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MONSTROSITY – São Paulo (SP)

24 de março de 2023 - Hangar 110

Por Eliana Leal

Fotos: Maycon Avelino

O dia 24 de março de 2023 foi quente e pesado, já que o Monstrosity se apresentaria no Hangar 110 (SP) pela noite com mais três bandas, com uma expectativa que se arrastou até o horário do show. Ainda na porta vimos toda aquela clássica atmosfera, uma excursão vinda de Minas (muito provavelmente com o Corpse Grinder), figuras carimbadas e um pessoal do Rio de Janeiro, que acrescentava sotaques à festa. Claro, todos movidos por uma causa: conferir o show dos americanos do Monstrosity.

O Monstrosity está em turnê de 30 anos do seu primeiro disco, Imperial Doom, que é referência no death metal mundial; seu vocalista até então era, nada mais nada menos que, George “Corpsegrinder” Fisher, que hoje é do Cannibal Corpse, um dos maiores expoentes do death metal mundial. O Monstrosity tem uma velha ligação com o público brasileiro e já veio outras vezes ao País, algo que rendeu até um disco ao vivo em 2002 gravado na Fofinho – a gravação não é lá essas coisas, mas é um lançamento oficial e é indicado para aqueles fãs colecionadores, que gostam de ter tudo de uma banda.

Encarregado de abrir a noite, o Vazio, formado em 2016, faz um black metal cantado em português com elementos tribais vocalizados por Renato Gimenez (vocal, guitarras e efeitos). Eric Nefus (guitarra), Nilson Slaughter (baixo e samples) e Daniel Vecchi (bateria) e Gimenez fizeram um show coeso, com uma vibe mística, baseando seu set em faixas do álbum Eterno Aeon Obscuro (2020), como Elementais da Matéria Escura, Sob a Noite Espectral, Nascido do Fogo e a faixa-título, encerrando show com Eterno Vazio, do EP Vazio (2017). Um baita show, com um set cheio de climas, o Vazio abriu a noite com maestria e foi esquentando o Hangar 110 à medida que as pessoas iam chegando. Destaque para as vocalizações de Gimenez, que deram um clima indígena, muito diferente de tudo.

Em pouquíssimo tempo, o Cemitério de Douglas Gatuso (vocal e guitarra), Hugo Golon (vocal e baixo) e Guilherme Fructuoso (bateria), estava pronto no palco e, àquela altura, o público que entrou meio atrasado já estava a postos. O grupo abriu o show com Sexta-feira 13, do debut Cemitério (2014), e, de cara, arrancou um mosh pit furioso que levantou a poeira do Hangar 110. O set seguiu com Holocausto Canibal, A Vingança de Cropsy, Quadrilha de Sádicos e Massacre no Texas e, a todo o momento de pausa entre as músicas, a galera gritava o nome da banda, ficando claro o porquê de o Cemitério sempre estar circulando entre os principais eventos de metal extremo do país. Com seu death thrash metal rústico e furioso, vem conquistando o respeito e a admiração de fãs em todas as partes, encerrando o show com Morte Infernal, versão da clássica Infernal Death (Death).

Chegava a hora dos mestres veteranos do death metal nacional, os mineiros do Corpse Grinder. Em atividade desde 1987, é uma das bandas de death metal mais tradicionais do Brasil, tem o respeito e admiração de toda uma geração de headbangers, que esperavam esse show. E não foi à toa que eles estavam abrindo o show do Monstrosity. Assim, começaram o set com When Madness Reigns, Prepared to Autopsy e Reflections, levantando a galera. Um show bonito de ver pela técnica e destreza dos músicos Junior Vieira (guitarra e vocal), Ruben Alvim (guitarra), Flávio Nery (baixo) e Rômulo Junior (bateria). O show impecável trouxe um repertório que viajou por todos os discos, incluindo o mais recente lançamento, Into the Coffin (2018), mas ficou claro que o Corpse priorizou mais os anteriores. Claro que não desagradou ninguém e a grande apresentação ficou marcada para a história da banda.

Quando o Monstrosity subiu ao palco, toda aquela pressão, o calor que fazia em São Paulo na noite de 24 de março só deixava a galera mais pilhada, sedenta por death metal old school… O público gritava o nome da banda quase que como um mantra infernal, clamando pela monstruosidade. E o Monstrosity não decepciona, abrindo com Cosmic Pandemia, de The Passage of Existence (2018), que levou à loucura as mais de quatrocentas pessoas presentes. Seguindo com Kingdom of Fire, Suffering to the Conquered e Final Cremation, o set list fazia a galera berrar cantando junto e criar um mosh pit frenético.

O show seguiu até uma pausa técnica para arrumar algo no kit de Lee Harrison. Quando ele novamente estava pronto com sua metralhadora em forma de bateria, o vocalista Mike Hrubovcak amaldiçoou os deuses com Abysmal Gods e, na sequência, Ceremonial Void, Definitive Inquisition, Destroying Divinity, The Angels Venom e Remnants of Divination. O show foi finalizado com Manic, na forma de um bis, e que deixou um gosto de quero mais. Até pareceu curto, mas não foi, pois os americanos tocaram 12 músicas.

Restou aquela passada no merchandising a confraternização final, umas fotos com os amigos e o desejo de um retorno breve de um dos pioneiros do death metal mundial. Todos os envolvidos na produção e as bandas realizaram um evento memorável, sem incidentes ou pontos negativos. Enfim, uma celebração de resistência e amor ao metal extremo.

Set list – Vazio:

Elementais da Matéria Escura

Sob a Noite Espectral

Nascido do Fogo

Chamado dos Mortos

Eterno Aeon Obscuro

Besta Interior

Eterno Vazio

Set list – Cemitério:

Sexta-feira 13

Holocausto Canibal

A Vingança de Cropsy

Quadrilha de Sádicos

Massacre no Texas

O Dia de Satã

A Sentinela dos Malditos

Tara Diabólica

Oãziac Odèz

A volta dos Mortos Vivos

Natal Sangrento

Morte Infernal (Death)

Set list – Corpse Grinder:

When Madness Reigns

Prepared to Autopsy

Reflections

Food for the Worms

Trilogy of the End

Necrofragments

Nightmare from the Past

The Privilege of Few

Set list – Monstrosity:

Cosmic Pandemia

Kingdom of Fire

Suffering to the Conquered

Final Cremation

Abysmal Gods

Ceremonial Void

Definitive Inquisition

Destroying Divinity

The Angels Venom

Remnants of Divination

Manic

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