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Edição #177

R$29,00

O Dream Theater optou por batizar seu mais novo disco com o nome da banda. Trata-se do 12º álbum de uma carreira que já soma vinte e quatro anos. Produzido por John Petrucci e mixado por Richard Chycki (Rush, Aerosmith), Dream Theater é o primeiro trabalho a contar com o novo baterista, Mike Mangini, desde o seu princípio…

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DREAM THEATER

Por Claudio Vicentin e Steven Rosen

O Dream Theater optou por batizar seu mais novo disco com o nome da banda. Trata-se do 12º álbum de uma carreira que já soma vinte e quatro anos. Produzido por John Petrucci e mixado por Richard Chycki (Rush, Aerosmith), Dream Theater é o primeiro trabalho a contar com o novo baterista, Mike Mangini, desde o seu princípio. Mangini substituiu Mike Portnoy em 2011 e sua performance deu novo ânimo à banda. O disco começou a ser escrito ainda durante a tour que James LaBrie (vocal), John Petrucci (guitarra), Jordan Rudess (teclados) e John Myung (baixo) e Mangini fizeram para promover o disco anterior, A Dramatic Turn Of Events. E a música de Dream Theater se apresenta mais rica e ainda mais grandiosa. A sonoridade alterna de temas pesados e agressivos a temas menos usuais, como Enigma Machine, primeira música instrumental que a banda gravou em dez anos. Conversamos com Petrucci e Rudess, que falaram tudo sobre o novo disco e mostram grande entusiasmo com essa nova fase da banda.

HELLYEAH

Por Guilherme Spiazzi

Prestes a desembarcar no Brasil pela primeira vez, a banda formada por Vinnie Paul (bateria, ex-Pantera, Damageplan), Chad Grey (vocal, Mudvayne), Greg Tribbett (guitarra, Mudvayne), Tom Maxwell (guitarra, ex- Nothingface) e Bob Zilla (baixo, ex-Damageplan) chega com muita gana e preparada para mostrar toda sua personalidade em cima do palco. Todos os integrantes do Hellyeah faziam parte de bandas conhecidas no mercado musical quando decidiram unir forças objetivando criar algo novo e sólido. Nesta entrevista exclusiva para a ROADIE CREW, Vinnie Paul explica sua relação com a banda, a grande expectativa de voltar para o Brasil depois de muito anos e o que esperar dele com relação ao Pantera

JAMES LABRIE

Por Steven Rosen

James LaBrie é conhecido mundialmente como vocalista do Dream Theater, no qual sua voz acaba sendo praticamente mais um instrumento em vez de dominar a cena, como costuma acontecer em bandas de Rock. Afinal, qualquer trabalho da banda traz linhas grandiosas da guitarra de John Petrucci, além de arranjos intrincados oferecidos pelos teclados de Jordan Rudess, o que faz com que a voz de James não seja o principal atrativo da música do quinteto. Por outro lado, no novo disco solo de LaBrie, Impermanent Resonance, os vocais e as melodias estão no centro de todas as faixas, que se dividem entre Hard Rock, Heavy Metal e baladas. Nesse disco, o vocalista trabalhou novamente com o tecladista Matt Guillory, com quem compõe há quatorze anos. Nesta entrevista, James e Matt falam sobre o disco e sobre o novo lançamento do Dream Theater, que leva o nome da banda e saiu quase ao mesmo tempo que Impermanent Resonance.

SUMMONING

Por Luciano Kriege

O duo austríaco que atende por Summoning já é bem conhecido dos brasileiros, principalmente por causa de alguns de seus álbuns que lidavam com os temas de Tolkien, e que repercutiram por aqui nos anos 90. Depois de sete anos sem lançar nada como Summoning, Silenius (vocal, teclado e baixo) e Protector (vocal, guitarras, teclados e percussão) soltaram o álbum Old Morning’s Dawn pela Napalm Records. Repleto de sonoridades orientais e revelando um forte lado místico, o grupo está correndo atrás do tempo que passou. Na entrevista a seguir, o duo fala sobre estes anos de hiato, que foram preenchidos por outras atividades muito interessantes.

AMORPHIS

Por Guilherme Spiazzi

Após duas décadas de muito trabalho, o Amorphis continua com fôlego para mais uma jornada envolvendo gravação, lançamento e shows. Tomi Joutsen (vocal), Tomi Koivusaari e Esa Holopainen (guitarras), Niclas Etelävuori (baixo), Jan Rechberger (bateria) e Santeri Kallio (teclado) formam um grupo que se encontra estabilizado e chega ao seu décimo primeiro álbum de estúdio trazendo coisas novas. A acomodação nunca foi uma característica destes finlandeses, que estão sempre buscando agregar coisas novas ao seu som. Com um disco conceitual em mãos, a banda pretende crescer e gerar novos fãs fazendo exatamente o tipo de música que gosta. Nesta franca entrevista para ROADIE CREW, Tomi deixa claro o que anda acontecendo no território do Amorphis.

KREATOR

Por Guilherme Spiazzi

O Kreator é de fato uma banda veterana e é muito difícil encontrar um fã de música pesada que não tenha ouvido pelo menos um disco ou visto alguns vídeos do grupo. Tido como um dos precursores do Thrash Metal mundial, os alemães colecionam lançamentos de estúdio e turnês pelo mundo desde 1985. Felizmente, sua relevância tem crescido constantemente nesses últimos dez anos e o resultado é uma agenda cada vez mais lotada de shows. O grupo, que segue estável desde 2001 com Miland “Mille” Petrozza (vocal e guitarra), Sami Yli-Sirniö (guitarra), Christian “Speesy” Giesler (baixo) e Jürgen “Ventor” Reil (bateria), tem uma posição um tanto ímpar no mercado porque conta com fãs bastante fiéis e uma característica sonora inconfundível. Mesmo depois de algumas derrapadas, como em Endorama (1999), continua sendo um dos maiores expoentes no Metal. Depois de muito tempo e cobranças, o grupo resolveu lançar o seu segundo DVD/ blu-ray, Dying Alive, num momento em que continuam promovendo o álbum Phanton Antichrist, lançado em 2012. Quem conta tudo sobre o que anda acontecendo no universo do Kreator para a ROADIE CREW é o líder e fundador Mille Petrozza.

TESTAMENT

Por Claudio Vicentin

A banda californiana Testament pode ter tido seus altos e baixos – e quem não tem? -, mas agora está curtindo um momento brilhante. Após o excelente álbum de estúdio Dark Roots Of Earth, retorna com um DVD/CD ao vivo batizado com o sugestivo nome Dark Roots Of Thrash. O set list conta com uma leva de clássicos que dão uma geral na carreira do grupo da Bay Area, tudo com uma qualidade de som e imagem de cair o queixo. E isso sem contar o fato de deixar para a posteridade um registro de uma das formações mais fortes que a banda já teve – Chuck Billy (vocal), Eric Peterson e Alex Skolnick (guitarras), Greg Christian (baixo) e Gene Hoglan (bateria) – e que os brasileiros viram em ação em maio último. Nosso entrevistado, Eric Peterson, é uma pessoa serena e nos atendeu com muita dedicação para falar do novo trabalho ao vivo, entre outros assuntos.

MALEFACTOR

Por Christiano K.O.D.A.

Vinte e dois anos acreditando e crescendo como banda pode ser um brevíssimo resumo da trajetória da Malefactor. Em 2013, o sexteto baiano formado por Lord Vlad (vocal), Danilo Coimbra e Jafet Amoêdo (guitarras), Roberto Souza (baixo), Alexandre Deminco (bateria) e Chris Macchi (teclado) mostra mais uma prova desse amadurecimento com o lançamento do elogiado Anvil Of Crom, quinto álbum da carreira. Lord Vlad e Danilo falaram com a ROADIE CREW sobre o novo material, as inspirações, a cena do estado de origem do grupo e, claro, das mais de duas décadas de atividade.

HIM

Por Guilherme Spiazzi

O que muita banda espera é agregar fãs fiéis, que realmente consumam o que ela produz, possibilitando assim uma continuidade estável de lançamentos e shows. Olhando por esse prisma, seria justo dizer que o HIM caminha para isso, uma vez que a sua base de fãs mostra-se bastante dedicada, a ponto de realizar festas temáticas e tatuar o famoso logotipo do grupo, o ‘heartagram’. A banda finlandesa formada por Ville Valo (vocal), Mikko “Linde” Lindström (guitarra), Miko “Migge” Paananen (baixo), Mika “Gas Lipstick” Karppinen (bateria) e Jane “Burton” Puurtinen (teclado) acaba de lançar Tears On Tape, oitavo disco de uma carreira que se iniciou em 1991. O título mais que sugestivo aponta para mais um trabalho trazendo letras e harmonias carregadas de sentimentos. A banda, que desperta a curiosidade de muitos, passou por momentos de incerteza recentemente. Nesta entrevista exclusiva para ROADIE CREW, Ville Valo esclarece isso e muito mais.

SOULFLY

Por Guilherme Spiazzi

O Soulfly e a vida de Max Cavalera são coisas que caminham juntas. Afinal, o brasileiro fundou a banda após deixar o Sepultura e segue firme com ela até hoje. Com Savages, nono disco de estúdio, a banda atualmente formada por Max (vocal e guitarra), Marc Rizzo (guitarra, ex-Ill Niño), Tony Campo (baixo e vocal, ex-Static-X) e Zyon Cavalera (bateria, Lody Kong) traz um equilíbrio entre o passado e o presente do grupo. Avesso a polêmicas mas sincero nas palavras, Max busca esclarecer vários pontos relativos à sua recém-lançada biografia e o momento que vive ao lado do filho, que recentemente passou a integrar a banda. Completando esta entrevista exclusiva para a ROADIE CREW temos Marc, que chega a uma década ao lado do Soulfly e traz uma visão do fã que passou a tocar com o ídolo. Caro leitor, com a palavra Max e Marc.

FIVE FINGER DEATH PUNCH

Por Steven Rosen

O guitarrista Jason Hook, do Five Finger Death Punch, é um dos principais compositores da banda. Ele, Ivan Moody (vocal), Zoltan Bathory (guitarra), Chris Kael (baixo) e Jeremy Spencer (bateria) já venderam milhões de discos, algo quase irreal nesse momento da indústria musical e em que as vendas de trabalhos de bandas de Metal e Hard Rock raramente chegam aos seis dígitos. Provavelmente isso se explica pelo fato de Hook e seus parceiros sempre colocarem a música em primeiro lugar e entenderem que todo o resto é secundário. Isso ficou claro numa coletiva de imprensa realizada em abril do ano passado, quando um jornalista perguntou a Bathory como a banda conseguia tanto espaço na programação das rádios. “O rádio vive de música e é isso que nós fazemos”, respondeu ele. “Viemos do underground fazendo um som pesado, mas, ao mesmo tempo, temos muitas músicas melódicas que couberam muito bem no ‘mainstream’.” E a banda continua fazendo essa fusão de peso e melodia no novo disco, The Wrong Side Of Heaven And The Righteous Side Of Hell, Volume 1. O primeiro single, Lift Me Up, é um belo exemplo de Rock construído através de riffs inspirados de Hook e ainda traz Rob Halford, do Judas Priest, dividindo vocais com Ivan Moody. Outras músicas, como I.M. Sin e Dot Your Eyes, já destacam pelo peso e não por acaso trazem as participações de Max Cavalera e Jamey Jasta (Hatebreed, Kingdom Of Sorrow), respectivamente. O grupo anda tão ocupado que a primeira data marcada para esta entrevista teve que ser reagendada. O próprio Jason ligou se desculpando e propondo outra data. Uma semana depois, lá estávamos nós ao telefone falando sobre a banda e sua trajetória.

EDITORIAL

Por Airton Diniz

Birmingham, a “Liverpool” do Heavy Metal

Todo mês a Carta do Editor é o último texto a ser entregue antes da ROADIE CREW ser enviada para a gráfica, mas para esta edição a seção começou a ser escrita duas semanas antes quando, ao procurar algum canal de notícias na TV, passei por um programa chamado “Minha Loja de Disco”, que é veiculado pelo Canal Bis da TV a cabo, e que me chamou muito a atenção. Trata-se de uma série de 13 episódios que focaliza lojas estabelecidas no Reino Unido e que se tornaram mitológicas, chegando a atrair muitos músicos, turistas comuns e, logicamente, os amantes da música de um modo geral. Coincidentemente, o episódio a que assisti focalizava a loja “The Diskery” (foto), situada em Birmingham (ING), cidade natal de ninguém menos que o Black Sabbath, o grupo considerado o criador do Heavy Metal. Como um insaciável colecionador de discos, seja em CD ou em vinil, e apaixonado por Classic Rock e Heavy Metal, me deliciei com o programa que, aliás, tem uma produção de bom gosto. Criada e dirigida por Elisa Kriezis e Rodrigo Pinto, a série apresenta depoimentos, shows e imagens de arquivo que revelam fatos curiosos e interessantes do cenário musical britânico.

Fundada em 1952, “The Diskery” é a loja de discos mais antiga do Reino Unido, e em suas prateleiras, na década de 60 quando ainda eram garotos, Tony Iommi, John ‘Ozzy’ Osbourne, Terry ’Geezer’ Buttler e Bill Ward iam procurar os LPs e compactos com as músicas que os inspirariam a trilhar uma brilhante carreira que os transformou em monstros sagrados do mundo do Rock. E Birmingham tem mesmo uma vocação especial para ser o berço da música pesada. Parece justo que essa cidade situada no coração de onde ocorreu a Revolução Industrial deva ser reconhecida como o local do nascimento do Heavy Metal. É ali que está também a região chamada “Black Country”, e o nome dessa área faz referência à concentração de indústrias metalúrgicas cujas chaminés expeliam uma densa fuligem negra que escondia o céu no lado oeste da cidade. Tudo a ver com Metal. Talvez não tenha sido por mero acaso, mas foi em Birmingham que nasceram também o Judas Priest e o Napalm Death, além de muitos outros grupos como Diamond Head, Witchfinder General, Wrathchild, Godflesh, Grim Reaper e mais centenas de bandas que fizeram, e continuam fazendo muita gente “bangear”, seja em pequenos clubes ou em gigantescas arenas mundo afora. E seria imperdoável deixar de citar que foi em Birmingham que nasceu Robert Plant, a voz do Led Zeppelin, e que no mesmo hospital que Plant – o Sandwell General Hospital – veio ao mundo Phil Linnot, do Thin Lizzy.

Consciente da relevante contribuição que Birmingham deu ao mundo da música a empresa de eventos Capsule, a mesma que produz o “Supersonic Festival”, criou o projeto “Home of Metal” e, durante o verão britânico de 2011, realizou uma grande exposição no Birmingham Museum & Art Galley, além de uma série de eventos relacionados com o tema que vincula a cidade ao surgimento do Heavy Metal. A iniciativa da Capsule sempre contou com o apoio de Tony Iommi, que declarou que Liverpool tornou-se conhecida mundialmente através da música dos Beatles, e que o mesmo passou a acontecer com Birmingham graças ao Heavy Metal.

Está ai a sugestão: quem gosta de boa música tem que visitar esses dois santuários antes de morrer.

Airton Diniz

CENÁRIO

Por Redação

FORKA: EXPANDINDO OS HORIZONTES

Passados oito anos desde Feel Your Suicide (2005), os paulistas do Forka mostram resultados ainda mais satisfatórios em seu novo lançamento, Black Ocean. Mesclando elementos modernos com a velha escola do Thrash Metal, o álbum traz faixas consistentes e, de cara, mostra uma banda segura, capaz de ampliar seus horizontes. Natural de São Bernardo do Campo/SP, o quinteto formado por Ronaldo d’Castro (vocal), Samuel Dias e Alan Moura (guitarras), Ricardo Dickoff (baixo) e Alex Momi (bateria) mostra-se seguro e feliz com os resultados do seu terceiro registro. A ROADIE CREW conversou com Samuel Dias, que falou sobre o amadurecimento da banda e analisou o momento vivido com Black Ocean.

RAVEN CONTA SUA HISTÓRIA EM DVD

A banda inglesa Raven, criada pelos irmãos John e Mark Gallagher em Newcastle, lançou no final de junho o DVD- d o c u m e n t á r i o Rock Until You Drop – A Long Days Journey através da gravadora SPV/Steamhammer. O filme traz, além de depoimentos e entrevistas, muito material raro coletado ao longo de sua trajetória, iniciada em meados dos anos 70. “Mark teve muito trabalho para reunir esse material. Na verdade, ele fez praticamente tudo!”, revela o vocalista e baixista John Gallagher. “Isso obviamente nos trouxe muitas lembranças. Para se ter uma ideia, muitas fotos e filmagens que estão lá eu jamais havia visto”, acrescenta.

Desde os primeiros passos

MARTYR LUCIFER: GOTHIC SEM AMARRAS

Com uma carreira iniciada no início da década de 90 com a banda de Death/Thrash Metal Dogma, o vocalista italiano Martyr Lucifer ajudou a criar, tempos depois, o Hortus Animae. A partir daí foi expandindo as fronteiras do Black Metal com elementos Clássicos e Avant-Garde. “Pode parecer um paradoxo, mas uma pessoa com a mente mais aberta às vezes pode, de fato, ser mais focada no que ela realmente acredita ou quer fazer. Não apenas sobre música, mas também conhecer diferentes idiomas, culturas, pessoas, crenças de povos e nações realmente ajuda a concentrar-se em algo

THE FUZZ DRIVERS: A CONEXÃO BRASIL-PORTUGAL

O vocalista brasileiro Marcelo Vieira pode até ser desconhecido dos brasileiros atualmente, mas nos anos 90 ele integrou diversos grupos conhecidos do underground paulista. Entre eles estão Smoking Guns e Trama, este último contando com o baterista Roger de Souza, que há anos é roadie do Motörhead, e com o baixista Eduardo “Du” Colferai (Love Gun-Kiss Tribute, ex- Ask You Why, Gypsy). Residindo em Portugal há um bom tempo, Marcelo não largou a música e vinte anos atrás lançou o álbum Kind Of Crime (1993) com o Hot Stuff, que contava com o filho do cantor Roberto Leal, o baterista Rodrigo Leal. Além de integrar diversos grupos cover, sua mais nova empreitada é o The Fuzz Drivers, que estreou com o álbum homônimo em fevereiro e recentemente assinou um contrato com a Ripple Music.

ZOMBIE COOKBOOK: MORTOS-VIVOS QUE FAZEM BARULHO

Zombie Cookbook é uma curiosa banda que apareceu fazendo alarde no underground brasileiro. Com o tema voltado, como o nome sugere, a zumbis, o quinteto formado por Dr. Stinky (vocal), Guinea Pig (guitarra), Horace Bones (guitarra e vocal), Hellsoldier (baixo) e Dr. Freudstein (bateria) lançou seu primeiro álbum, Outside The Grave, que mistura diversos estilos agressivos dentro da música pesada. Em entrevista à ROADIE CREW, eles fazem uma autópsia do novo trabalho e colocam todas as tripas de informações para fora… Da tumba.

FREE FALL: PAIXÃO PELOS ANOS 70

O quarteto sueco Free Fall traz como inspiração um som que já provou do sucesso e até hoje influencia bandas e músicos ao redor do mundo, toca nas rádios e faz parte da trilha sonora de filmes e seriados. O Classic Rock adotado pela banda pode não ser a onda do momento, mas tem seu público seleto e já provou ser atemporal. Kim Fransson (vocal), Mattias Bärjed (guitarra), Jan Martens (baixo) e Ludwig Dahlberg (bateria) conseguiram se destacar fazendo o som que realmente curtem. Assim, o gosto e a energia que têm pela música surgem no álbum Power & Volume (2013) e em seus shows.

CADAVERIA: MUITOS PROJETOS E NOVO ÁLBUM A CAMINHO

O fim de trajetória no Opera IX para Cadaveria (vocal) e Marcelo “Flegias” Santos (bateria) traduziu-se numa nova aventura que hoje conhecemos pelo nome de Cadaveria. Com doze anos de carreira, a banda encontra-se num belo momento, com vários e interessantes projetos em mão, como o DVD que será editado neste ano. A ROADIE CREW falou com a voz e cara da banda sobre os novos tempos para o grupo italiano.

ROADIE MAIL / MEMÓRIA / TOP 3

Por Redação

“LIVE EVIL” TESTAMENT & ANTHRAX

Adorei a matéria sobre o show do Testament e do Anthrax, a redação foi tão incrível que eu quase me imaginei naquele show a que eu tanto queria ir. Infelizmente foi em um dia inapropriado, visto que eu moro no Espírito Santo e o show foi em São Paulo. O texto foi tão bom que me deu emoção ao ler e fazia tempo que eu não lia algo que me fizesse sentir o que senti no momento. Caramba, parabéns, a matéria foi muito bem elaborada. Continuem sempre assim ou melhores ainda!

Helen Dias Santos

Vitória/ES

Helen, obrigado pela mensagem. Me sinto realizado por poder ter passado a você e aos leitores o que vi e senti naquele evento de Thrash Metal. Nunca me esqueço da primeira vez que vi o Testament na vida. O show foi realizado no extinto Projeto SP no dia 1º de julho de 1989, tendo abertura de Overdose e MX. Minha turma era enorme, mas nesse show em especial acabei indo sozinho. Desde então, não importa onde esteja, confesso que até gosto de ficar sozinho, focado no palco sem falar com ninguém, só sentindo a emoção e a energia do espetáculo. Bem, temos tido tantos shows seguidos ultimamente que a maioria está indo para a seção ‘Matérias Online’ de nosso site (roadiecrew.com). Fique ligada e siga escrevendo. Ah, espero que curta a entrevista do Testament que está nesta edição! (Ricar

BLIND EAR - LZZY HALE

Por Claudio Vicentin

Fotos: Renan Facciolo
Lzzy Hale (vocalista, Halestorm)
“Essa me parece uma banda dos anos 70. Nossa, é o Ozzy cantando, esse é o novo do Black Sabbath? (R.C.: Isso). Eu adoro Black Sabbath, sei que o álbum está sendo lançado e comprei o meu via download no iTunes, mas nem tive tempo de escutar ainda. Estou em turnê e sem um fone legal para escutar! Nós gostamos de ouvir Black Sabbath no camarim antes de entrarmos no palco. Tem algo com a banda que não importa há quanto tempo eles estão por aí, eles estão sempre fazendo algo interessante e trabalhando no limite. Estou muito feliz que eles lançaram um novo álbum com Ozzy, mas não podemos esquecer Heaven & Hell com Dio, que tive o prazer de conhecer. Escutei muito aquele álbum.”

Black Sabbath – Loner

HIDDEN TRACKS - MITRIUM

Por Ricardo Batalha

Vinte anos atrás, quando a banda santista Mitrium lançou seu único registro oficial, as atenções de quem ainda não a conhecia logo se voltaram àquele vocalista que tinha um timbre à la Bruce Dickinson. Era Eduardo Teixeira da Fonseca Vasconcellos, que anos depois ficou conhecido como Edu Falaschi – nos tempos de Mitrium, ele atendia por Eddie Falsky.

O fundador e guitarrista da banda, Nicolau “Nick” Guttera, era o único que residia em São Paulo, mas tinha um apartamento em São Vicente, onde Edu Falaschi morava. O vocalista conheceu-o no tradicional Ilha Porchat Clube de São Vicente e lá começaram a falar sobre Heavy Metal. “Ele me contou os planos de montar uma banda de Rock pesado cantando em inglês. Tinha até o nome: Mitrium”, recorda Falaschi.

Nick retornou para São Paulo, mas não conseguiu reunir a formação. Nesse meio tempo, o vocalista contou a novidade para os seus amigos do Colégio Tarquínio Silva, os irmãos gêmeos Fernando “Fefo River” Ribeiro (guitarra) e Paulo “River” Ribeiro (baixo). “Eles eram amigos do baterista Enrico ‘Wet’ e na mesma época, em 1989, houve o festival ‘F.I.C.O.’, do Colégio Objetivo”, relembra. “Então, os gêmeos, o Enrico e um tecladista chamado Quincas formaram uma banda para entrar no ‘F.I.C.O.’ e me chamaram”, completa.

ETERNAL IDOLS - RAY MANZAREK

Por Ricardo Batalha

Em que pese as letras poéticas, o desempenho e a atitude de Jim Morrison como ‘frontman’, as composições da banda norte-americana The Doors têm nos teclados seu grande alicerce. Alguns sempre questionaram a falta de baixo na formação, mas o grupo tinha um instrumentista de mãos cheias: Ray Manzarek. Bastaria citar a introdução de Light My Fire, um de seus grandes clássicos, para provar. Afinal, quem criou o conhecido tema foi Raymond Daniel Manczarek Jr., nascido a 12 de fevereiro de 1939 em Chicago, Illinois (EUA). Light My Fire era um Folk na criação inicial do guitarrista Robby Krieger, mas Manzarek deu o toque final na composição, uma das últimas a compor o repertório do ‘debut’ The Doors (1967). “Foram os melhores anjos do meu inconsciente”, dizia o tecladista sobre a ideia que teve para a ‘intro’.

Por sugestão do DJ local Dave Diamond e do presidente da Elektra Records, Jac Holzman, a faixa foi encurtada para ser executada nas rádios e lançada em single. Assim, estourou nas paradas e tornou-se o grande hit de 1967 nos Estados Unidos. A coisa foi crescendo e rapidamente Light My Fire ficou mundialmente conhecida, atingindo o 1º posto das paradas em julho de 1967 e contando com versões das mais variadas. Só para se ter uma ideia, já no ano seguinte ao seu lançamento, o portorriquenho José Feliciano obteve seu maior sucesso comercial nos EUA gravando-a no álbum Feliciano!

RELEASES

Por Redação

Nesta edição:

Agathodaimon

Airbourne

Annihilator

Anvil

As Radioativas

Ashes

Avenged Sevenfold

Blackmore’s Night

Carton

Confronto

Dark Age

Darktower

Desecrated Sphere

Doyle

Dream Theater

Duskmachine

Dynamite

Egonaut

Equilibrium

Facada

Fergie Frederiksen

Five Finger Death Punch

Forkill

Great White

Headless

Howl

Immolation

Imperious Malevolence

James Christian

Lacrimas Profunder

Martyr Lucifer

Mauricio Cailet

Michael Monroe

Mortifier Rage

Motörhead

Newsted

October Tide

Of Ares

Onslaught

Orchid

Reckless Love

Revamp

Scibex

Soulfly

Sworn In

The Quill

Tomada (DVD)

Turisas

Vattnet Viskar

Wilson

GARAGE DEMOS

Por Redação

Envie o seu link do Facebook ou MySpace acompanhado de uma foto em alta resolução (em arquivo JPEG e 300 dpi – legendada e com crédito do fotógrafo), a capa da Demo (alta resolução) e press release/biografia (em arquivo de texto), para o endereço de e-mail: [email protected]

Nesta edição:

Kamboja

Eleven Strings

Le Mars

Past Undone

CLASSICOVER -ACTION

Por Ricardo Batalha

O grupo inglês Def Leppard passou os primeiros anos de sua carreira buscando alcançar o mercado norte-americano. Queria aquilo a todo custo. Quando foi escolher um single para promover o ‘debut’, On Through The Night (1980), deixou ainda mais evidente sua vontade de excursionar em território norte-americano. Escolheu a faixa Hello America e passou a ser visto com certa desconfiança em seu país de origem.

No final, os ingleses conseguiram conquistar seu objetivo com o terceiro disco, o platinado Pyromania (1983). Mesmo assim, sempre que tinham chance, o vocalista Joe Elliott & Cia. tratavam de reverenciar as bandas inglesas, posando com camisetas e gravando clipes com as cores da bandeira do Reino Unido. Até renegavam o rótulo New Wave Of British Heavy Metal, mas exaltavam Mott The Hopple, David Bowie, T. Rex, The Kinks, Queen, Free e Sweet. “O Sweet influenciou muitas bandas em sua trajetória, como Def Leppard, Kiss e Mötley Crüe. Mas, assim como ocorreu com outros, sofremos influência de The Who, Deep Purple, Led Zeppelin, Beach Boys, Beatles, Vanilla Fudge etc.”, analisa o guitarrista Andy Scott. “Cada músico absorve o que ele escuta e assim o círculo se completa. Se não fosse assim, a música iria morrer. As influências, seja qual for o direcionamento, são importantes. Essenciais, eu diria”, acrescenta o músico, que hoje em dia tem sua própria versão do Sweet – o outro ativo é o Steve Priest’s Sweet.

BACKSPAGE

Por Vitão Bonesso

Em 1992, o Rush se encontrava frente a um dilema. Cerca de três anos antes, a banda havia trocado a gravadora em que estava há longa data, Mercury, pela também poderosa Atlantic Recording, pela qual gravaram os álbuns Presto (1989) e Roll The Bones (1991). Além disso, desde o lançamento de Signals (1982) o trio canadense iniciara uma fase batizada de ‘synthesizer period’, em que sua música passou a contar cada vez mais com a presença de teclados, com destaque aos sintetizadores executados pelo baixista e vocalista Geddy Lee. Foi uma transição tanto musical como de apreciadores, algo que o Rush teve que administrar de forma bem cuidadosa. O ápice da utilização de teclados aconteceu em Power Windows (1985), que culminou também com certo desconforto entre o guitarrista Alex Lifeson e Geddy Lee. De um lado, Lifeson sofria com críticas por estar sendo engolido pelos teclados, enquanto Lee se deliciava com o excesso deles.

Os lançamentos seguintes – Hold Your Fire (1987), Presto (1989) e Roll The Bones (1991) – mostraram certa redução dos teclados, mas ainda não o suficiente para deixar Lifeson mais calmo. Porém, as vendas não estavam tão animadoras e a Atlantic começou a fazer a famosa pressão em cima do trio.

CLASSICREW/ACONTECEU...

Por Redação

1973

The Who

Quadrophenia

Antonio Carlos Monteiro

Primeiro, ele fez uma tentativa com a música A Quick One While He’s Away (de A Quick One, de 1966), um tema com seis movimentos que chegou a ser chamada pelo próprio de “mini ópera-rock”. A coisa virou realidade três anos depois quando saiu a história musicada de um sujeito surdo, cego e mudo que se tornaria líder religioso por suas habilidades no fliperama. Mais dois anos, mais uma tentativa: Lifehouse era uma ficção científica que foi abandonada antes de se tornar ópera-rock. Mas o auge viria em 1973, quando ele, o gênio/louco mais fantástico da história do Rock, Pete Townshend, criou Quadrophenia. Antes de mais nada, uma recomendação: não tente compreender a história. Se Tommy já trazia um enredo rebuscado e irreal, o que falar da saga de um sujeito, Jimmy, que tem nada menos que quatro personalidades, cada uma representada por um dos integrantes do Who? Em termos bem superficiais, é isso que contam as 17 faixas criadas por Townshend no disco. A história ainda cita em vários momentos os conflitos entre ‘rockers’ e ‘mods’, duas tribos que viviam se pegando na Inglaterra dos anos 60.

1983

Krokus

Headhunter

Ricardo Batalha

Os suíços do Krokus, que já vinham em uma crescente na carreira com Hardware (1981) e One Vice At A Time (1982), atingiram o ápice em 1983. Headhunter não é só um clássico da banda, é até hoje seu maior sucesso comercial. Seu sétimo disco de estúdio, foi o primeiro a ser gravado nos Estados Unidos, país que acolheu a banda de braços abertos naquele ano em que fez uma turnê ao lado do Def Leppard, que promovia Pyromania.

Headhunter foi gravado no Bee Jay Recording Studios, em Orlando/Flórida, onde o produtor Tom Allom havia trabalhado no ano anterior gravando Screaming For Vengeance com o Judas Priest e onde o Molly Hatchet registrou alguns de seus álbuns.

Pode parecer mera coincidência, mas a conexão com Judas Priest e Def Leppard pode até descrever o álbum musicalmente. Claro, também há aquela pitada forte do Rock’n’Roll básico do Krokus, conhecido por seu som na escola AC/DC. “Trabalhávamos o nosso lado mais Judas Priest, tanto que Rob Halford participou na faixa Ready To Burn”, declarou o vocalista Marc Storace certa vez à ROADIE CREW.

1993

Van Halen

Live: Right Here, Right Now

Antonio Carlos Monteiro

Todo mundo com um mínimo conhecimento sobre o maravilhoso mundo do Rock sabe que é uma temeridade para uma banda trocar de vocalista. Quando o sujeito é talentoso e carismático, então, a coisa se assemelha a um desastre. E foi essa a situação em que o Van Halen se viu quando se separou de David Lee Roth em 1985. E enquanto o cantor montava uma superbanda com Steve Vai, Billy Sheehan e Gregg Bissonette, os irmãos Van Halen não se apertaram e chamaram o ex- Montrose Sammy Hagar, que passou a dividir os holofotes com o outro trunfo da banda, a guitarra fantástica de Eddie Van Halen.

A parceria entre a banda e Hagar já havia rendido três aclamados discos (5150 de 1986, OU812 de 1988 e For Unlawful Carnal Knowledge de 1991) quando o Van Halen resolveu fazer aquilo que jamais havia feito e, ao menos até aqui, jamais voltou a fazer: lançar um disco ao vivo. Afinal, as turnês com o novo vocalista se tornaram um dos aspectos mais fortes da banda e era necessário (e conveniente) deixar isso registrado. Assim nasceu o CD duplo Live: Right Here, Right Now.

LIVE EVIL - SOULFLY

Por Frans Dourado

Carioca Club – São Paulo/SP

25 de agosto de 2013

Por Frans Dourado • Fotos: Ricardo Ferreira

Camisetas do Sepultura tomavam as ruas no entorno do Carioca Club, o que denunciou um inegável clima de anos 90 no ar, mesmo que boa parte dos que ali estavam não tivesse vivido a efervescência da expansão do Sepultura. Mas o principal nome e verdadeiro embaixador do Metal brasileiro estaria ali e isso era o suficiente para unir as mais diferentes gerações de headbangers. O público foi ótimo, ainda mais se levarmos em conta a quantidade de artistas que se apresentaram em São Paulo nesse mesmo final de semana.

Coube ao The Silence abrir os trabalhos da noite. O grupo, que subiu ao palco pontualmente às 19h30, causou certa estranheza ao apresentar uma formação com seis integrantes, sendo que um deles no posto de DJ. Mas a surpresa deu lugar à aprovação e em pouco tempo o público passou a se empolgar com o Metal moderno, mas muito pesado e agressivo dos paulistas. A escolha do grupo, que executou seu curto set em 25 minutos, se mostrou acertada, tendo em vista a qualidade apresentada, bem como a sonoridade muito próxima e condizente com o estilo que o Soulfly ajudou a difundir. O The Silence se aproveitou sobremaneira da qualidade de som que saia dos PAs da casa, que em nenhum momento prejudicou sua performance. Tal fato preparou muito bem o terreno para a banda que dominaria o palco do Carioca na sequência.

LIVE EVIL - ANGRA

Por Thiago Rahal Mauro

HSBC Brasil – São Paulo/SP

25 de agosto de 2013

Por Thiago Rahal Mauro

Fotos: Ricardo Ferreira

Comemorando vinte anos do lançamento de Angels Cry, o Angra fez uma apresentação especial em São Paulo, no HSBC Brasil. Além de gravar o evento para um futuro registro em DVD, o grupo paulistano contou com a participação de grandes nomes do Metal, como Tarja Turunen (ex-Nightwish) e Uli Jon Roth (ex-Scorpions) – Russel Allen (Adrenaline Mob e Symphony X) era um dos convidados especiais, mas cancelou sua vinda ao país devido a um acidente de carro no caminho do aeroporto.

Os últimos anos da banda foram bem conturbados com troca de empresário e problemas internos que resultaram na saída do vocalista Edu Falaschi (Almah), além de balelas nos bastidores sobre uma possível reunião da formação original.

Sem um vocalista fixo, o grupo recrutou Fabio Lione (Rhapsody Of Fire e Vision Divine), que cantou e encantou em um show surpresa no cruzeiro “70000 Tons Of Metal”, nos EUA. A parceria deu tão certo que resultou também em uma ligação com a Top Link do empresário Paulo Baron, que acabou criando uma miniturnê pelo Brasil e América do Sul. Parece que isso foi só o começo. Na semana que antecedeu o show, a banda esteve na TV, concedeu entrevista na rádio 89FM no programa “Pegadas”, de Andreas Kisser, e teve uma noite chamada de “Angra Day” no Manifesto Bar. Ou seja, a intenção é evidente: trazer o Angra de volta em grande estilo

PROFILE - DAN BEEHLER (EXCITER)

Por Ricardo Batalha

Stand Up And Fight: “John Ricci e eu compusemos esta faixa, acredito que em 1981. Na verdade, a letra não foi finalizada, porque o disco era uma fita demo que acabou sendo prensada em vinil e se tornou um álbum oficial. Nunca tivemos a oportunidade de regravá-la. Stand Up And Fight tem ligação com a NWOBHM e se tornou um hino para o público ‘se levantar e lutar’. A letra fala sobre os fãs de Heavy Metal tomando o controle e lutando contra as ‘forças ocultas’.”

Álbum: Heavy Metal Maniac (1983)

COLLECTION - ROTTING CHRIST

Por Écio Souza Diniz

Criar um estilo único, dar um passo adiante na estética musical e artística em praticamente cada álbum lançado e se renovar várias vezes durante a carreira não é tarefa fácil. Fazer tudo isso dentro do Metal Extremo e ainda conseguir se manter em evidência perante a mídia e os fãs, mais ainda. Mas o Rotting Christ conseguiu. Formado em 1987 pelos irmãos Sakis (guitarra e vocal) e Themis Tolis (bateria), o grupo grego iniciou suas atividades executando um som que mesclava Death Metal e Grindcore. Mais tarde, se tornou um dos nomes de grande relevância no Black Metal mundial. Este caminho percorrido em seus quase 26 anos de existência evidenciou trabalhos fenomenais, como também outros que deflagraram experimentações que desviaram-no de suas raízes, produzindo músicas mais “comerciais”. Entretanto, mesmo os trabalhos menos relevantes são um diferencial se comparados a muito do que é praticado por aí. Em sua música você pode ouvir tanto um Black Metal sombrio e pesado, como sons que o transportam para o mundo oculto e distante da Grécia antiga, com deuses, heróis e batalhas. Tudo isso feito com grande técnica e melodia. Sem dúvida, seu legado atravessará os tempos e seu lugar no Olimpo está garantido.

BACKGROUND - RATT (PARTE 1)

Por Ricardo Batalha

Stephen Pearcy

A banda norte-americana Ratt, um dos grandes nomes do Hard Rock norte-americano dos anos 80, surgiu através do Mickey Ratt, criado em San Diego/CA pelo vocalista Stephen Pearcy.

Nascido a 3 de julho de 1956, em Long Beach/CA, Pearcy não foi criado em uma casa em que a família era dedicada à música. Longe disso. Seu pai, Bill Pearcy, havia lutado pelos EUA na Guerra da Coreia, travada entre junho de 1950 e julho de 1953 e que resultou na manutenção da divisão da península da Coreia em dois países. Quando criança, Pearcy e seu irmão mais velho se divertiam indo ao zoológico e passaram a comprar animais de estimação, entre eles uma tartaruga e alguns ratos.

Na escola católica St. Gerard ele jamais foi um aluno exemplar, mas tinha talento para artes e não ia mal em inglês. Nos intervalos das aulas, Pearcy tinha apenas uma “missão”: conquistar e levar garotas para uma visita ao vestiário masculino. Obtinha êxito algumas vezes, mas quase sempre tomava broncas da irmã Barbara e de sua mãe.

Seu pai vivia sempre calado, por vezes bêbado, mas matriculou os irmãos Pearcy num curso de caratê numa pequena sala suja e fedida que ficava dentro de um shopping. Mesmo sem se ligar em esportes na escola, ele começou a pegar gosto pela arte marcial. A música ainda não estava em seus planos e o máximo que ouviu, sem reconhecer, fora um disco do Led Zeppelin que o namorado de sua irmã mais velha o fez escutar. “É a Janis?”, questionou Stephen pensando ouvir Janis Joplin. De Rock’n’Roll ele ainda teria que aprender muito, especialmente depois que perguntou para seu amigo o motivo de ele ter na parede um pôster de uma mulher tão feia. A foto gigante era de Alice Cooper.

STAY HEAVY REPORT

Por Thiago Rahal Mauro

“Salve, salve, headbanger!” Não, não é o apresentador Vinicius Neves, mas especialmente cá estou para deixar registrado e celebrar os dez anos de existência do programa Stay Heavy. Claro, com a permissão dos apresentadores e produtores Vinicius Neves e Cintia Diniz, autores desta seção da revista.

A história do programa começou a ser escrita em outubro de 2003 na allTV, emissora de internet que, à época, também ia ao ar pela TV a cabo em São Paulo. “A internet democratizou a informação e fico muito feliz por ter começado o programa em um formato inovador, na primeira webTV do Brasil, com interatividade e exibição simultânea na TV. Sou fã da internet e de suas possibilidades. Para a música, então, ela abriu espaço para muita gente que não o teria e consolidou quem realmente é bom”, diz Vinicius Neves. “Levar o estilo musical que amamos para o maior número de pessoas possível sempre foi o objetivo do Stay Heavy. Queríamos que as pessoas tivessem contato com o Heavy Metal e que o programa fosse um espaço para bandas nacionais e internacionais, para mostrar eventos, expressar opiniões, enfim, que o Stay Heavy fosse uma voz nesse meio. Penso que na somatória conseguimos ir muito longe”, acrescenta.

PROFILE - EDSON GRASEFFI (PANZER)

Por Ricardo Batalha

Primeiro disco que comprou:

“Creatures Of The Night – Kiss.”

POSTER - W.A.S.P.

Por Redação

W.A.S.P.

The Last Command

Peso 0,250 kg
Dimensões 28 × 21 × 1 cm
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