Edição #207

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Esmorecer ou afrouxar certamente não são palavras contidas no dicionário viking dos componentes do Amon Amarth. De Tumba, na Suécia, para o mundo, o grupo trabalhou para conquistar sua base de fãs começando com Once Sent From The Golden Hall (1998)…

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Descrição

AMON AMARTH

Por Guilherme Spiazzi Amon Amarth Guilherme Spiazzi Esmorecer ou afrouxar certamente não são palavras contidas no dicionário viking dos componentes do Amon Amarth. De Tumba, na Suécia, para o mundo, o grupo trabalhou para conquistar sua base de fãs começando com Once Sent From The Golden Hall (1998) e seguiu evoluindo até conseguir figurar pela primeira vez nas paradas de sucesso da Billboard com With Oden On Our Side (2006). O ótimo desempenho do grupo foi mantido em Twilight Of The Thunder God (2008) e Surtur Rising (2011), culminando em Deceiver Of The Gods (2013), que trouxe certa renovação. São quase duas décadas de Melodic Death Metal, buscando aperfeiçoar o equilíbrio entre peso e melodia e mesmo depois de perder o seu baterista de longa data, Fredrik Andersson, em 2015, o grupo aceitou o desafio de trabalhar num álbum conceitual. Jomsviking, décimo disco de estúdio, conta uma história original e totalmente embasada no contexto cultural de Johan Hegg (vocal), Olavi Mikkonen e Johan Söderberg (guitarras) e Ted Lundström (baixo). Essa nova fase do grupo é contada por Hegg e Mikkonen nesta entrevista exclusiva à ROADIE CREW.

AUTOGRAPH

Por Ricardo Batalha “A banda da Paper Mate” ou “aquela da Turn Up The Radio”. É assim que alguns se lembram do Autograph, que fez muito barulho na década de 80. Estreando ao vivo sem sequer ter um disco no mercado ao lado do Van Halen, em plena turnê de promoção ao platinado 1984, não tardou para o grupo norte-americano de Hard Rock obter um contrato com a RCA. Assim, lançou naquele mesmo ano Sign In Please, que trouxe seu maior hit, Turn Up The Radio. O videoclipe mostrava os músicos assinando seus nomes com a famosa lapiseira da Paper Mate, que tinha fechado um contrato de exclusividade com a banda. Apesar da qualidade do material, os discos seguintes – That’s The Stuff (1985) e Loud And Clear (1987) – não foram capazes de superar a estreia. Entre idas e vindas, incluindo a tentativa do vocalista Steve Plunkett de retomar sozinho o grupo em 2003 com o álbum Buzz, a alcunha de “one-hit wonder” jamais deixou de ser associada ao Autograph. Agora, após a retomada das atividades em 2013, quem está no posto de frontman, em substituição a Plunkett, é o brasileiro Simon Daniels – Steve Lynch (guitarra), Randy Rand (baixo) e Marc Wieland (bateria) completam a formação. Na entrevista a seguir, Daniels e Lynch falam sobre a fase atual, o lançamento do EP Louder, algumas curiosidades de suas carreiras e os planos futuros…

LOST SOCIETY

Por Guilherme Spiazzi Há seis anos na estrada e há três lançando discos, os jovens finlandeses do Lost Society começaram a trilhar o seu caminho no Thrash Metal com as demos independentes Lost Society (2011) e Trash All Over You (2012). Após o lançamento do seu ‘debut’, Fast Loud Death (2013), as portas se abriram e o grupo formado por Ossi Paananen (bateria), Samy Elbanna (vocal e guitarra), Mirko Lehtinen (baixo) e Arttu Lesonen (guitarra) – foto – partiu para o segundo disco, Terror Hungry (2014). De forma rápida, o grupo conseguiu dividir o palco com grandes nomes do Metal e passou a construir sua base de fãs pelo mundo. Atualmente eles comemoram o lançamento de Braindead, terceiro disco da carreira, e sentem na pele as críticas por conta do direcionamento musical, como Samy nos conta nesta entrevista…

RESURRECTION KINGS

Por Guilherme Spiazzi A julgar pelo surgimento do Resurrection Kings, fica claro que um selo pode muito bem contribuir para a formação de grupos de competência irrefutável e a história que recém começou a ser escrita pela banda deve-se a uma relação como esta. O grupo formado pelos tarimbados Sean McNabb (baixo, ex-Dokken, Great White), Chas West (vocal, Tribe Of Gypsies, ex-Lynch Mob), Craig Goldy (guitarra, Dio Disciples, ex-Dio, Giuffria) e Vinny Appice (bateria, Last In Line, ex- Dio, Black Sabbath) – foto – acaba de lançar pela Frontiers Records um disco homônimo carregado de peso, groove e malícia que promete conquistar diferentes audiências. A ROADIE CREW teve a oportunidade de conversar com o lendário baterista Vinny Appice sobre essa nova empreitada.

JUDAS PRIEST

Por Ken Sharp

SATAN

Por Ricardo Batalha Apesar de impactante, o nome Satan causou muitos problemas a este lendário grupo inglês surgido na virada das décadas de 70 para 80, ainda no auge da New Wave Of British Heavy Metal. Com críticas negativas e envolvido em polêmicas por causa de religião, o álbum de estreia, Court In The Act (1983), não obteve o devido crédito. Mostrando elementos à frente do seu tempo, hoje se tornou ‘cult’. Felizmente, entre idas e vindas, mudanças de formação e até de nome, Brian Ross (vocal, Blitzkrieg), Steve Ramsey e Russ Tippins (guitarras), Graeme English (baixo) e Sean Taylor (bateria) retomaram as atividades e lançaram em 2013 o álbum Life Sentence, trabalho concebido como se fosse o sucessor direto de Court In The Act. Agora, os músicos promovem Atom By Atom, que saiu no ano passado e mantém a tradição musical e a personalidade do Satan. Quem conta os detalhes na entrevista a seguir é o guitarrista Steve Ramsey que, afora Satan, Blind Fury e Pariah, obteve reconhecimento, junto de Graeme English, no Skyclad, um dos pioneiros do chamado Folk Metal…

ARIA

Por Maicon Leite Se a Inglaterra revelou para o mundo medalhões como Iron Maiden, Saxon e Judas Priest, coube à então União Soviética nos brindar com o mais puro e autêntico Heavy Metal do Aria, banda pioneira do som pesado nas terras de Ivã, o Terrível. Sua história remonta diretamente aos jovens Vladimir Petrovich Holstinin (guitarra) e Alik Granovskiy (baixo), então participantes da VIA Poyushchie Serdtsa (Corações Cantores), uma espécie de supergrupo criado pelo governo, que ditava como as músicas deveriam soar e como os músicos deveriam se vestir. A partir daí, Vladimir e Alik ingressaram na extinta banda Alpha, já pensando em partir para o Heavy Metal e abrindo as portas para o surgimento do Aria. De lá pra cá se passaram mais de trinta anos de atividades, já tendo lançado quatorze álbuns de estúdio, diversas compilações e álbuns ao vivo etc. Atualmente divulgam o CD Through All Times, de 2014, um ao vivo e a coletânea 30, que traz 26 clássicos dessa prolífica carreira. Se hoje o grupo goza de um enorme prestígio e é considerado o “Iron Maiden russo”, muito se deve ao trabalho em conjunto do guitarrista fundador Vladimir Holstinin e do baixista Vitaly Dubinin, amigos dos tempos da escola e que se viram juntos novamente em 1987, após a saída de três integrantes que logo formariam o Master. Para saber um pouco desta história, conversamos com Vitaly, que nos forneceu preciosos detalhes sobre esta que é a maior banda de Heavy Metal da Rússia…

PAUL STANLEY

Por Ken Sharp Do Hard Rock ao Country, do Pop ao Jazz, da Música Eletrônica ao Hip-Hop, do Folk ao Blues, o verdadeiro valor da música está na conexão que ela estabelece com o ouvinte. Se formos levar isso mais a fundo, toda música que emociona mexe com a alma – tanto que há um gênero musical chamado simplesmente Soul (alma, em inglês). Nos últimos quarenta anos, na condição de vocalista e ‘frontman’ do Kiss, Paul Stanley imprimiu sua marca no grupo com paixão e, claro, alma. Basta ouvir o vocal inspirado em James Brown na música Anything For My Baby (de Dressed To Kill, de 1975) ou em Got To Choose, cujo riff foi claramente inspirado em Wilson Picket, ou ainda a influência de Pop e Soul de Easy As It Seems (de Unmasked, de 1980) para notar que o vocalista sempre foi grandemente influenciado pelo Soul e pelo Rhythm’n’Blues. E ele mostrou isso em seu novo projeto, Paul Stanley’s Soul Station, que estreou nos palcos no Roxy Theatre, em Los Angeles, em setembro do ano passado. Comandando uma banda formada pelo brasileiro Rafael “Hoffa” Moreira (guitarra e backing vocals), e por Sean Hurley (baixo), Alex Alessandroni (teclado), Ely Rise (teclado), Eric Singer (bateria e backing vocals), Ramon Yslas (percussão), Jon Papenbrook (metais), Nelson Beato (backing vocals), Crystal Starr (backing vocals) e Laurhan Beato (backing vocals), o novo projeto de Paul presta tributo ao Rhythm’n’Blues e ao Soul dos anos 60 e 70. O rico repertório inclui temas de Smokey Robinson & The Miracles, The Temptations, Al Green, The Stylistics e The Spinners, entre outros. Este redator teve oportunidade de acompanhar a estreia e presenciar a imensa integração entre banda e público ao som de uma música que jamais será datada. Depois, tive oportunidade de encontrar com Paul e falar sobre essa nova aventura…

AXEL RUDI PELL

Por Guilherme Spiazzi Há mais de trinta anos na estrada do Hard Rock/Heavy Metal, o veterano guitarrista alemão Axel Rudi Pell não demonstra sinais de cansaço ou acomodação. Vindo de uma sequência de um lançamento por ano há uma década entre álbuns de estúdio, ao vivo e compilações, ele recentemente lançou o décimo sétimo disco de estúdio, Game Of Sins, acompanhado por Johnny Gioeli (vocal, Crush 40, ex-Hardline e Brunette), Volker Krawczak (baixo, ex-Steeler), Bobby Rondinelli (bateria, ex-Rainbow, Blue Öyster Cult, Quiet Riot, Black Sabbath) e Ferdy Doernberg (teclados, ex- Rough Silk e Eden’s Curse). Além de comentar sobre o novo álbum, o músico falou à ROADIE CREW sobre a comemoração de seus vinte e cinco anos de carreira solo e contou o segredo para tanta inspiração…

BORKNAGAR

Por Valtemir Amler Surgido no início dos anos 90, época em que o cenário norueguês fervilhava com a ascensão do Black Metal, o Borknagar era uma banda diferente, embora não fugisse das convenções do estilo em seu álbum de estreia, Borknagar (1996). Contando na época com Garm (cujo nome real é Kristoffer Rygg, atual Ulver e ex-Arcturus) nos vocais, Ivar Bjørnson (Enslaved) nos teclados, Grim (ex-Arvas e Gorgoroth, falecido em 1999) na bateria, Infernus (Gorgoroth) e o líder e sempre presente Øystein G. Brun nas guitarras, a banda rapidamente trocou não apenas sua formação, mas alterou também profundamente o seu som. Assim, já no segundo álbum, The Olden Domain (1997), apresentava as características que a tornariam uma das mais diferenciadas e relevantes bandas do cenário mundial, em que belas melodias, altas doses de psicodelia e Black Metal se encontravam e se harmonizavam de maneira única. Hoje, vinte anos após sua estreia, a banda lança seu décimo álbum, Winter Thrice (Century Media), repleto de referências ao passado e com tudo o que é necessário para torná-lo um marco dentro de sua discografia. A ROADIE CREW conversou com Øystein G. Brun, que, além de esmiuçar detalhes sobre o novo álbum, também comentou sobre a presença de Rygg nos vocais da faixa título e sobre sua amizade com o artista brasileiro Marcelo Vasco, que mais uma vez criou a arte para um disco do Borknagar…

EVIL INVADERS

Por Maicon Leite Formado em 2007 na cidade belga de Leopoldsburg, o Evil Invaders hoje desfruta de uma excelente repercussão. Contudo, não foi tão fácil como parece chegar a um patamar mais elevado na tão concorrida cena do Heavy Metal. O guitarrista e vocalista Johannes Van Audenhove, mais conhecido apenas por Joe, contou em detalhes todos os fatos marcantes na carreira do grupo, que durante esses quase dez anos de estrada lançou apenas dois trabalhos – o EP Evil Invaders (2013) e o magnífico ‘debut’, Pulses Of Pleasure (2015), lançado pela Napalm Records. Neste ínterim, a banda já realizou seis turnês europeias e tocou no Japão duas vezes, além de percorrer as estradas da Europa ao lado de diversas bandas, como Skull Fist e Destruction. Em abril é a vez de a América do Sul conferir de perto o poderoso Speed/Thrash Metal da banda, que hoje conta ainda com Max (guitarra), Joeri (baixo) e Senne (bateria), formação 100% estabilizada e pronta para conquistar todos os cantos do mundo. Confira o que Joe tem a dizer e se prepare para um show recheado de adrenalina!.

EDITORIAL

Por Airton Diniz

Rock: verdadeiro símbolo de liberdade

É incontestável o fato de que o Rock tem um significado muito maior do que um simples gênero musical, e se tornou um componente de integração cultural no mundo inteiro. Mesmo as mais descaradas ditaduras comunistas já não conseguem manter fechados os portões de suas muralhas para o que, cinicamente, eles classificam de “música de ‘yankees’ imperialistas”. Por isso chega a ser irônico lembrar que a primeira banda de Heavy Metal a tocar em Cuba foi o Sepultura, banda brasileira que em 2008 se apresentou num local chamado “Tribuna Antiimperialista de Havana”. E agora em março de 2016 os Rolling Stones, representantes do Império Britânico (não ianque, portanto), também tiveram a oportunidade de mostrar seu Rock’n’Roll na ilha, para a satisfação dos cubanos que têm bom gosto musical.

Coincidentemente, nesta edição publicamos a entrevista com a banda Aria, que é de Moscou, na Rússia, o berço do regime totalitário que por algum tempo influenciou algumas cabeças ambiciosas (materialmente falando) e metidas a donas da verdade. O baixista Vitaly Dubinin nos fala sobre a cena russa e a heroica trajetória do Aria em mais de 30 anos de carreira convivendo com perseguições e repressão explicita, um tipo de dificuldade que faz parecer um “refresco” o calvário que muitas bandas brasileiras enfrentam para trabalhar com Metal. Nós já havíamos publicado anteriormente (edição #198) a matéria com o Skyforger, da Letônia, onde o guitarrista Peteris Kvetkovskis nos relatou as agruras pelas quais todo o cenário do Rock/Metal já passou no país dele.

No mundo das ideologias ridículas os fanáticos conservadores de direita (onde se inclui fundamentalistas de várias religiões) nunca aceitaram o Rock como elemento da cultura universal, enquanto os fanáticos de esquerda (onde se inclui fundamentalistas não-religiosos que mesmo sendo ateus não têm escrúpulo em usar, retoricamente, causas sociais defendidas pelas igrejas) sempre encararam o Rock como uma ameaça à sua ambição de poder porque o Rock representa o que há de mais autêntico no conceito de liberdade cultural e social.

No Brasil há uma lenda de que o Rock era tido como coisa de “cabeludo subversivo” durante o regime militar, o que não corresponde à verdade, absolutamente. E afirmo isso com a convicção de quem viveu, literalmente, a realidade desse tempo, portanto eu não “ouvi falar” nem li isso escrito por alguém querendo empurrar goela abaixo uma falsidade ideológica. Quem perseguiu os que curtiam Rock naquela época eram os comunistas e “intelectuais de botequim” que queriam exterminar os “cabeludos que gostavam de música americana”. Notou o detalhe? Eles chamavam de “música americana” o Rock tocado por Beatles, Rolling Stones, Pink Floyd, Black Sabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, etc (todos ingleses e, na maioria, oriundos da classe operária). Havia um movimento ridículo querendo impedir a participação de bandas que usassem guitarra nos festivais da Record (maiores festivais de música naqueles anos). E não eram os militares que queriam impor essa discriminação sobre nós, mas sim os pseudo-intelectuais e os “astros da música brasileira”, tipo bossa nova, incluindo alguns que até hoje mamam nas tetas do governo..

Airton Diniz

CENÁRIO

Por Redação

BRASIL HEAVY METAL: DO SONHO À REALIDADE

Sabe quando você conta um fato a uma pessoa e ela lhe responde: “Essa história renderia um filme…”? Pois a do Heavy Metal no Brasil certamente não só vale, como ganhou um. Graças à luta incessante do diretor e idealizador Ricardo “Micka” Michaelis (Santuário, Extravaganza, Naja), o projeto “Brasil Heavy Metal” está em sua reta final. Conversamos com ele para saber os motivos da demora e falar do sucesso em relação ao financiamento coletivo.

APOPHIZYS: A NOVA GERAÇÃO DO METAL GAÚCHO

Mantendo a tradição de revelar excelentes bandas, o Rio Grande do Sul sempre teve uma queda forte pelo Metal Extremo, não sendo à toa que de lá surgiram nomes como Krisiun, Rebaelliun, Nephast e Abominattion, dentre inúmeros outros. E o interior gaúcho, mais uma vez, apresenta um forte candidato a revelação do Death Metal, o Apophizys. Se para chegar ao lançamento de Into The Chaos (2015) a banda teve que batalhar intensamente, agora cabe a Ederson Aguirre (vocal), Juliano dos Santos e Arthur Navarini (guitarras), Daigo Darrel (baixo) e Luana Dametto (bateria) a tarefa de colher os frutos desta elogiosa estreia. Luana nos deu mais detalhes sobre a trajetória do Apophizys e explicou como é moldada a sonoridade da banda

 

 

 

MARILLION: NOVO DISCO E A CAMINHO DO BRASIL

Resumir a extensa carreira do Marillion em algumas linhas não é justo, ainda mais quando os ingleses se preparam para o lançamento do seu décimo oitavo disco de estúdio e para mais uma passagem pela América do Sul. Em mais de trinta anos lançando álbuns, a banda sempre mostrou muita versatilidade e criatividade. Tal característica rendeu uma base de fãs sólida, milhares de álbuns vendidos e até convenções próprias. Agora, Steve Hogarth (vocal), Steve Rothery (guitarra), Pete Trewavas (baixo), Ian Mosley (bateria) e Mark Kelly (teclados) estão prestes a desembarcar mais uma vez no Brasil para uma sequência de shows e a ROADIE CREW conversou com Mosley sobre as apresentações, sobre o novo disco que está sendo preparado e sobre a convenção temática do grupo.

 

 

 ROT: RETORNAR E DESTRUIR

Tente imaginar a sensação de uma lobotomia feita com britadeira – se tal ideia precisasse de uma tradução musical, esta seria Nowhere, EP que marca o retorno do Rot, maior nome do Grindcore brasileiro em todos os tempos, após quatro anos de retiro. E que tremenda retomada: Marcelo e Marcolino (vocais), Mendigo (guitarra), Alex (baixo) e Rafael (bateria) destroçam o que surge pela frente com doze torpedos do mais puro e meteórico Grind. Chamamos Marcelo para trocar com a ROADIE CREW algumas impressões sobre o momento vivido pelo grupo paulista.!

 

 

INSANE DEVOTION: RESSURGIDO E AINDA MAIS DEDICADO

Devido a frequentes instabilidades para se manter ativo e produtivo, e também por não se promover ao vivo (em vinte anos de carreira, fez apenas dois shows), o Insane Devotion não consegue projetar tanto seu nome e atingir uma repercussão à altura do seu trabalho. Entretanto, os materiais esporádicos que lança são sinônimo de capricho e dedicação. Com Infidel, o segundo ‘full length’, que ainda traz o ótimo ‘debut’ como bônus, os curitibanos dão continuação ao Black Metal Sinfônico sofisticado dos registros anteriores. Fernando Nahtaivel (teclado, vocal e programação) e A. Maurício Laube (guitarra, baixo, vocal e programação) revelam mais detalhes..

 

 

FORKILL: THRASH METAL CURTO E GROSSO

O Rio de Janeiro sempre teve forte ligação com o Thrash Metal, tendo expoentes como Dorsal Atlântica e Taurus, além de Necromancer, Explicit Hate, Anschluss, Calibre 38, Extermínio, Mortalha, Kripta e Hicsos, que pavimentaram a estrada que continua sendo asfaltada por outros grupos. Entre eles, Farscape, Flageladör, WARFX, Thrashera e Forkill, que chegou causando boa impressão com Breathing Hate (2013). Entre os atrativos, estão as participações não só de músicos do Stress, como de Robertinho de Recife, que produziu e também tocou em uma das músicas. Joe Neto (vocal e guitarra), Ronnie Giehl (guitarra) e Gus NS (baixo) falam a respeito de Breathing Hate e antecipam o que estão preparando para o novo trabalho, Old Skulls

 

 

 

 HARPPIA: TRÊS DÉCADAS DE DEVOÇÃO AO METAL

Falar de Harppia é tratar da história do próprio Metal nacional. Afinal, já se vão mais de trinta anos do lançamento do EP A Ferro E Fogo, que trazia clássicos atemporais como Salém (A Cidade Das Bruxas)NáufragoAsas Cortadas e a faixa título. Porém, mesmo com a competência provada, não foi possível que o grupo permanecesse no primeiro escalão das bandas nacionais, fato que se agravou graças às diversas mudanças de formação. Hoje, sempre capitaneado pelo baterista Tibério Correa Neto, o vocalista Eric Bruce, o baixista Nando Simões e a guitarrista Aya Maki completam o line-up de um grupo fortalecido e com planos de lançar um novo material de estúdio. Nesta entrevista, o baterista fala dos trinta anos da banda: passado, presente e futuro.

 

ROÇA’N’ROLL: ATINGINDO A MAIORIDADE

No dia 28 de maio, acontece pelo 18º ano consecutivo o “Roça’n’Roll”. Neste ano, o cast traz vinte bandas, entre elas o finlandês Amorphis, Torture Squad, Noturnall, Jackdevil, Mythological Cold Towers, Impurity, O Satânico Dr. Mao e Os Espiões Secretos e Tuatha de Danann. E quem fala mais sobre esse festival, que já povoa o imaginário da galera metálica brasileira, é o organizador Bruno Maia que, além de coordenar o “Roça”, também está à frente do Tuatha de Danann.

ROADIE MAIL / TOP 3 / MEMÓRIA

Por Redação

PARCEIRO DE MÚSICA

 Olá amigos! Meu nome é Michel, tenho 29 anos e acompanho a revista sempre que posso desde 1999 (aquela com o Manowar na capa). Gostei muito da entrevista com Perry McCarty, pois sou grande fã do Fighting For The Earth do Warrior e, principalmente, da matéria com o Sabbath. E esse especial do Lemmy foi épico! Tenho uns dois amigos apenas com quem posso conversar sobre música e devido à falta de tempo não os vejo com frequência, então as páginas da ROADIE CREW são minhas parceiras de música. Graças a vocês conheci muitas bandas e ultimamente estou pirando no Enforcer! No mais, gostaria de agradecer pelo excelente trabalho que fazem com tanto amor e se possível gostaria de pedir um “Background” com o Journey. Forte abraço a todos!

Michel Lopes de Almeida

Itapetininga/SP

Obrigado pelos elogios, Michel. Foi muito legal ter conversado com o vocalista Parramore Thomas “Perry” McCarty, do Warrior e Atomic Playboys. Ele se dá bem tanto no Metal quanto no Hard, mas você já o ouviu emulando Bon Scott no disco que homenageia o saudoso ex-vocalista do AC/DC com o Monster Traxx? Anotamos os seus pedidos e siga sendo nosso parceiro de música. Abraço. (Ricardo Batalha)

BACKSPAGE/BROTHERHOOD/STAY HEAVY/BATALHA

Por Redação

Backspage

Vitão Bonesso

 George Martin: muito mais que o quinto Beatle

Muitas pessoas questionam o que seria dos Beatles sem George Martin. Poucos invertem o questionamento: o que seria de George Martin sem os Beatles? Na opinião de muitos, inclusive a minha, a junção Martin/Beatles, ou vice-versa, foi mais exata que um cálculo de física. Mas até mesmo os encontros mais perfeitos precisam de ajustes.

Músico, produtor, condutor, compositor e engenheiro de som, em 1950 Martin trabalhava no setor de Música Clássica da BBC. Logo depois, passou a ser funcionário da EMI, no Abbey Road Studios, em Londres, na produção musical de trilhas sonoras para novelas e programas de comédia. No início dos anos 60, o Rock se mostrava numa encruzilhada. O público ainda o consumia, mas a indústria fonográfica já condenava o estilo ao esquecimento. Martin não tinha nenhum envolvimento com o Rock’n’Roll até que, no início de 1962, uma ordem superior determinou que ele deveria cuidar de uma nova banda de Liverpool chamada Beatles. Depois de alguns encontros com Brian Epstein, entre fevereiro e maio de 1962, em que analisou os tapes recusados pela Decca meses antes, Martin começou a trabalhar…

BLIND EAR – MIKE HOWE (METAL CHURCH)

Por Daniel Dutra

Texto e fotos: Daniel Dutra

“Esse é o cara! (risos) Bon Scott. AC/DC com Girls Got Rhythm, de um dos meus discos favoritos em todos os tempos. (N.R.: E as comparações entre Bon e Brian Johnson?). É como comparar laranja com maçã. Passei por isso quando entrei no lugar de David Wayne. No fundo, é a mesma banda, mas com vocalistas de estilos diferentes. Bon é insubstituível. Adorava a sua atitude ‘foda-se, porque não dou a mínima’. Depois, Brian chegou com aquela voz mais poderosa. Back In Black é um grande disco, porque as músicas ainda eram sensacionais, mas a fase com Bon é intocável.”

Girls Got Rhythm

AC/DC – Highway To Hell 512

ETERNAL IDOLS – KEITH EMERSON

Por Antonio Carlos Monteiro

Fama é um negócio complicado. Quando o famoso é um perfeccionista, então, a coisa pode atingir níveis perigosos, como aconteceu com Keith Emerson.

Keith Noel Emerson nasceu no dia 2 de novembro de 1944 em Todmorden, Yorkshire (ING). Seu pai era um pianista amador e quis ver no filho o músico de sucesso que não foi por não ter tido um aprendizado formal. Assim, aos 8 anos o menino Keith começou a ter aulas de piano e logo seu gosto musical foi se expandindo, indo do Western ao Jazz, do Rock à Música Clássica.

Participando de várias bandas de menor expressão, Emerson, além de músico de vasto conhecimento, também se dedicava a extrair o máximo de seu equipamento. Com uma de suas primeiras bandas, usando um Hammond, acabou com uma briga que estourou na plateia simulando som de bombas e tiros de metralhadora com o teclado…

RELEASES CDS/DVDS/BLU-RAY

Por Redação Releases Nesta edição: Absolute Ace Frehley Alquimia Arch Enemy (DVD) Baroness Beastmaker Blood Ceremony Bloodwork Cavera Dark Quarterer Delain Diamond Head Dyingbreed Dysnomia Fleshgod Apocalypse Game Over Greenleaf Heaven’s Guardian Heavy Star Hevora Human Fortress Ihsahn Insane Driver Jäilbäit Joe Lynn Turner Magrudergrind Malthusian Marise Marra Master Metal Church Monster Truck Novelists Ocultan Power_From_Hell Project_Black_Pantera Rag Darkness Richie Kotzen (DVD) Sabaton (DVD) Siege Of Hate Spiritual Beggars Still Living Taurus (DVD) The Cross Voivod Walking With Giants Zakk Wylde Zumbis Do Espaço

GARAGE DEMOS

Por Redação

Envie o seu link do Facebook ou MySpace acompanhado de uma foto em alta resolução (em arquivo JPEG e 300 dpi – legendada e com crédito do fotógrafo), a capa da Demo (alta resolução) e press release/biografia (em arquivo de texto), para o endereço de e-mail: garagedemos@roadiecrew.com

Nesta edição:

Blaze Hearts

Luttera

Barbaric Horde

Apeyron

Beheader

PROMOÇÃO AUDIO-TECHNICA:

A cada mês uma das bandas com resenha publicada na seção “Garage Demos” será premiada com um Microfone ATM 610 da Audio-Technica.

 

Bandas já premiadas em 2016:

Janeiro – Melyra

Fevereiro – Blacklist

Março -Incarcehated

HIDDEN TRACKS – BILLION DOLLAR BABIES

Por Antonio Carlos Monteiro

A urgência com que as coisas costumam acontecer no mundo do Rock às vezes chega a impressionar. Em 1968, Alice Cooper (vocais), Michael Bruce e Glen Buxton (guitarras), Dennis Dunaway (baixo) e Neal Smith (bateria) assustavam plateias com seu Rock alto, teatral e mal tocado. Menos de seis anos depois, já tinham lançado sete discos, tocado em boa parte do mundo todo (incluindo o Brasil, no quase pré-histórico 1974), se tornado celebridades e ficado ricos.

Naturalmente, com isso vieram aqueles problemas tradicionais, como desentendimentos, divergências musicais e, óbvio, álcool e drogas. Shep Gordon, empresário da banda à época (e que até hoje trabalha com Alice), definiu a situação: “O que começou como algo simples e divertido acabou se tornando um fardo para todos.”

Resolveu-se, então, que a banda iria dar

CLASSICOVER / LADO B+

Por Redação ClassiCover – Doctor Rock Alessandro Bonassoli Penúltima música do álbum Orgasmatron (1986), Doctor Rock é a típica faixa bem-humorada no melhor estilo Rock’n’Roll que consagrou o Motörhead. Sua temática leve destoa do clima mais pesado, sombrio e sério da faixa título, uma das influências de muitos ícones do Thrash Metal, que vivia naquele ano seu grande momento com Reign In Blood, do Slayer, por exemplo. Neste trabalho, a banda inglesa teve a chance de criar músicas com riffs mais “recheados”. Os guitarristas Phil Campbell e Würzel “dobraram” arranjos para delírio do público, oferecendo mais versatilidade às composições. E Doctor Rock é uma grande mostra dessa nova possibilidade criativa gerada pela formação inédita de… Lado B+ Valtemir Amler The Majesty Of The Night Sky Emperor In The Nightside Eclipse (1994), primeiro disco do Emperor, é um dos álbuns mais cultuados do underground mundial e um dos maiores clássicos do Black Metal. Com uma formação desafiadora, que na época incluía o vocalista e multi-instrumentista Ihsahn, o extremamente competente guitarrista Samoth e os polêmicos Tchort (baixo) e Faust (bateria), a banda norueguesa compôs um disco repleto de clássicos do naipe de Into The Infinity Of Thoughts, Cosmic Keys To My Creations & Times, I Am The Black Wizards e Inno A Satana. Dura seria então a missão de uma música que tentasse se destacar em meio a uma constelação tão grande de…

COLLECTION – KROKUS

Por Ricardo Batalha Quarenta anos após a estreia com o disco homônimo, hoje fora de catálogo, jamais relançado e que não exprime aquele Hard Rock, Metal e Rock’n’Roll na cola do AC/DC que fez o grupo suíço mundialmente famoso, o Krokus ainda se mantém ativo e relevante. Se começou trilhando um caminho próximo do Progressivo, foi mudando a sonoridade e a formação ao longos dos anos até entrar na década de 80 com Metal Rendez-vous, que marcou a estreia de Marc Storace (ex-Tea) no posto de vocalista, deixando o fundador e multi-instrumentista Chris von Rohr agora apenas como baixista – Fernando von Arb (guitarra), o saudoso Tommy Kiefer (guitarra) e Freddy Steady (bateria) completavam a formação. A partir daí, o Krokus viveu seus anos de glória e se tornou o número um em termos de Rock pesado na Suíça. Com planos ainda mais ambiciosos, a gravadora Arista pressionou o grupo a amansar o som, culminando em álbuns como The Blitz (1984) e Change Of Address (1986). Os suíços não seguraram a barra e foram mudando seguidamente sua formação, com idas e vindas de Storace, hoje firme e forte e promovendo Dirty Dynamite (2013), o décimo sétimo da discografia…

CLASSICREW

Por Redação

1976

LED ZEPPELIN

The Song Remains The Same

Ali por volta de 1973, o Led Zeppelin era considerado por muitos como “o maior grupo de Rock do planeta”. Com vendas milionárias de seus cinco primeiros discos, o quarteto estava naquela rotina de viajar em avião particular, fazer arruaça em hotéis, abusar de várias substâncias e lotar os espaços em que se apresentava. Faltava algo, no entanto: um trabalho ao vivo. Mas um simples disco não seria algo à altura do que a banda representava. Assim, decidiu-se, com o empresário mão-de-ferro Peter Grant à frente, fazer um álbum e um filme de uma apresentação da banda.

O local escolhido foi o Madison Square Garden, em Nova York, onde o Led agendou três shows, nos dias 26, 27 e 28 de julho de 1973. As três apresentações seriam…

 

1986

CINDERELLA

Night Songs

“Esta é a mais poser de todas!”; “Uma banda com esse nome não pode ser boa!”; “Que capa ridícula, olha o visual desses caras!”. Esses são alguns dos comentários típicos de “Beavis & Butthead” ditos sobre o Cinderella, um dos orgulhos do Hard Rock da Filadélfia (EUA) ao lado do Britny Fox e, em menor escala, do Heavens Edge.

A despeito da capa, com foto de Mark Weiss, a resposta para as outras afirmações é um sonoro “não!” “Parece que as pessoas em geral consideram que todas as bandas de Hard Rock dos anos 80 faziam o mesmo tipo de som”, declarou certa vez o vocalista, guitarrista e compositor Tom Keifer à ROADIE CREW. “Cada um tinha seu estilo próprio e fazia música de qualidade. Os vocalistas eram totalmente diferentes uns dos outros,..

 

 

1996

MARILYN MANSON

Antichrist Superstar

Para certas bandas não existe meio termo. Com o Marilyn Manson, por exemplo, é “ame-o ou odeie-o”. O clima que pairou sobre a indústria musical na segunda metade da década de 90 era de monotonia. Parecia que, para o bem ou para o mal, o mercado carecia de alguém capaz de balançar as estruturas do Rock’n’Roll, dividir opiniões, polemizar, quebrar tabus, levantar questões e ser controverso em relação a diversas ideologias e conservadorismos que sempre existiram em assuntos que até hoje causam furor entre os povos: sexo, drogas, política e religião.

O tímido Brian Hugh Warner, um sujeito estranho e colecionador das coisas mais ‘non sense’ possíveis como lancheiras, manequins e aparelhos médicos, através de sua personificação rebelde no andrógino Mr. Manson, ao lado de seus comparsas de banda, peitou não só o…

2006

AMORPHIS

Eclipse

O Amorphis sempre esteve em constante mutação ao longo de sua história, que começou com um Death/Grind. Assim, apenas em sua primeira década, passou por Death/Folk, Death/ Folk/Prog, Folk/Prog e em 2003 já praticava um Prog flertando com elementos Pop, acompanhando a evolução do vocalista Pasi Koskinen. Apesar de conhecidos por suas constantes mudanças, os finlandeses haviam perdido algo no caminho quando em 2004 ocorreu a saída de Pasi.

Com isso, os fundadores Esa Holopainen e Tomi Koivusaari enxergaram no vocalista e multi-instrumentista Tomi Joutsen uma esperança de renovação positiva. Com sua bela voz grave, o finlandês de rastafári chegou trazendo de volta os…

LIVE EVIL – MONSTERS OF ROCK CRUISE

Por Daniel Dutra

Monsters Of Rock Cruise

Florida (EUA) e Mar do Caribe

22 a 26 de fevereiro de 2016

Texto e fotosDaniel Dutra

Imagine um festival de quatro dias com 70% de “Sweden Rock” – mais Hard Rock – e 30% de “Wacken Open Air” – com pitadas de Heavy Metal. Agora imagine esse mesmo festival sendo realizado nos anos 80. Para completar, coloque bandas e público num navio. Pronto, você tem o “Monsters Of Rock Cruise”, realizado na Costa Leste dos Estados Unidos, de 22 a 26 de fevereiro, saindo de Miami, Flórida – em seu quinto ano, o cruzeiro foi dividido em duas edições, e a da Costa Oeste será realizada em outubro, com partida em Los Angeles, Califórnia.

Sim, estamos em 2016, mas o evento foi uma verdadeira viagem no tempo. Nem tanto pelas bandas, uma vez que a maioria continua produzindo e se mantém relevante, mas basicamente pelo público formado em boa parte por americanos entre 40 e 50 anos que viram as principais bandas do elenco em ação na década de 80 e início de 90. Portanto, lá estavam para reviver algumas das memórias de um período de ouro para a música pesada nos EUA. Fãs que eram felizes e sabiam disso, por isso vale a pena ver de novo…

LIVE EVIL – ROLLING STONES

Por Antonio Carlos Monteiro

Rolling Stones

Estádio do Maracanã (RJ) e

Estádio do Morumbi (SP)

20, 24 e 27 de fevereiro de 2016

Por Antonio Carlos Monteiro

Fotos: Fernando Pires

Sim, estamos passando por um momento muito complicado em relação ao destino de nossos ídolos e, mais ainda, do estilo de música que amamos. Boa parte dos pioneiros, em idade avançada, está optando pela aposentadoria. Não bastasse isso, as mortes recentes e trágicas de ídolos como Lemmy, David Bowie e Keith Emerson expuseram de forma clara e cruel que ninguém está imune ao peso dos anos e que o fim é inexorável para todos.

Diante desse cenário triste é revigorante ver que os veteraníssimos Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ron Wood continuam com a mesma garra e o mesmo pique de cinquenta anos atrás quando em cima de um palco e com microfone, guitarras e bateria nas mãos – e chega a ser digna de estudos a energia de Jagger, aos 72 anos, correndo, dançando e pulando pelo grande palco e pelas passarelas à frente e dos dois lados sem demonstrar o menor sinal de cansaço. E cabe o registro: apesar de estar em plena forma como músico, Ron…

LIVE EVIL – TYGERS OF PAN TANG E PICTURE

Por Ricardo Batalha

Tygers Of Pan Tang e Picture

Carioca Club – São Paulo (SP)

13 de março de 2016

Por Ricardo Batalha • Fotos: Fernando Pires

Um evento reunindo o precursor do Metal holandês e um dos grandes nomes da NWOBHM deveria atrair a atenção de um grande número de fãs. No entanto, em São Paulo, a turnê do Tygers Of Pan Tang e Picture não lotou as dependências do Carioca Club em dia de manifestações contra o Governo de Dilma Rousseff. A excursão, que ainda passou pelo Rio de Janeiro/RJ (10/03), Curitiba/PR (11/03) e Limeira/SP (12/03), pelo menos conseguiu reunir fãs de diferentes gerações.

Tygers Of Pan Tang, que conta apenas com o guitarrista Robb Weir da formação original e esteve pela primeira vez no país, vem lançando bons discos nessa fase com Jacopo Meille (vocal) – o line-up atual é completado por Micky Crystal (guitarra), Gavin Gray (baixo) e Craig Ellis (bateria). Para os brasileiros, foi a grande chance de ver mais um representante da NWOBHM em ação – em novembro do ano passado, o vocalista original do Tygers, Jess Cox, abriu as apresentações do Blitzkrieg com U.D.O. por aqui…

LIVE EVIL - STEVEN WILSON

Por Claudio Vicentin

Steven Wilson

Carioca Club – São Paulo/SP

20 de março de 2016

Por Claudio Vicentin • Fotos: Edu Lawless

Um telão grande de fundo e todo o equipamento da banda de Steven Wilson muito bem distribuídos. Esta foi a primeira boa impressão ao entrar no Carioca Club. O telão é fundamental para as apresentações deste artista, pois existe uma interação forte entre suas letras e as imagens, ainda mais em se tratando de seu mais recente álbum, Hand Cannot Erase (2015). A primeira parte do show é centralizada neste disco e é uma experiência arrebatadora acompanhar a história através do telão.

O conceito e a história são inspirados no caso de Joyce Carol Vincent, uma mulher que vivia em uma grande cidade – Londres – e morreu em seu apartamento sem ninguém perceber. O mais perturbador é que ela era jovem, atraente, tinha amigos e família, mas, por alguma razão, ninguém sentiu falta dela por três anos. Nesse mundo louco em que vivemos é fácil perceber que podemos ter muitos conhecidos, alguns amigos, mas poucas conexões verdadeiras. Assim, vimos imagens poderosas da menina vestindo uma camisa com o escrito “Love Will Tear Us Apart”, em referência ao Joy Division que ela gostava de escutar, entre outras bandas, como This Mortal Coil e Dead Can Dance. Tudo estava bem sincronizado, com letra e música caminhando unidas…

LIVE EVIL - IRON MAIDEN

Por Daniel Dutra

HSBC Arena – Rio de Janeiro/RJ

17 de março de 2016

Por Daniel Dutra • Fotos: Alessandra Tolc

O retorno do Iron Maiden ao Rio de Janeiro, puro e simples, já seria razão suficiente para um frisson entre os fãs cariocas de Heavy Metal. De fato, a Donzela pode tocar na cidade ano sim, ano também que a expectativa sempre será como a da primeira vez, mas outros dois fatores ajudaram o público a encarar não apenas o trânsito caótico e o canteiro de obras que virou a região da HSBC Arena, mas a chance de ficar ilhado em algum lugar graças às chuvas que vinham castigando os cariocas. Primeiro, The Book Of Souls é o melhor disco da banda em muitos anos. Segundo e mais importante, ver Bruce Dickinson depois de sua batalha para vencer um câncer na língua.

Exatamente por isso, imagina-se, o local já tinha um público razoável nas pistas VIP e comum quando o The Raven Age subiu ao palco às 18h40. Porque, sejamos sinceros, o quinteto não vale o esforço. O problema não é a sonoridade mais moderna, é o fato de tudo soar muito parecido – as três primeiras músicas, UprisingEye Among The Blind The Death March mais parecem uma grande suíte. No fim, ficou reforçada a sensação de que Michael Burrough (vocal), George Harris e Dan Wright (guitarra), Matt Cox (baixo) e Jai Patel (bateria) estavam ali porque um dos guitarristas é filho do cara. Não é o suficiente, claro, e algo me diz que veio daí o total respeito da plateia. Ainda assim, o futuro é mais palpável do que teve Lauren Harris, afinal, alguém ainda lembra-se dela?

BACKGROUND – MR. BIG - PARTE 1

Por Daniel Dutra Fim dos anos 80, mais precisamente 1988. O local? Los Angeles, Califórnia. O Hard Rock ainda estava em alta nos Estados Unidos quando os fãs souberam que três supergrupos estavam a caminho das lojas de discos e dos palcos. Ex-Tygers Of Pan Tang, Thin Lizzy e Whitesnake, o guitarrista John Sykes havia formado o Blue Murder, power trio no qual seria também vocalista, junto ao baixista Tony Franklin (ex-The Firm) e ao baterista Carmine Appice (ex- Cactus, Vanilla Fudge, Rod Stewart e King Kobra, entre outros). Após deixar a banda de Ozzy Osbourne, Jake E. Lee deu vida ao Badlands ao lado de Ray Gillen (vocal, ex-Black Sabbath), Greg Chaisson (baixo, ex-Steeler) e Eric Singer (bateria, ex- Gary Moore, Lita Ford e Black Sabbath). Comendo pelas beiradas, um baixista que vinha sendo chamado de “Eddie Van Halen das quatro cordas” acabara de juntar o único grupo que vingaria entre os três. Seu nome? Billy Sheehan. A banda? Mr. Big…

PLAY LIST – UDO DIRKSCHNEIDER

Por Guilherme Spiazzi

Decadent: “Eu estava em casa assistindo à televisão quando passou um comercial da organização Save The Children mostrando crianças famintas na África. Foi a partir daí que tive a ideia para esta música. Estamos vivendo num mundo decadente, em que há crianças que não têm o que comer. A gente já não tem mais a classe média, são pessoas ricas ou muito pobres. Muita gente rica poderia ajudar algumas crianças, não somente na África, mas ao redor do mundo. Este é um álbum que traz dois jovens que curtem o Heavy Metal clássico e dois caras ‘old school’. Além disso, há as diferenças culturais que acabam influenciando o trabalho. Estes são os segredos para o resultado deste disco. Foi muito bom poder voltar a compor como uma unidade.”

Álbum: U.D.O. – Decadent (2015)

PROFILE - MIZUHO LIN (SEMBLANT)

Por Leandro Nogueira Coppi

Primeiro álbum que você comprou:

Twelve Deadly Cyns (Cyndi Lauper) em fita cassete, aos 4 anos!”

POSTER – DEATH

Por Redação Death – Scream Bloody Gore

Informação adicional

Peso 0.250 kg
Dimensões 28 × 21 × 1 cm
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