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WAYNE HUSSEY & PETER MURPHY

Em uma tarde rosada e propícia ao ócio, poucos eventos fariam um fã levantar de sua cama, separar sua roupa preferida e (em alguns casos) caprichar na maquiagem ou acessórios. De fato, talvez algum nome que estivesse apenas despontando no cenário não conseguisse agrupar tantos fãs às 17 horas em um sábado acalorado. Não foi o caso. Afinal, lá estavam dois dos maiores nomes da música dark. E o final da tarde prometia com a casa quase lotada.

Com pouco atraso e sem alarde, a primeira estrela da noite já entoava alguns acordes enquanto a cortina do palco do Carioca Club ia lentamente se abrindo. Wayne Hussey, líder do The Mission e ex-The Sisters of Mercy, apenas com seu violão e, sem dizer nada, já estava à frente do público mandando um cover de “The Killing Moon”, do Echo & The Bunnymen. “Like a Hurricane”, de Neil Young, e “Like a Child Again” completaram uma poderosa trinca de abertura. O público, porém, mesmo aplaudindo efusivamente após cada canção, pouco se manifestava.

Em pouco mais de 50 minutos, Hussey alternava entre músicas onde contava apenas com seu violão e outras onde empunhava sua guitarra com distorção e era acompanhado por playbacks. Foi assim com uma das boas surpresas de sua apresentação, o cover de “All Along The Watchtower”, de Bob Dylan e imortalizada por Jimi Hendrix. Mas, foram nos clássicos do The Mission, como “Black Mountain Mist”, “Wasteland” e “Stay With Me”, onde Hussey conquistou de vez o bom público presente. Um belo aperitivo para o próximo show.

Diferentemente de sua última passagem por São Paulo, onde tocou apenas clássicos do Bauhaus, o vocalista Peter Murphy e sua competentíssima banda calcaram o show da noite na divulgação de seu mais recente álbum solo, “Lion”. E foi com “Hang Up”, do novo disco, que Murphy apareceu soltando a voz. Ou tentava, pois seu microfone estava com problemas deixando o volume quase inaudível. Infelizmente esse fato continuou por algum tempo e só foi totalmente (ou parcialmente?) resolvido quase na metade da apresentação. Ainda assim, o público tentava se animar com as execuções de “Low Room” e mais uma nova, “Low Tar Stars”.

Menos comunicativo que em outras oportunidades, o vocalista compensou dando tudo de sua voz. “Peace to Each”, do álbum “Ninth” e “Deep Ocean Vast Sea”, de “Deep”, foram bem recebidas, mas o público ainda esperava ansiosamente por algum clássico do Bauhaus. Porém, Murphy continuou desfilando belas músicas de sua carreira solo, como “Gaslit”, do EP “The Secret Bees of Ninth”. Um dos destaques ficou para “Holy Clown”, do novo álbum “Lion”, poderosa e com um refrão que empolgou todos os presentes.

“A Strange Kind of Love” deu uma animada nos presentes, mas foi com “She’s in Parties” que a casa acordou de vez. A sequência que ganhou todos os presentes veio no bis, com “Cut’s You Up”, maior sucesso da carreira solo do vocalista, e “Silent Hedges”. Para fechar de vez, “Lion”, do novo álbum, e “Uneven & Britle”, outra do disco “Ninth”. Para quem já havia visto Murphy em outras oportunidades em São Paulo, valeu a pena pela quantidade de músicas diferentes que foram executadas. Quem viu pela primeira vez talvez tenha ficado com uma sensação de “quero mais”, especialmente por contar com poucos clássicos, tanto do Bauhaus como de sua carreira solo. De uma forma ou de outra, a maioria saiu satisfeita. Dois bons shows de duas figuras ícones da cena dark que muitos farão questão de deixar para sempre na memória.
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