Poucas bandas lançaram tantos discos ao vivo como o Deep Purple – sendo que um deles é Made in Japan (1972), uma verdadeira aula de como se gravar um trabalho ao vivo. De lá para cá, são quase quarenta (!) os discos capturados de shows da banda – isso sem falar nos piratas.
Então, qual o sentido de mais um álbum nesse formato? Antes de tudo, é preciso levar em conta que a earMUSIC está lançando uma série de discos ao vivo da banda e este se insere no pacote. Além disso, o Purple, a despeito de ter gravado discos sensacionais, é uma banda essencialmente de palco. A banda está sempre por aqui e quem viu sabe a intensidade que emana do palco onde estão aqueles cinco caras. Como foi gravado na primeira tour após a morte de Jon Lord, há uma dose extra de emoção no show – que, como de hábito, mistura de temas novos (menos) e clássicos (mais, muito mais).
Gillan já mostrava dificuldade em alcançar algumas notas (como em Into the Fire), mas contornava o problema com a classe de sempre, e o resto da banda se mostra impecável. Enfim, ninguém precisa de mais um disco ao vivo do Deep Purple, mas quando sai um é muito legal.