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NIGHTWISH | BEAST IN BLACK – São Paulo (SP)

14 de outubro de 2022 - Espaço Unimed

Por Marcelo Gomes

Fotos: Roberto Sant’Anna

Com ingressos esgotados desde o início de setembro, os finlandeses do Nightwish e os finlandeses-greco-húngaros do Beast In Black se apresentaram na última sexta-feira, 14 de outubro, no Espaço Unimed, em São Paulo (SP). Horas antes de a casa localizada na Barra Funda abrir as suas portas, as filas dobravam o quarteirão. A expectativa dos fãs era enorme, afinal, o show que foi adiado e remarcado por conta da pandemia iria acontecer após dois anos.

A noite começou com o Beast In Black, que veio promover o seu mais recente trabalho, Dark Connection (2021), e fez sua estreia em São Paulo para uma casa lotada, mas encarando um público que, em sua maioria, não o conhecia. Às 21h, Yannis Papadopoulos (vocal), Kasperi Heikkinen (guitarra), Máté Molnár (baixo) e Atte Palokangas (bateria) subiram ao palco ao som de Blade Runner e, infelizmente, já de início o microfone falhou e ficou assim praticamente durante toda a execução. Com o problema resolvido, Papadopoulos disse estar muito feliz de estar no Brasil e anunciou From Hell With Love, que começa com sintetizadores de música eletrônica bem ao estilo anos 80, é seguida por guitarras pesadas e termina com um belo agudo do vocalista, que ganhou o público.

A seguinte foi a faixa que leva o nome da banda, Beast In Black, que resgata o estilo de metal mais tradicional. O repertório da banda é bem diversificado e, em Born Again, voltam os elementos eletrônicos com uma pitada de hard rock. O vocalista diz que tiveram o privilégio de “encontrar Jesus”, em referência ao Cristo Redentor no Rio de Janeiro, onde haviam tocado na noite anterior. Então, mandam pesada e rápida Cry Out For A Hero. A versatilidade de Papadopoulos em Moonlight Rendezvous impressionou, indo de um falsete que se assemelha a uma voz feminina cantando a drives estilo Axl Rose em sua fase áurea. Realmente impressionante.

O set seguiu com Sweet True Lies, que vai mais na linha do Bon Jovi. O cantor disse que no início prometeram alguns sons mais pesados, e a próxima seria uma delas, tocam No Surrender e emendam com Die By The Blade, ambas de From Hell With Love (2019). “Quem já foi ao Japão?”, perguntou o vocalista antes de anunciar One Night in Tokyo, de Dark Connection, que nada mais é que uma música eletrônica com guitarras pesadas. Para encerrar, tocam Blind And Frozen e End Of the World e saem ovacionados. Ao se despedir, Papadopoulos diz que tem uma boa notícia e que estarão de volta ao Brasil em 2023 para tocar no “Summer Breeze Festival” em São Paulo.

Quem acha que toda essa mistura de música eletrônica, hard rock e metal não agradou o público, se engana. A banda tem ótimos músicos, Yannis Papadopoulos vai agudos potentes a drives vigorosos, o guitarrista Kasperi Heikkinen faz solos virtuosos, o baixista Mate Molnar corre de um lado para outro com seu baixo em formato de demônio… E isso sem falar no baterista Atte Palokangas, que dá o andamento que o show precisa. Eles fizeram um excelente show e acabaram caindo nas graças do público. Uma grata surpresa para quem não conhecia a banda.

Com uma recente mudança na formação, o Nightwish hoje conta com Floor Jansen (vocal), Tuomas Holopainen (teclado), Emppu Vuorinen (guitarra), Kai Hahto (bateria), Troy Donockley (multi-instrumentista) e Jukka Koskinen (baixo, substituindo Marco Hietala), músicos que desembarcaram no Brasil para promover seu mais recente trabalho, Human. :||: Nature. (2020). Após 30 minutos de espera para troca de palco, por volta das 22h30, a espera dos fãs acabou quando a introdução percussiva Music começou e logo foi acompanhada pelas palmas do público. Não demorou para a banda entrar e veio aquela explosão dos fãs ao som de Noise, de Human. :||: Nature.

Floor Jansen agradeceu, dizendo que finalmente estavam aqui para tocar, celebrar a vida e a música. Assim, seguiram com a clássica Planet Hell, de Once (2004), com os fãs cantando do início ao fim. Durante a execução, imagens da Catedral da Sé, Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira e Museu do Ipiranga foram exibidas nos telões do palco. Na sequência veio Tribal, com aquele clima árabe, fazendo o público acompanhar atentamente a performance de Floor, que em alguns momentos se mexe lentamente e depois bate cabeça nas partes mais pesadas.

O teclado de Tuomas Holopainen iniciou a próxima, Élan, de Endless Forms Most Beautiful (2015), e o destaque ficou por conta do solo medieval de flauta tocado por Troy Donockley, junto com os teclados. O show seguiu com StoryTime, She is My Skin e Sleeping Sun, uma balada que foi cantada por todos e foi um momento marcante do set.

Então, com uma iluminação avermelhada tocam 7 Days To The Wolves, com a incansável Floor agitando a todo momento, e seguem com Dark Chest Of Wonders, faixa de abertura de Once (2004). Um dos momentos impagáveis do show foi quando tocaram I Want My Tears Back, de Imaginaerum (2011), com todo aquele clima celta, gaita de fole e a vocalista Floor fazendo a dança característica. Nessa, os fãs foram ao delírio e, ao final, começaram a gritar sem parar o nome da banda.

Era chegada a hora de Nemo, clássico de Once, registrado pela então vocalista Tarja Turunen. A julgar pela reação calorosa, parece que ninguém sentiu muita falta da ex-vocalista. Num clima mais intimista, o multi-instrumentista Troy, com seu violão, se juntou a Floor Jansen para uma versão acústica de How’s The Heart?, sob a luz dos celulares. Este foi mais um momento de grande emoção para os fãs.

O metal sinfônico voltou em Shoemaker e Last Ride of the Day, com aquela mistura de vocal lírico, climas e peso que caracterizam o estilo junto a uma performance super entrosada da banda. O repertório foi se encaminhando para o fim com a longa Ghost Love Score e a épica The Greatest Show on Earth, de Endless Forms Most Beautiful.

Com quase duas horas de show, o Nightwish conseguiu hipnotizar o público paulistano numa performance irreparável sob o comando da carismática Floor Jansen. Apresentaram músicas de diversas fases da banda num palco cheio de efeitos e telões com imagens que transformaram o show num verdadeiro espetáculo.

Vale mencionar a ação beneficente da plataforma Honorsounds, que pediu a doação de 1 Kg de alimento não perecível para a campanha #corridacontrafome. As pessoas que participaram doando ganharam um DVD Decades Live, do Nightwish, cedido pela Dynamo Records.

Setlist Beast In Black:

01) Blade Runner

02) From Hell with Love

03) Beast in Black

04) Born Again

05) Cry out For a Hero

06) Moonlight Rendezvous

07) Sweet True Lies

08) No Surrender

09) Die by the Blade

10) One Night in Tokyo

11) Blind and Frozen

12) End of the World

Setlist Nightwish:

01) Noise

02) Planet Hell

03) Tribal

04) Élan

05) Storytime

06) She Is My Skin

07) Sleeping Sun

08) 7 Days to the Wolves

09) Dark Chest of Wonders

10) I Want My Tears Back

11) Ever Dream

12) Nemo

13) How’s The Heart? (acústica)

14) Shoemaker

15) Last Ride of the Day

16) Ghost Love Score

17) The Greatest Show on Earth

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