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Edição #117

R$29,00

São dezoito anos na estrada e sete discos de estúdio. À sua maneira, pouco a pouco, o Krisiun levou a bandeira brasileira para o mundo, sacramentando sua posição no ‘Top 3’ do Metal nacional junto a Sepultura e Angra…

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BLACK TIDE

Por Ricardo Campos Quem tem uma banda de Heavy Metal sabe o quanto é difícil trilhar um caminho de sucesso e crescer, mas no caso desses quatro norte-americanos isso sequer entrou em pauta. A sorte esteve ao lado de Gabriel (vocal e guitarra), Lexx (guitarra), Zakk (baixo) e Steven (bateria) desde a formação do Black Tide. Em quatro anos de atividades, a banda já figura forte na cena dos EUA, tendo tocado no palco principal do megafestival “Ozzfest 2007” e excursionado ao lado de grandes nomes. Como se não bastasse, colocaram no mercado o álbum de estréia, Light From Above, produzido pelo experiente Johnny K e lançado pela Interscope/Universal Records. Mas duas outras coisas correlacionadas ainda impressionam nessa história: fazem uma mescla muito interessante entre Heavy Metal, Thrash Metal e Hard Rock bem calcada nos anos 80 (quem diria que o mainstream norte-americano ainda se interessaria por iniciantes neste estilo!) e são muito jovens, na faixa etária dos vinte anos – exceto Gabriel, que tem quinze! Tudo chama a atenção, percebeu? Pois bem, não está sendo diferente na imprensa da terra natal do Black Tide.

DESTRUCTION

Por Ricardo Campos Após as regravações de clássicos do Thrash Anthems (2007), Schmier (vocal e baixo), Mike (guitarra) e Marc (bateria), decidiram comemorar o 25º aniversário do Destruction através de um novo álbum matador, intitulado D.E.V.O.L.U.T.I.O.N., e uma turnê especial, que desembarca no Brasil no início de outubro. Nesta entrevista, Schmier nos conta tudo sobre este novo registro, as expectativas para o lançamento de um DVD e CD duplo ao vivo no próximo ano e comenta as apresentações que ocorrerão em nosso país. Confira!

IN FLAMES

Por Thiago Sarkis Com ou sem razão, espinafrar o Metallica virou praticamente uma moda. Em níveis não tão graves, devido à menor exposição, o mesmo tem acontecido com o In Flames. As duas bandas se defendem e afirmam que evoluíram praticando aquilo que querem e sentem que é o melhor. Os fãs, principalmente os que acompanham ambas há mais tempo, não aceitam os argumentos de seus ídolos. Cada novo álbum é motivo de críticas variadas, algumas embasadas, outras infundadas. Com o lançamento de A Sense Of Purpose (2008), o conjunto sueco novamente encara a cólera nevrálgica de seus antigos – e até de alguns atuais – admiradores. No entanto, também agradou a muitos outros e segue fazendo sucesso. Acerca disso e muito mais, Anders Fridén (vocal) e Jesper Strömblad (guitarra) falaram, sem melindres, à Roadie Crew.

MIASTHENIA

Por Jorge Krening O Miasthenia surgiu no ano de 1994 e de lá pra cá, apesar das dificuldades, conseguiu construir uma história forte e sólida dentro do cenário underground brasileiro. Em 2008 o grupo lança o seu terceiro e mais novo álbum conceitual intitulado Supremacia Ancestral (Somber Music). Nesse álbum a banda demonstrou uma evolução surpreendente, conseguindo fazer um trabalho cem por cento profissional e personalizado. Com uma produção que pode ser considerada de primeiro mundo, o grupo mostra um Metal Extremo dinâmico e versátil que vai muito além dos rótulos, mas nunca deixando de lado as suas raízes. Nessa conversa com a vocalista e tecladista Hécate e o guitarrista Thormianak podemos conferir detalhes sobre o novo álbum, que com certeza pode ser considerado um dos melhores lançamentos nacionais do ano.

IN TORMENT

Por Maicon Leite O Rio Grande do Sul sempre foi um grande celeiro de bandas destruidoras, seja do Metal Melódico até o mais brutal. E é nessa segunda opção que o In Torment se encaixa, pois é sinônimo de Death Metal apocalíptico, brutal, extremo, técnico e, sobretudo, sincero. Formado por Alex Zuchi (vocal), Rafael Giovanoli e Alexandre Graessler (guitarras), Maiquel (baixo) e Aires Trajanno (bateria), o In Torment chega aos onze anos de formação, tendo lançado o CD Diabolical Mutilation Of Tormented Souls (2006), algumas Demos e participado de algumas coletâneas, sempre obtendo respaldo dos ‘deathbangers’. O grupo, que moldou seu estilo trazendo referências de nomes como Cannibal Corpse, Deicide e Obituary, passou de promessa a realidade faz tempo e hoje pode ser considerado um dos maiores nomes do estilo no Brasil.

MARILLION

Por Thiago Sarkis O caráter multifacetado do Rock nos leva a encontrar subgêneros e rótulos que enquadram as várias maneiras e freqüentes mudanças nas considerações e leituras do estilo. Na maioria das vezes, contudo, tais classificações surgem em decorrência do instrumental. O Marillion pós-Fish também pode entrar nessa, qualificado desde Rock Progressivo a Classic, Art ou, por vezes, Pop Rock. O certo é que, em consideração mais ampla, pensando letras, conceitos e arranjos, encontramos um grupo único, inigualável em suas duríssimas e densas abordagens sobre a existência. Happiness Is The Road (2008), novo álbum dos britânicos, mantém esta escrita, mas expressa outros sentimentos, como nos relatam Steve Hogarth (vocal) e Steve Rothery (guitarra).

INTO ETERNITY

Por Thiago Sarkis O Into Eternity foi fundado em Regina, Saskatchewan, Canadá, em 1997, com um objetivo: enfatizar harmonias vocais em um Metal Progressivo agressivo e técnico. À época, a proposta não parecia apetecer o mercado, o que os levou a assinarem com a única empresa interessada em sua música, a extinta DVS Records da Holanda. Por este selo, lançaram Into Eternity (1999) e Dead Or Dreaming (2001), tornando-se, em seguida, uma aposta da Century Media Records. Aposta que deu certo. Logo no primeiro trabalho pela nova gravadora, os canadenses compuseram Buried In Oblivion (2004), divisor de águas em suas carreiras. Apoiados e admirados por grupos como o Dream Theater, eles mudaram formação e vocal, mas mantiveram a qualidade, chegando às paradas da Billboard e excursionando com a “Gigantour” de Dave Mustaine (Megadeth) na divulgação de The Scattering Of Ashes (2006). Agora, chega o novo petardo do conjunto, The Incurable Tragedy (2008), álbum conceitual do qual nos fala o versátil vocalista Stu Block.

KRISIUN

Por Maurício Dehò e Thiago Sarkis São dezoito anos na estrada e sete discos de estúdio. À sua maneira, pouco a pouco, o Krisiun levou a bandeira brasileira para o mundo, sacramentando sua posição no ‘Top 3’ do Metal nacional junto a Sepultura e Angra. Depois das mudanças apresentadas na compilação Bloodshed (2004) e no álbum AssassiNation (2006), que enriqueceram o som do trio gaúcho com mais cadências, a banda retorna, homenageando o Brasil. No recém-lançado Southern Storm (2008 – “Tempestade do Sul”), eles mostram suas origens do Terceiro Mundo com extrema agressividade, misturando características novas e antigas. Em São Paulo, na correria do lançamento, Alex Camargo (baixo e vocal) contou tudo sobre o novo disco. Além disso, comentou assuntos como a liberdade adquirida com AssassiNation, o amadurecimento e o futuro do grupo que conta ainda com Max (bateria) e Moyses Kolesne (guitarra).

MY DARKEST HATE

Por Ricardo Campos Com dez anos de carreira os alemães do My Darkest Hate vêm desenvolvendo um Death Metal de muita qualidade e originalidade, e o que no começo era influenciado por grandes como Celtic Frost, Bolt Thrower e Massacre logo tomou forma própria. Atualmente composta por Claudio Enzler (vocal – Thy Bleeding Skies e outros), Jörg M. Knittel (guitarra – Sacred Steel e outros), Oliver Grosshans (guitarra – Sacred Steel e outros), Andreas Siegl (baixo – Chinchilla e outros) e Klaus Sperling (bateria – Primal Fear e outros), a banda trabalha em seu quinto álbum de estúdio, mas apresenta ao brasileiros Combat Area (2006), via Free Mind Records. O fundador Jörg nos conta mais sobre a carreira da banda e revela detalhes do novo material. Confira.

NIGHT RANGER

Por Thiago Sarkis “Night Ranger, o que é isso?”, muitos perguntarão. Infelizmente este grupo californiano formado em 1979 sob o nome Stereo não obteve no Brasil a mesma repercussão que recebeu no exterior. Os apaixonados pelo Hard Rock certamente os conhecem e bem. No entanto, é pouco público especialmente para uma banda que emprestou talentos a Aerosmith, Ozzy Osbourne, ESPN, Fox Sports etc., e que já ultrapassou a marca de quinze milhões de cópias vendidas de seus nove discos de estúdio. Conversamos com Jack Blades (vocal, baixo) e Brad Gillis (guitarra) sobre seus vastos currículos, a carreira do quinteto e o novo álbum, Hole In The Sun (2008). Leia a seguir.

RATT

Por Thiago Sarkis O Ratt, um dos maiores ícones da história do Hard Rock, ficou conhecido por sucessos esmagadores que dominaram as rádios nos anos oitenta e por confusões e brigas internas que se tornaram públicas e afetaram a imagem da banda. Drogas, separações, guerras de palavras; estas foram, por muito tempo, realidades na vida do quinteto de San Diego, Califórnia. Seria um exagero afirmar que tudo isso acabou. Entretanto, o conjunto norte-americano vem lutando para amenizar os contratempos da convivência, e parece obter algum êxito nisso transformando-se, finalmente, em um grupo aparentemente funcional e estável. Desta maneira, após quase uma década, eles voltam a trabalhar em composições juntos e planejam um novo álbum para breve. Warren DeMartini (guitarra) e Bobby Blotzer (bateria e percussão) nos deram as primeiras informações sobre as novas músicas, e falaram da trajetória do Ratt e de seus contatos e experiências com Scorpions, Bon Jovi, Poison, Mötley Crüe, entre outros.

SEVENTH SEAL

Por Antonio Carlos Monteiro Não é novidade pra ninguém que fazer Heavy Metal no Brasil nunca foi algo exatamente fácil. Fica pior quando problemas extras aparecem para atrapalhar a vida, como aconteceu com a banda Seventh Seal: além das complicações que acabaram por adiar várias vezes o lançamento do álbum Days Of Insanity, uma debandada quase geral dos músicos que gravaram o disco obrigou os membros remanescentes Tiago Claro (guitarra) e Ricardo Peres (vocal) a recomeçarem o trabalho praticamente do zero. Porém, a determinação dos dois fez com que a banda continuasse sua trajetória e Tiago conta aqui todos os detalhes sobre o lançamento do disco e sobre a entrada de Leandro Figliolia (guitarra), Rodolfo Salviato (bateria) e Darcio Beer (baixo) no Seventh Seal.

TURISAS

Por Maurício Dehò O Turisas, criado na Finlândia, veio ao mundo em 1997, mas demorou sete anos a se apresentar devidamente à cena metálica. Com o ‘debut’ Battle Metal, trouxe seu Viking Metal cheio de influências folclóricas, violinos e acordeões, logo se destacando como uma das maiores bandas do estilo. Com temáticas de guerra, a banda liderada pelo vocalista Mathias Nygård, voltou renovada em 2007, lançando o conceitual The Varangian Way. Sem se repetir, o grupo evoluiu: mais complexo, mais pomposo e muito intenso, mostrando novas facetas. Para saber mais sobre o lançamento e as inúmeras histórias vividas pela banda na estrada, conversamos com o falante Mathias. Confira!

VANILLA FUDGE

Por Thiago Sarkis O Vanilla Fudge não emplacou como alguns apostaram após o barulho que o conjunto fez na segunda metade da década de sessenta. De qualquer modo, chateados ou não com os malogros do grupo, seus membros falam naturalmente daquilo que não atingiram e comentam sobre bandas que, influenciadas por eles, conseguiram superá-los em termos de expressão e popularidade. A razão de tamanha passividade talvez resida na experiência e no fato de eles, ao invés de enfatizarem o que perderam, realçarem as conquistas que alcançaram, os grandes momentos que viveram e o papel que exerceram de pedra basal para a formação musical de gigantes do Rock como Led Zeppelin e Deep Purple. Com vocês, Carmine Appice (bateria) e Tim Bogert (baixo), a seção rítmica que ajudou a dar os contornos daquilo que viemos a chamar de Hard Rock e Heavy Metal.

WARREL DANE

Por Chris Alo Tradução: Antonio Carlos Monteiro Lá se vão vinte anos da estréia do Sanctuary e o vocalista Warrel Dane continua mais na ativa do que nunca. E apesar de seu atual grupo, o Nevermore, continuar na mais plena atividade, ele ainda encontrou tempo para reunir alguns músicos do mais alto gabarito e finalizar seu primeiro álbum solo. Praises To The War Machine certamente tem as mesmas raízes que o trabalho de sua banda principal, mas consegue, ao mesmo tempo, ter sua personalidade própria. Warrel conversou conosco sobre essa nova empreitada e, claro, sobre o Nevermore.

XANDRIA

Por Thiago Sarkis Na Alemanha, poucas bandas com vocais femininos alcançaram reconhecimento similar ao do Xandria. O grupo alemão tem total apoio de seus compatriotas, mesmo em fases mais problemáticas como a que sucedeu a saída da vocalista Lisa Middelhauve em 2008. Uma das razões disso reside no fato de eles abordarem história, dores e raízes de seu país com tanta propriedade quanto o fazem quando experimentam sons de outras regiões do mundo – principalmente da Ásia – em seu tradicional Gótico. Acompanhe a seguir o que Marco Heubaum, fundador, guitarrista, tecladista e vocalista do quinteto, revelou sobre a nova voz, o passado e o futuro da banda.

EXTREME

Por Thiago Sarkis Depois de uma década de muito sucesso que rendeu quatro álbuns completos de estúdio – Extreme (1989), Pornograffitti (1990), III Sides To Every Story (1992) e Waiting For The Punchline (1995) -, o Extreme anunciou que se separara. Seus membros partiram para carreiras solo e trabalhos com outros músicos. No entanto, para os admiradores destes raros talentos de Funk, Classic e Hard Rock, sempre vigorou a esperança de um retorno do grupo. Após treze anos de intensa espera, eles estão de volta com um novo disco, Saudades De Rock (2008). Em conversa descontraída com os simpáticos Nuno Bettencourt (guitarra) e Gary Cherone (vocal) obtivemos vários detalhes sobre o mais recente trabalho, as influências da banda, as lembranças que carregam da única passagem que tiveram pelo Brasil, a experiência do vocalista com o Van Halen, e até o que o guitarrista português pensa de Luiz Felipe Scolari, ex-técnico da seleção de futebol de seu país e do craque Cristiano Ronaldo.

BACKGROUND - NAPALM DEATH

Por Jorge Krening Colaborou Christian Schoernadie No começo dos anos 80 o Heavy Metal começou a sofrer influências de alguns setores da cena Punk. Bandas como S.O.D. e D.R.I, por exemplo, acabariam se tornando precursores do chamado Crossover, termo que definiria bem a mescla desses dois estilos. Na mesma linha veio o Grindcore, que pode ser considerado um parente do Crossover, pois se trata de uma fusão dos lados extremos, do já então extremo Hardcore e do Heavy Metal.O estilo musical influenciado pela estética e a ideologia do Anarco-Punk contém elementos que deixam qualquer pessoa ‘normal’ à beira de um ataque de nervos: vocais guturais, andamentos a velocidade da luz, batidas conhecidas por ‘blast beats’, ou seja, batidas ultra-rápidas de caixa e bumbo e músicas de curtíssima duração. Na opinião do chefão da gravadora Earache, Digby Pearson, o Grindcore não se resume apenas aos ‘blast beats’. Segundo ele, o termo ‘moer’ descreve bem as guitarras com afinação baixa que geram riffs agressivos e absurdamente pesados.

BACKSPAGE

Por Vitão Bonesso PHILIPS MONSTERS OF ROCK: DEZ ANOS SEM OS “MONSTROS” NO BRASIL (PARTE 2) Ainda incrédulo, o público brasileiro mal podia acreditar que havíamos tido um “Monsters Of Rock” no Brasil. A repercussão não poderia ter sido mais positiva, mas, mesmo assim sempre ficava no ar aquela dúvida mortal: será que teríamos a segunda edição? A tradição da especulação Além da desconfiança a respeito da continuidade do “Philips Monsters Of Rock” no Brasil, a especulação a respeito das possíveis atrações da segunda edição não tardaram a começar. Fã-clubes promoviam enquetes em rodas concorridas nos pontos ‘rockeiros’, como na cultuada Galeria do Rock (SP), com algumas dessas enquetes e abaixo-assinados sendo enviados aos promotores do festival.

BLIND EAR - MIKE MANGINI

Baterista Mike Mangini (Annihilator, Extreme, Steve Vai, Mullmuzzler e Tribe Of Judah). Por Ricardo Campos/Fotos: Claudio Vicentin “Isso é bom, eu conheço bem! Soa bem pesado. A energia de Tommy Lee em seu kit de bateria soa mais ou menos como se fosse um John Bonham dos dias atuais. Ele vive numa época em que a tecnologia nos proporciona sons fantásticos e sabe bem como tirar vantagens disso. Consegue fazer tudo soar grandioso e encaixa as coisas certas nos lugares certos de maneira muito eficaz, todo o tempo. Tem muita energia, é bem legal!”. Mötley Crüe – Power To The Music Mötley Crüe

CLASSICOVER - JUDAS PRIEST

Nesta seção contamos um pouco sobre a história de um cover (regravação de uma música previamente gravada), em versão feita tanto por bandas de renome como pelas mais obscuras. BETTER BY YOU, BETTER THAN ME Original: Spooky Tooth, do álbum Spooky Two (1969) Cover: Judas Priest, do álbum Stained Class (1978) Quando o norte-americano Gary Wright, então tecladista e vocalista do grupo inglês Spooky Tooth, compôs a música Better By You, Better Than Me para o segundo disco, Spooky Two (1969), mal sabia que anos depois ela seria alvo de uma ação judicial movida contra um grupo de Heavy Metal, o Judas Priest…

CLASSICREW

1978 – QUEEN – JAZZ Antonio Carlos Monteiro Em tese, uma banda que em cinco anos tinha lançado seis discos de estúdio – todos aclamadíssimos por crítica e público – já estaria habilitada a fazer o que bem entendesse em seu álbum seguinte, certo? Assim, os mais puristas sentiram arrepiar até os pêlos da orelha quando o Queen anunciou que seu próximo trabalho se chamaria Jazz. Porém, muito pouco desse estilo se ouviu no disco – dizem que o nome foi sugerido pelo baterista Roger Taylor simplesmente por sua sonoridade. E, se não foi um dos discos mais marcantes da banda, trazia algumas músicas que até hoje, 30 anos depois, estão na memória de fãs e de apreciadores de boa música em geral. 1988- SABBAT – HISTORY OF A TIME TO COME Maicon Leite Quando se fala em Thrash Metal os países mais lembrados são os Estados Unidos e a Alemanha, cada um representando um tipo diferente de “pancadaria”. Mas em outras regiões do mundo o Thrash criou diversos representantes, como o Sabbat, da Inglaterra. Nos anos 80 a N.W.O.B.H.M tomou conta daquele país e bandas de Thrash eram poucas. O Sabbat, além de ter criado discos históricos, revelou para o mundo dois grandes nomes: Martin Walkyier e Andy Sneap. Martin fundou o Skyclad, criando assim o estilo

EDITORIAL

Estréia novo espaço para o Metal A partir deste mês de outubro chega às bancas um novo produto direcionado aos fãs do gênero musical mais cultuado em todo o planeta, o Heavy Metal. Trata-se do lançamento da nova revista “N’ Roll – Rock & Heavy Metal em HQ”, publicação que une duas grandes paixões de gente de todas as idades na área cultural e de entretenimento: música e história em quadrinhos. A revista “N’ Roll”, será publicada no Brasil pela Roadie Crew Editora, trazendo letras de música dos grandes astros do cenário do Metal transformadas em histórias em quadrinhos. As letras serão adaptadas pelo roteirista Gustavo Fiali e transportadas para o desenho pela equipe de artistas do Gustavo Fiali Estúdio. Esta é uma revista idealizada e desenvolvida no Brasil, que conta com destacados profissionais na área de ilustração, os quais trazem currículos com trabalhos produzidos para os mais importantes estúdios de filmes de desenho animado e HQ do mundo. “N’ Roll” será publicada inicialmente com versões em português, inglês, alemão e espanhol, e terá distribuição em diversos países, atingindo os mercados da América do Norte, América do Sul e Europa. O primeiro número trará a adaptação da letra de Time To Be Free, música título do álbum de Andre Matos, um dos principais nomes no cenário internacional do Rock e Metal. A publicação será mensal e, para as próximas edições, terá como enredo composições de bandas como Nightwish, Dimmu Borgir, e outros. Vale citar que a empresa Gustavo Fiali Estúdio tem contrato com a Nuclear Blast alemã para desenvolver roteiros em quadrinhos para músicas das bandas do cast da gravadora, o que garante farto material de trabalho com temas dos mais variados, abrangendo todos os estilos do Heavy Metal. Falando do conteúdo da Roadie Crew, como novidade passamos a publicar a partir deste mês uma nova seção, a “ClassiCover”, que promete revelar coisas interessantes sobre gravações, feitas por bandas consagradas, de músicas que originalmente foram criadas e lançadas por outros artistas. Toda grande banda tem na discografia algum cover, e as razões da escolha de tais músicas, ou as conseqüências que podem ter gerado tais gravações, serão descritas nesta seção que estréia com o cover de Better By You, Better Than Me, música de Gary Wright, gravada pelo Judas Priest em 1978, nove anos após o lançamento original da banda Spooky Tooth. No mais, como de costume, esta edição traz matérias para todos os gostos, desde bandas clássicas como Marillion, Vanilla Fudge e Night Ranger, passando por outras com extenso histórico de sucesso, como Ratt, Destruction, Extreme, In Flames, tendo espaço também para novatos como o Black Tide, uma grande revelação da nova geração de bandas americanas. Outro destaque é a entrevista com Warrel Dane, falando do seu novo trabalho em projeto paralelo ao Nevermore. Ainda atendemos os diversos pedidos dos leitores com o “Background” do Napalm Death e mais Folk Metal com o Turisas. Claro que não deixamos de lado o cenário nacional, pois o Krisiun aparece em nossa matéria de capa com o lançamento de Southern Storm, e ainda temos In Torment, Miasthenia e Seventh Seal. Para que tudo isso coubesse na edição de outubro a solução foi aumentarmos para 112 a quantidade de páginas. Boa leitura. Airton Diniz

ETERNAL IDOLS - DAVID BYRON

David Byron * 29/01/47 † 28/02/85 Por Ricardo Campos Qual é a importância da voz de David Byron para a carreira do Uriah Heep? Tremenda, algo que junto com o teclado de Ken Hensley e guitarra de Mick Box criou uma química inigualável e rendeu muitos dos álbuns mais cultuados da história da banda. Alguns preferem o Uriah Heep com David, outros com algum dos seus sucessores, mas o que é impossível de ser negado é que tanto a banda quanto o vocalista nunca mais foram os mesmos após a separação, seja para melhor ou pior. Aqui uma curta retrospectiva da carreira de alguém que nasceu com talento tremendo e acabou sendo vítima do lado negativo da fama, David Byron.

GARAGE DEMOS

Envie material completo (CD-Demo com CAPA, release e foto legendada e com crédito do fotógrafo) para: ROADIE CREW “GARAGE DEMOS” CAIXA POSTAL 43015 CEP: 04165-970 SÃO PAULO/SP Nesta edição: Arkkam Army Of Agony Chaoslace Danger Goatlove (destaque) Hecatombe Repulsão Explícita Rodrigo Simão Serpent Rise Under Death Vulcani

HIDDEN TRACKS - BLACKFOOT

Por Bento Araújo Origem: EUA Época: Anos 70/80 Estilo: Southern Rock Formação Clássica: Rickey Medlocke (guitarra e vocal), Charlie Hargrett (guitarra), Greg T. Walker (baixo) e Jakson “Thunderfoot” Spires (bateria) Discografia: No Reservations (1975), Flyin’ High (1976), Strikes (1979), Tomcattin’ (1980), Marauder (1981), Highway Song Live (1982), Siogo (1983), Vertical Smiles (1984), Rick Medlocke & Blackfoot (1986), Medicine Man (1990), After The Reign (1995), Rattlesnake Rock ‘N’ Roll: The Best Of Blackfoot (1995), King Biscuit Flower Hour-Live (1998) e Train Train Southern Rock’s Best Live (2007) Site relacionado: www.blackfootrocks.com Na América dos anos 60 e 70 era muito raro ver um índio empunhar uma guitarra. Alguns grupos gabavam-se de ter em suas formações integrantes nativos de tribos milenares, como o Question Mark and The Mysterians, Taj Mahal e Redbone. Apesar disso, nenhuma outra banda levou a cultura indígena tão a sério como o Blackfoot. Quase todos seus integrantes vinham de tribos. Seus costumes estavam nas letras, na sonoridade, nas capas, nas simbologias e no visual dos músicos. O Blackfoot encabeçava o segundo pelotão do Rock Sulista norte-americano. Na primeira metade dos anos 1970, o Allman Brothers e o Lynyrd Skynyrd reinavam absolutos. Na derradeira metade da década, a cena ia ficando cada vez mais pesada com bandas como o Blackfoot, Molly Hatchet e The Outlaws.

LIVE EVIL - SCORPIONS

Por Carlo Antico Fotos: Ricardo Zupa Pouco mais de um ano após passar pelo Brasil, a instituição germânica do Hard Rock voltou ao Brasil para uma turnê eletroacústica, que passou pelo Rio de Janeiro/RJ (30 de agosto, na HSBC Arena), Goiânia/GO (31/08, no Ginásio Goiânia Arena), Belém/PA (3 de setembro, na Cidade Folia), Manaus/AM (04/09, na Arena Amadeu Teixeira), São Paulo/SP (06/09, no Credicard Hall), Belo Horizonte/MG (10/09, no Mineirinho), Ponta Grossa/PR (12/09, no Centro de Eventos), São Paulo/SP (13/09, show extra/plugado no Credicard Hall), e se encerrou em Ribeirão Preto/SP (14/09, no Centro de Eventos Taiwan).

LIVE EVIL - SODOM

Por Carlo Antico Fotos (SP): Ricardo Zupa E a overdose de shows no Brasil, mais precisamente em São Paulo, não para. Não bastasse na semana anterior termos tido no mesmo dia (06/09) Scorpions, Bad Religion e Roger Hodgson (“São Paulo Moto Festival”), na semana seguinte o show extra do Scorpions coincidiria com a apresentação do Sodom no Hangar 110. Por isso, muita gente resolveu ir até a cidade de Campinas, no interior do estado de São Paulo, para ver o Sodom na sexta-feira, dia 12.Do lado de fora do Hammer Rock Bar a movimentação era intensa já a algumas horas do show, o que mostrava que teríamos casa cheia para a apresentação de um dos pilares do Thrash germânico. À medida que o tempo ia passando, quem já estava dentro da casa viu que o calor ia ser infernal durante o show, devido à grande quantidade de público.

LIVE EVIL - TARJA

Por Ricardo Russo Fotos: Ricardo Zupa A carreira da finlandesa Tarja Turunen provavelmente é uma das mais interessantes e controversas do cenário mundial do Heavy Metal. Dona de uma voz que encantou o mundo desde o lançamento de Angels Fall First em 1997 pelo Nightwish, Tarja conseguiu se reerguer após a demissão da sua ex-banda em 2005. Alguns acreditavam que ela jamais retornaria aos palcos como frontwoman de um grupo de Heavy Metal, outros pensavam que Tarja estaria disposta a continuar a sua bela carreira de cantora lírica em projetos como Noites Escandinavas, mas o fato é que a bela decidiu dar seguimento a sua obra ao lado de uma banda de música pesada, lançando ano passado o álbum My Winter Storm e, logo na seqüência, excursionando ao longo do globo.

ROADIE NEWS

Resumo das principais noticias do mês

POSTER - LORDI

Foto: Divulgação

RELEASES CDS

Nesta edição: Aquaria Asia Avalanch Backyard Babies Beyond The Void Black Tide Catholicon Children Of Bodom Corporate Death Devastación Eternal Darkness DCLXVI From The Inside Glenn Hughes Grave Desecrator Gypsy Rose H.E.A.T. Hellhammer Hungryheart Magician Marcello-Vestry Metallica Mindflow Motorhead Mr. Mann Pagan’s Mind Paths Of Possession Rush Sarcasmo Somberlain Soulspell Metal Opera Starbreaker Steve Stevens The Dead End Kidz Vulture

RELEASES DVDS

Nesta edição: Def Leppard ZZ Top Marillion Vital Remains Styx

ROADIE COLLECTION - TESTAMENT

Por Ricardo Batalha Com dez álbuns de estúdio, coletâneas e diversos EPs lançados, a história desta lenda do Thrash Metal da Bay Area de São Francisco começou em meados de 1983 ainda sob o nome Legacy, com Eric Peterson e Derrick Ramirez (guitarras), Mike Ronchette (bateria), Steve “Zetro” Souza (vocal) e Greg Christian (baixo). A primeira das muitas trocas de integrantes veio com a saída de Ramirez, substituído por Alex Skolnick. Com este line-up gravam o Demo-Tape First Strike Is Deadly. A impressão foi das melhores, mas em 1986 Ronchette é substituído por Louie Clemente. Pouco tempo depois, Zetro também sai e vai parar no Exodus, substituindo Paul Ballof. Enquanto Zetro e o Exodus preparavam o segundo disco, Pleasures Of The Flesh, o Legacy adotava o nome Testament e começava a trabalhar em seu ‘debut’, The Legacy, já com o vocalista Chuck Billy. O primeiro álbum saiu em 1987, ano de grandes lançamentos no cenário do Metal. Mesmo assim, The Legacy foi bem recebido pelos ‘thrashers’ e pela mídia especializada, que apontou o Testament como “banda revelação”. A consagração definitiva veio com The New Order (1988) e daí para frente o grupo só foi elevando seu nome e lançando álbuns marcantes, alguns deles aqui selecionados.

ROADIE METAL COMICS

Por Luciano Cunha

ROADIE PROFILE - SPIKE CASSIDY (D.R.I.)

Por Thiago Sarkis

STAY HEAVY REPORT

Por Cintia Diniz e Vinicius Neves Depois da música em si, talvez o que mais atraia a atenção dos fãs de Heavy Metal ao pegar um CD nas mãos seja a arte gráfica, mais especificamente a capa. Não à toa, na mídia especializada, um dos itens de votação dos melhores lançamentos de cada ano é a capa. Interpretar a mensagem ali impressa, verificar os detalhes, o jogo de cores, são atrativos que vêm de “bônus” com a música. Pena que atualmente, com os downloads, muitas pessoas sequer sabem a cor da capa do álbum que estão ouvindo em seu MP3 player… Alvo também de polêmicas e de controvérsias, diversas artes já foram ridicularizadas ou censuradas. Uma que se encaixa neste último quesito é Virgin Killer do Scorpions, álbum lançado em 1976. Nos Estados Unidos, por exemplo, a capa original é censurada até hoje e, na época, os integrantes da banda foram chamados de pervertidos e acusados de exaltar a pornografia infantil…
Peso 0,250 kg
Dimensões 28 × 21 × 1 cm
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