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THORHAMMERFEST

Um festival que ruma para o circuito dos grandes eventos brasileiros. Assim podemos definir de forma curta e direta o “Thorhammerfest”, que é um evento que reúne vertentes como Pagan, Folk e Viking Metal e trouxe grandes nomes do estilo como Suidakra e Skyforger. Inicialmente realizado no Manifesto Bar, devido à grande presença de público desde a edição número sete, vem sendo realizado no Clube Piratininga, localizado próximo ao metrô Marechal Deodoro, que é um local mais amplo e com melhor estrutura, onde fã e as bandas saem ganhando.

Nesta nova edição, realizada na sexta-feira santa, a organização trouxe um cast que fez a alegria de muitos fãs, trazendo como headliner os suecos do Thyrfing, além de quatro excelentes grupos nacionais: Iron Woods, Pagan Throne, Arthanus e Vingard, que infelizmente cancelou a sua participação.

Já se passavam das 16h, quando a casa foi aberta e uma agradável surpresa adentrava dentro dela. Um espaço amplo com área de merchandising, que não ficava restrita aos CDs, LPs, DVDs e camisetas, pois havia venda de apetrechos como anéis, pulseiras, entre outros adornos. Outro atrativo foi à abertura do evento com o grupo Ordo Draconis Belli, que vestidos a caráter, simularam batalhas medievais, agradado ao público, que já estava em ótimo número.

Arthanus, do ABC paulista, deu início às apresentações às 16h30. Thiago Ap. (voz), Saulo Peghin (guitarra), Fellipe Magri (guitarra e backing vocals), Bruno Abbate (baixo e backing vocals) e Rogério Luque (bateria) comprovaram a boa aceitação do EP “Asgard Palace”, lançado em 2013. Como já pude ver várias apresentações do grupo, neste evento, talvez pela melhor estrutura, os músicos fizeram a sua melhor apresentação até o momento. Donos de um som que passeia pelo Black, Death e Metal Tradicional, se destacam pelos arranjos ricos e vocais variados, como a poderosa “Legion of Gods” e a cadenciada “Valhalla”. A faixa-título do EP encerrou esta bela abertura, que mostrou um grupo que necessita urgentemente de um selo que leve sua música para outros lugares.

Após uma demora de quase uma hora, às 18h iniciava a apresentação dos cariocas do Pagan Throne. Com problemas no teclado de Hage, que geraram mais 15 minutos de atraso, o quarteto formado por Rodrigo Gram (voz), Raphael Casotto (guitarra), Eddie Torres (baixo e backings) e Alexandre Absalão (bateria) não quis saber de cerimônias e foi mandando som atrás de som, como “Swords of Blood” e “Disease of New World”, que chamaram a atenção pelo contraste de rispidez e ótimas melodias. Já “The Trial of Your Gods” soa como uma trilha de campo de batalha. E dessa maneira que os integrantes estavam trajados, o que realçou ainda mais o show deste ótimo grupo, que tem nas vozes seu ponto forte. Os dedilhados e o clima épico de “Northern Forests” deram números finais ao show do quarteto, o que manteve o ritmo alto dos shows.

Os guerreiros voltaram! Essa era a sensação quando o Iron Woods subiu ao palco, graças às vestimentas dos integrantes. O duo formado por Holykran (voz, cordas e teclados) e Guerriera Nox (bateria), que ao vivo recebem o reforço de Fernando Iser (guitarra e backing vocals) e Thiago Degliottoni (baixo) faz um som que tem muito do true metal oitentista, só que não tão veloz, que privilegia o peso e passagens trabalhadas, como em “Iron Woods” e “At War Against All”. Mas o grande hit dos caras é “Valhalla Land”, que possui ótimos coros e lindas melodias, assim como HailBeer. O set dos caras passou voando e “Samhain Night”, com seu clima de épico de batalha, deu números finais a sua apresentação. Vale dizer que após o show, a banda teve o nome bradado pelos presentes, mostrando que quando a banda é competente, o público incentiva sim!

O grande momento do “Thorhammerfest 8” teve início às 20h30 quando o Thyrfing iniciou seu show. Se apresentando como quinteto (teclados e algumas vozes limpas eram feitos por samplers) Jens Rydén (voz), Patrik Lindgren (guitarra e backing vocals), Fredrik Henrborg (guitarra e backing vocals), Joakim Kristensson (baixo) e Dennis Ekdahl (bateria) comandaram a apresentação desde o início com uma música hipnótica e densa, que mistura Black Metal, Folk, Doom e Metal Tradicional. Isto se viu desde a abertura com “Mot Helgrind”, de seu mais recente trabalho, “De Ödeslösa” (2013), do qual também executaram “Kamp”. Uma abertura maravilhosa, que tem como maior responsável o vocalista Jens Rydén, que é um verdadeiro frontman. Dono de uma postura intimidadora, enaltecida pelo visual de mortos vivos que os músicos usam no palco. Esse clima veio de vez com a arrastada “The Voyager”, de “Vanssinevisor” (2002).

Também sem cerimônias ou apresentações, os caras foram mandando som atrás de som, até chegarem em “Mjöllner”, de Urkraft (2000), que chamou a atenção pelo clima clássico e as guitarras melodiosas. Após essa música, a banda sumiu do palco, a exceção de Dennis, que aproveitou para filmar o público, fato que se repetiu após a hipnótica “Digerdöden”. Assim como no Iron Woods, o tempo voou e “Sweol and Conqueror”, “A Great Man’s Return”, “Storms of Asgard”, as duas últimas de “Valdr Galga”, indicavam que o show chegava ao fim, que teve como o último ato o clima medieval de “Going Berzerk”, do primeiro trabalho do grupo encerraram com chave de ouro esse evento, que foi a primeira e única apresentação do grupo no Brasil e América Latina.

 

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