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Live Evil

SYMPHONY X

Circo Voador - Rio de Janeiro/RJ, 8 de maio de 2016

Se você está lendo estas linhas, então é grande a chance de ser fã do Symphony X. E se você é um dos fãs do Symphony X que compareceu ao Circo Voador na noite de domingo que marcou a volta do quinteto ao Rio de janeiro – a primeira passagem aconteceu em 2011 –, então ainda deve estar em êxtase no momento em que está lendo estas linhas. Mas prepare-se para uma perspectiva diferente, ok? Então vamos lá: concordo que “Underworld” (2015) é excelente. Mais precisamente, o melhor disco da banda (desde 1998) formada por Russell Allen (vocal), Michael Romeo (guitarra), Michael Pinnella (teclado), Michael LePond (baixo) e Jason Rullo (bateria). É a perspectiva de quem começou a enxergar a banda com outros olhos a partir de (um pouco menos) “Paradise Lost” (2007) e (um pouco mais) “Iconoclast” (2011). Viu só?

No primeiro contato com a plateia, para uma das explicações do conceito da obra – baseada em “Inferno”, primeira parte de “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri; e na mitologia grega de Orfeu indo ao Mundos dos Mortos atrás de seu amor –, o vocalista mostrou o bom humor que perduraria até a última noite. E completou com uma performance brilhante na bela “Without You”. Tão sensacional quanto o instrumental intrincado de “Charon”, mas, como disse, tomado de um feeling que falta ao líder e maestro Romeo. Veja bem, a técnica do guitarrista é impressionante, mas nada que Yngwie Malmsteen não tenha feito pouco mais de 30 anos atrás. Os méritos de Romeo são as grandes composições, que ganham vida com os talentos de Pinnella, LePond e Rullo. E que são enriquecidas por Allen.

Quer outra prova? Os dez minutos de “To Hell And Black” ganham vida com a intepretação do vocalista, que usa máscaras e adiciona um lado teatral à postura confiante que já tem no palco. A cadenciada “In My Darkest Hour” acalma os ânimos para o deleite instrumental de “Run With The Devil” e seu ótimo refrão voltado ao Hard Rock. Muito bonita e carregada pelas mãos de Pinnella, “Swan Song” deu um tempo em “Underworld” para que o set regular fosse encerrado com alguns clássicos.Instrumental de fato, presente em “V: The New Mythology Suite” (2000), “The Death Of Balance / Lacrymosa” foi de arrancar urros dos presentes – e pode falar a verdade: como não gostar da inserção da “Marcha Imperial”? –, enquanto uma dobradinha “The Divine Wings Of Tragedy” (1997) proporcionou a esperada euforia aos fãs que compareceram em ótimo número ao Circo Voador.

Não que a recepção ao novo material tenha sido fria. Pelo contrário. A maioria estava com as letras na ponta de língua, mas clássico é clássico. Assim, “Out Of The Ashes” esquentou as coisas, e “Sea Of Lies” incendiou de vez. Punhos para cima, sorrisos no rosto e um baita coro das vozes na lona. Momento ideal para Allen brincar de karaokê com a plateia, que compensou a pisada na bola na primeira das quatro tentativas até estourar os decibéis permitidos no fim.

A pesada “Set The World On Fire (The Lie Of Lies)”, de “Paradise Lost”, abriu o bis, e o show de uma hora e 40 minutos terminou como tudo começou. Última faixa de “Underworld”, “Legend” foi a homenagem do ‘old school heavy metal fan’ Allen a Ronnie James Dio e Lemmy Kilmister, com um pedido de valorização aos ídolos. Palavras bem escolhidas, e osfãs, apesar de os pedidos por “Evolution (The Grand Design)” não terem sido atendidos, voltaram em êxtase para casa. Já este escriba não apenas manteve a boa impressão do Symphony X, mas ficou ainda mais fã de um dos melhores vocalistas que temos por aí.

Setlist:
1. Overture
2. Nevermore
3. Underworld
4. Kiss Of Fire
5. Without You
6. Charon
7. To Hell And Back
8. In My Darkest Hour
9. Run With The Devil
10. Swan Song
11. The Death Of Balance / Lacrymosa
12. Out Of The Ashes
13. Sea Of Lies
14. Set The World On Fire (The Lie Of Lies)
15. Legend

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