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SUMMER BREEZE OPEN AIR BRASIL: VITÓRIA NO PRIMEIRO JOGO

Por Ricardo Batalha

* CONFIRA AS RESENHAS DOS SHOWS CLICANDO NAS DATAS ABAIXO:

SÁBADO DOMINGO 

Havia um misto de alegria e muita expectativa, pela primeira edição do Summer Breeze Open Air Brasil, realizada nos dias 29 e 30 de abril no Memorial da América Latina, localizado na Barra Funda, em São Paulo. Com acesso fácil, o evento focou na experiência e cumpriu o que prometeu. A disposição dos palcos, com dois principais (Hot e Ice Stage) de um lado em uma área extensa, e outros mais distantes (Sun e o auditório exclusivo Waves Stage), foi exatamente nos moldes dos eventos europeus, assim como o rigor no cumprimento do horário que, com algumas exceções, também foi cumprido à risca. Afora isso, a distância entre as áreas foi correta para que shows simultâneos não tivessem problemas mais sérios de vazamento de som.

Foto: Rapha Garcia (@raphagarcia)


Quando o empresário Rick Dallal, da Free Pass Entretenimento afirmou que a organização iria “importar” a tradição dos 25 anos do festival, como sendo “um espaço amigável para toda a família, fácil acesso, atividades e ativações além shows e experiência gastronômica inesquecíveis”, ele afirmou, ainda, que tinha a certeza de que o público sairia “ansioso para voltar em 2024”. A contar pelos depoimentos nas redes sociais, a intuição se concretizou.

“Eu tinha uma grande expectativa. Sabia que a equipe do Brasil, através da Free Pass, de Rick Dallal, e do Claudio Vicentin, da Roadie Crew, estava fazendo um bom trabalho. No final, como estamos falando de um primeiro evento, de algo novo, superou as expectativas”, comemorou Achim Ostertag, um dos criadores do Summer Breeze na Alemanha. “Me senti orgulhoso por isso e por ter criado uma nova família no Brasil com toda a equipe, os produtores e todos que trabalharam diretamente no festival. Estou extremamente ansioso pela edição de 2024”, completou Ostertag, que também tocou no Hot Stage como baterista da banda Voodoo Kiss.

Foto: Rapha Garcia (@raphagarcia)
Foto: Diego Padilha (@diegopadilha)
Foto: Alessandra Tolc (@alessandra_tolc) – www.Photolc.com.br

No canto do Ice Stage estava o imponente monumento Mão, de Oscar Niemeyer, que servia como ponto de referência. O entorno de toda a área, dividida por uma passarela que interliga o complexo, foi completado pelas outras atrações, como as áreas de merchandising, alimentação, bebidas e espaços exclusivos, como o espaço kids, com monitoria e ações de iniciação musical. Uma das áreas “vip” para quem adquiriu o ingresso que dava direito ao Lounge ficava localizada próximo da Galeria Marta Traba, enquanto a sala de imprensa estava dentro da Biblioteca Latino-Americana do complexo. Além disso, houve ativações com patrocinadores, como o game Diablo IV, da Blizzard Entertainment, que contou com os cosplays dos personagens andando pela área do evento e o anúncio oficial transmitido nos telões.

Foto: Rapha Garcia (@raphagarcia)
Foto: Alessandra Tolc (@alessandra_tolc) – www.Photolc.com.br
Foto: Roberto Sant’Anna


Horror Expo
A chamada Praça da Sombra do Memorial da América Latina não abrigou somente o palco Sun Stage, mas outras atrações, como a Horror Expo. A feira voltada para a temática do horror foi uma parceira do evento, levando para o Summer Breeze experiências como o labirinto (Sanatório do Terror), cosplays que interagiram com o público e expositores e influencers que englobavam cultura Geek e mercado do horror. A Universal Pictures fez uma ativação sobre o filme “Renfield”, enquanto a Warner apresentou uma atração para o novo filme da franquia Evil Dead – “A Morte do Demônio: A Ascensão”. Já a distribuidora Diamond Films promoveu o filme “O Nascimento do Mal”. Os visitantes também puderam se aventurar na área de airsoft e explorar o Museu do Horror de Daniel Pires, do famoso canal Lenda.

Foto: Alessandra Tolc (@alessandra_tolc) – www.Photolc.com.br
Foto: Alessandra Tolc (@alessandra_tolc) – www.Photolc.com.br

Alguns cosplays, que estavam circulando pela área do evento chamaram a atenção e tiraram muitas fotos, como Regan (O Exorcista), Pennywise (It: A coisa), Pinhead (Hellraiser), Pyramid Head (Silent Hill), Nemesis (Resident Evil) e crossover de Alice No País das Maravilhas zumbi. Como este que vos escreve estava no sábado (29) com uma camiseta de Jason Vorhees, foi natural tirar uma foto com o cosplay de Jason (Sexta-Feira 13).

“Para nós, como Horror Expo, foi incrível participar desta parceria com o Summer Breeze. Desenvolvemos uma proposta diferenciada mostrando uma experiência para os visitantes e o resultado foi extremamente positivo”, destacou Victor Hugo Piiroja, CEO e um dos criadores da Horror Expo. “Trouxemos o labirinto de horror, escape, estandes cenográficos, lojas especializadas, além de muitos personagens do mundo do horror. Horror e heavy metal sempre funcionam bem juntos e esta parceria vai continuar em 2024”, adiantou.

Waves Stage
Quem adquiriu ingressos diferenciados, e mais caros (Summer Lounge Card e Summer Lounge Pass), teve acesso ao Waves Stage, uma espécie de teatro/auditório, que contou com shows exclusivos, palestras e seminários. Por sinal, o Auditório Simón Bolívar, foi reformado após ter sofrido um incêndio há dez anos. O espaço estava localizado na parte superior, acima de onde foi realizada a feira de tatuagem, o espaço de cultura urbana e artes em geral. Próximo dali, na área externa, além da ‘Área de Descanso’, outros pontos que ocorrem em eventos europeus são os estandes de vendas de discos (CD e vinil), camisetas, bem como o espaço destinado a sessões de autógrafos e meet & greet, que funcionou nos dois dias do evento de forma organizada.

Foto: Fabrizio Toniolo
Foto: Fabrizio Toniolo
Foto: Alessandra Tolc (@alessandra_tolc) – www.Photolc.com.br


“O evento foi muito legal! Tivemos boas vendas em nosso estande, encontramos um monte de gente da cena e divulgamos a marca Overload. O festival foi muito bem organizado e conseguiu entregar uma experiência próxima aos eventos gringos”, comentou Gustavo Garcia, um dos sócios da produtora Overload.

“Estar presente em um evento de grande proporção como o Summer Breeze foi unir trabalho e entretenimento. Para a Altea Records foi uma experiência fantástica, pois tivemos contato direto com clientes novos e os que já conhecemos nas vendas on-line, o que nos proporcionou ótimos negócios, fidelizando ainda mais a marca. Agradecemos aos organizadores do evento, aos clientes, aos parceiros por confiar em nosso profissionalismo”, acrescentou Fabio Altea, proprietário da Altea Records.

Tattoo Rock Festival | Foto: Fabrizio Toniolo

O selo Classic Metal, representado pelo fundador Denis Zuliano e que dividiu o estande com a gravadora Voice Music, considera o Summer Breeze Open Air Brasil um dos melhores festivais que compareceu no Brasil. “Neste festival eu me senti na ‘Cidade do Rock’! Foi uma honra a Classic Metal Records ter participado desta primeira de muitas edições. Um festival repleto de atrações sensacionais e muita interatividade nos intervalos”.

Foto: Rapha Garcia (@raphagarcia)

Já os estandes com merchandising oficial do festival e das bandas participantes (Summer Store) estiveram nas duas áreas distintas do Memorial da América Latina. Da mesma forma, a prometida diversidade gastronômica, com estandes espalhados em toda a área do Summer Breeze. Este foi mais um ponto positivo, pois trouxe opções para todos os gostos e incluiu, como prometido, a culinária alemã (Essen Food) e marcas consagradas como Cão Véio e La Borratxeria, além de pastéis, lanches, pizzas, hot dogs e outros – este que vos escreve até fez questão de matar a vontade de comer um waffle.

“O festival superou a nossa expectativa de público e ao viver parte da experiência completa que ofereceu, vimos que finalmente temos um festival ao estilo dos grandes festivais de verão da Europa aqui no Brasil!”, exaltou Eduardo Sé, um dos sócios do La Borratxeria Bar Y Parrilla. “Sobre a nossa operação, fomos muito bem recebidos e orientados. No primeiro dia vendemos quase 80% do que tínhamos provisionado para o final de semana e fizemos uma força tarefa para correr atrás de insumos para não faltar nada no domingo. Parabenizamos por essa edição e desejamos vida longa ao festival”.

Espaço Kids – Foto: Alessandra Tolc (@alessandra_tolc)


Bastidores
A entrada do Artist Lounge, espaço destinado aos músicos e artistas, ficava no meio do espaço onde estava localizado o estúdio do canal Amplifica, a área da rádio Kiss FM e a do meet & greet, patrocinada pela Xiaomi divulgando com o lema “Celebre a Vida” para sua linha de smartphones da série Redmi Note 12.

Paul Martins (Kiss FM) | Foto: Roberto Sant’Anna

“Esta foi uma experiência inédita! A vinda do Summer Breeze, festival alemão que completou 25 anos, passou o recado de que o brasileiro consome muito bem o heavy metal e suas vertentes. Ver o Brasil como o primeiro país a dar berço para uma edição do evento fora da Alemanha, que é um polo é muito importante dentro do metal mundial, é motivo de orgulho”, enfatizou o radialista e músico Paul Martins. “Para a Kiss FM foi um prazer estar nessa, até porque musicalmente a gente fala a mesma língua. Esperamos estar novamente juntos no ano que vem, com mais atrações maravilhosas do metal mundial”, acrescentou Paul, que comanda os programas Autoral Brasil e Kiss Club. A Rádio Transamérica também esteve presente no evento trazendo muitas experiências para o público e foi mais uma rádio “media partner” do Summer Breeze.

Foto: Rapha Garcia (@raphagarcia)


As bandas e equipes contaram com espaço servindo pizzas, cervejas, um bar exclusivo da Jack Daniel’s, salão de beleza, a empresa Venice fazendo tatuagens de graça para quem quisesse dos músicos, do staff, da produção e convidados. Havia, ainda, um pequeno campo de futebol e uma área de descanso com redes e sombreira. “Como ocorre em festivais europeus, pude ver encontro de músicos. Luis Mariutti conversando com Billy Sheehan, o pessoal do Krisiun com Napalm Death, a Vixen com o The Winery Dogs. Um lugar tranquilo, bem descontraído e com uma energia muito legal”, revelou Claudio Vicentin, da Roadie Crew e do Summer Breeze. “A área também contemplava os camarins, os escritórios da produção, espaço para alimentação dos artistas. Ou seja, tudo que envolve um grande festival estava acontecendo ali atrás. Até fomos recebido pelo Bruce Dickinson, que bateu um papo antes da palestra comigo, Rick Dallal e Achim Ostertag. Ele foi muito cordial e comentou que vai retomar a carreira solo e quer voltar para o Brasil para shows solo. Ele também disse que estava feliz de palestrar dentro de um festival de heavy metal”, acrescentou.

Claudio Vicentin (Roadie Crew), Bruce Dickinson, Achim Ostertag (Summer Breeze | Voodoo Kiss) e Rick Dallal (Free Pass Entretenimento)

 

Foto: Diego Padilha (@diegopadilha)


Para Marcos Cutolo, gerente nacional Brown Forman, empresa proprietária da marca Jack Daniel’s, o Summer Breeze marca uma nova era nos eventos de metal no Brasil. “Obviamente que os shows tiveram os seus destaques – e todos os que pude assistir foram muito bons – mas, mais do que isso, valeu pela experiência”. Segundo Cutolo, o encontro de gerações foi algo que agradou a marca. “Essa sinergia de rock e cultura com Jack Daniel’s sempre foi presente em toda história da marca e o Summer Breeze trouxe isso de forma muito direta. Assim, foi possível impactar não apenas o público leal que sempre frequentou os shows de metal, mas uma nova geração acostumada com os espaços de convivência e experimentações”.

Já a Greener, que tem o objetivo de desenvolver a economia verde e descarbonizada, também foi uma das parceiras do festival. Em prol da compensação de carbono, trouxe o slogan “A música e a natureza agora cantam no mesmo tom” e a emissão de carbono gerada no evento foi compensada através dos token GPTs, da Greener.

Foto: Diego Padilha (@diegopadilha)
Foto: Marcos Hermes (@marcoshermes)
Foto: Cris Carezzato

A Roadie Crew esteve com um estande no Summer Breeze, onde disponibilizou edições variadas da revista impressa, dois modelos de camisetas e CDs. O fluxo de pessoas no estande foi intenso.

“As camisetas também tiveram uma ótima aceitação, principalmente as de cor branca, contrariando a opinião de que rocker só veste preto”, comentou Eliton Tomasi, gestor e produtor cultural pela Som do Darma e curador do Roadie Crew Online Festival.

Caio (Deventter) e Eliton Tomasi no estande

“Entre os CDs, o campeão de vendas foi ‘The Gang’s All Here’, do Skid Row, lançado no Brasil. Algo me diz que foi um reflexo direto do ótimo show que ‘ouvi dizer’ que fizeram no Summer Breeze. Digo isso porque como estávamos no estande não tínhamos como assistir aos shows. Enfim, quem trabalha e vive disso já está habituado, mas valeu muito ter encontrado tantos amigos e ter conhecido aqueles que, até então, só mantinha contato pela internet”, acrescentou Tomasi, que esteve no estande ao lado de Susi dos Santos, da Som do Darma.

Por falar em Roadie Crew, como a própria história e o nome da revista têm ligação com a do Angra e, por consequência, de Andre Matos, a pré-estreia da segunda parte do documentário Andre Matos – Maestro do Rock fala justamente desta fase da carreira de Matos. Exibido nas dependências do Waves Stage, no Auditório Simón Bolívar, o segundo filme dos quatro que compõem o documentário mostra a entrada do Maestro na faculdade de Música Santa Marcelina, onde conheceu músicos com os quais formaria o Angra.

Eco Moliterno e Anderson Bellini durante a exibição do documentário de Andre Matos no Waves Stage | Foto: Christian Chibbas

“O primeiro episódio do filme teve a pré-estreia no Teatro Municipal, um lugar icônico da música clássica, e o segundo fizemos em um festival de metal icônico alemão como o Summer Breeze, contando com bandas que fizeram parte da história do Andre Matos. Na sequência do nosso evento, ainda teve a homenagem ao Andre Matos no palco! Então, o pessoal teve a experiência de assistir ao filme e depois ver um show com membros do Angra, Shaman e Viper, onde captamos imagens que estarão na última parte do documentário”, observou Anderson Bellini, diretor de Andre Matos – Maestro do Rock. “Andre sempre foi um artista de grandes palcos e festivais, e tê-lo representado no documentário e depois com um show em sua homenagem foi épico e muito merecido. Foi muito emocionante ver a reação da plateia assistindo o filme. Na hora de cada fala do Andre, consegui perceber no olhar de quem estava lá uma satisfação enorme. Quem viu, teve uma primeira sensação do quanto emocionante é o segundo filme”, acrescentou o jornalista Thiago Rahal Mauro, produtor do documentário.

Foto: Alessandra Tolc (@alessandra_tolc) – www.Photolc.com.br
Área do Lounge | Foto: Rapha Garcia (@raphagarcia)

O que precisa melhorar
Entre as reclamações estavam o estado dos banheiros químicos, com a recorrente falta de limpeza durante o dia. Segundo informou a produção, os banheiros foram limpos ao final de cada dia, mas no sábado (29), três banheiros quebraram logo pela manhã, por volta das 11 horas, na área próxima ao terceiro palco (Sun Stage). Todos foram lacrados, mas como as pessoas abriram para utilizá-los, começou o vazamento. A produção informou que sabe se tratar de um problema recorrente, mas está empenhada em encontrar a melhor solução, bem como em mudar a localização dos banheiros químicos que ficaram muito próximos do Sun Stage.

Além disso, o acesso deficitário para pessoas com deficiência, já que se a passarela oferecia uma visão privilegiada dos espaços e da cidade, perfeita para algumas fotos para as redes sociais, era impraticável atravessá-la. A passarela dividia as duas áreas do festival e para o PcD havia dificuldade pela saída lateral para que pudesse atravessar a avenida Mário de Andrade. A ideia, segundo a produção, é discutir com as autoridades competentes para achar a melhor solução para colocar guardas de trânsito e de rua para facilitar com que PcD consiga atravessar.

A venda de ingressos, os nomes de cada passe, confundiu muitas pessoas que não conseguiram acesso ao Waves Stage. Várias relataram que não tinham conhecimento de que era um espaço extra para quem adquiriu uma modalidade diferente de entrada.

Summer Party
A After Party do festival contou com shows completos realizados na Audio, localizada perto do Memorial da América Latina, nos dois dias. No sábado (29), Perturbator e Evergrey; no domingo (30), novamente Perturbator e Vixen.

Vixen na Summer Party (Audio) – Foto: Alessandra Tolc (@alessandra_tolc)

Saldo
Algumas coisas certamente serão ajustadas, mas o saldo da primeira edição do Summer Breeze Open Air Brasil foi muito positivo. Quem achava que ia ter menos pessoas, por conta do Monsters of Rock que ocorreu na semana anterior, se enganou. A receptividade e a presença de milhares headbangers nas dependências do Memorial da América Latina foi digna de aplausos. 

O Summer Breeze traz outra proposta, que é dar espaço para bandas novas e outras que já tem cacife para serem headliners como o Blind Guardian, Parkway Drive, Avantasia e tantas outras. E muita experiência além dos shows. A edição de 2024 promete, pois quem compareceu aprovou e quem ficou de fora quer sentir essa atmosfera diferente. É legal ficar na frente de um palco o dia inteiro para ver a sua banda preferida, sem nenhuma experiência paralela acontecendo? Sem uma boa variedade de comidas e cervejas? Não sei. Todos nós já fazemos isso há anos. Porém, a versão brasileira do Summer Breeze Open Air trouxe o molde europeu de ser viver dias imerso no heavy metal e em outras atrações paralelas que todo o bom fã também curte.

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SÁBADO | DOMINGO (*será publicada neste domingo (07) – não perca!)

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