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SLASH FEAT. MYLES KENNEDY & THE CONSPIRATORS – 24 de maio de 2019, Curitiba/PR

Live - Curitiba/PR

Por Arianne Cordeiro e Patrícia Araújo

Curitiba recebeu mais uma vez o guitarrista Slash em parceria com Myles Kennedy & The Conspirators. O grupo veio divulgar seu mais recente trabalho, Living The Dream, e realizou na capital paranaense o terceiro show de sua turnê no Brasil, aquecendo o coração do público que compareceu em peso, mesmo em uma noite em que a queda de temperatura foi sentida drasticamente.

A abertura do show ficou por conta dos paulistanos do Republica. Apesar do nome em português, as músicas do conjunto são cantadas na língua inglesa – no estilo em que o rock costuma aparecer ao redor do mundo. A banda, que já tocou em Curitiba, relatou ter sido convidada pelos próprios integrantes da banda de Slash para abrir os shows na turnê brasileira, após ter tocado na turnê norte-americana da atração principal. Sua apresentação, que durou em torno de meia hora, foi bem recebida pelo público, mesmo que num tom mais morno. Ainda assim, a reação foi muito positiva para um grupo que já ficou conhecido por ter feito um show sem muito tempero na última edição do festival Rock In Rio. Ao fundo, era possível visualizar bonecos de dinossauros nas caixas de som – itens que permaneceram ali até o final da noite.

Assim que o show acabou, o pano de fundo da banda de Slash foi revelado, motivando algo de certa forma cômico: várias pessoas gritaram e começaram a tirar fotos, claramente muito empolgadas apenas com a revelação da arte de fundo. A ação, com selfies e vídeos, foi curiosamente sincronizada. O show começou pouco antes das 22h, com The Call of the Wind, faixa que abre o último lançamento do conjunto. Logo de cara, os curitibanos já se mostraram muito receptivos e empolgados com a apresentação, acompanhando na sequência as faixas Halo e Standing in the Sun em coro – ambas lançadas em 2012 no álbum Apocalyptic Love.

O pessoal continuou muito agitado mesmo após a explosão do início, se deixando levar pelos solos do eterno guitarrista do Guns N’ Roses. O Guns, aliás, apareceu pouco nessa turnê: tocaram apenas Nightrain – algo que destoa das turnês mais antigas, que traziam um repertório muito maior não só do Guns, mas também de outros projetos de Slash. A montagem do setlist revela a maturidade da banda na atualidade, que já consegue realizar uma apresentação completa apenas com seus próprios sucessos.

Na metade do show, o vocalista Myles Kennedy passou a bola para o baixista Todd Kerns. Ele, que também atua em projetos paralelos, cantou duas músicas em sequência, várias vezes dividindo o microfone com Slash .Ao retorno de Myles, a harmonização de vozes chamou a atenção e fez o público delirar com a sintonia e o bom humor dos integrantes.

Um pouco mais para o final do show, na faixa Wicked Stone, Myles assumiu a terceira guitarra no palco, ao lado de Frank Sidoris e de Slash, que realizou um solo gigantesco, com mais de 10 minutos. Foi perceptível que o público ficou um pouco cansado com isso, pois o momento se estendeu um pouco a mais do que precisava.

Antes do final do espetáculo, os integrantes foram apresentados e foi a vez do baterista Bren Fitz ganhar destaque em um solo muito bem trabalhado. No bis, a banda executou Anastasia, um dos maiores hits de sua carreira. A música pareceu ter sido um pouco apressada, já que não houve solos tão longos como de costume nas turnês anteriores. Logo após seu término, a banda se despediu dos presentes e foi possível verificar que o batera Bran estava usando uma camisa da seleção brasileira, na versão azul.

O mais interessante do show foi perceber a variedade do público presente, de todas as idades. Ao nosso lado, um menino por volta dos sete anos estava muito feliz, já que conseguiu ganhar uma palheta de seu ídolo. O menino, apesar da pouca idade, cantava quase todas as músicas e apresentava um brilho nos olhos durante todo o espetáculo. Foi de tirar o fôlego! Uma apresentação para ficar na memória.

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