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Magoado, TIM “RIPPER” OWENS diz não ter sido contatado pelo JUDAS PRIEST sobre o Rock and Roll Hall of Fame

Vocalista afirma que tem recebido ameaças de processo dos agentes do Judas Priest

No próximo dia 5 de novembro, o Judas Priest receberá o prêmio Musical Excellence Award no Rock and Roll Hall of Fame. A cerimônia acontecerá no Microsoft Theater, em Los Angeles. O Judas será a segunda banda a receber tal prêmio – a primeira foi o E Street Band. Segundo os organizadores, os membros remanescentes Rob Halford, Ian HillGlenn Tipton Scott Travis, mais os ex-integrantes K.K. DowningLes Binks e o saudoso Dave Holland serão os músicos introduzidos à premiação. Como você, leitor, pôde observar, o nome do vocalista Tim “Ripper” Owens não está incluído na lista de homenageados. Desapontado, Owens falou a respeito em uma parte da série “King For A Day”, da Rolling Stone. “É uma pena que (o Rock and Roll Hall of Fame) não possa trazer membros que estavam na banda há quase dez anos e tiveram uma indicação ao Grammy, dois discos de estúdio, dois discos ao vivo e um DVD”, indignou-se, mencionando as obras que gravou com o Judas Priest.

Ripper Owens também se mostrou magoado com seus ex-parceiros de banda, por não terem lhe contatado para falar da premiação. “O que me pega mais do que tudo é que eu nem recebi uma ligação do Judas Priest. Recebi uma ligação de que um agente australiano estava usando o nome “Metal Gods” para a minha próxima turnê com o ex-baterista do AC/DC e do DIO Simon Wright. (Eles me disseram) “Vamos deixar passar desta vez, mas no futuro você não pode deixá-los usar” (veja o cartaz ao lado). Owens retrucou à ligação: “Esse é o seu telefonema? Que tal os caras da banda entrarem no Hall of Fame que merecem?”. O cantor seguiu explicando: “Nunca houve uma chamada dizendo: ‘Você foi uma grande parte disso. Aqui estão as razões pelas quais você não está sendo induzido, mas você era uma grande parte de nós e é uma grande parte da família’. Nem sequer houve um telefonema. Não entrar (na premiação), tanto faz”.

Owens completou dando sua opinião sobre todo esse clima atual: “Aqui está como eu vejo isso: eu estou no Hall of Fame. Estive na banda por quase dez anos. Quando alguém diz que o Judas Priest está no Hall of Fame, eu cantei para o Judas Priest, então, basicamente estou no Hall of Fame. Teria sido bom receber um e-mail ou uma ligação”, acrescentou. “Os únicos e-mails que recebo são ameaças. É uma pena, porque somos amigos. É uma pena que toda a gerência esteja preocupada ao invés de (dizerem): ‘Nós, provavelmente, deveríamos enviar uma carta para Tim ou uma garrafa de champanhe para agradecê-lo por seus anos na banda'”.

Sobre o uso do nome “Metal Gods” no cartaz de sua aguardada turnê australiana, Owens reafirmou que não foi ideia sua: “Este show se chamava “Metal Gods” desde que era eu e Simon Wright. Estamos fazendo dez músicas do DIO e dez do Judas Priest. Eu não tinha nada a ver com o nome, mas o agente/promotor chamou de “Metal Gods” porque ele olhou para ambos como deuses do metal. Não foi um show tributo ao Judas Priest. Então meu advogado disse: “Eles precisam lidar com esse agente. Não sei o quanto querem lidar com processar alguém na Austrália. Eu nem sei se a marca é protegida na Austrália”. Disseram-me que eu poderia usá-lo desta vez. Eu disse: “Por que está me ameaçando? Eu não tive nada a ver com isso”. Mas que assim seja. Eles estão mais dispostos a me ameaçar do que me agradecer”, declarou.

“Estou me preparando para ir para a América Latina agora. Tenho uns 15 shows em 17 dias. Toda vez que vejo um panfleto para um show na Colômbia ou em algum lugar e vejo um logotipo do Judas Priest ou uma foto antiga, penso: “Que merda!”, contou. “Eles sabem como me pegar para me dizer para não fazer coisas. Dito isso, não estou falando mal de ninguém da banda. Isso é o que acontece. Não posso evitar isso. Mas o tempo com o Judas Priest foi fantástico. Eles me trataram muito bem”, esclareceu.

Tim “Ripper” Owens esteve no Judas Priest de 1996 a 2003. Ele entrou na banda com a dura missão de substituir Rob Halford, que havia saído após a turnê do aclamado álbum Painkiller (1990). Em seu período no JudasOwens gravou dois álbuns de estúdio, Jugulator (1997) e Demolition (2001). Ripper Owens acabou sendo demitido da banda, que havia se acertado com Rob Halford para seu retorno ao Judas Priest.

Tim “Ripper” Owens em seu início no Judas Priest, na época do lançamento do álbum “Jugulator”

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