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TARJA | MARKO HIETALA – SÃO PAULO

8 de março de 2024 – Tokio Marine Hall

Por Nelson Lima

Fotos: Leonardo Benaci

Não tinha como dar errado. Tarja e Marko Hietala prometeram e cumpriram, e quem foi ao Tokio Marine Hall, na última sexta-feira (08), conferiu uma aula de metal dos finlandeses. Em setembro de 2023, Tarja se apresentou no mesmo local prometendo voltar no primeiro semestre deste ano. Por sua vez, Marko Hietala tocou na capital paulista no Teatro Bradesco, em outubro último, garantindo retornar. Cumpriram e fizeram melhor, estão juntos na “Living The Dream – The Hits Tour 2024”, a qual percorrerá a América Latina por três meses.

A turnê iniciou em fevereiro na Argentina com o último show marcado para El Salvador no dia 29 de maio. Ou seja, será um rolezinho legal por terras latino-americanas para alegria da massa roqueira. Extremamente simpáticos com a galera que lotou o TMH, a dupla fez sets separados e, juntos, mandaram canções emblemáticas da carreira solo de Tarja e do Nightwish, grupo do qual foram integrantes por muitos anos. Ou seja, o clima de nostalgia levou os fãs ao delírio, já que Tarja e Hietala não dividiam o palco há quase duas décadas, desde quando ainda tocavam no Nightwish.

Organizada pela Top Link Music, a “Living The Dream – The Hits Tour 2024” foi generosa com os brasileiros, já que em nosso país serão nove shows, indo de norte a sul, passando por Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Belém, entre outras capitais. Uma vez que o Brasil é um país continental, a Top Link marcou um golaço, digno do Prêmio Puskás.

A banda escalada para a abertura foi a paulistana Allen Key. Formada em 2018 e com um disco na bagagem, “The Last Rhino”, lançado em 2021, o quinteto tem à frente a vocalista Karina Menascé e trilha o caminho do sucesso com um metal poderoso. Ladeando Menascé, a dupla de guitarras Pedro Fornari e Victor Anselmo mandam riffs e solos de primeira. Assessorados pela talentosa cozinha com Felipe Bonomo na bateria e William Moura no baixo, a Allen Key fez um esquenta de responsa e o público mediano, até então, viu uma banda promissora na cena metal brasileira, ganhando maturidade.

O set de quarenta minutos trouxe somente canções do elogiado “The Last Rhino”, como “Granted”, “Straw House”, “Goodbye”, “Sleepless” e “Mr. Whiny”. Em quarenta minutos, o quinteto mostrou segurança e simpatia. Karina Menascé tem a voz poderosa, sendo uma frontwoman carismática, não escondendo a emoção de estar abrindo o show de Tarja e Marko. Sorridente, agradecia o carinho dos presentes. Com o público ganho, a simpática Karina distribuiu flores no final do set, sobretudo para as mulheres, afinal, 8 de março é o Dia Internacional da Mulher.

Não foi preciso esperar muito entre o final da apresentação da Allen Key e o início do show de Marko Hietala. No formato acústico, o mesmo mostrado no ano passado, o baixista/violonista/vocalista foi acompanhado pelo guitarrista Tuomas Wäinölä e mesmo sendo um set “desplugado”, mandaram porradas que agitaram os presentes. Com um carisma estelar, Hietala conversava muito com a galera. Dizia estar feliz por voltar a São Paulo e encontrar os amigos. O clima era exatamente esse de amigos que não se viam há algum tempo para matar saudades tocando como se estivessem no sofá de casa. A descontração era tanta que o baixista estava descalço. Mais à vontade, impossível.

O set foi uma pintura. Das autorais, destaque para “Two Soldiers” e “Somewhere Only I Know”, esta última cantada no volume máximo pelos fãs. E como é de praxe, Hietala e Wäinölä mandaram clássicos absolutos do metal. “Dois grandes homens do metal”, nas palavras de Marko, foram homenageados com “Crazy Train”, do Ozzy, e “Holy Diver”, de Dio. Harmonia total. Para encerrar, o clássico “Children of the Grave”, do Black Sabbath. Antes de tocar a música, Hietala tecia algumas palavras “elogiosas” ao ditador russo Vladimir Putin. Deixaram o palco ovacionados. Climão de festa.

Agora era esperar pela “Rainha do Metal Sinfônico”, Tarja Turunen. Passava um pouco das 22h quando as luzes apagaram e os telões com o logo de Tarja anunciaram o início do show. Acompanhando a vocalista já há algum tempo, Alex Scholpp (guitarra), Pit Barret (baixo), Julian Barret (guitarra), Guillermo De Medio (teclados) e o brasileiro Alex Menechini (bateria) são instrumentistas talentosos criando uma massa sonora, não dando brechas para respirar. Quando Tarja entra no palco, é uma catarse com celulares ao alto, gritaria, ovacionada ela sabe que já entra com jogo ganho.

Como a turnê traz os grandes clássicos da carreira solo de Tarja e do Nightwish, o set já era conhecido. Muito embora “The Phantom Of The Opera” tenha ficado de fora. Pelo menos no Tokio Marine Hall não rolou. Mas nada que comprometesse. Equilibrando bem os álbuns solos, Tarja mandou de cara “Eye Of The Storm”, do “Living The Dream”, de 2022. Uma sequência alucinante com “Demons In You” do “The Shadow Self”, de 2016, “Die Alive” do “My Winter Storm”, de 2007, “Diva” também do “The Shadow Self” e “Shadow Play” do “In The Raw”, de 2019 não deu tempo da galera respirar.

Tarja disse estar feliz de voltar a São Paulo e ver tantos rostos sorridentes. Que não se lembra quantas vezes esteve na capital paulista, provavelmente mais de uma dezena, mas que sempre é uma honra. Público delirando. A presença de Marko Hietala para o set conjunto levou a temperatura da casa às alturas: galera gritando e um mar de celulares prontos para gravar o momento épico. Dando início ao “remember”, mandaram duetos bacanudos. Os atributos vocais de Marko já são conhecidos de longa data. Mandaram “Dead To The World” de “Century Child” (Nightwish, 2002), seguida por “Dark Star”, do álbum solo de Tarja, “What Lies Beneath” (2010).

O ponto alto da apresentação conjunta veio com “Planet Hell” e “Wish I Had An Angel”, do “Once”, de 2004, último álbum que Tarja gravou com o Nightwish. Bate cabeça em doses cavalares. Marko então deixou o palco mais uma vez ovacionado para que Tarja encaminhasse o final da apresentação. “I Walk Alone”, do primeiro álbum solo da vocalista, “My Winter Storm”, de 2007 e “Victim Of Ritual”, do “Colours In The Dark”, de 2013, encerraram o set.

Aquele ritual já conhecido. A banda deixa o palco. Alguns minutos de suspense e o quinteto volta. Tarja retornou com o maior clichê dos gringos em nossos palcos: usando a camisa da seleção brasileira. No encore “Innocence”, de “The Shadow Self”, que, aliás, foi o disco que mais contribuiu com o set, seguida por “Until My Last Breath”, outra do “What Lies Beneath”.

Tarja chamou Marko de volta ao palco para o gran finale com “Over The Hills And Far Away”, música de 1987 do irlandês Gary Moore e gravada pelo Nightwish em 2001. Cenas que já nos acostumamos a ver nos finais de shows: palhetas e baquetas jogadas aos fãs, galera querendo o setlist, fotos, coraçõezinhos e muita empatia por parte dos músicos. Na saída, o Mofo Jam entrou em cena no lobby do Tokio Marine Hall. Como já vem se tornando costume na casa, Marco Lucke (vocal e baixo), Fernando Piu (guitarra, Virus) e Robert Lunardi (bateria) apresentaram clássicos do rock enquanto o público já iniciava a expectativa pelo retorno de Tarja e Marko ao Brasil.

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