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PRONG – São Paulo (SP)

12 de outubro de 2022 - Fabrique Club

Por Marco Nunes

Fotos: Leonardo Benaci (@leonardobenaciproducoes)

Sabe aquele ditado “antes tarde do que nunca”? Pois bem, o momento foi propício para usá-lo, pois, para surpresa de muitos (inclusive pare este que vos escreve), soubemos que a “Kombi do Prong” iria estacionar em São Paulo para uma única apresentação no Fabrique Club.

A expectativa era enorme, já que uma boa parte da plateia aguardava a banda americana se apresentar no Brasil há mais de 30 anos, época do lançamento do excepcional Beg to Differ, álbum fundamental que ajudou a moldar o metal alternativo ao lado de nomes como White Zombie, Helmet e afins.

Coube a banda paulista Válvera fazer as honras da casa abrindo para os nova-iorquinos. Ainda com o público bastante tímido, em número e também em animação, Glauber Barreto (vocal e guitarra), Rodrigo Torres (guitarra solo), Gabriel Prado (baixo) e Leandro Peixoto (bateria) iniciaram os trabalhos executando Glow of Death, presente no excelente Cycle of Disaster, emendando em O.S 1977. Os músicos não perderam a adrenalina nem quando houve uma falha no equipamento de Rodrigo, fazendo com que ele precisasse se retirar momentaneamente do palco para poder solucionar o problema. Porém, isto em nada afetou a performance do quarteto, que ainda tocou músicas da fase pós-Cidade em Caos (2015), quando passou a ter letras em inglês, como The Damn Colony (destaque para os excelentes backings), Nothing Left to Burn, Bringer of Evil, Cycle of Disaster, Born on a Dead Planet, The Traveller e fechando com Demons of War.

Após a já tradicional selfie com a galera, a banda retirou-se dando lugar aos roadies, que rapidamente preparam o palco para que Tommy Victor (guitarra e vocal), Jason Christopher (baixo) e Griffin McCarthy (bateria) iniciassem o desfile de clássicos do Prong com Test, do sensacional Cleansing. Aliás, este álbum lançado em 1994 foi bastante visitado no repertório, com o total de seis músicas, provando que este foi o mais bem sucedido da carreira da banda.

Visivelmente felizes, o comunicativo Tommy Victor e seus comparsas não se limitaram apenas aos grandes clássicos, como Beg to Differ e Lost and Found (do fantástico Beg to Differ, de 1990) ou Unconditional e a “zepelliana” Prove you Wrong, do álbum homônimo de 1991 – (N.R.: juro que este som me remete ao Led e quase posso afirmar que Tommy se inspirou em Nobodys Fault but Mine), mas nos brindaram também com gratas surpresas. Entre elas, Rude Awakening e Close the Door, do industrial Rude Awakening (1996); a hardcore Disbelief, de Primitive Origins (1987) e fecharam com o cover do Chrome, 3rd from the Sun. O público cantou cada um dos sons tocados, e era nítida a emoção de ver finalmente a banda ao vivo.

Tommy Victor certamente é um dos músicos mais criativos de sua geração. Tem um timbre de guitarra cavalar, uma mão direita que é um murro. Um cara que de certa forma pavimentou o terreno para que outras bandas pudessem executar seu metal com menos amarras e com mais identidade. Por isso que saímos deste show meio atordoados e um tanto incrédulos. Sim, nós finalmente vimos o Prong! Já podemos acordar?

SET LIST – Válvera:

Glow of Death

O.S. 1977

The Damn Colony

Nothing Left To Burn

Bringer of Evil

Cycle of Disaster

Born On a Dead Planet

The Traveller

Demons of War

SET LIST – Prong:

Test

Whose Fist Is This Anyway

Disbelief

Beg to Differ

Lost and Found

Unconditional

Ultimate Authority

Cut-Rate

Rude Awakening

Broken Peace

Cut and Dry

Another Wordly Device

Snap Your Fingers, Snap Your Neck

However It May End

Revenge… Best Served Cold

Close the Door

Prove You Wrong

Third from the Sun

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