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REBAELLIUN | LAC | DIVULSOR – Londrina/PR

07 de março de 2024 - Cheers Club


Por Átila Marconcine
Fotos: Arianny Rosso Beviani / Garage Tapes Prod

Após uma quinta-feira (07) de bastante calor em Londrina (PR), às 19h abriram-se as portas do Cheers Pub, um bar com temática irlandesa no centro da cidade e que foi palco da tour Under the Hellfire, com as bandas Rebaelliun, LAC e Divulsor.

A abertura do evento ficou a cargo do quinteto local Sulphuratus, que subiu ao palco pontualmente às 21h para executar uma mistura interessante de death metal, black metal e metal sinfônico. O público até então era expressivo, mas bastante tímido, batendo cabeça apenas nos momentos em que o vocalista/guitarrista/tecladista Bruno Esser cantava de forma gutural. Guturais esses que funcionam bem sozinhos e mais ainda quando combinado com os vocais limpos da Thaís Cristine, em músicas como “Alien Intervention” e “Eternity”.


A presença do violinista Lucas Nathanael na banda é algo a ser enfatizado, principalmente nas partes mais melódicas e ‘’calmas’’ das músicas, com destaque para um trecho excelente de “Prometheus” em que o violino harmoniza perfeitamente com os vocais limpos e toques de teclados. O baterista Gabriel Jarbas e o baixista João Guilherme desempenham bem o seu papel, mas em alguns momentos as linhas de baixo se tornaram imperceptíveis, tendo a sua maior predominância em “Opposite voids”.

Ao término do show, um breve intervalo de cerca de 15 minutos para a one man band Divulsor subir ao palco para engrossar o caldo do evento, executando o seu brutal death metal com alguns toques de slam metal. O público presente continuava um pouco tímido, mas os riffs de guitarra e os pig squeals matadores de Bruno Schmidt não deixaram a desejar.


Das sete músicas tocadas pelo Divulsor, apenas duas estão presentes no único EP da banda “Defiled Corridors of Ruptured Oblivion” (2018), a “Lascivious Repletion” e a “Perfidious Spectrum of Human Deeds”, que são ótimas músicas de um ótimo EP, mas o destaque mesmo é para as inéditas “Absorbed in a Vacant Body” e “Volcanic Discipline”, que serão lançadas posteriormente em um álbum full.

A ausência de um baterista real e utilização de bateria programada vale ser mencionada, pois esse artifício é criticado por alguns dos fãs mais puristas do gênero, mas no caso do Divulsor não chega a incomodar, muito pelo contrário, até funciona bem com o estilo, vide outras one man bands como Putrid Pile e Insidious Decrepancy.

Ao fim do show, mais uma pausa rápida de 15 minutos, para a entrada do LAC, antes conhecida como Lacerated and Carbonized. O show dos cariocas contou com uma maior participação do público que perdeu a timidez e ‘’bangeou’’ do primeiro ao último som. O vocalista, e único integrante da primeira formação do LAC, Jonathan Cruz, a todo momento interagia com os presentes, seja incentivando a plateia a erguer os punhos e gritar hail ou instigando o mosh-pit.



O set list apresentou músicas de todos os quatro full-lengths, a sequência de sons “Hellfire”, “Endless Void” e “Dead & Forgotten” do novo álbum “Limbo” (2023) foi matadora, mas o auge da noite foi ‘’Hell de Janeiro’’ do álbum “NarcoHell” (2016), na qual uma parcela considerável do público cantou junto a letra da música. A presença de palco de Jonathan foi impecável, bem como a execução dos riffs de guitarra do Leandro Pinheiro e as excelentes linhas de baixo de Arthur Chebec, mas quem roubou a cena mesmo foi o baterista Kai Ferreira, que ingressou na banda neste ano de 2024 e que apesar da pouca idade, mostrou que sabe tocar ‘’como gente grande’’. Anotem esse nome, pois esse garoto toca muito.

Após um show destruidor e com gosto de quero mais do LAC, ocorreu mais uma pequena pausa (creio que a mais curta de todas até então) para a entrada da lendária banda Rebaelliun.


Infelizmente, por conta o horário (Rebaelliun entrou por volta das 23h30), uma parte do público já havia ido embora, uma vez que muitos (inclusive eu) trabalham ou estudam na sexta-feira pela manhã e outra parte depende exclusivamente de transporte público para locomoção, que em Londrina encerra antes das 00h. Quem ficou, foi recompensado com uma aula de death metal, onde o Rebaelliun passeou por toda a sua discografia, com um enfoque maior no clássico “Burn the Promised Land” (1999), que completa 25 anos em 2024. “The Legacy of Eternal Wrath”, “…and the Immortals Shall Rise”, “At War” e “Spawning the Rebellion” foram os sons executados.


Uma observação importante, a “…and the Immortals Shall Rise” não estava inclusa no setlist, mas foi tocada pela banda a pedido de um dos presentes na plateia. O show também contou com as músicas “All Hail the Regicide” e “The Gods Manace” do seu trabalho mais recente “Under the Sign of Rebellion” (2023). Menções precisam ser feitas aos excelentes solos de guitarra feitos por Evandro Passos e ao baixista/vocalista Bruno Añaña, que está tocando e cantando muito. O baterista veterano Sandro Moreira, que toca também nas bandas Burn The Mankind e Exterminate, dispensa comentários, parece que a cada dia que passa ele está tocando melhor, a sua postura na hora de tocar, juntamente com a execução rápida e precisa de blast beats provou que o mesmo é um dos melhores (se não o melhor) baterista do Brasil. Por volta de 00h30 Rebaelliun executa o último som da noite e dessa forma é finalizado o evento.


A produção realizada pelo pessoal da MetalVerso (@_metalverso) com apoio da Garage Tapes (@garage.tapes) e Coletivo Londrinoise (@londrinoise) merecem os créditos pela organização e competência. O único ponto negativo foi o começo tardio da primeira banda, como sugestão fica para que nos próximos eventos (principalmente os que forem ocorrer no meio da semana) iniciem mais cedo, permitindo assim que quem trabalhe/estude e dependa de transporte público consiga ficar até o final.

Elogios também merecem ser feitos ao Cheers Pub, que apesar de pequeno, conta com uma boa acústica e um espaço agradável, climatizado e com mesas para sentar-se (caso o cansaço bata). Muito bacana um local desses ceder espaço para eventos underground de música extrema, que venham muitos outros com essa mesma qualidade.

Setlist – Sulphuratus:
1. Alien intervention
2. Eternity
3. Prometheus
4. Monolith of doubt (After Forever)
5. Opposite voids

Setlist – Divulsor:
1. Lascivious Repletion
2. Perfidious Spectrum of Human Deeds
3. Excavation for an Oracular Response
4. An Unfavorable Omen
5. Absorbed in a Vacant Body
6. Volcanic Discipline
7. Conflagration of your Unit

Setlist – LAC:
1. Third World Slavery
2. Bangu 3
3. Hellfire
4. Endless Void
5. Dead & Forgotten
6. Seeds of Hate
7. Blooddawn
8. Hell de Janeiro
9. System Torn Apart + Mundane Curse

Setlist – Rebaelliun:
1. All Hail the Regicide
2. The Last Stand
3. Legion
4. The Path of the Wolf
5. The Gods Manace
6. The Legacy of Eternal Wrath
7. Annihilation
8. Affronting the Gods
9. …and the Immortals Shall Rise
10. At War
11. Spawning the Rebellion

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