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STRATOVARIUS – São Paulo/SP – 22 de novembro de 2019

Carioca Club, São Paulo/SP

Por: Nelson Souza Lima

Não poderíamos esperar outra coisa do Stratovarius a não ser um excelente show. Afinal, os finlandeses estão na estrada há 35 anos – incluindo os tempos de Black Water –, tendo lançado 15 álbuns de estúdio, realizado centenas de shows ao redor do mundo e arregimentado milhares de fãs. Tudo bem que nessas mais de três décadas eles já passaram por muitos perrengues. Quem nunca, certo? Em meados dos anos 2000, o então líder da banda, o guitarrista Timo Tolkki, surtou, tretando com os outros integrantes, principalmente com o xará Kotipelto (vocal). Tolkki chegou a anunciar o fim do Stratovarius, mas a banda se reinventou e arregimentou novos instrumentistas, seguindo firme como um dos maiores nomes do power metal ou metal melódico, como queira – para mim, por sinal, o que eles fazem é um “progressivo turbinado”, mas provavelmente alguém já disse isso. Apesar de não lançar um disco de estúdio desde 2015 (o último foi “Eternal”), o quinteto era muito aguardado, o que ficou comprovado num Carioca Club abarrotado.

Curiosamente, nenhum grupo abriu a noite e, pontualmente, às 22h30 o Stratovarius deu início à matadora apresentação. E abertura de um show power metal é algo monumental! Se as bandas de black metal fazem o que seria a trilha sonora do Apocalipse, os grupos de melódico ou os sinfônicos introduzem suas apresentações com arranjos orquestrais como se fossem abrir as portas do Paraíso e Deus se anunciasse para salvar a humanidade – bem, é uma viagem da minha cabeça… Seja como for, todo o clima orquestral sinfônico que se cria serve para aumentar a adrenalina e a expectativa da galera, que se arma de celulares e tenta chegar mais próximo do palco.

Assim, os fãs receberam, com gritos empolgados, cada integrante que entrou no palco. Primeiro foi o batera Rolf Pilve, depois o guitarrista Matias Kupiainen, seguidos pelo baixista Lauri Porra e o tecladista Jens Johansson. A ‘intro’ chega ao ápice, criando o clima que iniciou com a poderosa Eagleheart, de Elements Pt. 1 (2003). Timo Kotipelto já entrou no palco a milhão, sendo saudado com euforia pelos presentes. Como são incrivelmente profissionais, em que tudo é calculado, tocaram, durante uma hora e meia, um set que trouxe 15 músicas do período com Kotipelto à frente da banda.

Phoenix, de Infinite (2000), mostrou que a noite seria repleta de muitos “oh, oh, oh”, com Kotipelto regendo o coral do Carioca Club. Oblivion, single que consta na coletânea Intermission II (2018), aumentou ainda mais a temperatura da casa. Curiosamente, de Eternal (2015) tocaram apenas a empolgante Shine In The Dark, com solos de guitarra e teclado se alternando. Incrível mesmo como os músicos são técnicos, todos com perfeito domínio de seus instrumentos, como também mostraram em SOS, single de Destiny (1998).

Como deu para notar, o baixista Lauri Porra tem um nome que, em português, dá margem a uma série de piadas – ele sabe disso, tanto que na hora do solo também teve seu momento de ‘Stand Up Comedy’. Além de fazer um solo competente, abusando de acordes, tapping, slaps e pedais de distorção, corria para o microfone gritando: “Eu sou Porra”, “Mas que Porra”… Imagine se a galera não curtiu, aplaudindo e ovacionando o baixista.

Após o solo de Lauri Porra, a pancada Visions (Southern Cross), de Visions (1997), para, em seguida, Jens Johansson fazer um dos mais competentes solos de teclado que presenciei. Não resta dúvida, o Stratovarius é formado por alguns dos mais extraordinários instrumentistas do metal. A clássica Black Diamond, outra de Fourth Dimension, veio na sequência, marcando o fim da primeira parte da apresentação. Um docinho de bastidores, que demorou mais que o normal e aguçou os fãs que gritavam pela banda.

Voltaram para encore com mais quatro canções: Forever Free e a clássica The Kiss of Judas, ambas de Visions; a pancada Unbreakable, de Nemesis (2013), além de outro clássico, Hunting High and Low, mais uma de Infinite, que encerrou a apresentação, já na madrugada de sábado. Kotipelto e seus parceiros agradeceram os fãs com a tradicional distribuição de palhetas, baquetas e fotos para a posteridade. Enfim, mais uma grande passagem dos finlandeses pelo Brasil!

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