia “uma loucura”, Blades mandou dizer que Kalodner “estava biruta” e Nugent definiu a ideia como “estúpida”. Só que o empresário não era exatamente qualquer um e conseguiu convencer os três a ao menos se encontrarem. A reunião foi no escritório do empresário de Tommy Shaw em Nova York e no lugar havia um pequeno estúdio…

CLASSICREW RAINBOW/MEGADETH/FEAR...

Por Redação

1975

RAINBOW

Ritchie Blackmore’s Rainbow

Era 1974 e Ritchie Blackmore estava muito insatisfeito com o Deep Purple – talvez “furioso” seja uma palavra mais adequada. A mudança no direcionamento musical da banda após a entrada de David Coverdale (vocal) e Glenn Hughes (baixo e vocal), que imprimiram doses generosas de ritmos como Funk e Soul Music ao som da banda, desagradara profundamente o guitarrista – que chegou a cunhar um termo, “showshine music”, para se referir de forma pejorativa a esses estilos musicais. O disco Stormbringer (1974) foi a gota d’água. Blackmore chegou a dizer que havia músicas lá que ele “desprezava”.

Assim, nada mais natural que buscasse fazer aquilo que queria em paralelo ao…

1985

MEGADETH

Killing Is My Business…

And Business Is Good!

A carga emocional que Dave Mustaine vinha carregando explica a fúria que ele colocou no álbum de estreia do Megadeth. Não só pela forma como ele foi demitido do Metallica, sob a alegação de não ter tido outra chance de James Hetfield e Lars Ulrich – embora seja difícil acreditar que isso resolveria o ambiente explosivo que havia entre eles –, mas também pelos fantasmas de uma infância conturbada. Culpa de seu pai, John Jefferson Mustaine, um alcoólatra que abandonou a família e tornou a vida da esposa Emily bem difícil, já que ela ficou responsável pelo sustento dos quatro filhos, além de viver fugindo com suas crianças do ex-marido, que veio a falecer em 1978.

O prestígio que seus ex-companheiros…

1995

FEAR FACTORY

Demanufacture

Ainda nos anos 80, um estilo musical fundiu a ideia de um som mecânico e violento, inspirado no barulho irritante de máquinas industriais, sempre com base em riffs claramente ‘chupinhados’ do Thrash Metal. O resultado foi o que hoje conhecemos como Metal Industrial, uma das formas mais violentas de Heavy Metal fora das vertentes mais extremas do estilo. Nomes como KMFDM, Nine Inch Nails, Godflesh e Ministry eram os mais lembrados até o começo dos anos 90.

Todavia, em 1995, um quarteto californiano mostrou que o Metal Industrial ainda poderia ser mais explorado e foi além ao lançar seu segundo ‘full length’. A banda em questão levava o nome de Fear Factory e o álbum, Demanufacture. Assim, cinco anos depois de estrear com o bem recebido Sound Of A New Machine, mas que não tinha causado ainda grande impacto, o FF apresentou uma nova forma de música que inspiraria centenas…

2005

KAMELOT

The Black Halo

Deveria rezar na cartilha: toda banda tem direito a uma obra-prima. Claro, quanto mais, melhor, mas que haja pelo menos um para o fã chamar de favorito. E The Black Halo, sétimo disco de estúdio do Kamelot, é a joia da banda americana de Heavy Metal – ou Metal Sinfônico, ou Power Metal, ou Progressive Metal… Não importa o rótulo, uma vez que o então quarteto já se destacava por ir além das barreiras em que estivesse alocado. Natural, então, que a adaptação de “Fausto”, obra do alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) abordada em Epica (2003), tivesse sequência com sua segunda parte “extremamente complexa”, como lembrou Roy Khan em entrevista à ROADIE CREW (ed. #77). “É quase impossível saber com exatidão o que ela realmente quer dizer. Esta é a razão pela qual nunca foi levada para os palcos no teatro, na ópera.”

Isso explica até mesmo o destaque na capa para Helena, personagem que morreu na primeira…

CLASSICOVER / LADO B+

Por Leandro N Coppi/Leonardo M Brauna

Quando No Secrets foi lançado em 1972, a cantora norte-americana Carly Simon já era popular devido ao sucesso obtido com That’s The Way I’ve Always Heard It Should Be, canção que fazia parte de seu disco de estreia, lançado no ano anterior e que tratava de temas como o casamento. Mas No Secret lhe trouxe prestígio internacional devido a The Right Thing To Do e também You’re So Vain, que se tornou o maior hit de sua carreira. A música se manteve em primeiro lugar no Top Singles da Billboard por três semanas e na mesma posição no Adult Contemporary. Ao final do ano de 1972 tais resultados lhe asseguraram quatro troféus Grammy por Melhor Canção, Melhor Performance Vocal Pop Feminina,…

Lado B+

Leonardo M Brauna

Reach Out

Iron Maiden

Há trinta anos, ao final da “World Slavery Tour”, os membros do Iron Maiden tiraram férias por seis meses, mas o baterista Nicko McBrain e o guitarrista Adrian Smith resolveram chamar alguns antigos amigos para ensaiar em um estúdio alugado pelo próprio Nicko. O resultado dessa “brincadeira” rendeu duas apresentações que não foram suntuosas, mas bastaram para que uma delas fosse gravada e distribuída como ‘bootleg’. Aquele pirata do show no lendário Marquee Club de Londres, ocorrido a 19 de dezembro de 1985, saiu erroneamente com o nome de Iron Maiden. O termo correto era The Entire Population Of…

LIVE EVIL – METAL LAND FESTIVAL

Por Klemer Santiago e Daniel Balbinot

Metal Land

Hotel Fazenda Vale das Grutas

Altinópolis (SP)

30 de outubro a 01 de novembro de 2015

Por Klemer Santiago e Daniel Balbinot

Fotos: Edu Lawless

Em plena época de crise econômica em nosso país e com exemplos recentes de eventos mal planejados, certamente o público de Heavy Metal tinha dúvidas se um evento desse porte poderia realmente acontecer e entregar o que prometia. Pois bem, o festival “Metal Land” foi realizado e fez tudo o que se propôs. Mais que isso, seus organizadores deram um verdadeiro show de competência e profissionalismo na realização dessa primeira edição. Por outro lado, o público…

Seja como for, o clima era de muita expectativa e ansiedade para os fãs recém-chegados no primeiro dia e logo foram montando suas barracas e explorando as instalações do Hotel Fazenda Vale das Grutas. Na sexta-feira (30/10), primeiro dia do festival, apenas o palco Dimebag contou com shows e o destaque ficou para a banda Necrofobia, que roubou a cena e empolgou o público com seu Thrash Metal ‘groovado’, abrindo finalmente os primeiros ‘moshes’ do “Metal Land”, já que o público começou a se aglomerar ao redor do palco. Representando o Thrashcore, o Uganga fechou o primeiro dia divulgando seu novo álbum, Opressor, e fez o público se divertir muito nos ‘moshes’ fervorosos…

LIVE EVIL – ANGRA, SOULSPELL, REPUBLICA

Por Leandro Nogueira Coppi

Angra, Soulspell e Repubica

Tom Brasil – São Paulo/SP

07 de novembro de 2015

Por Leandro Nogueira Coppi • Fotos: Fernando Pires

A expectativa para o primeiro show oficial do Angra em São Paulo pela “Secret Garden World Tour”, era grande devido à estreia oficial do guitarrista Marcelo Barbosa (Almah, Khallice), que recebeu o “bastão” das mãos do agora Megadeth Kiko Loureiro no palco do “Rock In Rio”. Além disso, era especial por conta do reencontro da banda com Edu Falaschi, que participou como convidado especial. Para a abertura foram escolhidos Republica e Soulspell.

O Republica, que na noite anterior abriu para o Creedence Clearwater Revisited no mesmo palco, deu início ao show após a introdução com Redemption Day de Johnny Cash, tocando a nova Black Wings. Os quatro minitelões posicionados na frente da bateria e a boa qualidade de som proporciovam uma exibição empolgante e o público correspondia com entusiasmo. O grupo, que foi uma das atrações da edição de 2013 do “Rock In Rio”, demonstrava domínio de palco e carisma. Apesar de ter três álbuns lançados, o set foi baseado apenas no mais recente, Point Of No Return (2014), e também em músicas que farão parte do próximo. Entre os destaques, Change My Way, na qual Jorge Marinhas usou uma guitarra de braço duplo e o vocalista Leo Belling cantou algumas partes utilizando um megafone, e a nova Beautiful Lie, bem AOR / Classic Rock.

A Soulspell, Metal Ópera capitaneada pelo baterista Heleno Vale, chegou com vários vocalistas, entre eles Pedro Campos (Hangar) e Daísa Munhoz (Vandroya)…

LIVE EVIL - U.D.O. E BLITZKRIEG

Por Laura Gallotti

U.D.O. e Blitzkrieg

Via Marquês – São Paulo/SP

15 de novembro de 2015

Por Laura Gallotti • Fotos: Luciano Piantonni

Uma noite de clássicos fez com que muitos fãs do Heavy Metal Tradicional pudessem presenciar um momento histórico na capital paulista. Era a primeira vez que os britânicos do Blitzkrieg, um dos grupos precursores da New Wave Of British Heavy Metal, se apresentavam no Brasil. Para abrir o encontro, uniu-se aos guitarristas Ken Johnson e Allan Ross, ao baixista Bill Baxter e ao baterista Matt Graham o ex-vocalista de outra lenda do movimento, Jess Cox, membro fundador do Tygers Of Pan Tang.

Com um set list curto, Cox iniciou pontualmente o show de comemoração dos 35 anos do álbum Wild Cats (1980) com Euthanasia, para em seguida emendar o single Rock’n’Roll Man. Perfeitamente entrosado com os integrantes do Blitzkrieg, com quem já realizou alguns shows pela Europa, Cox anunciou mais uma faixa do ‘debut’ do Tygers Of Pan Tang, dessa vez Fireclown, pedindo ao público que fizesse barulho. O forte calor que tomava conta do ambiente não impediu uma resposta à altura em frente ao palco e logo o vocalista escutou alguns pedidos, mas havia tempo apenas para mais uma música, Suzie Smiled, fazendo com que Cox saísse de cena ovacionado.

Após uma breve pausa, o Blitzkrieg voltou ao palco com a instrumental Ragnarok, que abre seu disco de estreia, Time Of Changes, que completa trinta anos em 2015…

LIVE EVIL - TESTAMENT E CANIBAL CORPSE

Por Leonardo M. Brauna

Testament e Canibal Corpse

Complexo Armazém – Fortaleza/CE

15 de novembro de 2015

Por Leonardo M. Brauna • Fotos: André Rocha

O dia do feriado de proclamação da República para quem foi ao Complexo Armazém, em Fortaleza (CE), teve conotação de subversão, horror e violência promovidos musicalmente por quem mais entende do assunto. Um mar de headbangers foi se acomodando nas dependências do local até deixá-lo totalmente lotado.

A Encéfalo se incumbiu de iniciar um dos maiores concer tos do ano na cidade. O trio não faz oratórias em seu cur to set, mas o recado de cima do palco veio através de músicas como All The Hate In My Soul, My Own Way e Despair, do ‘debut’ Slave Of Pain (2012). O reper tório ainda trouxe a recente Apocalypse, de Die To Kill (2015).

Saindo do Thrash/Death para o Grindcore, o Facada realizou uma sessão de riffs, distorções e pancadaria a uma plateia que lotou a casa e não viu o tempo passar. Lá em cima estava uma banda que fazia várias rodas se formarem com músicas de seus três álbuns, dentre elas Tu Vai Cair, de O Joio (2010); Nadir, do álbum homônimo de 2010; e O Cobrador, do ‘debut’ Indigesto (2006).

A essa altura, a expectativa pelo Cannibal Corpse era enorme. Então, logo aos primeiros segundos de Scourge Of Iron a lei do mais forte imperou e os fãs fizeram seu espetáculo particular, “enlouquecendo” em Demented Agression…

PLAY LIST – TIM “RIPPER” OWENS

Por Leandro Nogueira Coppi

Heart Of A Killer: “Bem, eu era novo (risos). Acho legal esse CD e essa música em particular. Esse trabalho é de 1993 e seria legal se eu a regravasse agora.”

Heart Of A Killer (1993) – Winters Bane

BACKGROUND – VENOM – PARTE 3

Por Valtemir Amler

No mundo do Rock’n’Roll sempre houve e sempre haverá um espaço propício para a criação de mitos, lendas e até mesmo superstições. Na esfera musical, um destes mitos do Rock se refere ao terceiro disco de estúdio das bandas. Vários são os exemplos de grupos que começaram de forma brilhante, mas que se desvirtuaram completamente no terceiro lançamento, enveredando por caminhos incompreensíveis, especialmente para os fãs mais ardorosos. Estes, sem entender o caminho que seus grupos favoritos escolheram trilhar, acabaram por abandonar seus ídolos – em não raros casos, até se tornaram críticos ferrenhos deles. Mas, em contrapartida, são ainda mais numerosos os exemplos de formações que atingiram seu ápice no terceiro álbum, marcando de vez seu nome na mente e no coração de seus fãs, acabando por conquistar plateias ainda maiores. Basta uma ouvida descompromissada em discos como The Number Of The Beast do Iron Maiden, Reign In Blood do Slayer, Master Of Puppets do Metallica, Among The Living do Anthrax, Operation: Mindcrime do Queensrÿche ou Pyromania do Def Leppard, dentre tantos outros, para começar a crer em uma mítica difundida há décadas. Realmente, parece que o terceiro disco tem uma aura mágica, principalmente para aquelas bandas que sabem como aproveitar o momento criativo que vivem…

COLLECTION – GLENN HUGHES

Por Daniel Dutra

Glenn Hughes. Ou ‘The Voice Of Rock’, pura e simplesmente. Sim, porque o veterano inglês é um caso a ser estudado. Qual músico na ativa desde os anos 60 – mais precisamente desde a segunda metade daquela década, quando integrou o Finders Keepers e depois ganhou projeção com o Trapeze – mantém hoje seus predicados técnicos como se o tempo não tivesse passado? Aos 64 anos, impressiona com uma voz não apenas privilegiada, mas que deixa pálidas as de seus contemporâneos – a rigor, apenas um gigante havia atingido o mesmo patamar: seu amigo Ronnie James Dio. Atualmente à frente de uma banda com o guitarrista Doug Aldrich (ex-Whitesnake) e o baterista Pontus Engborg, power trio que tem feito bonito nos palcos e vem gerando expectativa sobre o que pode aprontar em estúdio, Hughes, igualmente um grande baixista, tem uma discografia exemplar, marcada principalmente por seu período no Deep Purple. Mas entre outras bandas, como Black Sabbath, Voodoo Hill, Black Country Communion e California Breed, e projetos ao lado de Pat Thrall, Gary Moore, Tony Iommi, John Norum e Joe Lynn Turner, existe também uma carreira solo de respeito. À altura de seu talento…

PROFILE – HENRIQUE FOGAÇA (OITÃO)

Por Leandro Nogueira Coppi

Primeiro álbum que você comprou:

“Foi ou Maiden Japan, ou o Killers, ou o Powerslave (Iron Maiden).”

POSTER – MOTÖRHEAD

Por Redação

Motörhead – Overkill

Informação adicional

Peso 0.250 kg
Dimensões 28 × 21 × 1 cm
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