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OTACÍLIO ROCK FESTIVAL

Não temos como negar que a cultura do camping que predomina no sul do país, principalmente no estado de Santa Catarina é realmente um ótimo lugar para frequentar. Ao contrário dos grandes festivais onde ficamos confinados em algumas horas, com dificuldades de deslocamento interno, impossibilidade de interação com os amigos que ali estão e outros problemas graves, os festivais de camping nos trazem o contrário disto tudo, a começar pelo local, a natureza, a oportunidade de ver e rever amigos para um bate papo, além de outras formas fantásticas de se divertir, além claro, de muita música pesada. E foi assim o “Otacílio Rock Festival”, em sua décima edição, pela primeira vez realizado no formato “open air”, já que nas edições passadas era realizado dentro de um galpão na mesma fazenda. O que se pôde notar claramente foi o carinho do público com o festival, já que os participantes a todo momento citavam as qualidades do evento, dentre elas a receptividade dos organizadores, qualidade das bandas e da estrutura. Assim, declarações como “Aqui você pode vir que este fest não decepciona” faziam parte das rodas de bate papo, durante os dois dias do evento.

A produção caprichou no cast, colocando bandas de altíssima qualidade, mas devido aos problemas vividos pelo país e também nos gastos que tiveram na montagem da estrutura, deu para sentir que os organizadores gostariam de ter voado mais alto neste ano, emplacando bandas mais conceituadas nesta edição número 10. Seja como for, a decisão foi acertada e, no decorrer do evento, o organizador Denílson subiu ao palco e anunciou que a edição de 2017 está garantida, já que o festival deste ano contou com um público em torno de mil participantes. Com relação aos shows, tivemos uma seleção de ótimas atrações, variando entre todos os estilos dentro do heavy metal, que se apresentaram em um palco principal, com duas baterias, que eram intercaladas entre as apresentações, com algumas bandas covers e atrações de peso.

No sábado, para abrir o festival, tivemos o Blood Eyes, que logo em seguida abriu espaço para o metal tradicional do Soulthern e o death metal do Soul Torment. Na sequência vieram Plunder, Legado Frontal, Embrio e logo depois o poderosíssimo death metal do Khrophus, que após muitos anos de estrada mostrou seu novo vocalista e impôs respeito com seu som brutal. Vlad V, banda das antigas do cenário catarinensem, abriu espaço para o thrash nervosíssimo do MX, que veio de São Paulo e fez uma grande apresentação, com várias rodas de mosh na frente do palco e saindo de cena ovacionado pelo público.

Na sequência umas das bandas mais poderosas e respeitadas do Brasil, o Nervochaos, que não só pela sua sonoridade, mas pela sua capacidade de rodar o mundo apresentando seu death metal. Talvez ao lado do Krisiun seja a banda que mais faz shows dentro e fora do país. Em seguida, na opinião deste que vos escreve tivemos o melhor show do evento, dos porto alegrenses do Symphony Draconis, banda que executa um black metal poderoso e muito bem executado, onde apresenta ao vivo o mesmo diferencial do seu álbum e de seu vídeo que é muito bem produzido. Um super show para os amantes do estilo, que logo em seguida foram surpreendidos por mais uma banda de black metal com uma garota nos vocais, o Spiritus Diaboli, com uma baixa média de idade, mostrou que idade não faz diferença quando se sabe executar suas músicas com maestria. Um show perfeito para fechar a primeira noite do evento.

No domingo, quando muitos ainda estavam dormindo, o evento se iniciou pontualmente as nove da manhã com a banda Trio Parada Rock, seguida pela Black Soul, duas bandas tendo como vocalista o organizador do evento, Denílson Padilha, que mostrou seus dons artísticos em seu festival. Na sequencia o Skombrusdestruiu com seu show, calcado no thrash/death metal, que logo deu espaço para o Red Rock, que fez um tributo ao Ozzy. Em seguida entrou em cena o deathmetal do Silent Empire, com seu vocalista Ivan mostrando ser um grande frontman.

O Perpetual Dreams veio na sequência e apresentou seu hard rock com músicas próprias e que alongou seu set devido a um atraso na chegada do Dr. Sin ao local. Mais o que importava naquele momento era a apresentação dos paulistas que chegaram na fazenda e foram logo pra cima do palco para satisfazer uma multidão que os esperava para uma despedida que já fora anunciada pela banda. O show foi sensacional, não tem o que contestar na musicalidade da banda, o trio é perfeito nas execuções e Ivan Busic detonou no vocais até a quinta música, porque depois, inexplicavelmente o baterista perdeu totalmente a voz, sem saber explicar o porquê. Mas o show continuou ótimo e desfilaram clássicos como Isolated, Fire, Revolution, Time After Time e pra fechar o hino Futebol, Mulher e Rock n Roll que leva todos ao delírio, com o refrão marcante e a banda interagindo com o público. Um show nota 10 do Dr. Sin.

Já se passava das nove da noite quando o festival terminou e pudemos notar claramente nos organizadores e público a satisfação de participar desta marcante edição de dez anos do festival. Se formos classificar o evento em uma só frase poderíamos dizer: “Otacílio Rock Festival, um festival pé no chão”.

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