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MY DYING BRIDE: AARON STAINTHORPE desabafa sobre o BREXIT e cita planos para novo álbum

Já está no ar o bate-papo realizado com o vocalista Aaron Stainthorpe, da banda inglesa My Dying Bride, disponível no canal do YouTube HEAVY CULTURE. Com mais de três décadas de estrada, os mestres do Gothic/Doom Metal britânico serviram de influência para bandas dos mais diversos países, como o Brasil, que recentemente homenageou o grupo com um tributo chamado “My Dying Bride – Brazilian Tribute”, composto de 18 bandas tocando seus maiores clássicos e obscuridades. O último disco do My Dying Bride, intitulado “The Ghost of Orion”, traz o que há de melhor no mundo sorumbático de Aaron Stainthorpe & cia, e nesta conversa realizada neste mês de agosto, o vocalista contou como tem sido estes últimos anos e os planos futuros. Sobre a pandemia, comentou: ““Ghost of Orion” foi lançado em 2020 e esse deveria ser nosso ano de retorno, tivemos alguns anos de folga por causa da doença da minha filha, mas as coisas estavam melhorando em 2020, então pensamos que tudo bem, o álbum será lançado em março e vamos cair na estrada e vamos fazer todos os festivais como normalmente fazemos. Infelizmente é claro que a pandemia aconteceu então ninguém fez turnês e isso foi uma pena porque nós estávamos fora por três anos e eu acho que nós realmente precisávamos voltar, realmente precisávamos estar na estrada em 2020, mas infelizmente isso foi tirado de nós…”

Entretanto, além de serem prejudicados pela COVID, que atrasou os planos da banda, Aaron Stainthorpe falou sobre outros problemas, como o Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia: “Continuamos as coisas, não podíamos realmente fazer música, então fizemos algumas coisas mais criativas, lançamos a cerveja e outras coisas interessantes. E isso é bem legal, manter o nome vivo enquanto não estamos nos olhos do público, e agora que estamos meio que saindo fora da COVID, nós temos o Brexit também para lidar, o que é muito lamentável para nós do Reino Unido e é estúpido, porque somos predominantemente uma banda europeia, nosso maior mercado é a Europa. Algumas pessoas muito bobas votaram no Brexit e agora é muito difícil para as bandas inglesas tocarem na Europa”. O Brexit tem causado inclusive problemas para a banda tocar fora do Reino Unido, como explicou o vocalista: “Há muitos obstáculos colocados na frente do My Dying Bride… Os shows que tivemos que cancelar porque eles se tornaram muito caros para fazermos agora, porque no passado não precisávamos de vistos… também há muita documentação técnica cara que precisamos, o que está nos causando enormes dores de cabeça, como você pode imaginar”.

Apesar dos problemas, Stainthorpe contou que há novas músicas sendo compostas: “Enquanto isso, estamos escrevendo um novo álbum, temos cerca de cinco músicas incompletas, ainda há um pouco de trabalho a ser feito, mas, novamente, quando percebemos que não poderíamos tocar ao vivo, não ficamos sentados sem fazer nada e chorando sobre isso, precisamos ser positivos, então estamos escrevendo um novo álbum, não tenho ideia de quando será lançado e nem de quando será gravado, mas as coisas estão acontecendo nos bastidores de uma maneira muito positiva e esperamos que 2023 nos veja de volta em turnê e talvez no final do ano um novo álbum”. Questionado sobre a evolução musical da banda nestes 30 anos de estrada, Stainthorpe ainda se surpreende pelo fato de as pessoas demostrarem tanto interesse pela banda: “Quando formamos a banda éramos apenas quatro caras que queriam fazer música. Todos nós amamos Death Metal, todos nós amamos Doom Metal, e eu em particular gosto muito de sons góticos, e então nós conseguimos combinar esses diferentes elementos ou gêneros. Se você gosta de My Dying Bride isso é uma coisa bem perigosa de se fazer, porque os fãs de Death Metal podem não gostar de você porque há muito Doom, e os fãs de Doom podem não gostar porque há muito Death, e é isso que acontece às vezes, mas parece que tivemos sorte de todos gostarem de nós, o que foi ótimo”.  A credibilidade musical do My Dying Bride e a liberdade de criar, sem imposições das gravadoras, também são um trunfo, segundo o músico: “Ninguém nas gravadoras nos disseram como escrever músicas, nunca nos pediram para fazer uma música acessível de três minutos e nunca tentaram nos coagir a escrever algo um pouco mais comercial. Tivemos total liberdade artística para criar músicas da maneira que desejarmos, e, portanto, criamos algumas das músicas mais insanas de todos os tempos… É por isso que estamos por aí há tanto tempo”.

Créditos da foto: Divulgação/My Dying Bride

Para conferir o bate-papo completo, acesse:

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