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ORQUESTRA PETROBRAS SINFÔNICA: Revistando clássicos do Queen e do Metallica neste fim de semana em São Paulo

Perita em aliar a música clássica ao pop e ao rock, ao revisitar a obra de artistas como Michael Jackson e Pink Floyd, dentre outros, a Orquestra Petrobras Sinfônica fará uma dobradinha especial para os fãs de hard rock e heavy metal neste fim de semana, no Allianz Parque, em São Paulo. No sábado, sob a regência de Felipe Prazeres, a orquestra vai destilar clássicos da trilha do filme Bohemian Rhapsody (2018), que narra parte da história de Freddie Mercury e o Queen. Já no domingo, quem comanda a noite é o maestro Isaac Karabtchevsky, na execução das 12 músicas do clássico Metallica (1991), popularmente conhecido como Black Album, do Metallica. Conversamos com Felipe Prazeres para falar da expectativa para esses dois concertos, que fazem parte do projeto Álbuns, da história da orquestra, dos desafios de unir o universo rock à música clássica, entre outros assuntos. (Abaixo, confira detalhes de preços de ingresso para as duas noites).

 

Maestro, como se deu a iniciativa e a decisão de executar músicas do filme Bohemian Rhapsody, que carrega o nome de um clássico do Queen, e, no dia seguinte (sob a regência de Isaac Karabtchevsky), de músicas de um clássico do Metallica, o Black Album?

Felipe Prazeres: A orquestra tem apresentado seus projetos pop e rock em São Paulo com certa frequência. Foi assim com o álbum Ventura (2003), do Los Hermanos, o Thriller (1982), de Michael Jackson, e também apresentamos músicas do Pink Floyd (N.R.: do disco The Dark Side of the Moon, de 1973). E a gente estava com esse espetáculo tocando a trilha de Bohemian Rhapsody. Todas as orquestras estão tocando isso (a trilha do filme). Não tem nenhuma efeméride, mas é algo em voga. Não queríamos ficar de fora. Surgiu a oportunidade de fazer essa dobradinha em São Paulo, no sábado tocando Queen, e no domingo, Metallica. Mostra também de certa forma a nossa diversidade em um fim de semana.

A música clássica se alia muito bem ao hard rock e ao heavy metal, como ficou evidente em ocasiões anteriores, inclusive com Queen e Metallica. De que forma você enxerga essa aliança e o quanto um estilo acrescenta ao outro?

Felipe: Eu não ligaria muito o rock com a música clássica. São estilos diferentes. É mais uma aproximação da orquestra e de suas possibilidades. É uma coisa comum olhar para uma orquestra e colocar apenas como viés a música clássica ou de concerto, o que não é verdade. Estamos exatamente tentando mudar esse olhar do público.

Você é fã dessas duas bandas? E de hard rock e heavy metal em geral?

Felipe: Confesso que não cresci ouvindo tanto isso, foi mais de tabela. Eu tinha outro gosto. Não só pela música clássica. Ouvia muito Dire Straits, era viciado neles. Ouvia um pouco de Scorpions, tinha algumas coisas que gostava, e um pouco de Metallica. Mas eu não ouvia direto heavy metal ou hard rock. Ouvia um rock um pouco mais leve, embora curtisse também. Quando tocava essa música em diferentes ambientes, eu me misturava a eles. Não fazia comparações sobre o que era melhor ou pior. Era simplesmente outro estilo. Na verdade, uma orquestra também acaba sendo uma cama na qual você consegue muitas possibilidades em termos de timbres, dinâmica, colorido diferente, que acrescentam ainda mais ao rock. E o rock traz um peso, da guitarra elétrica e do baixo. Acaba sendo uma construção, uma união.

Como é adaptar para uma orquestra músicas de rock e metal? Quais os maiores desafios na construção de novos arranjos e na adaptação das melodias?

Felipe: É sempre um desafio adaptar as músicas a uma orquestra, depende muito do talento do arranjador. A gente tem muita sorte. Trabalhamos com muitos arranjadores no Rio de Janeiro, que trazem o sotaque do rock para a orquestra. Tocamos muito em bloco, com as madeiras fazendo voz, e as cordas acompanhando, ou o contrário. Um naipe de violinos pode tocar a melodia, sendo acompanhado pelas madeiras e pelos metais. Adaptar melodia, dependendo do estilo, é algo complicado. O cantor, às vezes, tem uma forma única de cantar, então é impossível um instrumento fazer essas partes de forma fiel. Então, o arranjador, às vezes, tem que escolher a nota que mais se aproxima (da melodia original). Mas tem dado certo, a gente deixa a melodia muito clara na música. Tocamos a música da forma como ela foi concebida, com todas as estrofes, e o público canta. Sempre foi assim, e acho que será assim sempre.

Haverá a participação de um coral ou de algum cantor específico? Isso chegou a ser cogitado?

Felipe: No primeiro concerto da série Álbuns, em que tocamos Ventura, do Los Hermanos, executamos metade do álbum apenas por meio da orquestra, e a outra metade também contou com cantores, que eram ótimos. Mas a parte mais interessante era quando somente a orquestra tocava, porque o público se sentia mais à vontade de cantar, virando um grande coral, uma coisa mágica. No espetáculo que revisitava o Michael Jackson, utilizamos apenas backing vocals. E a parte do cantor fica por conta de dois instrumentos.

Com relação aos integrantes da Orquestra Petrobras Sinfônica, como foi a reação deles quanto à decisão de executar clássicos do Queen e do Metallica?

Felipe: A orquestra aceitou isso bem. A Petrobras Sinfônica já vem fazendo música de outros estilos há um tempo. O concerto do Pink Floyd foi feito no ano passado, algo que talvez não imaginássemos há dez anos. Estamos acostumados a tocar estilos diferentes em lugares diferentes. A reação foi de encarar um desafio e fazer uma música fiel para os ouvintes.

O som dos grandes teatros e de salas especiais é propício para orquestras, mas concertos em parques e praças também não são incomuns. Quais as maiores diferenças entre tocar num ambiente fechado e em um ao ar livre? E como está a expectativa quanto a esse show no Allianz Parque?

Felipe: Uma orquestra se sente mais à vontade num ambiente fechado. Até pela questão da microfonação (N.R.: todo processo que capta um som com a finalidade de amplificá-lo ou gravá-lo). E a questão das intempéries do tempo. Se estiver chovendo, por exemplo, é impossível tocar num ambiente aberto. Se tiver vento trazendo a chuva em nossa direção, temos que parar de tocar. Mas por outro lado, tocar em estádio comporta muito mais gente, algo mais destinado a bandas de rock mesmo. Tem o lado bom de se tocar para um grande público, como vai acontecer nestes dois shows. Torcemos para o tempo estar bom. Já tocar em um ambiente fechado, conseguimos controlar melhor a acústica do local. Amplificar uma orquestra sinfônica é algo muito complexo.

Qual sua visão quanto ao interesse do público com a música orquestrada nos dias de hoje?

Felipe: Falta informação e divulgação. Não sei até onde existe o interesse da mídia em divulgar esse patrimônio que é a música de concerto. Antigamente havia mais programas de televisão que exibiam concertos, óperas etc. Hoje em dia, isso raramente acontece; em canais fechados, no máximo, mas esporadicamente. As pessoas não têm muito interesse porque também não têm acesso. Uma coisa está ligada a outra. Tendo acesso, as pessoas passarão a ter mais interesse.

Muitas orquestras no país se veem inclinadas a unir música popular a orquestras, com resultados brilhantes. Ao longo de sua trajetória, quais espetáculos foram os mais especiais para você nesse sentido, e qual a importância de revisitar músicas além da clássica?

Felipe: A importância das orquestras em revisitar músicas de outros estilos é uma forma de mostrar que uma orquestra está aberta a qualquer gênero. Um dos momentos mais especiais foi o concerto dos Los Hermanos. A interação do público foi do início ao fim. Não só para mim, como para a orquestra toda, foi bem especial.

 Por fim, que tipo de concerto você gostaria de executar com a orquestra no futuro. E quais os próximos passos da Orquestra Petrobras?

Felipe: A gente quer continuar fazendo o que estamos fazendo. A série Álbuns é um sucesso. Tem vários álbuns que a gente pode tocar, de vários artistas populares, tanto no pop quanto no rock nacional e internacional. Tem um mundo à frente que a orquestra pode se debruçar. Seria legal pegar alguma coisa mais nacional, um Legião Urbana, não sei, só um palpite. Gosto muito de Coldplay também, sou fã deles. Ficaria muito feliz em fazer um Coldplay sinfônico.

ORQUESTRA PETROBRAS SINFÔNICA

Data: sábado (29) e domingo (30)

Local: Allianz Parque Hall (Av. Francisco Matarazzo, 1705 – Água Branca, São Paulo)

Horário: 21h (sábado); 19h30 (domingo)

 

Ingressos

Bohemian Rhapsody: R$ 80 (cadeira premium), R$ 130 (cadeira VIP) e R$ 150 (Deck VIP) – haverá meia-entrada para todos os setores

Black Album: R$ 100 (cadeira premium), R$ 180 (cadeira VIP) e R$ 210 (Deck VIP) – haverá meia-entrada para todos os setores

 

Classificação etária: 14 anos

 

BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA

 

BILHETERIA A – Allianz Parque

Endereço: Rua Palestra Itália 214 – Água Branca (Bilheteria A)

PONTOS DE VENDA – SUJEITO A COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA

 

Internet – https://www.eventim.com.br/allianzparquehall

Central de Relacionamento – atendimento@eventim.com.br

 

 

Edições avulsas, assinatura física e digital.

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