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TORTURE SQUAD

Para falar em turnê de metal nacional no cenário atual, temos antes de mais nada, reconhecer o trabalho que bandas como estas que tocaram no Berlinda Club, estão fazendo pelo país: sensacional! Os quatro grupos: Warcused, Reckoning Hour, Hatefullmurder e Torture Squad estão levando qualidade sonora realmente digna de respeito nacional e internacional, como muitas outras que já representaram o país ao tocar em lugares como a Europa e EUA.

O evento teve, no máximo, quinze minutos de atraso, o que é tolerável, começando com o Warcursed tocando seu veloz e agressivo death/thrash metal. Com um vocal gutural, mas pouco definido, Richard Senko, como ‘frontman’, representa muito a banda além de solar também ao lado de Eduardo Victor. Na batera Marsell Senko foi bastante técnico e destrutivo na execução das músicas. De fato, uma banda surpreendente na noite. Eles estavam bastante agradecidos com a presença do público, que compareceu em bom número, apesar de ter sido realizado numa quinta-feira.

A sequência ficou por conta da Reckoning Hour, essa banda guiada por J.P. nos vocais trouxe bastante peso cadenciado à noite. Apesar de notória pegada thrash na banda, Johnny King na bateria bem equalizada através dos ‘samples,’ também acompanha as alternâncias de vocais guturais e limpos de J.P. com o auxílio de Philip como backing vocal (este que tem qualidade imprescindível na guitarra), o que caracteriza a banda com um toque metalcore, mas bem objetivo. Todos bem sincronizados, trouxeram bastante peso à noite tanto na harmonia quanto nas letras reflexivas e pessoais, como disse o vocalista.

Mas não há como negar: a noite era das mulheres. Duas ‘frontgirls’, fecharam a noite com chave de ouro. Angélica Burns da Hatefullmurder era bastante esperada, assim como a principal banda da noite Torture Squad, que trazia Mayara Puertas no vocal. O público já estava à beira do palco esperando o inicío das apresentações. Hateffullmurder conta com Thómas Martin na bateria, bem violenta, mas acertada e com um set bem simples no que se refere à quantidade de tons e pratos, somente o que precisa, mas sem pena de utilizá-la devidamente, haja pulso! Angélica foi bem carismática com o público, apesar de um vocal ameaçador e muito bem definido, ela esteve bem próximo às pessoas à beira do palco.

A  banda conta também com Felipe Modesto no baixo, instrumento que toca fielmente, e faz backing vocal bem definido e bastante presente nas músicas. A guitarra bem expressiva e precisa, equalizada dignamente e com destaques pontuais ficou por conta do Renan Campos. A banda é agressividade pura, o show em si é impactante. Trazendo faixas do seu novo álbum “Red Eyes”, que tem como single a música de mesmo nome, a banda chamou atenção pela presença de palco e propriedade musical.

A principal atração, Torture Squad, honrou mais uma vez o seu nome e sua música. Ainda com Castor no baixo e Amilcar Christófaro na bateria, como representantes mais antigos, e os mais novos Rene Simionato na guitarra e Mayara Puertas no vocal, a banda mostrou o seu valor reconhecido pelo Brasil e pelo mundo, digno de um death metal ‘old school’ avassalador. O set monstruoso de bateria formado por seus onze pratos – se é que é preciso falar de Amilcar, que utiliza todos os elementos do seu instrumento –, levou cerca de 35 minutos para montá-lo no palco.

Uma vez pronto, rigorosamente executou as “desolações” do setlist como “Return of Evil“ e “Dreadful Lies” num repertório que contou com dez músicas ao todo. Rene, impecável na guitarra, mostrava qualidade didática e destruidora em riffs e solos com fantásticas execuções. No vocal, Mayara Puertas, apesar de um problema técnico inicial no microfone, logo começou a instigar o público com seu vocal imponente, gutural e rasgado. A banda bem sintonizada fez uma performance sensacional, digna de ‘headliner’ como já é acostumada, pois levou o público à insanidade.

A noite terminou com grande satisfação estampada no rosto das pessoas, e com sentimento de gratidão das pessoas a produtoras dedicadas, como é o caso da Empire que, a cada ano, traz à capital cearense surpresas e revelações do metal nacional e internacional. O público cearense, claro, só tem a agradecer.

 

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