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Live Evil

SOILWORK

Teatro Odisseia - Rio de Janeiro/RJ, 9 de setembro de 2016

Rápido e eficiente. Esta é a melhor definição para o show realizado pelo Soilwork no Teatro Odisseia, no Rio de Janeiro. A apresentação marcou o pontapé inicial da primeira turnê dos suecos na América Latina. Fato este, literalmente, estampado na camiseta à venda na barraquinha de merchandising oficial. E que viu seu estoque disponível aos fãs cariocas se esgotar antes mesmo de a banda subir ao palco, pouco depois das 20h.

Embora não seja natural de Gotemburgo, cidade onde a chamada “Nova Onda do Death Metal Sueco” floresceu, o Soilwork sempre teve o seu nome atrelado aos principais representantes da cena, como In Flames, At The Gates e Dark Tranquillity. Sob a liderança do carismático vocalista Björn “Speed” Strid, o sexteto veio promover “The Ride Majestic” (2015), seu mais recente álbum de estúdio. O trabalho é o décimo ao longo de uma carreira que já acumula 20 anos. E foi exatamente com a faixa-título deste último que o grupo iniciou na Lapa o massacre sonoro (dos bons) que lhe é peculiar.

Em seguida, um retorno à década passada, com “Nerve”, música de “Stabbing The Drama” (2005), e o petardo que batiza seu segundo disco, “The Chainheart Machine” (2000). Apesar do público mediano (o número de shows agendados no Rio neste mês de setembro e o fato de a galera estar com pouca grana podem ter influenciado), a euforia dos presentes compensou. Nem precisava Björn “provocar” a plateia, girando o dedo indicador apontado para o alto. As muitas rodas de pogo durante a performance já se formariam naturalmente na pista. Mas é óbvio que o comando dado pelo frontman funcionou como um combustível extra.

A energia e a satisfação dos músicos não ficavam atrás. Prova disso era o sorriso constante da boa e irrequieta dupla de guitarristas composta por David Andersson e Sylvain Coudret. Não menos animado, o cabeludo e barbudo baixista Markus Wibom chegou a subir na caixa de som à direita do palco por duas vezes. Mas o dono da festa foi mesmo Björn Strid. Único membro remanescente da formação original, o cantor exibe forte presença de palco aliada à versatilidade vocal, alternando entre o limpo, melódico, e o rasgado, gutural, sem esforço algum. Elementos ainda mais amplificados pela batida furiosa do novo baterista Bastian Thusgaard (substituto de Dirk Verbeuren, hoje no Megadeth), ao lado do igualmente competente tecladista Sven Karlsson.

O repertório visitou boa parte da discografia da banda, com faixas de sete dos dez álbuns já lançados. Entre os destaques, pedradas como “Overload” e “Rejection Role”, ambas de “Figure Number Five” (2003); “Bastard Chain”, de “A Predator’s Portrait” (2001); e a cadenciada “Whirl Of Pain”, de “The Ride Majestic”, que finalizou a primeira parte da apresentação. No bis, após um breve intervalo, “Follow The Hollow”, do “Natural Born Chaos” (2002); “This Momentary Bliss”, do duplo “The Living Infinite” (2013); e “Stabbing the Drama”, do trabalho homônimo, fecharam a conta.

Apesar do show relativamente curto (menos de 80 minutos de duração), uma vez que o Teatro Odisseia precisaria ser liberado para outro evento, a estreia do Soilwork diante do público latino-americano, e que teve a Cidade Maravilhosa como cenário, foi um ótimo cartão de visitas. Daí a combinação rapidez e eficiência, destacada logo no início do texto. Depois do Brasil, onde também incluiu São Paulo e Curitiba no roteiro, o grupo levaria seu Death Metal Melódico para Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Colômbia e México. Mas já fica a expectativa de que um retorno não demore outras duas décadas para acontecer.

Set list
1. The Ride Majestic
2. Nerve
3. The Chainheart Machine
4. The Crestfallen
5. Death In General
6. Tongue
7. Overload
8. Petrichor By Sulphur
9. The Living Infinite I
10. Bastard Chain
11. Rejection Role
12. Whirl Of Pain
Bis
13. Follow The Hollow
14. This Momentary Bliss
15. Stabbing The Drama

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