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ROCK IN RIO 2019 – Novidades sobre as atrações do Palco Sunset

A organização do Rock in Rio anunciou na última segunda-feira, 1° de abril, em evento realizado no Red Bull Station, em São Paulo, os encontros que fecham o line-up do Palco Sunset na edição deste ano do festival. A ação contou com a presença de diversos artistas que tocarão no Sunset nos meses de setembro e outubro, entre eles, representando o heavy metal, Jean Dolabella, do Ego Kill Talent, e Fernanda Lira, da Nervosa. Em meio às confirmações de personalidades de diversos outros estilos musicais e das parcerias, que serão eternizadas por algumas delas em faixas gravadas e produzidas no Red Bull Music Studios São Paulo, também foi falado sobre as bandas de rock e metal, nacionais e internacionais, que se apresentarão na próxima edição do Rock in Rio.

Para Zé Ricardo, diretor musical do Palco Sunset, que foi quem concedeu entrevista coletiva, o line up de 2019 é o mais forte da história do festival: “Temos bandas que nunca vieram ao Brasil, como o King Crimson, show do Whitesnake e a última turnê do Slayer. Nós seguimos na busca por qualidade e diversidade. São muitos estilos diferentes, artistas se combinando em reuniões únicas. Os shows são inéditos e montados artesanalmente, com contribuições de todos os músicos, o que resulta em espetáculos novos e surpreendentes. Teremos, por exemplo, a Xenia França com o Seal… Reunimos o máximo de diversidade que é possível apresentar em uma edição só”, explicou.

Em exclusiva, Zé Ricardo começou elogiando à ROADIE CREW, ressaltando nosso papel na música pesada: “Gosto muito da revista, vocês são muito importantes. Muitas pessoas pensam que só um nicho gosta de metal, mas quando a gente anuncia vem 100, 200 mil pessoas”, atestou. Sobre o conceito do festival em 2019, disse: “Acho que tem uma coisa que é até batida, o mote do Rock in Rio: “Por um Mundo Melhor”. O que é um mundo melhor?”, indagou. “Não é só cuidar de seu lixo, é você propor novas maneiras de olhar para coisas velhas”, afirmou. “A gente tenta, através do palco, ter um posicionamento, sem falarmos nada. O Sunset tem um posicionamento claro e verdadeiro sobre tudo, e que não é uma coisa óbvia. Acho que essa busca em fazer algo diferente, resulta em colocar as pessoas pra pensar. E como se faz isso com elas? Como que além do entretenimento, proponho, sem ser ‘cabeça’, alguma coisa que as faça sentir algo diferente? Acho que isso é o nosso principal cuidado. Mas não é fácil”.

Sobre a atual situação que o país atravessa, com pessoas se digladiando, principalmente, quando o assunto é política, Zé Ricardo enxerga com otimismo o comportamento do público no Rock in Rio: “Vivemos uma polarização muito grande, porém acho que a arte é capaz de ultrapassar essas barreiras e propor novas coisas”. Quanto a proposta oferecida em relação aos shows, explicou: “O palco tem uma proposta que vai além de colocar dois artistas fodas tocando, desde o ponto de pensar assim: ‘Não, a Nervosa tem que ser sozinha’. Temos que ter um encontro colaborativo, depois temos Slayer e Anthrax. O Sunset está mostrando que faz parte de um todo. A intenção de fazer a maior noite de metal pros fãs de metal se acopla a uma ideia maior. Você tem um encontro (Torture Squad e Claustrofobia com Chuck Billy), uma banda que está fazendo sua última turnê… Tem jornalista que já me disse que vai chorar vendo o último show do Slayer. Isso é legal, ter um plano ao redor daquilo tudo, mais do que só bons músicos, é uma tentativa de juntar pessoas. Por isso que alguns artistas vêm sozinhos, quando eu não encontro as pessoas certas, algo como no caso da Nervosa, por exemplo. É o que era pra ser… Até achar o encontro certo é difícil, nada é forçado, tem que ser original e genuíno”, sentenciou.

Artistas do Palco Sunset com o diretor musical Zé Ricardo – Foto: Helena Yoshioka

E por falar em Nervosa, Zé Ricardo deu sua opinião ao mencionarmos o fato de que a banda será a primeira formação inteiramente feminina de metal da história a tocar no Rock in Rio: “Isso é muito importante e tem que ser registrado e exaltado, pois vamos sempre quebrando paradigmas”, enfatizou. “Um evento que fez isso de forma brilhante é o UFC, que era 100% de homens e, de repente, as mulheres passaram a ser headliners. Isso é do caralho, tão democrático. Então, assim sendo, por qual motivo no metal não poderia ter novas bandas com mulheres?”, decretou.

De sua parte, a empolgada Fernanda Lira relembrou como foi receber o convite para a Nervosa tocar no mesmo dia que Slayer, Anthrax, mais Torture Squad e Claustrofobia, atrações brasileiras que receberão como convidado o frontman do Testament, Chuck Billy: “O próprio Zé (Ricardo) nos contatou, falando mais ou menos dessa maneira que ele anunciou hoje. Disse que realmente gostava da banda e do que a gente faz, e que achava importante nos ter no line up. Pra mim, foi muito legal, porque, claro, dentre os objetivos da banda aqui no Brasil, o Rock in Rio sempre esteve nos planos. Naquele ano (2013) em que eles deram uma bombada pro metal, que rolou Krisiun com Destruction, começamos a visualizar uma possibilidade. Eu estava lá com meu pai, ele me deu de aniversário estar naquele Rock in Rio. Ali, pensei: ‘caralho, está tendo essas bandas, quem sabe um dia, depois de muito trampo, a minha banda não toca aqui?’. Então, quando rolou o convite, foi um misto de missão cumprida da Nervosa e de realização pessoal”, revelou. “Sempre teve essa coisa de Rock in Rio muito forte em casa, meu pai é ‘metaleirão’, ele foi a todos. Portanto, foi muito legal saber que estou realizando esse sonho da banda, pra nós, pro meu pai e pra um monte de metaleiro. Estamos bem felizes”, comemorou.

Segundo a vocalista e baseado na declaração de Zé Ricardo sobre o prévio anúncio de que a Nervosa contaria com um convidado surpresa, parece que os rumos mudaram: “Sinto que agora está caminhando para que seja só a banda mesmo. A organização passou isso pra gente e estamos começando a absorver essa ideia de que dentro do meio do metal uma banda, um trio de thrash metal só de “minas”, já é algo bastante diferente do que a gente tem. Nossa presença por si só, ao menos pra mim, já será uma coisa marcante. Somos a primeira banda feminina de metal a tocar no Rock in Rio, então, acho que isso é legal, chegar lá e não fazer nada além do que sempre fazemos. Vai ter muita gente que nos verá ali pela primeira vez e pensará: ‘Mas que porra é essa?’. Isso por si só já é bem diferente. Tem outra coisa também, por mais que nossas letras não tenham um cunho 100% feminista, temos essa coisa da representatividade, muitas garotas que tocam e nos veem, se sentem incentivadas. Da mesma forma quando vi a Doro Pesch detonando num dia em que só tinha “caras” no palco. Isso é inspirador. É legal para as headbangers ter uma banda de mulheres representando todas nós ali”, concluiu.

Experiente no Rock in Rio, o ex-baterista do Sepultura Jean Dolabella tocará, só com o Ego Kill Talent, pela segunda edição consecutiva. Será no primeiro dia do Palco Sunset, que terá como headliner o Whitesnake (ver grade com a programação completa no final dessa reportagem), que tocou no primeiro Rock in Rio, em 1985. E ele nos contou como será participar pela quarta vez do festival: “Isso é sensacional. Minha história com o Rock in Rio começou em 2001, é a quarta edição que vou tocar”, vibrou. “Toquei em 2001 com o Diesel, em 2013 com o Sepultura e o Tambours du Bronx e no último (em 2017), já com o Ego Kill Talent”. Dolabella também falou sobre o que o público poderá esperar do show do Ego Kill Talent: “Voltamos semana passada de Los Angeles, onde gravamos o novo álbum no estúdio do Foo Fighters, o 606, então, provavelmente, esse show terá músicas novas, além da participação do Paulo Miklos (Titãs). Possivelmente, iremos arranjar um monte de coisas com ele. Enfim, estou muito feliz. Vai ser um show bem especial”, finalizou

O Rock in Rio 2019 acontece entre os dias 27 a 29 de setembro e 3 a 6 de outubro, na Cidade do Rock (Parque Olímpico, na Barra da Tijuca). A venda oficial dos ingressos está marcada para o dia 11 de abril, a partir das 19hs.

PALCO SUNSET – PROGRAMAÇÃO COMPLETA

27.09 (Sexta-feira)

Seal e Xenia França

Mano Brown e Guest

Karol Conca convida Linn da Quebrada & Gloria Groove

Lellê & Blaya

28.09 (Sábado)

Whitesnake

Titãs convida Ana Cañas, Edi Rock & Érika Martins

Detonautas & Pavilhão 9

Ego Kill Talent & Paulo Miklos

 29.09 (Domingo)

Jessie J

IZA & Alcione

Elza Soares convida As Bahias e a Cozinha Mineira, Kell Smith e Jéssica Ellen

Plutão Já Foi Planeta e Mahmundi

03.10 (Quinta-feira)

Hip Hop Hurricane: Nova Orquestra, Rael, Agir, Baco Exu do Blues e Rincon Sapiência

Emicida & Ibeyi

Pará Pop: Dona Onete, Gaby Amarantos, Lucas Estrela, Fafá de Belém e Jaloo Francisco, El Hombre e Monsieur Periné

04.10 (Sexta-feira)

Slayer

Anthrax

Torture Squad e Claustrofobia convidam Chuck Billy (Testament)

Nervosa

 05.10 (Sábado)

Charlie Puth

Anavitória e Saulo

Kane Brown e Giulia Be

Funk Orquestra com Ludmilla, Fernanda Abreu, Buchecha e MC Sapão

06.10 (Domingo)

King Crimson

Lulu Santos e Silva

Melim e Carolina Deslandes

O Terno e Capitão Fausto

 

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