Por Marcelo Gomes
Fotos: Andre Santos
No dia 16 de março, os holandeses da banda Textures finalmente fizeram sua aguardada estreia em solo brasileiro, com apresentação no lendário Hangar 110, em São Paulo. Conhecida por sua fusão de elementos progressivos, djent e metalcore, a banda entregou uma performance arrebatadora, conquistando os fãs com um setlist que transitou entre suas diversas fases.
Desde o início, ficou evidente que o público brasileiro estava ansioso por esse momento. Assim que os músicos subiram ao palco, foram recepcionados calorosamente. A formação que protagonizou essa noite memorável contou com Daniël de Jongh nos vocais, demonstrando um alcance vocal impressionante e uma presença de palco carismática. Ao seu lado, Bart Hennephof e Joe Tal executaram riffs e solos marcantes nas guitarras, enquanto Remko Tielemans manteve o peso das composições com linhas de baixo precisas. Nos teclados, Uri Dijk adicionou camadas atmosféricas essenciais para o som da banda e Stef Broks, na bateria, exibiu uma técnica impecável, comandando as mudanças de tempo com maestria.
O show teve um início explosivo com Surreal State of Enlightenment, preparando o terreno para uma noite repleta de riffs complexos e mudanças de tempo alucinantes. A energia da plateia foi instantânea, com o público respondendo com intensidade aos primeiros acordes.
A sequência com Regenesis e Storm Warning manteve o clima eletrizante, com a banda demonstrando precisão cirúrgica nas execuções. As passagens progressivas dessas músicas causaram admiração no público, que acompanhava cada mudança de tempo e cada transição melódica de forma hipnotizada. Ao final, a banda teve seu nome gritado merecidamente. Quando os primeiros acordes de Reaching Home ecoaram pelo Hangar 110, o público acompanhou com palmas e cantou junto com Daniël de Jongh, criando um dos momentos mais emocionantes do show. A música, uma das mais marcantes da banda, trouxe melodia e peso, evidenciando a habilidade do Textures em criar composições envolventes. A sequência com New Horizons e Old Days Born Anew manteve a intensidade da apresentação em alta e abriu as primeiras rodas da noite. Em seguida, o medley Helmets / Polars foi um dos pontos altos da noite, transportando os fãs para a era inicial do grupo e levando o público ao delírio com riffs de tirar o fôlego e passagens complexas impressionantes.
A escolha de Swandive foi mais um acerto, mantendo a empolgação do público. A essa altura, o Hangar 110 já estava em completa sintonia com a banda, e a energia trocada entre músicos e fãs era impressionante. No meio do show, Messengers e Awake criaram um clima envolvente, trazendo uma atmosfera mais densa e introspectiva, permitindo que a banda explorasse sua musicalidade de forma mais profunda. O jogo de luzes, combinado com as texturas sonoras criadas pelos teclados de Uri Dijk, adicionou uma camada extra de emoção a essas músicas.
O show seguiu com Zman / Timeless, mantendo a plateia vidrada na performance impecável dos músicos. O público reagia a cada virada de tempo e mudança dinâmica, demonstrando conhecer o repertório nos mínimos detalhes. A reta final da apresentação foi avassaladora. One Eye for a Thousand trouxe um dos momentos mais pesados do show, com riffs agressivos e uma execução brutal que levou o público ao êxtase. Não foi diferente com Stream of Consciousness, que veio logo depois, culminando em um wall of death a pedido de Daniël. A faixa trouxe alguns dos momentos mais técnicos da noite, impressionando tanto os fãs antigos quanto os mais novos durante a execução de uma das composições mais complexas do Textures.
O encerramento com Singularity e Laments of an Icarus foi um desfecho épico para um show memorável. A última música, em particular, fez com que a casa viesse abaixo, demonstrando o impacto que a apresentação teve sobre os presentes.
A estreia do Textures no Brasil foi inesquecível. A banda mostrou-se extremamente à vontade no palco, interagindo com o público e entregando um show técnico e intenso. O Hangar 110, conhecido por sua atmosfera intimista, proporcionou um contato próximo entre músicos e fãs, tornando a experiência ainda mais especial. Após essa performance arrebatadora, fica claro que os holandeses conquistaram de vez o público brasileiro. Que essa seja apenas a primeira de muitas vindas da banda ao país!
Setlist
Surreal State of Enlightenment
Regenesis
Storm Warning
Reaching Home
New Horizons
Old Days Born Anew
Helmets / Polars
Swandive
Messengers
Awake
Zman / Timeless
One Eye for a Thousand
Stream of Consciousness
Singularity
Laments of an Icarus
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