No dia 8 de janeiro de 1991, o talentoso guitarrista Steve Clarke faleceu. Após o luto, o Def Leppard passou a procurar por um novo integrante. Adrian Smith, consagrado guitarrista do Iron Maiden, foi um dos convidados para um teste na banda de hard rock. A história foi relembrada pelo próprio músico em entrevista ao site espanhol MetalJournal.net.
Smith contou que passou “um ou dois dias” em Los Angeles a convite do também guitarrista Phil Collen e do fotógrafo Ross Halfin, período em que ensaiou algumas músicas do Def Leppard. A experiência, segundo ele, foi positiva no aspecto musical e pessoal, mas não avançou para algo concreto. “Soou bem… eles são ótimos caras. Mas não deu certo”, resumiu.
Na época, Smith estava tocando com seu Psycho Motel, banda que formou após deixar o Iron Maiden em 1990. De acordo com o guitarrista, o disco da banda estava prestes a ser lançado, o que também pesou para sua não entrada na banda dos colegas ingleses. Ainda assim, avaliou a experiência como válida, e ficou grato pelo convite.
Anos depois, o próprio Def Leppard comentou o assunto. Em 2023, Collen confirmou que Smith esteve entre os músicos convidados, ao lado de John Sykes (ex-Whitesnake e Thin Lizzy). Segundo o guitarrista, a banda optou por convidar apenas nomes próximos, sem promover uma seleção aberta, em respeito ao momento emocional vivido após a perda de Clark.
Para Collen, Campbell foi quem mais se destacou. A escolha baseou-se não apenas pela técnica, mas também pela contribuição nos backing vocals e pela compreensão do estilo do Def Leppard. Ele destacou ainda que, naquele momento, o novo integrante precisaria se adaptar às “regras” da banda e funcionar como parte de uma estrutura quase familiar.
Rick Allen também falou de Smith em entrevista concedida em 2021. O baterista disse ter gostado da ideia e elogiou a capacidade de Smith de se adaptar ao repertório da banda. Apesar disso, disse que Campbell acabou sendo “a escolha perfeita”.
O próprio Vivian Campbell recordou que o processo teve um peso significativo na convivência. Segundo ele, grande parte da chamada “audição” envolveu conversas e perguntas, mais do que testes técnicos. Ele descreveu o período como um verdadeiro teste de personalidade, refletindo o esforço da banda em se reconstruir internamente após um momento traumático.
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